Notícias, Notícias dos Parceiros do Arpa

Venha Pesquisar Conosco – ICMBio

Foi lançada no dia 28 de agosto de 2014, data do 7º aniversário do ICMBio, a publicação “Venha Pesquisar Conosco”, que traz como conteúdo as principais demandas de pesquisa do Instituto, um panorama das pesquisas realizadas nas Unidades de Conservação Federais e Centros de Pesquisa e Conservação do ICMBio, a infraestrutura de apoio à pesquisa nas UCs, gestão da informação e mecanismos internos de apoio. Como explicita o próprio título, é um convite à comunidade científica para realizar pesquisas nesses ricos espaços protegidos!

    A publicação pode ser acessada por meio do link abaixo:
    Divulgue, acesse e venha pesquisar conosco!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Foto por Val Campos (Arquivo CPB / ICMBio – Paraíba)

*Matéria publicada no dia 28/08/2014

Notícias, Notícias dos Parceiros do Arpa

ICMBio lança sistema para integrar gestão institucional

Sistema de vídeo-conferência vai promover articulação e aproximar a comunicação com as unidades.

Com o desafio de administrar 388 estruturas físicas espalhadas por todo o Brasil, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que completou sete anos nesta quinta-feira (28), acaba de implementar um sistema de vídeo-conferência para promover a articulação e aproximar a comunicação das unidades com a sede, em Brasília.

O sistema, que servirá como instrumento de integração de gestão do ICMBio, será inaugurado em breve com uma reunião à distância envolvendo pelo menos cinco unidades. “A ideia é fluir os comandos e atender de forma eficiente a todos. Junto com a vídeo-conferência, vamos criar uma Portaria instituindo reuniões periódicas da diretoria ampliada com todas as regionais”, disse Anna Flávia de Senna, diretora de Planejamento, Administração e Logística (Diplan/ICMBio).

Cada unidade tem características e demandas bem diferentes uma das outras. Por isso, o ICMBio estuda formas para propor modelos de trabalho a fim de atender a necessidade de cada uma dessas regiões, de acordo com a condição e contexto em que estão inseridas. “Começamos agora esse estudo, que é bastante complexo, porque precisamos avaliar a condição das unidades, do entorno e se elas têm ou não capacidade de explorar o turismo”, explicou Anna Flávia.

Com diversas ações na área de administração, finanças, orçamento, logística, planejamento, gestão de pessoas e tecnologia da informação, a intenção agora é promover um Planejamento Estratégico no ICMBio para implementar o novo modelo de gestão. Por isso, a Diplan está coordenando o planejamento, a visão estratégica e a locação de infraestrutura para aprimorar os trabalhos desenvolvidos pelo Instituto, voltados basicamente para a conservação da natureza e desenvolvimento socioambiental brasileiro. Os estudos pretendem entender o papel das unidades e como elas podem colaborar para descentralizar as ações da sede.

Sustentabilidade

O ICMBio também está caminhando para garantir maior sustentabilidade em um futuro próximo, porque há um potencial grande de gerar receita própria ampliando a exploração dos ativos ambientais e turismo dos Parques Nacionais ou de outros tipos de Unidades de Conservação (UCs), como Reservas Extrativistas e Florestas Nacionais. “Claro que as unidades não são iguais nem têm o mesmo potencial. Boa parte delas deverá ser mantida pelo orçamento porque não terão como gerar receita e nós temos que proteger. Ao mesmo tempo, as que podem gerar renda, se bem exploradas, conseguem canalizar recursos orçamentários para as outras que não têm como fazer isso”, comentou a diretora da Diplan/ICMBio.

Para isso, a ministra do Meio Ambiente assinou no dia 19 de agosto um documento criando modelos para parcerias ambientais público-privadas, com apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e parceria dos ministérios da Fazenda e Planejamento. A ideia é estruturar uma política para ampliar alianças com o setor privado, terceiro setor e parceiros da sociedade, potencializando a exploração dos ativos e serviços ambientais das UCs federais. “Novos desafios serão colocados a partir desse projeto”, declarou a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. Para a diretora de Planejamento, Administração e Logística do ICMBio, essa é uma proposta que além de gerar renda, emprego e trazer a sustentabilidade para a autarquia, vai despertar na sociedade uma valorização maior das Unidades de Conservação.

