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Associação das Mulheres Agroextrativistas comemora conquistas sociais no Amazonas

A sede social da Associação das Mulheres Agroextrativistas do Médio Juruá (Asmamj), inaugurada no dia 11 de junho na comunidade Nova Esperança, da Reserva Extrativista (Resex) Médio Juruá (AM), celebrou várias conquistas sociais da Unidade de Conservação (UC) durante o mês.

A chefe da Resex, Rosi Batista, disse que a construção da sede social era um sonho das mulheres extrativistas da UC, assim como o curso de produção de sabonete artesanal, realizado de 11 a 14 de junho com apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), do Fundo Médio Juruá e da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). “No Médio Juruá, as mulheres sempre participaram do movimento social e discutiram a necessidade de se organizar para participar dos processos de tomada de decisão”, afirmou.

Na ocasião, a comunidade São Raimundo recebeu reunião setorial do Projeto da Associação dos Moradores Extrativistas. Foram debatidos Associação das Mulheres Agroextrativistas comemora conquistas sociais no Amapá o fortalecimento comunitário e a vigilância das praias de tabuleiros usadas para desova dos quelônios e dos lagos reservados para manejo do pescado. A equipe do Projeto Pé de Pincha falou sobre os resultados das pesquisas que apontam o crescimento da população de quelônios na região e ressaltaram a importância de reforçar a vigilância nas praias, além de aumentar a fiscalização.

Outro benefício conquistado foi a assinatura, no dia 5 de junho, do Contrato de Concessão de Direito Real de Uso (CCDRU) coletivo de bens imóveis pertencentes ao patrimônio público do estado do Amazonas. Por meio da Associação dos Produtores Rurais de Carauari (Asproc), fica regularizada a utilização de terras públicas de domínio do estado do Amazonas pelas populações tradicionais. “Este fato garante mais benefícios sociais e de permanência nas terras. O mais importante é que o CCDRU é por tempo indeterminado, o que foi
considerado pelas comunidades um fato inédito”, destacou Rosi.

Notícias, Notícias dos Parceiros do Arpa

Missão da Noruega ao Parque Nacional de Anavilhanas

Do dia 03 a 05/11/2014 foi realizada uma Missão da Noruega, principal doador do Fundo Amazônia/BNDES ao Programa ARPA, no Parque Nacional de Anavilhanas/ICMBio. O objetivo foi conhecer e avaliar a aplicação dos recursos na Amazônia.

Participaram da expedição o Sr. Simon Rye e a Sra. Lívia Costa Kramer (Ministério de Clima e Meio Ambiente da Noruega), Sr. Ivar T. Jorgensen (Agência Norueguesa de Cooperação para o Desenvolvimento_NORAD),  a Sra. Elisabeth Forseth (Embaixada Real da Noruega), Daline Pereira (MMA), Vandir Cruz, Priscila Santos e Alexandre (ICMBio) e Nathalia Dryer (Funbio).

Na missão a comitiva norueguesa pode conhecer de perto as dificuldades logísticas de se trabalhar na região, os conflitos existentes e as soluções de gestão oportunizadas pelas diversas instâncias do Programa ARPA. “Em 2 dias pudemos assimilar um conhecimento relativo a meses!” agradeceu o Sr. Simon Rye.

 

Notícias, Notícias das Unidades de Conservação

Comunidades do Cazumbá-Iracema recebem cursos técnicos

As comunidades do Núcleo do Cazumbá e do Cuidado, na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, participaram da abertura da segunda etapa de cursos oferecidos na Unidade de Conservação (UC) entre os dias 30 e 31 de agosto. O evento conta com a parceria do Instituto Federal do Acre (Ifac), por meio do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). O Programa já formou 37 alunos no curso de Agricultor Orgânico e agora oferece cursos de Açaicultor e Horticultor com a expectativa de capacitar 50 pessoas.

