Notícias, Notícias das Unidades de Conservação

Anavilhanas realiza capacitação sobre mamíferos terrestres

Objetivo do curso é promover o turismo de maneira responsável

© Todos os direitos reservados. Fotos: Marceo Vidal e Leonardo Milano

O Parque Nacional de Anavilhanas (AM) e o Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Sociobiodiversidade Associada a Povos e Comunidades Tradicionais (CNPT) realizaram, em março, o segundo módulo de capacitação sobre mamíferos, voltado para condutores, guias e operadores de turismo, com destaque para aqueles animais mais importantes nas visitações do Parque.

O objetivo é promover o turismo de maneira responsável, utilizando métodos de interpretação ambiental que podem contribuir para a sensibilização dos visitantes em relação a essas espécies. Tanto o parque quanto o centro são administrados pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

O analista ambiental do CNPT e instrutor do curso, Marcelo Vidal, explicou que a atividade foi direcionada para conservação dos mamíferos terrestres, além de tratar de aspectos ecológicos e comportamentais. “Focamos em animais como os macacos, pequenos e grandes felinos, porcos-do-mato, tamanduás e a anta. Muitos desses animais encontram-se na lista brasileira de animais ameaçados de extinção. Assim, o turismo feito de maneira responsável e utilizando métodos de interpretação ambiental pode contribuir para a sensibilização dos visitantes em relação a estas espécies”, comentou Marcelo.

O primeiro módulo do curso sobre mamíferos, realizado em dezembro de 2014, foi voltado para os animais aquáticos. Assim, foram trabalhadas junto aos participantes informações sobre o boto-vermelho (Inia geoffrensis), o tucuxi (Sotalia fluviatilis), o peixe-boi (Trichechus inunguis), a ariranha (Pteronura brasiliensis) e a lontra (Lutra longicaudis), todos encontrados no interior da Unidade de Conservação.

Segundo a chefe do Parque Nacional de Anavilhanas, Priscila Santos, também foram realizadas capacitações em legislação ambiental, boas práticas em ecoturismo, botânica, hidrologia, entre outros, ministradas por analistas ambientais do ICMBio (vinculados aos Parques Nacionais de Anavilhanas e do Jaú e à Coordenação Regional do ICMBio em Manaus (CR02) e professores da Universidade Federal e Estadual do Amazonas e do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia.

“Esse primeiro ciclo de palestras deve ser encerrado com uma aula/avaliação de campo ainda no primeiro semestre de 2015. O objetivo é que os condutores e guias somem aos seus conhecimentos, já muito ricos, àqueles vindos da academia, para aperfeiçoar seus serviços junto aos visitantes do Parque”, comentou.

Sobre o Parque Nacional de Anavilhanas – Criada em 1981 como Estação Ecológica e recategorizada em 2008 para Parque Nacional, Anavilhanas é uma Unidade de Conservação de proteção integral que abrange aproximadamente 350 mil hectares, com formações florestais diversas, de terra firme e de igapó, além de inúmeros igarapés, lagos, paranãs e furos, e cerca de 400 ilhas. Trata-se de um dos maiores arquipélagos fluviais do mundo. Para saber mais acesse.

Comunicação ICMBio
(61) 2028-9290
* Publicado em 14/04/2015 no site do ICMBio
Notícias, Notícias das Unidades de Conservação

Unidades de Conservação elaboram planos de manejo

Serra da Mocidade e Niquiá ficam em Roraima

© Todos os direitos reservados. Foto: Romério Bríglia

O Parque Nacional Serra da Mocidade e a Estação Ecológica de Niquiá promoveram oficina de capacitação para uso do banco de dados de SIG (Sistema de Informações Geográficas) e análise de UPN (Unidade de Paisagem Natural). A capacitação faz parte do processo de elaboração dos planos de manejo das duas Unidades de Conservação, que são administradas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) em Roraima. O evento aconteceu no Instituto de Geociências da Universidade Federal de Roraima (UFRR), na cidade de Boa Vista/RR, dias 24 e 25 de março.

Nesse sentido os técnicos puderam apresentar e avaliar, na oficina, os mapas temáticos, bem como realizar o nivelamento de informações sobre o mapeamento de Unidades de Paisagem Natural. Com isso a Coordenação de Elaboração e Revisão de Plano de Manejo do ICMBio pode trabalhar novas metodologias que visam integrar o processo de elaboração dos planos de manejo e otimizar os recursos.