Cerimônia de aniversário

Durante a cerimônia que marcou os sete anos do órgão, realizada na manhã desta quinta-feira (28) na sede do ICMBio, em Brasília, Anna Flávia explicou que existem várias dificuldades e grandes desafios a serem superados, mas que os motivos para celebrar a data são grandes, porque os avanços alcançados nos últimos sete anos na área ambiental são significativos. “Nós temos enfrentado muitas dificuldades, porque a nossa missão é extremamente complexa. No território de um país de grandes dimensões, como o Brasil, nós conservamos uma área que corresponde a quase 9%, com uma estrutura ainda bastante precária. Por outro lado, o que temos que comemorar é que não nos sucumbimos, apesar de todas as barreiras. Nosso corpo técnico é revestido de uma ideologia enorme e enfrenta todas as dificuldades, o que orgulha muito todos os servidores dessa instituição”, finalizou.

*Matéria publicada no site do ICMBio por Gustavo Frasão no dia 29/08/2014.
gustavo.caldas@icmbio.gov.br

Notícias, Outras Notícias

MMA recebe mais de 3 milhões de hectares na região amazônica

Terras serão destinadas à conservação do meio ambiente e à reforma agrária

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) recebeu, do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), por meio do Programa Terra Legal Amazônia, mais de 3 milhões de hectares de terras públicas federais, nos estados do Acre, Amazonas, Pará e Rondônia. O ato foi assinado pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e pelo ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto, na tarde desta quinta-feira (27/08), em Brasília. As terras passam a integrar as áreas protegidas pelo MMA, sendo destinadas à conservação do meio ambientee à reforma agrária.

”O ato cristalizou a nova realidade da regularização fundiária, sinônimo de paz e segurança na região”, classificou a ministra Izabella Teixeira. Trata-se, segundo ela, de uma conquista socioambiental, que só foi possível graças à parceria com o MDA, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), a Fundação Nacional do Índio (Funai), além do trabalho envolvendo centenas de servidores públicos federais, estaduais e municipais, incluindo-se o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Em setembro de 2013, durante a primeira fase do Programa Terra Legal Amazônia, o MMA recebeu quase 1 milhão de hectares no estado do Amazonas, com áreas divididas entre as glebas Urupadí (480.887) e Parauarí (472.025), no município de Maués. Nesta segunda etapa, dos mais de 3 milhões de hectares entregues ao MMA, 2,6 milhões de hectares estão no Amazonas, 411 mil hectares no Pará e 12 mil hectares em Rondônia.

TRABALHO DURO

Para o ministro Miguel Rossetto, a destinação e regularização de quase 8 milhões de hectares de terras públicas federais confirma a disposição do governo federal para legalizar os assentamentos e dar segurança jurídica aos ocupantes de uma área do tamanho da Bélgica ou o equivalente aos estados do Espírito Santo e Rio de Janeiro juntos. “É o resultado de um enorme esforço que envolveu vários órgãos públicos, governos de estados e municípios e centenas de servidores dedicados, que trabalharam duro para alcançarmos esse resultado”, comemorou.

Com base em dados do MDA, existem, na região Amazônica, 55 milhões de hectares de terras públicas federais ainda sem destinação. Desse total, estima-se que 39 milhões sejam áreas de floresta, configurando um dos principais gargalos para as políticas de combate ao desmatamento.

ASSENTAMENTOS

O ato do MDA destinou, também, mais de 86 mil hectares à reforma agrária nos estados do Amazonas e Pará. Pelo menos 62,5 mil hectares beneficiarão 806 famílias amazonenses com ampliação da reserva legal do Projeto de Assentamento Acari, nos municípios de Borba, Novo Aripuanã e Apuí (AM). Outras 209 famílias paraenses receberão 23,5 mil hectares com a criação do Projeto de Assentamento Agroextrativista Montanha Mangabal, no município de Itaituba, e do Projeto de Desenvolvimento Sustentável Castanheira II, no município de Senador José Porfírio (PA).

