Notícias, Notícias das Unidades de Conservação, Notícias dos Parceiros do Arpa

Moradores do parque estadual Serra das Andorinhas (PA) serão indenizados para deixar área

Em reunião no Salão do Júri da Comarca de São Geraldo do Araguaia, região Carajás, na terça-feira (3), agricultores ocupantes do Parque Estadual Serra dos Martírios/Andorinhas (Pesam) aceitaram a proposta de indenização financeira apresentada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), para desocupar a área do Parque. Os trâmites burocráticos referentes ao pagamento das benfeitorias devem iniciar em fevereiro de 2014, conforme acordado na reunião por cerca de 80% dos presentes.

A proposta visa resolver um conflito agrário e ambiental, entre o Estado e agricultores, que perdura há 17 anos, desde a criação do Parque em 1996. Cerca de 150 pessoas participaram da reunião e as 149 famílias cadastradas devem receber valores entre R$ 75 mil e R$ 114 mil pelos benefícios realizados na terra ocupada.

O gerente do Parque, Abel Pojo, relatou aos presentes os avanços da regularização ambiental e fundiária ocorridos desde a criação da Unidade até o momento e o titular da Diretoria de Áreas Protegidas, da Sema, Crisomar Lobato, falou sobre os avanços ambientais recentes ocorridos no Pará. Ele esclareceu ainda que as pessoas que aceitassem a proposta apresentada pela Sema devem receber cheque administrativo e prazo para deixar a área.

O promotor de justiça, Gilberto Lins, pediu aos moradores do Pesam para refletirem com calma sobre o assunto para que se alcance uma solução que contemple a todos e explicou também que é opcional a aceitação da proposta apresentada pela Sema. “É importante ter cautela e reflexão sobre as decisões a serem tomadas nesse processo”, sugeriu.

Rogerio Siqueira, defensor público, ressaltou que acompanha o caso há mais de três anos. “A Defensoria está à disposição dos senhores para tirar dúvidas e questionamentos sobre a legalidade do processo”, informou.

Fonte: Coordenação de comunicação do Pesam / Ascom Sema PA / (91) 3184 3341

* Publicado em 06/12/2013

Notícias, Notícias das Unidades de Conservação

CNPT realiza soltura de filhotes de tracajás

Pesquisadores da base avançada do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Sóciobiodiversidade Associada a Povos e Comunidades Tradicionais (CNPT), no Acre concluíram este mês a última etapa de soltura dos filhotes de tracajás, por meio do projeto Manejo Participativo de Tracajás, realizado na Reserva Extrativista do Alto Tarauacá (AC). O projeto está na terceira edição anual de execução e conta com recursos financeiros do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) 08/023 por meio dos editais DIBIO/ICMBio.

Este ano, o projeto identificou 25 praias com postura dos tracajás ao longo do Rio Tarauacá, sendo que 15 delas funcionaram como tabuleiros experimentais, nos quais o morador optou por protegê-los na praia, monitorando as posturas ocorridas na área de entorno de sua própria residência.

Assim, fichas de coletas de dados do manejo foram individualizadas para cada família participante e não mais apenas ao morador que residia na praia do tabuleiro experimental principal, como ocorrido nos outros anos.

O novo formato intensificou a participação dos comunitários, favoreceu o aumento do número de posturas monitoradas, além de otimizar gastos com deslocamento e otimizar o tempo da família destinado a esta prática. O envolvimento e participação das crianças e adolescentes também foram intensificados com o aporte de mais tabuleiros, devido à proximidade de sua moradia.

Os comunitários manejaram aproximadamente 1.095 ovos, sendo 232 ovos no tabuleiro experimental principal e 863 ovos nos demais tabuleiros. Diferente dos anos anteriores, o tempo de incubação perdurou por até 98 dias, uma vez que o registro máximo até então havia sido de 80 dias.