As duas Unidades de Conservação estão no mesmo contexto ecológico e socioeconômico, o que fez com que as equipes otimizassem os esforços nesse levantamento de informações para elaboração dos planos de manejo. O empenho para a realização desse trabalho em conjunto teve, ainda, um contexto institucional favorável – a disponibilidade de recursos do Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa).

A possibilidade de integração de informações acerca do Mosaico de Unidades de Conservação de Caracaraí, no sul de Roraima, é outro ponto positivo deste processo, pois permitirá o uso das informações por outras UCs da região.

Segundo a Chefe do Parque Nacional Serra da Mocidade, Inara Rocha, é uma satisfação ver o processo de elaboração dos planos de manejo chegando ao estágio atual, visto que agora os produtos estão começando a ganhar forma depois de anos de espera.

Na programação da oficina houve apresentação da base cartográfica, quando foram exibidos os mapas temáticos e também o mapeamento das Unidades de Paisagem Natural. O grupo participante fez, ainda, uma análise dos produtos, com a indicação de sugestões de correção ou modificação nos mapas, buscando um refinamento do produto final.

Capacitação para a atualização do banco de dados de SIG (Sistema de Informações Geográficas) e análise da UPN (Unidade de Paisagem Natural) foi promovida aos participantes, com o auxílio do software de Geoprocessamento DivaGis.

Participaram da Oficina, além dos servidores das duas UCs, os representantes da Coordenação de Elaboração e Revisão de Plano de Manejo do ICMBio, Luiz Felipe Pimenta de Moraes e Carolina Fritzen, o Consultor de SIG/UPN Gustavo Irgang, e também servidores de outras Unidades de Conservação Federais de Roraima, como Estação Ecológica de Maracá, Parque Nacional do Viruá, Floresta Nacional de Roraima e Floresta Nacional de Anauá, além Instituições parceiras convidados para o evento.

Comunicação ICMBio
(61) 2028-9290
* Publicado no site do ICMBio em 13/04/2015
Notícias, Notícias das Unidades de Conservação

RESEX do Baixo Juruá (AM) reúne conselho e instala placas de sinalização

Placa BotafogoEntre os dias 23 de março a 01 de abril, foi realizada a mobilização para XI Reunião do Conselho Deliberativo da Reserva Extrativista do Baixo Juruá, que acontecerá nos dias 25 e 26 de Abril no município de Juruá no estado do Amazonas. Atualmente, o conselho deliberativo é formado por dezessete cadeiras, sendo oito delas de representação direta dos comunitários, entre os seis conselheiros das comunidades, o representante da associação dos produtores da RESEX e o representante do grupo de jovens protagonistas da unidade. A mobilização é a oportunidade de esclarecer os assuntos da pauta da reunião do conselho, para que a comunidade apresente seu posicionamento ao seu representante, que será seu porta voz na reunião do conselho, no entanto, todos os comunitários são convidados e incentivados a participar da reunião. Além dos comunitários, foram convocados para a reunião, os representantes das instituições parceiras na cidade de Juruá, que também compõem o conselho deliberativo.

A expedição também teve o objetivo de instalar placas sinalizadoras nas comunidades da RESEX. Foram instaladas, com o apoio dos comunitários, 13 placas com a nomenclatura de cada comunidade pertencente a Reserva. Com as placas sinalizadoras quem passa em frente ou pretende entrar na comunidade, sabe que esta, integra uma unidade de conservação federal, estando sujeito as regras estabelecidas no plano de manejo da unidade. As placas também representam um marco físico para as comunidades, fortalecendo o sentimento de pertencimento a reserva extrativista. As atividades foram realizadas com recursos do Programa Áreas Protegidas da Amazônia (ARPA).

FONTE: ICMBio / Órgão Gestor da RESEX do Baixo Juruá (AM)

Notícias, Outras Notícias

Ana Cristina Barros é a nova secretária de Biodiversidade e Florestas do MMA

Com extensa carreira no meio ambiente, Ana Cristina Barros assume o cargo a partir desta segunda-feira (13/04)

A Secretaria de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente (MMA) estará sob novo comando. Formada em Ecologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a secretária, Ana Cristina Barros, foi nomeada no Diário Oficial da União (DOU) desta a partir desta segunda-feira (13/04), em substituição a Roberto Cavalcanti, que ocupou o cargo por três anos.