Além disso, 155 mil hectares foram repassados ao estado do Acre para a criação de Unidade de Conservação de Uso Sustentável, e mais de 86 mil hectares destinados ao Incra. E, com o apoio do Incra, dos estados, municípios e da sociedade civil organizada, foram georreferenciados 18 milhões de hectares, com 60 mil ocupações sobre os quais o estado passou a ter conhecimento e gestão. Foram entregues, na ocasião, títulos de áreas urbanas às prefeituras de Itupiranga (PA), Novo Repartimento (PA), e título de propriedade rural ao casal de agricultores familiares, Maurício Rodrigues de Souza e Elizete Pereira de Oliveira, do município de Itinga do Maranhão (MA).

*Matéria publicada por Luciene de Assis no site do MMA.

Notícias, Outras Notícias

Pesquisa do Inpe mostra redução nos danos à Floresta Amazônica

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais anunciou dados que mostram redução nos danos à Floresta Amazônica.

O levantamento do Inpe é feito com base em imagens da Amazônia captadas por satélites. Os pesquisadores não analisam as áreas totalmente desmatadas, mas sim as que estão em processo de degradação, com danos menores.

Em 2011, todas as áreas desmatadas na Amazônia somavam mais de 24 mil quilômetros quadrados. Em 2012, esse número caiu para oito mil quilômetros quadrados. E em 2013, pouco mais de cinco mil quilômetros quadrados da Amazônia apresentavam algum estágio de degradação florestal. É o menor registro desde o início do levantamento, em 2007.

Para o pesquisador, o aumento da fiscalização em campo favoreceu a queda. Mas outros fatores são levados em conta. “Tem também as condições climáticas que não favorecem às queimadas. Então, a gente não tem tanta evidência de área degrada por isso. Mais umidade”, explica Dalton Valeriano, pesquisador do INPE.

O mapeamento dessas áreas degradadas na Amazônia pode ajudar a prevenir o desmatamento da floresta. Isso porque as imagens de satélite apontam as áreas em início de desmatamento, o que permite algum tipo de intervenção dos órgãos ambientais.

“Eu acho que o governo tem condição de chegar pro proprietário de terra e perguntar porque houve aquele incêndio, se aquele incêndio foi autorizado. Onde a terra é pública, o problema é sério”, disse o pesquisador.

*Matéria publicada no site G1.

Notícias, Outras Notícias

Reserva extrativista produz castanha da Amazônia

Projeto piloto na bacia do Rio Negro leva aos ribeirinhos oportunidade de reconhecimento e escoamento da produção.

 

 

 

Central está localizada no pé da castanheira, evitando problemas de contaminação.

 

 

Moradores da Reserva Extrativista (Resex) do Rio Unini (AM) construíram uma central agroextrativista para produzir a castanha da Amazônia e, ao mesmo tempo, facilitar a comercialização dela. A central está equipada para a produção de castanha de alta qualidade e valor nutritivo, desidratada e embalada à vácuo. Ela é composta por duas estruturas: uma para o beneficiamento de produtos brutos e outra para o armazenamento e distribuição.

Diferente de outras fábricas, a Central Agroextrativista do Rio Unini está localizada no pé da castanheira, o que evita problemas de contaminação provocada por longos períodos de transporte e armazenamento. O projeto piloto acontece na bacia do Rio Negro e leva para os ribeirinhos oportunidades economicamente importantes, uma vez que os próprios moradores controlam todo o processo produtivo – coleta, armazenamento, processamento e embalagem.

Dessa forma, a castanha passa a ter um valor maior e aquece a economia local. “Isso elimina os atravessadores, ou seja, aquelas pessoas ligadas aos feirantes das cidades que pagam preços muito baixos aos produtores”, explicou Sérgio Sá, coordenador do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) na região.

Atualmente, 188 famílias dependem exclusivamente dos produtos da floresta e da agricultura familiar para sobreviver na região, que é rica em biodiversidade. Ao todo, três Unidades de Conservação (UCs) cortam a bacia do Rio Unini, afluente do Rio Negro: o Parque Nacional do Jaú, a Reserva Extrativista do Rio Unini e a Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Amanã.