Foram contabilizados e soltos 681 filhotes oriundos do manejo. Em 2011, foram 384 e em 2012, 424 filhotes soltos no Rio Tarauacá. Segundo a coordenadora do projeto e analista ambiental Rosenil de Oliveria, o CNPT/ICMBio, parceiros e comunidade estão satisfeitos com o crescente resultado. “Vamos continuar nos empenhando na recuperação e conservação deste animal na região, investindo cada vez mais no fortalecimento da participação comunitária no projeto”, frisa Rosenil.

* Matéria publicada no site do ICMBio em 27/11/2013

Notícias, Notícias das Unidades de Conservação, Notícias dos Parceiros do Arpa

Serra da Mocidade e Estação Ecológica de Niquiá (RR) realizam expedição

Começa hoje (04) e vai até o dia 18 de dezembro a Expedição de Pesquisa Científica Terra Incógnita, realizada em parceria pelo Parque Nacional Serra da Mocidade e a Estação Ecológica de Niquiá, unidades de conservação (UC) federais geridas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). O nome da expedição é uma alusão à Hamilton Rice, explorador americano que assim chamou a região leste de Roraima. A expedição reúne pesquisadores de diversas áreas do conhecimento, para levantar informações sobre uma região ainda pouco conhecida pela ciência.

As duas UC estão localizadas na porção centro-sul do estado de Roraima, na região do Baixo Rio Branco. Ambas possuem plano de manejo em fase de elaboração, um importante documento para a gestão das áreas protegidas.

A expedição é composta por pesquisadores do ICMBio, das universidades federais de Roraima (UFRR), do Amazonas (UFAM) e de Pernambuco (UFPE), dos Institutos de Amparo à Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de Roraima (IACTI) e Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) e financiada com recursos do Programa Áreas Protegidas da Amazônia (ARPA). A expedição tem por objetivo subsidiar as equipes gestoras das UC com informações consistentes que possibilitem a elaboração e a implementação de seus planos de manejo.

* Matéria publicada no site do ICMBio em 04/12/2013

Notícias, Notícias das Unidades de Conservação

Resex Ipaú-Anilzinho promove treinamento de cadastradores

A equipe da Reserva Extrativista (Resex) Ipaú-Anilzinho, localizada no Pará, realizou ao longo deste mês o treinamento de cadastradores para o levantamento de dados sobre as famílias, diagnóstico produtivo e de acesso à serviços e políticas públicas na unidade de conservação (UC) federal.

O treinamento, que compreende a primeira parte da ação, contou com a participação de 20 entrevistadores, entre comunitários da UC e alunos de instituições públicas federais, que receberam as instruções necessárias para atuarem com maior segurança, eficiência e de forma independente no processo de aplicação dos questionários. Durante o treinamento, os entrevistadores ainda receberam instruções sobre a utilização do GPS para o mapeamento das moradias das famílias a serem visitadas.

Para a chefe da reserva extrativista, Sheyla Leão, os resultados do treinamento foram positivos, pois permitiu o conhecimento e a familiarização dos colaboradores com os questionários a serem aplicados neste processo, a partir das informações e dos esclarecimentos prestados pelos coordenadores de campo.

A segunda parte da ação é a aplicação dos questionários padronizados de levantamento das famílias em unidades de conservação, disponibilizados pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que ocorrerá em cinco comunidades da reserva: Joana Peres, Lucas, Xininga, Fé em Deus, Espírito Santo, que totalizam aproximadamente 635 famílias, distribuídas ao longo da BR-422 e as margens do Rio Tocantins.

O processo de levantamento de dados sobre as famílias em UC é uma ação realizada pelo ICMBio, com apoio do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), da Universidade Federal de Viçosa (UFV), do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e tem como um dos seus objetivos identificar as famílias que residem ou utilizam as unidades de conservação de uso sustentável, seus modos de vida e trabalho.