“É uma honra integrar a equipe de gestão do MMA, especialmente, num tempo de realizações tão significativas para o país, como a redução do desmatamento na Amazônia, a conciliação da biodiversidade com a produção agrícola, por meio do Código e do Cadastro Ambiental Rural (CAR), e dos planos de conservação de espécies do patrimônio natural brasileiro”, destacou Ana Cristina Barros.

DEDICAÇÃO AO MEIO AMBIENTE

* Ana Cristina Barros tem 25 anos de experiência de trabalho em meio ambiente e desenvolvimento sustentável.

* Foi representante da The Nature Conservancy no Brasil por quase dez anos e, nos últimos dois anos, diretora de Infraestrutura Inteligente da organização para a América Latina.

* Morou e trabalhou na Amazônia pela redução do desmatamento e o controle queimadas.

* Em Brasília desde 2003, trabalhou junto ao governo brasileiro na análise e proposição de políticas públicas que conciliam desenvolvimento e conservação, notadamente, a concepção e a proposição do Cadastro Ambiental Rural (CAR) como instrumento de implementação do Código Florestal.

Assessoria de Comunicação Social (Ascom/MMA) (61) 2028.1227

* Matéria publicada no site do MMA em 13/04/2015

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Notícias, Notícias dos Parceiros do Arpa, Notícias sobre o Arpa

Arpa contrata consultoria para desenvolvimento de estudos no Amazonas

O compromisso com a Amazônia, denominado Arpa Para A Vida, é uma iniciativa com o objetivo de mobilizar, em um único acordo, todos os compromissos financeiros e não financeiros (por parte do Governo do Brasil, dos doadores e de empresas privadas) necessários para financiar integralmente a criação, consolidação e manutenção de longo prazo do Programa Áreas Protegidas da Amazônia (ARPA). Para o Estado do Amazonas estão sendo desenvolvidos estudos que subsidiem a concepção e estruturação de uma estratégia de captação de recursos privados nacionais. Dentro desse contexto uma das iniciativas identificadas foi o desenvolvimento de um estudo jurídico e institucional sobre oportunidades de financiamento ambiental através de mecanismos de fomento e do uso, alteração ou criação de tributos, isenções e contrapartidas fiscais vinculados à Zona Franca de Manaus, com vistas à sustentabilidade financeira das áreas protegidas do Estado do Amazonas.

Os interessados em participar do processo seletivo deverão manifestar-se até o dia 22/04/2015, comprovando que estão aptos a desempenhar os serviços descritos no Termo de Referência e que possuem a qualificação técnica exigida no item 8, através dos seguintes documentos:

• 8.1 – Currículo/portfólio da instituição/empresa;

• 8.2 – Currículos resumidos dos membros de sua equipe.

Clique aqui para ler o Termo de Referência (TdR).

Os documentos deverão ser enviados por email para juliana.penna@funbio.org.br, identificados como “Manifestação de interesse consultoria PJ estudos Amazonas”.

Somente serão selecionados para participação no processo aqueles que cumprirem com os requisitos listados acima.

O processo será conduzido em acordo ao Manual para Contratações e Aquisições do Funbio e com recursos da Fundação Moore.

* Publicado no site do Funbio em 10/04/2015

Notícias, Notícias das Unidades de Conservação

Coleta de tecidos permitirá análise genética de botos em Anavilhanas (AM)

Análise trará informações como sexo, relações de parentesco e quantidade exata de animais

© Todos os direitos reservados. Foto: Marcelo Derzi Vidal

O Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Sociobiodiversidade Associada a Povos e Comunidades Tradicionais (CNPT/ICMBio) iniciou no mês de março a coleta de tecidos biológicos dos botos-vermelhos (Inia geoffrensis) que frequentam o Flutuante dos Botos, localizado no Parque Nacional de Anavilhanas (AM), Unidade de Conservação administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

A atividade é realizada em parceria com a Universidade Federal do Amazonas (Ufam), e faz parte do projeto “Pesquisa e manejo do turismo interativo com botos no Parque Nacional de Anavilhanas”, desenvolvido pelo CNPT/ICMBio. Em dois dias de coletas, foram obtidas amostras de tecidos de sete botos (Chico, Curumim, Dany, Eide, Fefa, Josafá, Reginaldo).

