Notícias, Notícias das Unidades de Conservação

Abufari (AM) consolida participação das comunidades em sua gestão

A Reserva Biológica (Rebio) do Abufari, uma das mais antigas Unidades de Conservação (UCs) de Proteção Integral do Amazonas, realizou a terceira reunião ordinária de seu Conselho Consultivo. O encontro ocorreu no município de Tapuá, no dia 26 de junho. Entre os assuntos debatidos e apresentados estiveram relatório de gestão da UC, elaboração do Plano de Manejo e renovação do Conselho, além da participação da pesquisadora Camilla Ferrara.

Na oportunidade, Angela Midori, chefe  da  Reserva,  apresentou  um  balanço  das  atividades realizadas  na  Reserva  desde  a  última  reunião  do  Conselho,  em  2014,  com  destaque  para  as  etapas  em  desenvolvimento  do  Plano  de  Manejo,  que  está  sendo  elaborado depois de mais de 30 anos de criação da UC. A  pesquisadora  Camilla  Ferrara  apresentou  a  palestra “Monitoramento  da  Tartaruga  da  Amazônia  de Podocnemis expansa na Reserva Biológica do Abufari”.

A exposição foi descrita pelo biólogo Raimundo do Bonfim,da Rebio, como um momento extremamente importante para os conselheiros, pois os “bichos de casco” são as espécies-alvo da proteção da Reserva e devido à relação direta que eles têm com a cultura local.

“Durante  toda  a  reunião,  pudemos  observar  a  participação dos comunitários por meio de intervenções, sugestões, questionamentos e solicitação de demandas”, afirmou Raimundo.  Entre  os  pedidos  apresentados  está  a  proposta para que escolas visitem a Reserva Biológica durante o período de desova de tartarugas na praia. “Esta é uma prova inconteste da relação da atual gestão, que consolidou um fórum  de  diálogo  permanente”,  destacou  um  dos  conselheiros presentes.

NOVIDADES NA GESTÃO DA REBIO

Entre as informações prestadas aos conselheiros e participantes da reunião, foi informada a inclusão da Reserva Biológica entre  as  UCs  apoiadas  pelo  Programa  Áreas  Protegidas  da Amazônica (Arpa). Com isso, a Unidade terá maior aporte de recursos em atividades como educação ambiental, manejo de quelônios e gestão participativa.

Na  ocasião,  também  foram  apresentados  ao  Conselho Gestor os dois novos servidores da Reserva Biológica do Abufari, aprovados  no  último  concurso  público  do  Instituto  Chico  Mendes,  realizado  em  2014.  Os  biólogos Andréia Sousa e Raimundo do Bonfim são técnicos ambientais,  sendo  esse  último  já  eleito  secretário-executivo do Conselho Gestor por unanimidade.

FONTE: ICMBio em Foco 350

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Evento reúne povos do Médio Xingu

Extrativistas  e  indígenas  puderam  mostrar  sua  diversidade  cultural e a potencialidade de produtos da sociobiodiversidade durante a “Feira dos Povos do Médio Xingu”. O evento  foi realizado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação  da Biodiversidade (ICMBio), em parceria com a Fundação  Nacional do Índio (Funai), em Altamira (PA), nos dias 20 e  21 de junho.

O  evento  contou  com  a  participação  de  cerca  de  30  extrativistas  moradores  das  Reservas  Extrativistas  Riozinho  do  Anfrísio, Rio Iriri e Rio Xingu e de aproximadamente cem  indígenas das etnias Assuriní do Xingu, Araweté, Parakanã,  Xipaya, Kuruaya, Juruna, Xikrin do Bacajá, Kayapó Kararaô e Arara, além da população altamirense.

Captura de Tela 2015-07-17 às 08.48.26O objetivo foi propiciar a construção de um diálogo e a interatividade entre povos da região do Médio Xingu e a sociedade urbana do município de Altamira,  oportunizando  canais  de  comunicação  com  base  no  respeito e solidariedade. A programação contou com exposição de artesanato, roda de conversa, exposição fotográfica  e mostra de filmes, entre outras atividades. Segundo Rafael  Barboza, chefe da Reserva Extrativista Riozinho do Anfrísio, “o espaço oportunizou a troca de saberes entre os povos  da floresta e a comercialização de artesanato e produtos da  agrobiodiversidade”.

“Com  a  feira,  pudemos  ressaltar  a  grande  diversidade  cultural, o potencial da região no que se refere aos produtos da agrobiodiversidade, a cadeia produtiva do artesanato e a importância dos povos indígenas e comunidades extrativistas  dessa região”, afirmou Aline Mayumi Rodolfo, indigenista  especializada da Funai.