Além de melhorar a qualidade de vida das pessoas que moram na Resex, o projeto também pode ajudar a conter o desmatamento no Parque Nacional do Jaú. “Desenvolvimento socioeconômico e conservação ambiental são os dois elementos cruciais para a efetiva sustentabilidade da Floresta Amazônica”, comentou Inácio Oliete, coordenador do Programa Nacional Integrado da Fundação Vitória Amazônica (FVA), responsável técnica pelo projeto.

Capacidade de produção

Tecnicamente, a Central Agroextrativista tem uma capacidade de produção inicial de 300 quilos por dia de castanha em amêndoa embalada à vácuo em pacotes de até 10 quilos. No processo produtivo, é feita uma seleção por tamanho e qualidade para atender as exigências higiênico-sanitárias da legislação brasileira.

Além do potencial socioeconômico, a expectativa é que a central, com apoios técnicos, comerciais e financeiros, estenda os benefícios para outras comunidades, oferecendo preços melhores aos coletores de castanha de outros tributários do Rio Negro.

“A Cooperativa Mista Agroextrativista do Rio Unini (Coomaru) é a gestora do empreendimento e junto com a FVA busca parcerias que reconheçam o valor social e ambiental deste produto excepcional”, disse Inácio Oliete.

Sobre o projeto

O projeto começou em 2006 com debates envolvendo as comunidades e aquisição de materiais para construir a fábrica. Em 2014, a comunidade começou a colher os frutos do trabalho que pode ser exemplo de produção sustentável para outras Unidades de Conservação.

“Os moradores estão bem empolgados. Eles recebem grandes encomendas para escoamento da produção e agora querem buscar novos compradores”, finalizou Sérgio Sá.

Além da castanha, a população agora estuda iniciar o processo produtivo da farinha, bananas desidratada e batatas.

Saiba mais

Reservas Extrativistas, chamadas também de Resex, são uma categoria de unidade de conservação de uso sustentável, estabelecida pela Lei 9.985/2000 (Lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação – Snuc).

As Resex são utilizadas por populações extrativistas tradicionais, cuja subsistência baseia-se no extrativismo e, complementarmente, na agricultura de subsistência e na criação de animais de pequeno porte, e tem como objetivos básicos proteger os meios de vida e a cultura dessas populações e assegurar o uso sustentável dos recursos naturais da unidade.

*Matéria publicada no Portal Brasil dia 22/08/2014

Notícias, Outras Notícias

Servidores do ICMBio participam de Seminário Internacional de Áreas Protegidas

Os servidores Alexandre Silva Oliveira, Cintia Brazão e Ivan Machado Vasconcelos, representantes dos Parques Nacionais do Rio Novo (PA), da Chapada dos Guimarães (MT) e do Cabo Orange (AP) participaram do 15º Seminário Internacional sobre Manejo de Áreas Protegidas. O evento ocorreu na cidade de Washington DC e no estado de Montana, nos Estados Unidos, entre os dias 16 de julho e 4 de agosto.

O seminário foi realizado pelo Serviço Florestal Americano (USFS), Consórcio Internacional de Manejo de Áreas Protegidas e universidades de Montana, Idaho e Colorado. A atividade faz parte do plano de trabalho da parceria firmada entre o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e o USFS. O evento tem apoio da Cooperação Norte Americana (Usaid), no âmbito da parceria com o Ministério do Meio Ambiente. Para participar, os servidores foram selecionados pela Coordenação-geral de Gestão de Pessoas (CGGP/Diplan).

A capacitação é estruturada em torno de quatro temáticas principais: Planos Integrados de Áreas Protegidas; Envolvimento Comunitário; Turismo, Concessão e Manejo de Visitação e Manejo em Face as Mudanças Climáticas. Os participantes visitaram Florestas Nacionais, conheceram o manejo de suas áreas e o trabalho do Serviço Florestal Americano. Eles também tiveram a oportunidade de conhecer os Parques Nacionais Yellowstone e Glacier, discutir a gestão deles com as equipes das unidades e conhecer políticas públicas relacionadas a áreas protegidas dos EUA.