De acordo com Marcelo Vidal, analista ambiental do CNPT e coordenador do projeto, o objetivo da coleta é realizar uma análise genética dos tecidos e obter a identificação técnica dos botos, que poderá ser comparada com o conhecimento adquirido pelos funcionários ao longo dos anos em que a atividade de turismo interativo vem sendo desenvolvida.

A análise genética trará também informações como o sexo de cada um, relações de parentesco e quantidade exata de animais que frequentam o Flutuante. “Existem, pelo menos, mais três botos que ainda não tiveram seu material coletado. Posteriormente, é possível que seja feito algum tipo de marcação nos animais, para facilitar a identificação”, informou Vidal.

Segundo Waleska Gravena, pesquisadora da Ufam, durante a coleta do material para análise, os animais não sofrem nenhum tipo de dano ou molestamento, já que o tecido retirado é muito pequeno e superficial.

O reconhecimento individual dos botos foi feito com o auxílio dos funcionários do Flutuante, que identificam cada animal por meio de marcas naturais, que equivalem a impressões digitais, ou por cicatrizes adquiridas em virtude de arranhões profundos no corpo, causados por interações com animais da mesma espécie, predadores ou humanos.

“As informações reunidas poderão ser repassadas aos visitantes do Parque Nacional de Anavilhanas de maneira didática, contribuindo para um maior conhecimento das atividades de pesquisa relacionadas ao turismo com os botos na Unidade de Conservação”, ressaltou o coordenador.

Sobre o projeto

O projeto “Pesquisa e manejo do turismo interativo com botos no Parque Nacional de Anavilhanas” tem por objetivo gerar informações sobre o turismo interativo com botos (Inia geoffrensis) no Parque Nacional de Anavilhanas, contribuindo para a conservação da espécie e o manejo da visitação na Unidade.

Além da coleta de tecidos, também serão estimadas a frequência de cada boto nas sessões de alimentação do turismo interativo e identificadas nos roteiros turísticos oferecidos no Parque as principais áreas de ocorrência e suas formas de utilização pelos botos.

O projeto é desenvolvido pelo CNPT e tem como parceiros a Ufam, o Instituto Dharma, o Flutuante dos Botos, a Reserva Extrativista do Rio Unini e o Parque Nacional de Anavilhanas.

Comunicação ICMBio
(61) 2028-9280
* Matéria assinada por Nana Brasil e publicada no site do ICMBio em 10/10/2015
Notícias, Notícias das Unidades de Conservação, Notícias dos Parceiros do Arpa

Reserva Biológica do Jaru (RO) realiza operação de fiscalização

Três infratores foram autuados e conduzidos à Polícia Federal

© Todos os direitos reservados. Fotos: Acervo Reserva Biológica do Jaru

 

Selo-Arpa1A Reserva Biológica do Jaru (RO), Unidade de Conservação (UC) administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), realizou uma operação de fiscalização no último dia 13 de março, quando foram encontrados três infratores em uma embarcação no principal rio da Reserva, o Tarumã.

Durante a operação, a equipe da UC apreendeu um porco do mato abatido, 40 quilos de pescado e 45 litros de óleo de copaíba: tudo obtido ilegalmente dentro da Reserva. Além desses produtos, também foram apreendidos facões e equipamentos de pesca, duas armas com munições e o barco que estava sendo utilizado. Os infratores foram autuados e conduzidos até a delegacia da Polícia Federal em Ji-Paraná.

O Rio Tarumã representa a principal sub-bacia hidrográfica no interior da Reserva Biológica do Jaru, com quase 6 mil km² de área (99% dentro da UC). O curso d’água apresenta excelente estado de conservação, com grande diversidade de peixes, além de abrigar grupos de espécies de mamíferos semiaquáticos, como a lontra e a ariranha. “A presença desses animais na Reserva demonstra o alto grau de conservação da UC e sua importância para a preservação das espécies e de seus habitats”, pontuou Patrícia Ferreira, chefe da Unidade.

Ainda segundo Patrícia, a operação de fiscalização foi realizada com apoio financeiro do Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa). Lançado pelo Governo Federal em 2002, o Arpa é coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) e gerenciado financeiramente pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio). O objetivo do programa é fortalecer o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) na Amazônia e proteger 60 milhões de hectares, assegurando recursos financeiros para a gestão dessas áreas.