Neste processo, a Reserva Extrativista Ipaú-Anilzinho ainda conta com o apoio do Programa Áreas Protegidas da Amazônia (ARPA). A previsão é de que a etapa de aplicação dos questionários na Reserva seja concluída até o dia 18 de dezembro de 2013.
Comunicação ICMBio
(61) 3341-9280

* Matéria publicada no portal do ICMBio em 28/11/2013

Notícias, Notícias das Unidades de Conservação

Parques nacionais se revitalizam de olho nas Olimpíadas e Copa 2014

Governo federal pretende aumentar número de visitantes às áreas protegidas

Parques nacionais das cinco regiões do país receberão investimentos do governo federal. Os ministérios do Meio Ambiente (MMA) e do Turismo financiarão R$ 10,4 milhões para a realização de obras de melhorias em 16 unidades no próximo ano. O anúncio foi feito, nesta quinta-feira (28/11), pelos dois ministros durante visita ao Parque Nacional de Brasília, que tem 42 mil hectares de área total e será o primeiro a ser beneficiado pelo programa. O objetivo da ação é ampliar o uso público e sustentável das áreas protegidas entre 2014 e 2020.

Os grandes eventos que o Brasil sediará, entre elas a Copa do Mundo de 2014, e as Olimpíadas de 2016, aparecem como um dos focos do programa. A intenção é atrair, para as unidades de conservação, os turistas que visitarão o País durante os eventos. “É uma ação para identificar possibilidades de negócio turístico e do chamado uso público ampliado dos parques, além do que já está sendo feito hoje”, destacou a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.

Para 2016, a previsão é oferecer cadeias produtivas de turismo e concessões de serviços turísticos em funcionamento nos parques do Rio de Janeiro, sede da Olimpíada. Até 2020, 69 parques nacionais brasileiros serão abertos à visitação. Conforma as estimativas do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), esses espaços têm capacidade de gerar, apenas com turismo, pelo menos R$ 1,6 bilhão por ano.

CONSOLIDAÇÃO

A priorização de ações e a disponibilização de recursos resultam no aumento do público. Em 2006, a visitação anual em todo o Brasil era de 1,9 milhão de pessoas. Atualmente, passa de 6 milhões o total de visitantes dos parques nacionais em território nacional. “A preocupação é consolidar as unidades de conservação para manter a biodiversidade, além de estimular a vocação de uso múltiplo para que a sociedade brasileira possa desfrutar”, avaliou Izabella.

Somente para o Parque Nacional de Brasília, cuja área de convivência é conhecida popularmente como Água Mineral, serão destinados cerca de R$ 2 milhões. “Os investimentos permitirão ir além da visitação da Água Mineral. O brasiliense ter isso como um valor, como uma joia rara”, observou Izabella. De acordo com ela, o restante dos parques contemplados pelo programa serão visitados nos próximos meses. “Vamos promover a integração da esfera federal com a estadual”, emendou.
A medida vai alavancar o ecoturismo no país. O ministro do Turismo, Gastão Vieira, afirmou que os investimentos poderão estimular a competitividade do turismo brasileiro. “O Brasil pode aproveitar os recursos da natureza para aumentar o número de pessoas que nos visitam”, explicou. “Estamos definindo as oportunidades de atrair investidores que queiram aplicar recursos nos parques e nos preparar para trazer mais conforto para os frequentadores.””

Clique aqui para ver as fotos da visita dos ministros ao Parque Nacional de Brasília.

Clique aqui para ver os limites do Parque Nacional de Brasília.

Confira os 16 parques que receberão recursos adicionais em 2014:

Região Norte
Parque Nacional de Anavilhanas – Amazonas

Região Nordeste
Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses – Maranhão
Parque Nacional de Jericoacoara – Ceará
Parque Nacional de Ubajara – Ceará
Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha – Pernambuco
Parque Nacional da Chapada Diamantina – Bahia

Região Centro-Oeste
Parque Nacional da Brasília – Distrito Federal
Parque Nacional da Chapada dos Guimarães – Mato Grosso
Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros – Goiás

Região Sudeste
Parque Nacional da Serra do Cipó – Minas Gerais
Parque Nacional da Tijuca – Rio de Janeiro
Parque Nacional da Serra dos Órgãos – Rio de Janeiro
Parque Nacional de Itatiaia – Minas Gerais/Rio de Janeiro