Além disso, 40 moradores da comunidade do Cuidado também serão capacitados com o curso de Agricultor Familiar. Todos os alunos foram selecionados pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que também contribuiu com a logística para desenvolvimento das aulas. “A parceria com o Ifac, que agora está levando mais três cursos profissionalizantes para dentro da Reserva, é de fundamental importância, pois atende uma das principais demandas das comunidades, que é a capacitação voltada para a melhoria e diversificação na produção, assim como para garantir a segurança alimentar das famílias extrativistas. No futuro, a intenção é que possamos beneficiar todas as comunidades da UC com essas formações”, ressaltou Tiago Juruá, chefe da Resex.

Rosanio Pessoa, morador da comunidade do Cuidado, agradeceu pelo esforço de levar a capacitação até eles. “Estou muito feliz por estar participando desse curso. Acredito que vou ganhar muito conhecimento e vou aproveitar ao máximo. Agradeço ao Ifac e ao ICMBio pela iniciativa de trazer esse curso até nossa comunidade”, finalizou o extrativista.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

*Matéria publicada em 12/09/2014 no ICMBio em foco.

Notícias, Notícias das Unidades de Conservação

Rebio Jaru e Cenap implementam ações do PAN Ariranha

Foi realizada no mês de agosto mais uma atividade do projeto “Distribuição espacial e avaliação populacional de Pteronura brasiliensis na Reserva Biológica (Rebio) do Jaru”, desenvolvido pela Unidade de Conservação (UC) em parceria com o Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros (Cenap). A iniciativa aconteceu entre os dias 19 e 29 de agosto e foi aprovada pelas chamadas internas da Diretoria de Pesquisa, Avaliação e Monitoramento da Biodiversidade (Dibio) nos anos de 2012 a 2014.

Os analistas ambientais João Paulo de Oliveira Gomes, da Rebio, e Lívia de Almeida Rodrigues, do Cenap, participaram da primeira campanha de 2014. Na oportunidade, eles revisaram os pontos já registrados para ariranha com o objetivo de avaliar a reutilização das tocas e acampamentos pelos grupos. Durante os dez dias de trabalho em campo, foram avistados três grupos de ariranha, foto-identificados dez espécimes e avistadas duas lontras.

Os resultados preliminares do projeto foram apresentados recentemente, em formato de pôster, no Congresso Internacional de Lontras, que ocorreu de 11 a 15 de agosto, no Rio de Janeiro. Entre 2012 e 2013 foram realizadas cinco campanhas, totalizando 49 dias de campo, onde foram vistoriados os dois principais rios da Rebio – Tarumã e Machado.

O projeto aborda duas ações do Plano de Ação Nacional para Conservação (PAN) da Ariranha. Entre seus objetivos estão realizar a modelagem de distribuição da ariranha para determinar a distribuição potencial da espécie na região e identificar áreas mais importantes para a sua conservação, estimar o tamanho populacional da ararinha e sua área de uso na Rebio do Jaru e entorno e levantar áreas utilizadas pelas lontras na área da UC.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Foto de Lívia Rodrigues

*Matéria publicada em 12/09/2014 no ICMBio em foco.

Notícias, Notícias dos Parceiros do Arpa

Acadebio promove curso de Geoprocessamento

A Academia Nacional da Biodiversidade (Acadebio) realizou de 1º a 6 de setembro o Curso de Geoprocessamento. O objetivo foi capacitar os servidores em ferramentas de edição, processamento, tratamento e análise de imagens e dados, visando a elaboração de produtos, por meio do programa de Geoprocessamento ArcGis. O curso possui três etapas, com momentos à distância e presencial, em que os alunos devem realizar atividades na plataforma de ensino à distância do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e elaborar um produto final de Geoprocessamento. Capacitação mais concorrida do Plano Anual de Capacitação (PAC) e mais indicada pelos servidores, o curso foi coordenado por Ricardo Brochado, chefe da Acadebio, e contou com a participação de 21 alunos, com apoio de servidores do ICMBio, Ministério do Meio Ambiente e instituições ambientais parceiras que fazem parte do Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa).