Participaram 30 pessoas de 20 países, o que possibilitou a troca e discussão dos diferentes contextos que as Unidades de Conservação estão inseridas. Segundo Cintia Brazão, o Parque Nacional da Chapada dos Guimarães recebe mais de 100 mil pessoas por ano e está em plena fase de estruturação para visitação. “Com o seminário foi possível trocar experiências e conhecimento sobre turismo em áreas protegidas em diferentes lugares do mundo”, relatou.

*Matéria publicada no ICMBio em foco no dia 22/08/2014

Notícias, Notícias das Unidades de Conservação

ICMBio debate modelo de educação para escolas da Resex Chico Mendes

Professores de sete municípios participaram no mês de agosto do 1º Encontro de Professores das Escolas da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes (AC). O evento foi organizado pela equipe da Unidade de Conservação (UC), com apoio da organização não governamental WWF-Brasil, prefeituras e Núcleos Estaduais de Educação do Acre.

Dois encontros foram promovidos: um deles envolvendo professores das escolas dos municípios de Assis Brasil, Brasiléia e Epitaciolândia; o outro, contou com docentes de Xapuri, Capixaba, Rio Branco e Sena Madureira. O objetivo foi possibilitar aos professores atuantes nas mais de 80 escolas da Resex maior apropriação de conceitos e conteúdos relacionados à dinâmica de gestão da Unidade de Conservação, além de promover a discussão das especificidades da educação neste território tradicional.

César Félix, historiador e um dos moderadores do encontro, enfatizou a relação entre trabalho e natureza. “Que modelo de sociedade queremos construir dentro da reserva? Que modelo educacional? Que modelo de escola? Descobrir isso deveria ser o primeiro passo do nosso trabalho. Se a relação entre o trabalho e a natureza é fundamental para a nossa existência, por qual motivo não valorizamos o trabalho e muito menos a natureza? Se a natureza é algo fundamental para nossa existência e reprodução da vida, por que corremos tanto atrás de dinheiro? Deveríamos correr atrás de natureza!

Em que momento iniciou-se essa inversão de prioridades?”, questionou o moderador durante o encontro.

Melina Rangel de Andrade, analista ambiental da UC, explicou que atualmente as escolas da Resex Chico Mendes, formadoras das gerações futuras que irão herdar quase 1 milhão de hectares de floresta, não possuem nenhum material didático com informações sobre a Reserva Extrativista ou sobre a especificidade de ser uma área de especial proteção e gestão. Nesse sentido, também foi realizada a entrega de um kit de materiais impressos sobre a Resex para doar às escolas, incluindo Plano de Utilização, mapas temáticos, cartilhas e diagnósticos sistematizados. “Para a gestão do Instituto Chico Mendes, o encontro foi de extrema importância, fortalecendo a relação dos professores com os gestores da Resex e trazendo novos sujeitos para o debate sobre a Unidade que queremos. Discussão fundamental no contexto atual, em que ocorre um aumento das ocupações irregulares e do desmatamento”, destacou Melina.

A equipe da Resex Chico Mendes agradece a Coordenação de Educação Ambiental (Coedu/Disat) e a gestão da Resex do Alto Tarauacá pelo apoio para realização do evento.

 

 

 

Foto de César Félix

*Matéria publicada no ICMBio em foco no dia 22/08/2014

 

Notícias, Notícias das Unidades de Conservação

Termina primeira fase da expedição de diagnóstico ambiental em Unidades de Conservação

Terminou em 11 de agosto a primeira expedição para Elaboração do Diagnóstico Ambiental das Unidades de Conservação Federais do Interflúvio Purus-Madeira – “Fase Terra”, parte integrante do processo de elaboração dos planos de manejo das 11 Unidades de Conservação (UCs) localizadas no Amazonas e em Rondônia. Esta primeira atividade, iniciada em 21 de julho, percorreu as Florestas Nacionais do Iquiri e Balata-Tufari e os Parques Nacionais Mapinguari e Nascentes do Lago do Jari, que representam mais de 4,5 milhões de hectares de áreas naturais protegidas.