Região Sul
Parque Nacional do Iguaçu – Paraná
Parque Nacional de Aparados da Serra – Rio Grande do Sul/Santa Catarina
Parque Nacional da Serra Geral – Rio Grande do Sul/Santa Catarina

* Matéria assinada por Lucas Tolentino e publicada no portal do MMA em 28/11/2013

Notícias, Notícias das Unidades de Conservação

Pesquisa sobre potencial turístico da Resex Ipaú-Anilzinho (PA) é premiada

O trabalho do pesquisador Rodrigo Augusto Alves de Figueiredo, da Universidade Federal do Pará (UFPA) foi um dos vencedores do Prêmio do Núcleo de Altos Estudos Amazônicos (NAEA) da UFPA de Teses e Dissertações e Monografias 2013. O trabalho intitulado “Na trilha dos ecos do turismo: perspectivas da Reserva Extrativista Ipaú-Anilzinho”, foi contemplado como um dos vencedores na categoria Monografia.

O trabalho realizado em março de 2010, como requisito para obtenção do título de Especialista em Áreas Protegidas e Unidades de Conservação (UC), aborda as diversas perspectivas e possibilidades para o desenvolvimento do turismo na reserva extrativista como uma das alternativas capaz de promover a sustentabilidade social, econômica e ambiental da região.

Para o pesquisador Rodrigo de Figueiredo, sem dúvida, a Reserva Extrativista Ipaú-Anilzinho, apresenta grande potencial para o desenvolvimento de práticas turísticas, principalmente no que se refere ao ecoturismo, que é um dos segmentos que mais têm contribuído para o crescimento do setor turístico nos últimos anos, mas que ainda é praticado de maneira incipiente na Amazônia. “Acredito na implementação do turismo na UC, por meio de planejamento sob a ótica do turismo sustentável, que agregue tantos os objetivos de conservação da unidade quanto necessidades das populações e contribuir para um forte e importante impacto na economia local, gerando emprego, renda e valorização dos atrativos naturais”, explica o pesquisador.

A pesquisa contemplou a avaliação do potencial turístico de quatro comunidades da reserva extrativista, descrevendo principalmente suas particularidades culturais e ambientais. A comissão avaliadora do Prêmio NAEA foi composta por professores da instituição promotora. O trabalho premiado será publicado em breve pela Editora do NAEA.

* Matéria assinada pelo ICMBio e publicada em 21/11/2013

Notícias, Notícias das Unidades de Conservação

Governo garante R$ 800 mil em recursos para o Parque do Chandless

O governo federal está destinando a quantia de RS 800 mil em recursos para serem aplicados no Parque Estadual do Chandless, por meio do Programa de Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa). Recepcionados pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e visando seu gerenciamento, representantes da Sema participaram da I Oficina de elaboração dos Planos de Trabalho e Planejamento da gestão das Unidades de Conservação (UCs), do Arpa, para o biênio 2014/2015, em Brasília, entre os dias 11 e 13 deste mês.

O investimento será aplicado em diversas atividades necessárias ao Parque Estadual do Chandless – que conta com uma área de 670.135 hectares –, implantando seu plano de manejo e possibilitando a gestão das ações ambientais e sociais realizadas na unidade, tais como:

  • integração com o entorno – realização de diálogos com a população do interior da UC e seu entorno, tendo como principal parceiro o Conselho Gestor da Unidade;
  • proteção e manejo – fiscalização e proteção da biodiversidade;
  • operacionalização e pesquisa e monitoramento – apoio às ações de pesquisas sobre a flora, a fauna, a socioeconomia e a cultura local.

Participaram da oficina representando a Sema/AC o gestor do Chandless, Jesus de Souza, e a coordenadora do Departamento de Áreas Protegidas e Biodiversidade, Cristina de Lacerda.