 

 

 

 

 

 

Foto de Alessandro Oliveira

*Matéria publicada em 12/09/2014 no ICMBio em foco.

Notícias, Notícias sobre o Arpa

Parques Nacionais da Amazônia: legado dos brasileiros

O presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Roberto Vizentin, participou na sexta-feira (5) da abertura da exposição fotográfica “Parques Nacionais da Amazônia: legado dos brasileiros”, no Espaço Israel Pinheiro, em Brasília, próximo ao Palácio do Planalto. O evento faz parte da comemoração do Dia da Amazônia, celebrado em 5 de setembro, em parceria com o WWF-Brasil. A exposição ficará aberta ao público até o dia 6 de outubro.

O objetivo é ilustrar por meio de textos e fotos a beleza e o valor da biodiversidade das Unidades de Conservação (UCs) amazônicas, mostrando as principais ameaças e desafios à conservação de espécies e da natureza nesses locais. “A Amazônia tem passado por um processo brutal de mudanças na sua configuração espacial e queremos mostrar que é possível sim conciliar o desenvolvimento do País com a conservação da biodiversidade”, afirmou Vizentin.

Participam da exposição três Parques Nacionais do bioma: Serra do Pardo (PA), Montanhas do Tumucumaque (AP) e Juruena (AM/MT). “Essas UCs são apenas uma amostra da importância dessas áreas para a população brasileira e para a conservação da biodiversidade, alertando para as diversas ameaças que os Parques têm sofrido por toda a Amazônia, como a construção de hidrelétricas e a aprovação de projetos de lei que têm reduzido ou descriado diversas UCs na região”, explicou Marco Lentini, coordenador do Programa Amazônia do WWF-Brasil.

Dentre os biomas brasileiros, a Amazônia é o que possui a maior extensão de áreas protegidas. Ao todo, são 314 UCs, federais, estaduais e municipais, que representam mais de 1 milhão de km² ou 26% do território da Amazônia brasileira. Durante o evento, as gestoras dos Parques Nacionais Serra do Pardo e Juruena, Leidiane Diniz Brusnello e Lourdes Iarema, respectivamente, fizeram palestras e mostraram as principais ameaças e oportunidades das UCs que representam.

“As unidades da Amazônia são pouco divulgadas, o que se deve em parte ao seu isolamento e ao número reduzido de visitantes que recebem. Entretanto, várias dessas unidades, em especial os Parque Nacionais, apresentam características únicas de grande interesse para turismo, educação ambiental e pesquisa”, destacou Leidiane.

Após as apresentações, o público elaborou perguntas e participou de um debate com as gestoras, que responderam aos questionamentos apresentados.

Na entrada da exposição existe um totem interativo com textos, fotos e vídeos de diversas UCs brasileiras, à disposição dos visitantes, além de jogos educativos sobre alguns dos Parques Nacionais, ricos em belezas cênicas e com variedade de espécies da fauna e da flora. Durante o mês de setembro, também faz parte da programação do Espaço Israel Pinheiro a visita de alunos da rede pública do Distrito Federal. O objetivo é mostrar que as UCs brasileiras são um legado para as futuras gerações, aproximando o público da biodiversidade brasileira e disseminando informações importantes à conservação de áreas protegidas na Amazônia.

Foto de Leonardo Milano

*Matéria publicada em 12/09/2014 no ICMBio em foco.

 

Notícias, Outras Notícias

Desmatamento na Amazônia é o segundo menor em 25 anos

Com o resultado, o Brasil poderá receber até 2,5 bilhões de dólares em pagamentos por redução de emissões na região

O desmatamento na Amazônia para o período de agosto de 2012 a julho de 2013 foi confirmado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) em 5.891 km2 e é a segunda menor taxa registrada anualmente nos últimos 25 anos. A diferença entre a estimativa divulgada pelo governo em novembro de 2013 (5.843 km2) e o número consolidado pelo INPE foi menor que 1%.