O diagnóstico envolve a Avaliação Ecológica Rápida (AER) – metodologia para elaboração de planos de manejo – do meio físico, vegetação, aves, peixes e mamíferos, além da investigação do potencial de uso público e turístico das UCs. A expedição também avalia esses aspectos de forma integrada para oferecer informações que possam ser aplicadas diretamente na gestão e manejo das Unidades. Mônia Fernandes, analista ambiental da Equipe de Planejamento dos Planos de Manejo, explica que “os pesquisadores também vão a campo direcionados a responder alguns dos desafios de gestão das Unidades de Conservação, apontados pelos gestores em oficinas prévias. Esse é um dos grandes diferenciais do processo”.

Lilian Hangae, coordenadora-geral de Criação, Planejamento e Avaliação de Unidades de Conservação (CGCAP/ Diman), destacou a dimensão e importância da elaboração do diagnóstico. “Este trabalho traz o pioneirismo de elaborar 11 planos de manejo de diferentes categorias, que estão integrados em uma área de mais de 8 milhões de hectares de áreas protegidas. Um enorme esforço pessoal e institucional está sendo realizado desde seu planejamento”, destacou Hangae.

A primeira expedição envolveu mais de 50 pessoas, entre pesquisadores, servidores do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Serviço Florestal Brasileiro e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), auxiliares, mecânico, piloteiros e cozinheiras, além de ter recebido apoio de sargentos e médicos do Exército. Sergio Brant, diretor de Criação e Manejo de Unidades de Conservação (Diman/ICMBio), também acompanhou parte da expedição. O Instituto Chico Mendes foi o responsável pelo custeio e organização das atividades.

A “fase água” da expedição será realizada de 7 a 30 de outubro, nos rios Madeira e Purus, e percorrerá as Unidades de Conservação que não foram amostradas na primeira fase. O Interflúvio Purus-Madeira compreende as Reserva Biológica Abufari; Estação Ecológica Cuniã; Parques Nacionais Mapinguari e Nascentes do Rio Jari; Florestas Nacionais Balata-Tufari, Humaitá e Iquiri; Reservas Extrativistas do Lago do Cuniã, do Lago do Capanã Grande do Médio-Purus e Reserva Extrativista Rio Ituxi.

Primeira fase da expedição percorreu as Florestas Nacionais do Iquiri e Balata-Tufari e
os Parques Nacionais Mapinguari e Nascentes do Lago do Jari

*Matéria publicada no ICMBio em foco no dia 22/08/2014

 

Notícias, Outras Notícias

Plano nacional para proteger os quelônios amazônicos

Oficina discute ameaças e conservação para evitar risco de extinção de espécies de tartaruga.

A excessiva exploração dos estoques naturais de quelônios (tartarugas) na região Amazônica pode levar as diferentes espécies do animal ao risco de extinção. Para evitar que isso aconteça, o governo federal colocou em debate o Plano de Ação Nacional para a Conservação dos Quelônios Amazônicos, reunindo pesquisadores e representantes de ONGs e de órgãos ambientais das três esferas de governo, durante toda esta semana (de 18 a 22/8), em Brasília.

A preocupação de pesquisadores e técnicos deve-se ao fato de as espécies de tartarugas estarem quase ameaçadas de extinção, segundo a coordenadora do RAN, Vera Lúcia Ferreira Luz. Ela explica que o objetivo da oficina é discutir as ameaças e os caminhos para a conservação dos quelônios da Amazônia: “Precisamos trabalhar estratégias e ações que minimizem as ameaças às populações dessas espécies e fortaleçam o processo de gestão”, observa Vera.

Na abertura do evento, o secretário de Biodiversidade e Florestas do MMA, Roberto Cavalcanti, disse que os quelônios, historicamente, são espécies que vivem sob risco, “e reverter o desequilíbrio provocado pelo homem depende da ação humana”. Por isso mesmo, Cavalcanti considera importante envolver na discussão os demais países amazônicos.