Em destaque o gestor do Parque Chandless, Jesus da Silva (Foto: Assessoria Sema)

O secretário de Meio Ambiente do Acre, Carlos Edegard de Deus, diz que a continuidade do apoio do governo federal, por meio do Ministério do Meio Ambiente (MMA)/Programa ARPA, é importante, pois a gestão do Chandless tem um significado especial para a proteção da biodiversidade do Acre.

“Parabenizo o esforço dos funcionários da Sema para viabilizarem o Chandless como uma das áreas de excepcional interesse para a pesquisa e proteção da biodiversidade amazônica”, avalia Edegard.

Para o gestor do Parque Estadual Chandless, Jesus de Souza, a oficina possibilitou destacar os pontos fundamentais para o gerenciamento e investimento do recurso obtido, além da troca de informações, em nível nacional, sobre as Unidades de Conservação.

“A oficina foi importante para a troca de informações entre os gestores de unidades de conservação estaduais e federal, onde existem situações similares na gestão das Unidades. Permitiu também uma atualização dos procedimentos do Programa Arpa e um estreitamento das relações entre os gestores e a Unidade de Coordenação do Programa”, afirma Jesus.

De acordo com o coordenador do Arpa, Sérgio Carvalho, outros encontros serão realizados para serem debatidas as estratégias de planejamento dessas áreas protegidas: “Até o fim de novembro, outras duas oficinas serão promovidas em Brasília e, dessa forma, representantes de todas as 95 Unidades de Conservação apoiadas pelo Arpa terão a oportunidade de formular seus planejamentos para o próximo biênio”, disse.

O que é o Arpa

O Arpa é um programa do governo federal e tem como objetivo consolidar e manter as unidades de conservação da Amazônia – uma média de 60 milhões de hectares –, promovendo o desenvolvimento sustentável dessas áreas. A maior parte dos recursos é captada no exterior, sob o gerenciamento do governo brasileiro. As instituições financiadoras são o BID (Banco Mundial), WWF, KFW, GIZ (Cooperação Alemã) e GEF (Global Enviroment Facility), sendo que, recentemente, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento) também está investindo consideravelmente.

Sobre o Parque Estadual Chandless

O Parque Estadual Chandless é uma Unidade de Conservação de Proteção Integral, criada pelo Decreto 10.670, de 2 de setembro de 2004. Possui área de 670.135 hectares, representa 4,23% do território do Acre e abrange Santa Rosa do Purus (161.630 hectares – 24,12%), Manoel Urbano (445.208 hectares – 66,44%) e Sena Madureira (63.296 hectares – 9,45%), tendo como limites o marco internacional da fronteira Brasil/Peru – localizado próximo à nascente do Rio Santa Rosa –, e se limita também com Feijó e Manoel Urbano.

investimento será aplicado em diversas atividades necessárias ao Parque do Chandless, implantando seu plano de manejo e possibilitando a gestão das ações ambientais e sociais realizadas na Unidade (Foto: Diego Gurgel/Secom)

Investimento será aplicado em diversas atividades necessárias ao Parque do Chandless, implantando seu plano de manejo e possibilitando a gestão das ações ambientais e sociais realizadas na Unidade (Foto: Diego Gurgel/Secom)

 

O acesso à área é considerado extremamente difícil – feito inicialmente por via terrestre, saindo de Rio Branco até Manuel Urbano, e de lá até a sede da UC, por via fluvial. Também é possível acessar a UC por fretamento aéreo, saindo de Rio Branco e pousando na unidade. A vegetação do local também é considerada inóspita, devido à presença de florestas com alta concentração de bambu com espinhos.

A área está totalmente situada dentro dos limites do corredor verde do Oeste da Amazônia, um dos cinco para a região Amazônica estabelecida pelo Ibama e está adjacente à áreas protegidas e terras indígenas no lado peruano – onde, recentemente, espécies raras e endêmicas foram identificadas. É potencializado também por se configurar como corredor local, pois permite conectar duas áreas indígenas (Rio Purus e Mamoadate) e a Estação Ecológica do Rio Acre.