A partir do número consolidado pelo Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal (Prodes), o Comitê Técnico Científico do Fundo Amazônia (CTFA) validou nesta quarta-feira (10/09) o cálculo das reduções de emissões de CO2 oriundas do desmatamento, que ficou na ordem de 516 milhões de toneladas de CO2 – uma redução de 64% em relação ao referencial adotado. O CTFA é formado por cientistas de notório saber.

Com o resultado, o Brasil poderá receber até 2,5 bilhões de dólares em pagamentos por redução de emissões de desmatamento alcançados na região da Amazônia Legal, baseado em dados do Fundo Amazônia, que adota o valor de US$ 5,00 por tonelada de CO2 para captação de recursos de doações junto aos governos estrangeiros, empresas, instituições multilaterais, organizações não governamentais e pessoas físicas. O cálculo das emissões provenientes do desmatamento pelo Fundo Amazônia toma como base a média de carbono na biomassa de 132,3 tC/ha.

Os números confirmam, ainda, uma redução de 79% desde a criação do Plano de Ação para Prevenção e Combate ao Desmatamento na Amazônia Legal, coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e pela Casa Civil da Presidência da República, em 2004.

DADOS DE SATÉLITE

O Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal (Prodes/INPE) registra, via satélite, áreas equivalentes a pouco mais de seis campos de futebol (6,25 hectares). Os dados são coletados periodicamente de imagens do satélite Landsat 8/OLI. O resultado preliminar é divulgado no final do mês de novembro. Em meados do ano seguinte, após o detalhamento dos estudos e a coleta de dados em campo, as taxas são consolidadas oficialmente. O Pará lidera as taxas por estado, com uma área desmatada de 2.346 Km2, representando um aumento de 35% com relação ao período anterior. O segundo a lista é o Mato Grosso, com 1.139 Km2, o que corresponde percentualmente a um aumento de 50% em relação ao ano anterior. O Acre e o Amapá registraram reduções na área desmatada, de 28% e 15% respectivamente.

*Matéria publicada no site do MMA em 10/09/2014

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Evento debate Gestão para Resultados no ICMBio

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) promoverá de 10 a 12 de setembro, no auditório da sede, em Brasília, a Jornada sobre Gestão nas Unidades de Conservação. O evento marca o encerramento do 2º Ciclo de Formação em Gestão para Resultados e será uma oportunidade para divulgação de trabalhos realizados por participantes da capacitação.

Cada um dos três dias da programação dará destaque a um tema específico: Contexto do ICMBio, Diretrizes Governamentais e de Gestão e Inovação e Metodologias de Gestão. Servidores do Instituto que participaram das duas edições da capacitação em Gestão para Resultados – que ocorreram nos períodos de julho de 2012 a maio de 2013 e maio de 2013 a maio de 2014, respectivamente – irão expor os trabalhos desenvolvidos durante o curso. Nos painéis serão expostas as experiências na elaboração de planejamentos estratégicos, modelagem de processos de gestão, reavaliação de diretrizes estratégicas e implantação da gestão estratégica.

Cesar Pereira Viana, coordenador de Planejamento (Coplan/ Diplan), explica que os trabalhos realizados pelos alunos-servidores propõem bases sustentáveis de desenvolvimento institucional, com a intencionalidade de que o Instituto Chico Mendes deva fazer bem o que lhe é próprio e que consta da sua missão institucional. “A jornada é um passo importante para a apropriação institucional da metodologia estudada no Curso do Programa de Gestão para Resultados, bem como para dar transparência às ações de gestão que estão sendo implementadas. Além disso, o convite a parceiros externos promoverá entendimentos sobre o pensamento governamental e do setor privado”, afirmou Cesar.

Representantes da Controladoria Geral da União (CGU), do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), do Ministério do Meio Ambiente (MMA), da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), da organização Nexucs e do Instituto Publix também apresentarão suas experiências de gestão.