Como parte da programação, foram realizadas, ainda, palestras para estudantes do 8° e 9° ano da rede municipal, em  uma  parceria  com  a  Secretaria  Municipal  de  Educação  de  Altamira. As apresentações contaram um pouco da cultura,  modo de vida e localização territorial dos povos indígenas e  extrativistas da região.

INTEGRAÇÃO DOS POVOS

Considerando  que  a  gestão  do  território  do  Médio  Xingu  é feita de forma compartilhada por diferentes povos e instituições, os servidores do ICMBio e da Funai acreditam que  eventos deste formato podem fazer parte da estratégia de gestão em construção na região. “Táticas como essa garantem  fortalecimento do diálogo, troca de experiências e conhecimentos  e  promoção  de  espaços  de  discussão/participação,  utilizando metodologias adequadas ao modo de vida desses  povos”, comentou a consultora da Funai/ICMBio, Rejane Andrade, uma das organizadoras da Feira.

O evento foi resultado de várias atividades que estão sendo realizadas na região: Encontro de Jovens do Xingu, Grupo  de Mulheres no Xingu, Projeto Troca de Saberes, Oficinas  Caboclas com participação dos Xipayas, Programa de Aquisição de Alimentos, Projeto Menire, Projeto GATI e Cantinas Comunitárias.

Agora, o desafio, segundo Rafael Barboza, é dar continuidade a essa proposta, de forma que eventos como esse  sejam realizados anualmente e que um espaço seja criado para exposição e comercialização desses produtos em  Altamira.  Para  os  extrativistas  e  indígenas,  este  foi  um  momento histórico: “fazia muito tempo que não se rea – lizava um evento assim”, destacou Lauro Freitas Lopes, morador da Resex Rio Xingu.

O  evento  contou  com  apoio  do  Governo  Municipal  de  Altamira  (secretarias  Municipais  de  Meio  Ambiente  e  Turismo, de Cultura e de Educação), Exército (51º Batalhão  de  Infantaria  da  Selva)  e  das  organizações  não  governamentais  The Nature Conservancy  (TNC) e Instituto Socioambiental (ISA).

Fonte: ICMBio em Foco 350

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Equipe da Rebio Gurupi (MA) visita índios Awá-Guajá

UntitledEntre os dias 03 a 08 de julho de 2015, os servidores da Reserva Biológica de Gurupi (MA) e do MMA em parceria com FUNAI, Museu Paraense Emílio Goeldi – MPEG e INPE realizaram expedição a Aldeia Juriti na terra indígena Awá-Guajá. O objetivo da missão foi promover o diálogo com os indígenas a respeito projeto Gestão territorial do mosaico REBio Gurupi e terras indígenas Carú, Alto Turiaçú e Awá-Guajá, aprovado pelo Programa Áreas Protegidas da Amazônia – Arpa em 2014 no edital para o Plano de ação dos Povos Indígenas (PPI).

O projeto visa promover maior integração entre os atores das áreas protegidas que compoem o mosaico, desenvolver ações conjuntas com os indígenas e a Rebio do Gurupi, para recuperar as áreas desintrusadas, identificar as espécies de maior interesse dos Awá, estabelecer as áreas de uso cultural, social e cosmológica, e os serviços ambientais determinantes para a manutenção dos modos de vida dos Awá. “O fato dos Awá-Guajá ser a etnia mais ameaçada de extinção no mundo e diante dessa vulnerabilidade a consolidação do Projeto possibilitará a ampliação das ações de proteção e conservação do último remanescente expressivo da Amazônia Maranhense, tornando-se um importante instrumento de promoção dos direitos desse povo,“ declarou Patrícia Araujo, técnica ambiental do ICMBIO.

Vizinha à Rebio Gurupi, a terra indígena Awá, localizada entre os municípios de Centro Novo do Maranhão, Governador Newton Bello, São João do Carú e Zé Doca, no estado do Maranhão, é um território de ocupação do povo indígena Awá-Guajá, onde vivem grupos isolados e de recente contato. As pressões antropológicas, principalmente relacionadas à extração ilegal de madeira na região sofridas por esta etnia, já ganharam visibilidade internacional e vêm sendo discutida por vários setores da sociedade preocupados com a preservação da cultura e do ambiente de vida dos índios Awá-Guajá.

Foto2O PPI é um projeto financiado pelo Programa Arpa, que visa à integração das comunidades de entorno com as unidades de conservação. Para o desenvolvimento das atividades do projeto a equipe da REBio Gurupi mantém parceria com a Museu Goeldi, INPE e FUNAI buscando maior integração para a proteção do mosaico formado pelo último remanescente expressivo da Floresta Amazônica no Maranhão.