O Parque está localizado em uma das regiões menos conhecidas do estado, em termos de riqueza biológica, a região do Alto Purus, nas bacias dos rios Purus e Chandless. Esta região é considerada o centro de distribuição dos tabocais do Sudoeste da Amazônia, onde ocorrem florestas dominadas por bambus arborescentes do gênero Guadua. Seus limites são: ao Norte, a Terra Indígena Alto Rio Purus; ao Sul, a Terra Indígena Mamoadate; a Oeste, a República do Peru – com limites diretos com as UC’s Parque Nacional Alto Purus e Reserva Comunal Purus –; e a Leste, a Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema. Compõe dois corredores ecológicos importantes, o que abrange as terras brasileiras, denominado de Corredor do Sudoeste Amazônico, e o corredor peruano, denominado de Corredor da Conservação Vilcabamba-Amboró.

O objetivo da Unidade é “assegurar a preservação de ecossistemas naturais de grande relevância ecológica, possibilitando a realização de pesquisas científicas e o desenvolvimento de atividades de educação e interpretação ambiental, de recreação em contato com a natureza e de turismo ecológico”.

* Matéria assinada por Anderson Bonadese e publicada no portal da Agência Notícias do Acre em 14/11/2013

Notícias, Notícias das Unidades de Conservação, Notícias dos Parceiros do Arpa

Doutor da Borracha ministra oficina na Resex Cazumbá-Iracema (AC)

O premiado artesão José Rodrigues de Araújo, mais conhecido como Doutor da Borracha, ministrou este mês oficina de artesanato em borracha na comunidade do Núcleo do Cazumbá, localizado na Reserva Extrativista do Cazumbá-Iracema, unidade de conservação federal no Acre. Morador da Reserva Extrativista Chico Mendes, UC no mesmo estado, o artesão produz artesanato com a técnica da Folha Semi Artefato (FSA), desenvolvida pelo Projeto Tecbor, no Laboratório de Tecnologia Química da Universidade de Brasília (Lateq/UnB). Em 2012, ele foi o vencedor do 3º Prêmio Objeto Brasileiro com os seus sapatos artesanais de borracha.

A oficina, realizada em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e a Associação dos Seringueiros do Seringal Cazumbá, reuniu homens, mulheres, jovens e até crianças que aprenderam e criaram calçados e acessórios de borracha com a técnica ensinada. A intenção agora é levar a oficina para outras comunidades da reserva extrativista, como parte do projeto CAZUMBArte, visando agregar valor ao látex extraído da seringueira.

“O apoio de parceiros como ICMBio e Sebrae a este tipo de atividade é de fundamental importância para a geração de trabalho e renda às famílias da reserva extrativista e para a preservação da floresta e da cultura seringueira. Havendo alternativas e preços atraentes para produtos de borracha, a tendência é que os jovens se interessem pela lida seringueira, seguindo os passos de seus pais e avós”, ressalta Aldeci Maia, presidente da Associação dos Seringueiros.

Com a nova técnica aprendida, os artesãos da Reserva Extrativista do Cazumbá-Iracema dominam agora três técnicas de confecção de artesanato de borracha, a exemplo do encauchados de vegetal e os animais de borracha defumada, valorizando a produção seringueira e criando alternativas de renda aos produtores extrativistas.
Comunicação ICMBio
(61) 3341-9280

* Matéria assinada pelo ICMBio e publicada em 13/11/2013

Notícias, Notícias das Unidades de Conservação, Notícias dos Parceiros do Arpa

Resex do Lago do Capanã Grande (AM) exibe projeto Um Novo Olhar

A Reserva Extrativista (Resex) do Lago do Capanã Grande, no município de Manicoré, no estado do Amazonas, deu início à execução do projeto Um Novo Olhar, sua iniciativa de educação ambiental. Foi realizada uma exposição de painéis educativos e fotográficos nas escolas de cinco comunidades da UC, abrangendo um público de mais de 200 pessoas.