A jornada será transmitida ao vivo pelo endereço eletrônico http://assiste.icmbio.gov.br – com acesso preferencial pelo navegador Google Chrome. O evento é organizado pela Diretoria de Planejamento, Administração e Logística (Diplan/ICMBio) e tem apoio do Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa) e da Agência Alemã de Cooperação Técnica (GIZ).

*Matéria publicada no ICMBio em foco em 05/09/2014

Notícias, Notícias sobre o Arpa

Arpa terá mais recursos para unidades de conservação

Trinta milhões de hectares de florestas estarão protegidos até 2015

Reservas biológicas, estações ecológicas, parques (nacionais e estaduais), reservas extrativistas e reservas federais de desenvolvimento sustentável do Amazonas e do Tocantins são categorias de Unidades de Conservação (UCs) que receberão recursos do Programa de Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa) no valor de R$ 8 milhões até o final deste ano. Os aportes destinam-se a atividades de manejo e gestão de unidades federais e estaduais, atendendo-se à realidade de cada área, num total quase 7 milhões de hectares de florestas.

Caberá, também, ao Arpa, criar e ampliar o sistema de UCs em parte expressiva dos mais de 4 milhões de hectares repassados ao Ministério do Meio Ambiente (MMA) pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), há oito dias, por meio do Programa Terra Legal Amazônia, diretamente apoiado pelo Arpa. A previsão é de que, até o final da sua segunda fase, em dezembro de 2015, o Programa Arpa consolide a proteção a 30 milhões de hectares de florestas (metade da meta de 60 milhões de hectares prevista para 2020), colaborando para reduzir a degradação na Amazônia, estima o diretor do Departamento de Áreas Protegidas (DAP) do MMA, Sérgio Collaço.

LONGO PRAZO

Mesmo sem concluir a segunda etapa, o Arpa entra, ainda este ano, na terceira fase de execução e já garantiu recursos para as atividades dos próximos 25 anos. A “Iniciativa Arpa para a Vida”, como foi denominada, desenvolveu um fundo de transição, já constituído por R$ 477 milhões (US$ 215 milhões), garantindo sua independência financeira até 2039 e dando a certeza de que as atividades não serão interrompidas.

Os dados positivos do Arpa serão apresentados e debatidos pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, em conversa com representantes dos governos da Colômbia e do Peru, em 16 de outubro. O encontro acontecerá paralelamente à XII Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), marcada para ocorrer em Pyeongchang, República da Coreia. De acordo com Sérgio Collaço, essa aproximação com os dois países vizinhos é importante. “Precisamos reforçar o trabalho comum em relação às unidades de conservação, melhorar o manejo das áreas limítrofes e compartilhar informações, considerando-se a vulnerabilidade provocada pelas mudanças climáticas na região Amazônica e demais pressões antrópicas (que resultam da atuação humana) comuns aos países do bioma”, disse, lembrando que o país comemora o Dia da Amazônia nesta sexta-feira (05/09).

PARCERIAS

O encontro na Coreia será ocasião, segundo Collaço, para receber uma avaliação da iniciativa “Arpa para a Vida”, apresentado em 2012 na cidade de Hyderabad, Índia, durante a COP-11. Os resultados levaram ao lançamento da terceira fase do programa. Como o Brasil tem uma longa fronteira com Peru e Colômbia, a retomada da pareceria com esses dois países, explica o diretor do DAP, deve-se ao fato de eles terem, igualmente, relevância ecológica, ecossistemas muito parecidos com os brasileiros e grande interdependência em termos de fluxo de água.

O Arpa, criado em 2002, é considerado o maior programa de conservação de florestas tropicais do planeta, vinculado à temática das unidades de conservação no Brasil. Objetiva expandir e fortalecer o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) na Amazônia, proteger 60 milhões de hectares, assegurar recursos financeiros para a gestão destas áreas, a curto e longo prazos, além de promover o desenvolvimento sustentável da região.

*Matéria publicada em 04/09/2014 por Luciene de Assis