Nesta expedição à aldeia Juriti, houve a participação do analista ambiental Marco Bueno, ponto focal do Programa Arpa no MMA, que participou das reuniões com a equipe da REBio Gurupi e com os indígenas acompanhando o andamento das etapas do Projeto. “O diálogo com os Awá-Guajá foi muito proveitoso, é gratificante ver que independente da etnia podemos nos unir com o único objetivo de preservar a floresta e juntar forças em ações para que essa preservação se perpetue”, afirmou Luciana Freitas, técnica ambiental do ICMBio.

Durante a visita foi registrado o aceite dos indígenas quanto às ações que visam a recuperação das áreas degradadas em suas terras e o desejo de colaborar com o desenvolvimento do Projeto.

Texto: Luciana Freitas (ICMBio) / Fotos: Acervo da Rebio Gurupi (MA)

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Naturatins renova Acordo de Cooperação Técnica para fortalecer ações no Parque Estadual do Cantão (TO)‏

O presidente do Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins), Ricardo Fava, renovou o Acordo de Cooperação Técnica com o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), para a execução do Programa Áreas Protegido da Amazônia (ARPA), no Tocantins, que garante um recurso de aproximadamente R$ 1,2 milhão para o biênio de 2016/2017. O acordo foi celebrado nesta terça-feira, 30.

O valor será destinado integralmente para a continuidade para o Parque Estadual do Cantão (PEC) no Programa ARPA, fase III. As ações serão realizadas no PEC, que prevê a manutenção das metas prioritárias dos “marcos referenciais do Programa” na Unidade de Conservação.

Entre as ações previstas no Plano de Trabalho, elaborado pelo Ministério do Meio Ambiente, Naturatins e o Funbio, está à conservação das placas de sinalização dos principais pontos de acessos; manutenção dos equipamentos (barcos, motores, carros, etc); aquisição de aparelhos necessários frente às ameaças e atividades mais avançadas de gestão; e o monitoramento de indicadores de qualidade ambiental.

No que se refere às estruturas físicas e aos limites da unidade, o presidente do órgão, Ricardo Fava, destacou que o Acordo proporciona resultados positivos, através da implementação do Plano de Manejo, além da materialização dos limites da Unidade de Conservação em pontos estratégicos, bem como o levantamento da situação fundiária e a preparação para ações de regularização fundiária.

Ainda em relação aos resultados alcançados o Tocantins, entre os estados parceiros da Amazônia Legal, atingiu o desempenho destacado no âmbito do Programa ARPA, assim o PEC tornou-se referência na gestão de Unidade de Conservação na região amazônica.

Arpa

O ARPA (Programa Áreas Protegidas da Amazônia) é um programa do Governo Federal, coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA). Foi criado com o objetivo de expandir e fortalecer o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) na Amazônia, proteger 60 milhões de hectares, assegurar recursos financeiros para a gestão destas áreas a curto / longo prazo e promover o desenvolvimento sustentável naquela região. Sendo o maior Programa de conservação e proteção do bioma amazônico do mundo.

O Parque Estadual do Cantão, 260 km da Capital, além de suas reservas preservadas, é hoje uma das unidades de conservação apoiadas pelo Arpa. Entre as 105 Unidades apoiadas pelo programa, o Parque está entre as sete UCs com os melhores resultados que implicaram no seu ingresso na fase III, que dará continuidade ao Programa pelos próximos 25 anos.

* Publicado no site do Naturatins em 30/06/2015

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PE Chandless (AC) completa dez anos com programação especial

Para comemorar os 10 anos do Parque Estadual Chandless, completados em setembro de 2014, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) lançou nesta terça-feira, 23, a programação comemorativa que começou com a apresentação do site do parque e a exposição fotográfica “O Chandless é 10”, com imagens feitas pelo repórter fotográfico Diego Gurgel.

A página www.pechandless.org traz o histórico do parque, além de fotos e vídeos do local.

Distribuído entre Manuel Urbano, Sena Madureira e Santa Rosa do Purus, o Parque Chandless detém uma das áreas mais ricas em biodiversidade, um patrimônio genético com a presença de espécies endêmicas e ameaçadas de extinção. O último registro chegou a 1.374 espécies animais, entre as quais estão mais de 400 de aves. São mais de 690 mil hectares de área protegida de maneira integral, o que equivale a 4% de todo o território acreano.