A OFICINA

Organizada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), com o apoio do Ministério do Meio Ambiente (MMA), a oficina reúne 66 representantes de universidades da região Norte e de Goiás. Participam, também, técnicos de diversos institutos de pesquisa, Embrapa Cenargen, Funai, Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), organizações não governamentais (ONGs), executores do Projeto Quelônios, gestores de Unidades de Conservação do ICMBio e do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios (RAN).

ESPÉCIES BRASILEIRAS

Atualmente, existem no Brasil 36 espécies de quelônios, sendo 29 de água doce, cinco marinhas e duas terrestres. Desse total, 17 vivem na Amazônia. Para o presidente do Ibama, Volney Zanardi, ainda há tempo de se evitar um problema maior, “adotando-se um processo de manejo integrado, desenvolvendo um olhar de gestão e aplicando os conhecimentos já adquiridos num plano de médio prazo”.

*Matéria publuicada por Luciene de Assis no dia 18/08/2014

 

Notícias, Outras Notícias

Projeto criará modelo para parcerias ambientais público-privadas

Acordo inovará na gestão sustentável das Unidades de Conservação

Projeto lançado, nesta terça-feira (19/08), no Ministério do Meio Ambiente (MMA), construirá modelo para realização de parcerias ambientais público-privadas para gestão de Unidades de Conservação (UCs). As estratégias a serem adotadas devem promover o diálogo com as políticas sociais e econômicas que estão em curso, buscando ampliar o aproveitamento das potencialidades econômicas das Unidades de conservação. “Novos desafios serão colocados a partir desse projeto”, declarou a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, durante a cerimônia que celebrou o Acordo de Cooperação entre os partícipes.

A iniciativa é parte do acordo firmado entre o MMA, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e o Instituto Brasileiro Administração Municipal (IBAM) em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e com apoio dos ministérios da Fazenda e do Planejamento.

Serão estudados modelos existentes no país e internacionalmente e definidos os parâmetros e arranjos adequados a realidade brasileira na busca de consolidar uma Política Nacional estruturada para a realização dessas parcerias. O objetivo é aperfeiçoar a gestão da biodiversidade, trazer melhorias para a população local e possibilitar o aproveitamento sustentável do potencial econômico nesses territórios. “Vamos buscar e desenhar novos modelos de parcerias e alianças nessa relação público-privada. O propósito final é a eficácia do sistema, conservando e desenvolvendo ao mesmo tempo”, explicou o presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Roberto Vizentin.

Com a assinatura do documento entre MMA, ICMBio e IBAM, estão criadas as condições necessárias para o projeto começar funcionar. A partir de agora, os modelos serão estruturados e testados. Além disso, das 313 UCs administradas pelo ICMBio 112 recebem visitação. “Queremos chegar em 2022 com todos os Parques Nacionais estruturados”, concluiu Vizentin.

 

TRABALHO E RENDA

A inclusão produtiva das comunidades está entre os resultados esperados com o projeto, que deve durar quatro anos, contando com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) como agente financeiro do projeto. A intenção é aproveitar os ativos ambientais de maneira sustentável e fortalecer a capacidade de gestão das unidades. Além disso, a iniciativa pretende identificar oportunidades de negócios e, assim, gerar trabalho e renda para a população local e as empresas operadoras por meio do fomento aos arranjos produtivos locais.

O valor total do projeto é de US$ 3.289.121. Deste total, o BID financiará 48,2%, ou seja, US$ 1.653.871. A contrapartida, de US$ 1.653.250, será dividida em financeira e econômica. A parte financeira (dinheiro), correspondente a 31,37% e será aportada pela CAIXA. Os 20,35% restantes, referentes à parte econômica, serão aferidos pelos instituições parcerias.

 

SAIBA MAIS

O panorama atual das Unidades de Conservação:

313 unidades são geridas pelo governo federal, das quais

140 estão em regime de proteção integral e outras

173 apresentam atividades de uso sustentável.

112 unidades abertas ao público.

 

*Matéria publicada por Lucas Tolentino e Gustavo Frasão Caldas no dia 19/08/2014