O tema da mostra foi a reserva extrativista, sua paisagem e a fauna nativa da região. Na sequência foi feita apresentação sobre os temas abordados, complementada pela entrega de fotos de animais aos alunos para que participassem contando histórias, identificando os animais nos painéis e imitando os animais. Ao final foram entregues folhetos educativos a todos os presentes.

Mesmo para as comunidades que vivem na Amazônia, o conhecimento que a maioria das pessoas possui sobre biodiversidade é referente a organismos com os quais possui relação utilitária e direta, como alimentação e medicina, além daqueles de grande porte e de fácil visualização, como onças e aves aquáticas. A biodiversidade local e regional passa despercebida da maioria, comprometendo a ideia básica da proteção da natureza de que é necessário conhecer para preservar, ou conhecer para cuidar. Assim, o projeto busca, pelo uso de linguagem simples e principalmente visual, trabalhar com a ideia de conhecer para valorizar.

A exposição ainda percorrerá outras comunidades da reserva extrativista e entorno. Além da mostra, que pode ser itinerante ou permanente, e dos folhetos de divulgação, nas próximas fases do projeto pretende-se criar álbum de figurinhas sobre biodiversidade regional/local, bem como distribuir cartões fotográficos sobre biodiversidade aos professores, para que possam trabalhar o tema em sala de aula.
Comunicação ICMBio
(61) 3341-9280

* Matéria assinada pelo ICMBio e publicada em 11/11/2013

Notícias, Notícias das Unidades de Conservação, Notícias dos Parceiros do Arpa

Doadores da WWF-US visitam Resex do Cazumbá-Iracema (AC)

Membros da World Wildlife Fund dos Estados Unidos da América (WWF-US) visitaram a Reserva Extrativista do Cazumbá-Iracema, no Acre, no início deste mês. A unidade de conservação (UC) federal, gerida pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), recebe o apoio da ONG no projeto Cabeceiras, financiado pela Fundação Moore, que tem como objetivo proteger as cabeceiras dos rios da Bacia Amazônica por meio da consolidação de unidades de conservação no Brasil, Peru e Bolívia. No Acre, o projeto também envolve a Reserva Extrativista Chico Mendes e a Floresta Nacional do Macauã.

Na Resex do Cazumbá-Iracema, o projeto Cabeceiras apoia a capacitação de conselheiros; a implementação do Plano de Manejo da Copaíba; a melhoria do sistema de comunicação e proteção da UC; a recuperação de áreas degradadas, por meio da implementação de viveiro de mudas e de unidade demonstrativa de Sistema Agroflorestal; além de fomentar o intercâmbio com gestores de áreas protegidas do país vizinho, Peru.

Na oportunidade, a vice-diretora do Programa Amazônia, Hannah Williams, e o analista de Programa de Conservação, Eric May, conheceram de perto alguns dos projetos e ações da qual a instituição é parceira, acompanhados da especialista em Áreas Protegidas, Marisete Catapan, e do analista de Programa de Conservação, Moacyr Araújo, do WWF-Brasil.

“O WWF-Brasil é um parceiro estratégico da Resex Cazumbá-Iracema onde através do projeto Cabeceiras, que em 2013 completa dez anos, possibilitou que a unidade de conservação avançasse de forma significativa e qualificada em sua implementação”, ressalta o analista ambiental Tiago Juruá, chefe da unidade.

Durante a estada na comunidade do Núcleo do Cazumbá, os parceiros tiveram a oportunidade de conhecer a realidade local, caminhar pela floresta, aprender a cortar seringa, quebrar e comer castanha na mata e acompanhar o andamento da oficina de capacitação de jovens para implantação de viveiro de mudas para conservação. Também participaram do encerramento da oficina de artesanato em borracha ministrada pelo artesão José de Araújo, mais conhecido como “Doutor da Borracha”, morador da Reserva Extrativista Chico Mendes, que utiliza a técnica da folha semi-artefato para confeccionar calçados e pequenos acessórios.
Comunicação ICMBio
(61) 3341-9280

* Matéria assinada pelo ICMBio e publicada em 11/11/2013. Foto: Luciano Malanski