“Por meio de ações como essa, a equipe da Reserva Biológica do Jaru espera diminuir a pressão exercida por moradores do entorno, pescadores profissionais e amadores que insistem em invadir os limites da UC em busca de recursos ambientais”, afirmou a chefe da Reserva.

Sobre a Reserva Biológica do Jaru

Com aproximadamente 350 mil hectares sob proteção, a Reserva Biológica do Jaru é uma Unidade de Conservação de Proteção Integral, admitindo apenas o uso indireto dos seus recursos naturais. Criada em 2006, a UC se localiza no bioma Amazônia e abriga espécies ameaçadas de extinção, como o gato-do-mato, a ariranha e a onça-pintada. Saiba mais.

* Matéria assinada por Nana Brasil e publicada no site do ICMBio

Notícias, Notícias das Unidades de Conservação

Pesquisa fará identificação inédita da biodiversidade no Amapá

Estudo científico vai integrar descrição e análise da diversidade biológica do Estado, considerado o mais preservado do País

Foto: Arquivo/ ICMBio

Pesquisar e entender sobre o mundo complexo da riqueza amazônica será um dos desafios para o Museu Paraense Emílio Goeldi, no Amapá. Através do Programa de Pesquisa em Biodiversidade (PPBio), o museu terá a missão de desvendas as peculiaridades do Estado mais preservado do Brasil. A iniciativa visa o desenvolvimento de pesquisas para a identificação do Bioma Amazônia na região. A pesquisa tem previsão para ser executada ainda neste ano.

Para o diretor-presidente do Instituto de Pesquisas Ciêntificas e Tecnológicas do Estado do Amapá (Iepa), Wagner Costa, a implantação do programa é um marco no processo de aprofundamento do conhecimento científico sobre a Amazônia, pois as ações que ele propõe contemplam, pela primeira vez, uma abordagem integradora das premissas que envolvem a descrição e a análise da diversidade biológica. “As atividades do programa incluem pesquisa científica em taxonomia, ecologia de espécies e ecossistemas e conservação”, disse.

O PPBio tem a missão de desenvolver uma estratégia de investimento em Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) que priorize e integre competências em pesquisa e transferência de conhecimento em biodiversidade para gerar, integrar e disseminar informações que possam ser utilizadas para diferentes finalidades. A ideia é facilitar a gestão do patrimônio natural, assim como fortalecer ações de pesquisas para o desenvolvimento sustentável da Amazônia.

Selo-Arpa1O  programa terá a duração de dois anos e será financiado por um convênio assinado com a Fundação de Amparo e Desenvolvimento de Pesquisa (Fadesp), ligada à Universidade Federal do Pará (Ufpa). “O programa será realizado em toda a região amazônica, mas irá englobar, principalmente, o Amapá em áreas como o Parque do Tumucumaque e a Flona”, explicou Costa.

A gestão do programa é realizada pelo Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação e adota um modelo descentralizado, composto por Núcleos Executores (NEs) e Núcleos Regionais (NRs). Na Região Norte, cabe ao PPBio Amazônia Oriental, com sede no Museu Paraense Emílio Goeldi, coordenar as atividades de pesquisa, capacitação e gerenciamento da informação de cada rede.

* Publicado no Portal Amazônia

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Resex Riozinho da Liberdade (AC) planeja elaboração do Plano de Manejo

Captura de Tela 2015-04-09 às 16.35.45Os membros do Conselho Deliberativo da Reserva Extrativista (Resex) Riozinho da Liberdade se reuniram em sua primeira reunião ordinária do ano para o planejamento das atividades para 2015. O evento foi realizado entre os dias 17 e 19 de março, no município de Cruzeiro do Sul (AC).

A principal ação para este ano será a elaboração do Plano de Manejo da Unidade de Conservação (UC). O processo de preparação teve início em maio de 2014, quando equipe gestora e lideranças comunitárias reuniram-se para discutir a reorganização comunitária necessária frente aos desafios de gestão e elaboração do Plano. O resultado foi a constituição de 23 Núcleos de Base Comunitária, que foram aprovados como um Plano de Ação Sustentável do Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa).

