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ARPA: referência na conservação da biodiversidade

O Brasil ainda tem muito o que avançar quando se trata de conservação da natureza e implementação de unidades de conservação. Por outro lado, também temos do que nos orgulhar. Entre as boas iniciativas do país, uma delas se tornou referência mundial: o Arpa, maior programa de conservação da biodiversidade em florestas tropicais do mundo, coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) e gerenciado financeiramente pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio).

O Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa) é financiado com recursos do Global Environment Facility (GEF), por meio do Banco Mundial; do governo da Alemanha, por meio do Banco de Desenvolvimento da Alemanha (KfW); da Rede WWF, por meio do WWF-Brasil; e do Fundo Amazônia, por meio do BNDES.

Com o apoio a 95 unidades de conservação no bioma, o Programa tem contribuído para a preservação de uma área de 52 milhões de hectares. Criado em 2002, com o objetivo de promover a expansão e a consolidação do Sistema de Unidades de Conservação (SNUC) no bioma Amazônia, o Programa hoje tem como meta implementar 60 milhões de hectares em áreas protegidas.
Os resultados do Programa, que é sempre homenageado em seminários e conferências internacionais como um exemplo de eficiência na conservação ambiental, são significativos.

O Arpa contribui substancialmente para a prevenção do desmatamento: 97% das unidades de conservação beneficiadas pelo programa mantiveram o desmatamento abaixo de 10% da área da unidade. A grande maioria delas (92%) conseguiu limitar a perda florestal a 5% ou menos da área.

Rio Sucunduri, localizado no Parque Nacional do Juruena, Mato Grosso e Amazonas (Foto: WWF-Brasil/ Cláudio Maretti)

O programa também contribui para a proteção de uma amostra considerável da biodiversidade do Brasil. Em apenas 39 unidades de conservação apoiadas pelo programa, foram encontradas mais de oito mil espécies de plantas e animais, das quais 107 estão ameaçadas de extinção.

No que diz respeito à efetividade de gestão das unidades de conservação, as UCs apoiadas pelo Arpa tiveram sua efetividade de gestão avaliadas em 56%, enquanto as que não são apoiadas pelo programa na Amazônia apontam uma média de 47%.

E todos esses êxitos chamam a atenção. Não à toa, em 2012, foi lançada a iniciativa “Compromisso com a Amazônia – Arpa para a vida”, fruto da parceria entre MMA, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), WWF-Brasil, em representação a Rede WWF, Funbio, Gordon and Betty Moore Foundation e LindenTrust for Conservation.

O objetivo é mobilizar de uma só vez, os recursos financeiros e outros compromissos necessários, para financiar permanentemente a consolidação e manutenção de unidades de conservação de 15% da Amazônia brasileira, incluindo, entre 5 a 10 milhões de hectares de novas unidades de conservação.

A estimativa de custos de financiamento é da ordem de US$ 240 milhões, provenientes de agências bilaterais, multilaterais, doadores privados dentro e fora do Brasil (além do Fundo Amazônia), para garantir a efetividade do programa e a conservação da biodiversidade e ecossistemas da Amazônia.

Entre as unidades de conservação apoiadas pelo programa estão o Parque Nacional Juruena (MT e AM), o Parque Nacional Serra do Pardo (PA) – , a Reserva Extrativista do Rio Unini (AM) –  e a Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema (AC) – .

Saiba mais sobre o Arpa e suas UCs nos links: http://programaarpa.gov.br e http://www.wwf.org.br/informacoes/?uNewsID=32044

* Matéria publicada no blog Observatório de UCs da WWF em 09/07/2013.