O Chandless foi criado por meio do decreto no 10.670, que instituiu o primeiro parque de responsabilidade do Estado. O titular da Sema, Edegard de Deus, destaca a importância dessa área. “É muito emocionante estar aqui depois de 10 anos comemorando a existência do parque como um dos nossos maiores patrimônios naturais. Nosso desejo é de que a gente consiga passar às pessoas a importância da unidade para o Acre, para o Brasil e para o mundo”, disse.

Toda a rica biodiversidade encontrada no Chandless e o patrimônio cultural que está associado a ele podem ser conhecidos e protegidos com a realização de novas pesquisas. A expectativa é de que, quanto mais estudos realizados, mais descobertas sejam feitas a fim de promover a evolução científica de milhares de princípios ativos existentes na área.

“Quando o Chandless foi criado, a prioridade era proteger, para depois conhecer. Nós temos uma vasta biodiversidade no local. O parque representa grande potencial científico e turístico para o Acre”, ressalta Jesus Rodrigues, coordenador da área.

Há quase sete anos a unidade foi integrada ao Programa Áreas Protegidas da Amazônia (ARPA) e desde então recebe apoio financeiro para compra de equipamentos, consultoria e fiscalização, além de outras atividades que compõem a parceria.

“O Chandless é 10” – A exposição fotográfica “O Chandless é 10” está no hall de entrada da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), localizada na Rua Arlindo Porto Leal, no 241, Centro, até sexta-feira, 26. A visitação é gratuita.

A programação comemorativa se encerra no mesmo dia, com o seminário “10 anos do Parque Estadual Chandless, Eu Escolhi Conservar”, na Universidade Federal do Acre (Ufac).

* Matéria assinada por Paula Amanda e publicada na Agência AC em 23/06/2015

 

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Curso de Geoprocessamento com QGIS terá vagas para colaboradores do Arpa

De 3 a 15 de agosto, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) promove o Curso de Geoprocessamento com QGIS, que vai habilitar os participantes a utilizar ferramentas de geoprocessamento para a construção de produtos que subsidiem os processos de gestão do instituto por meio do software QGIS.

Das 20 vagas disponíveis para a formação, 6 serão destinadas a servidores, gestores e parceiros do Programa Arpa. As inscrições desses colaboradores devem ser feitas por meio deste formulário, de 26 de junho a 5 de julho. De 3 a 7 de agosto, acontece na ACADEBio (Iperó/SP) o primeiro módulo, presencial. E de 8 a 15 de agosto, o módulo à distância. Acesse aqui o edital do curso.

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Inscrições abertas para oficina sobre o Arpa

A Coordenação de Apoio à Pesquisa do ICMBio realizará, nos dias 4 e 5 de agosto, a oficina de Gestão do Conhecimento no âmbito dos Marcos Referenciais Pesquisa e Monitoramento das Unidades de Conservação do Programa Áreas Protegidas da Amazônia.

Promovida com o apoio do WWF Brasil, a formação tem como objetivo orientar as Unidades de Conservação de Grau II do Programa Arpa no planejamento e na integração das atividades de pesquisa, gestão da informação e monitoramento. Também será uma oportunidade de fortalecer a integração entre os centros nacionais de pesquisa e conservação que atuam no bioma.

Os chefes das unidades e dos centros devem indicar um servidor que atue na área de pesquisa, monitoramento e gestão da informação. Cada participante deverá confirmar sua presença até 10 de julho por meio do preenchimento deste formulário online. Posteriormente, serão enviadas informações sobre deslocamento e hospedagem.
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Estudos apontam ocorrência de Cacau nativo em toda a RESEX Chico Mendes (AC)

Se tudo der certo, em breve o cacau nativo poderá compor a cesta de produtos ofertada pelo manejo florestal de uso múltiplo promovido na Reserva Extrativista Chico Mendes (AC). Com apoio do Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa), foi finalizado no mês de junho o inventario florestal do cacau nativo na RESEX, que apontou a ocorrência do fruto numa área de quase 1 milhão de hactares.

Untitled1Realizado pela Associação Andiroba e coordenado pelos Engenheiros Florestais Ecio Rodrigues e Thiago Cunha, o trabalho mensurou a ocorrência da espécie para estimular a produção do cacau nativo na Unidade de Conservação. O resultado permite a inclusão do cacau na oferta de produtos oriundos do manejo florestal, mais um item não madeireiro que tem demanda de mercado. Há empresas nacionais e internacionais que buscam o cacau devido à qualidade das sementes e por ser um produto 100% nativo, diferencial competitivo extremamente valorizado.

Untitled2A renda obtida com o cacau pode alcançar uma importância significativa. A realização do inventário permitiu o cálculo da quantidade médio de indivíduos existente no povoamento de cacau nativo na Resex. Dessa forma, o resultado aponta que a realização do manejo comunitário dessas espécies é viável e contém as condições ideias para o funcionamento do manejo comunitário.