Captura de Tela 2015-04-09 às 16.33.01A gestão comunitária por núcleos foi definida em uma assembleia geral da Associação Agroextrativista da Reserva Extrativista do Rio Liberdade (ASAREAL), realizada em novembro de 2014. No mês de janeiro, foi realizado o “Primeiro Encontro dos Núcleos de Base da REAL”, quando os representantes foram capacitados em temas como roda de conversa, priorização, tomada de decisão, organização e registro de reuniões, além da capacitação em Teatro do Oprimido, conduzida pelo servidor Olivar Bendelak, da Coordenação Regional do ICMBio no Rio de Janeiro. Na oportunidade também foi elaborado o planejamento estratégico da associação.

Paralelamente ao trabalho de gestão comunitária, um Grupo de Trabalho constituído por representantes comunitários, equipe gestora da Reserva e professores de diversas áreas da Universidade Federal do Acre (Ufac) está trabalhando na elaboração do Plano de Manejo. Como parte de suas atividades, estudantes de diversos cursos realizaram pesquisas participativas nos Núcleos de Base Comunitária, que possibilitaram verificar questões logísticas necessárias para as atividades de campo. “Essas experiências serviram para elaborar a proposta metodológica que será utilizada na elaboração do Plano de Manejo, apresentada ao Conselho Deliberativo nesta primeira reunião ordinária de 2015”, explicou Julia da Silva Vilela, chefe da Resex.

A metodologia prevê a realizarão de levantamentos de campo junto aos comunitários. Equipes multidisciplinares de acadêmicos da Ufac atuarão em parceria com moradores da Resex e com o acompanhamento dos representantes dos Núcleos de Base. A proposta está sistematizada no projeto “Liberdade de Escolha”, desenvolvido por Julia Vilela como projeto do 5º Ciclo de Capacitação em Gestão Participativa.

Na reunião do Conselho Deliberativo, também teve início a construção do planejamento estratégico da Unidade de Conservação (UC), cujo mapa estratégico orientará a elaboração do Plano de Manejo da Resex. Durante a reunião foram produzidas as primeiras versões da missão e visão de futuro da Unidade. A elaboração do mapa estratégico é conduzida por Pablo Saldo, analista ambiental da Resex e participante do 3º Ciclo de Formação em Gestão
para Resultados.

“Juntos, os projetos de planejamento estratégico e de gestão participativa abordam as questões estratégicas e operacionais necessárias para elaboração do Plano de Manejo Participativo da Resex, mobilizando e envolvendo, desde sua concepção, comunidades e outros atores necessários para a futura implementação do plano”, afirmou Pablo.

* Matéria publicada no ICMBio em Foco 335

 

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Reserva Biológica do Gurupi capacita conselheiros

A reserva Biológica (rebio) do Gurupi realizou em Imperatriz (MA), no mês de fevereiro, o primeiro Curso de Capacitação para os membros de seu Conselho Consultivo. Titulares e suplentes, além de gestores da rebio, participaram do evento, que teve a moderação das pesquisadoras Regina Oliveira e Benedita Barros, do Museu Emílio Goeldi.

Durante os dois dias de formação, foram abordados temas que envolvem a gestão da Unidade de Conservação (UC) e o perfil dos conselheiros, além de realizados exercícios que permitissem o debate sobre a função e o papel do Conselho e de seus membros. Na oportunidade, também foram planejadas as ações do conselho gestor para este ano nas áreas de proteção, educação ambiental, políticas públicas e pesquisa.

Para os participantes, o encontro foi inovador ao reuni-los fora do Conselho e para o planejamento de ações relativas à implementação e gestão da rebio do Gurupi. “Acreditamos que os objetivos do encontro foram alcançados, pois foi uma oportunidade para incentivar o comprometimento dos conselheiros com a missão do Conselho Consultivo na proteção e conservação da Rebio do Gurupi”, afirmou Evane Alves Lisboa, chefe da UC.

Criada em 1988, a reserva Biológica do Gurupi tem uma área de 271.197 hectares, abrangendo três municípios: Bom Jardim, São João do Carú e Centro Novo do Maranhão. Seu Conselho Consultivo foi criado em maio de 2013 e desde então contribui com diversas ações realizadas pela unidade de Conservação.

O curso foi realizado com recursos do Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa).
* Publicado no ICMBio em Foco 334