Texto: Silvana Souza / Edição: Fábia Galvão / Fotos: Associação Andiroba

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Conservação e Manejo Participativo na Amazônia é tema de simpósio em Tefé (AM)

Simpósio acontece na sede do Instituto Mamirauá, em Tefé. Evento será transmistido ao vivo através da Internet


Foto: Junia Chaves/Instituto Mamirauá

Debater a conservação da biodiversidade, o manejo de recursos naturais, a gestão de áreas protegidas e os modos de vida das populações locais. Esses são os objetivos do 12º Simpósio sobre Conservação e Manejo Participativo na Amazônia realizado nos dias 1, 2 e 3 de julho na sede do Instituto Mamirauá, localizada no município de Tefé (AM). O evento será transmitido ao vivo no endereço: www.mamiraua.org.br/web.

De acordo com a coordenadora de pesquisa do Instituto Mamirauá, Maria Cecília Gomes, foram mais de 300 inscrições pelo site. “O simpósio será um evento para o debate científico. Os participantes do Simcon terão a oportunidade de assistir palestras de reconhecidos pesquisadores, sobre temas como bioacústica, pesquisas com onças que vivem em áreas de várzea e ecologia comportamental da reprodução de primatas”, afirmou.

São três dias de evento, com apresentação das pesquisas e trabalhos realizados pelo Instituto Mamirauá. Serão apresentações orais e em pôster. Também estão programadas quatro palestras com pesquisadores e dois minicursos.

O minicurso “Telemetria como ferramenta para conservação” será ministrado pelos pesquisadores André Coelho e Camila Carvalho, do Grupo de Pesquisas Grupo de Pesquisa em Mamíferos Aquáticos Amazônicos do Instituto Mamirauá. O minicurso “Introdução à ecologia da paisagem: Análises de conectividade” será ministrado pela Dra. Susan Aragón, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

No terceiro dia será realizada uma sessão especial de trabalhos com resultados do projeto Biorec – “Participação e Sustentabilidade: o Uso Adequado da Biodiversidade e a Redução das Emissões de Carbono nas Florestas da Amazônia Central” – BioREC – desenvolvido pelo Instituto Mamirauá com financiamento do Fundo Amazônia.

Palestras

Entre as palestras programadas, está o diretor da Wildlife Conservation Society (WCS), Carlos Durigan, apresentando os resultados do projeto Águas Amazônicas. A iniciativa visa contribuir para a qualidade de vida da população local, visando a necessidade de gestão sustentável dos ecossistemas aquáticos e na Amazônia Ocidental. A WCS propõe ferramentas de análise, mecanismos de gestão, parcerias e políticas que contribuam para esse planejamento. O trabalho é feito em escala que engloba o Brasil, Peru, Bolívia, Equador e Colômbia.

Outra palestra prevista é do pesquisador doutor Helder Queiroz, diretor geral do Instituto Mamirauá. Na apresentação o pesquisador apresenta o papel evolucionário dos “plugs copulatórios” e seu significado na ecologia comportamental da reprodução de primatas, especificamente macacos-prego.

Também faz parte da programação a palestra com o pesquisador Emiliano Esterci Ramalho, sobre “As onças d’água”. Uma pesquisa desenvolvida pelo Instituto Mamirauá comprovou cientificamente que, nas florestas inundáveis da Amazônia, durante o período da cheia, as onças-pintadas permanecem em cima das árvores cerca de três meses por ano. Não há registros de que esse tipo de comportamento ocorra em outras partes do mundo. Para acompanhar as onças-pintadas é necessário instalar colares VHS/GPS. As informações coletadas pela equipe do Instituto Mamirauá servirão para nortear estratégias de conservação da espécie.

O palestrante Michel André propõe apresentar iniciativas de monitoramento de ruídos subaquáticos e sua interferência na conservação da fauna da Amazônia. Michel André é presidente da “The Senso of Silence Fundation” e professor na Universidade Técnica da Catalunha, BarcelonaTech (UPC) e diretor do Laboratório de Bioacústica Aplicada.

* Matéria publicadat no site do Instituto Mamirauá em 24/06/2015

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Novo curso de Gestão Socioambiental do ICMBio: conheça os selecionados

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) divulgou o resultado da seleção para o Curso de Gestão Socioambiental 2015/2016. No total, 25 vagas foram destinadas a servidores, gestores e parceiros do Programa Arpa, que farão módulos presenciais e a distância relacionados às linhas de formação de gestão participativa e conflitos socioambientais. Confira as listas dos participantes selecionados: