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Programa Arpa vai apoiar mais nove Unidades de Conservação e se aproxima da meta de 60 milhões de hectares protegidos

Na última quarta-feira (20), o Comitê do Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa) aprovou por unanimidade a adesão de nove Unidades de Conservação (UCs) à sua rede de apoio. Com essa ampliação, a área total protegida pela iniciativa chega a 58.296.056 de hectares, que corresponde a 97% da meta de 60 milhões de hectares protegidos pelo Programa, que deve ser atingida ainda no primeiro semestre de 2015. Considerando as novas áreas protegidas, o Arpa passa a apoiar 105 UCs.

Juntas, as áreas das novas Unidades apoiadas pelo Arpa ultrapassam seis milhões de hectares. As nove UCs que passam a integrar a rede de proteção do Programa são: Reserva Biológica Nascentes da Serra do Cachimbo (PA), Reserva Biológica do Abufari (AM), Parque Estadual Serra dos Reis (RO), Reserva Extrativista Tapajós Arapiuns (PA), Estação Ecológica Alto Maués (AM), Estação Ecológica Samuel (RO), Parque Nacional Mapinguari (AM/RO), Parque Nacional da Amazônia (AM/PA) e Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (AM).

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Clique na image e faça o download do novo mapa de UCs apoiadas pelo Programa Arpa

Durante a reunião do Comitê, também foram abordados a gestão das Unidades de Conservação estaduais do Amazonas, a visão do Comitê do Fundo de Transição referente à Fase III do Programa, os protocolo de monitoramento da biodiversidade e as demandas de avanço da iniciativa.

A 1ª Reunião Extraordinária do Comitê do Programa, instância deliberativa máxima do Arpa, contou com a presença de representantes da Sociedade Civil, como Fundação Vitória Amazônica, GTA, CNS e SOS Amazônia, bem como do MMA, do e ICMBio e da ABEMA. Também foi discutida a visão do Comitê do Fundo de Transição referente à Fase III do Programa, o monitoramento da biodiversidade, e a gestão das Unidades de Conservação estaduais do Amazonas, com participação do Secretário de Meio Ambiente do Estado do Amazonas, Antônio Ademir Stroski, que reiterou o compromisso do Amazonas com o Programa.

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Parque Estadual Chandless (AC) é tema de dissertação de mestrado na UFAC

Por Fábia Galvão

A Unidade de Conservação (UC) Parque Estadual Chandless (AC) foi objeto da pesquisa de mestrado de Luiz Henrique Medeiros Borges na Universidade Federal do Acre (UFAC). Publicada em maio de 2015, a tese Abundância de mamíferos de médio e grande porte em resposta ao grau de distanciamento do Rio Chandless, Parque Estadual Chandless, Acre, Brasil lista as 51 as espécies de mamíferos de médio e grande porte ocorrentes na área protegida, com destaque para 13 as classificadas como ameaçadas.

A dissertação foi apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Manejo de Recursos Naturais da UFAC, como parte dos requisitos para a obtenção do título de Mestre em Ecologia e Manejo de Recursos Naturais. A pesquisa teve como orientador o professor doutor Armando Muniz Calouro e foi financiada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente do Acre (SEMA/AC) e pelo Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa). Clique na imagem abaixo para acessar o conteúdo completo:

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Arpa contrata consultoria para revisão, editoração e diagramação do plano de manejo da Rebio do Lago Piratuba (AP)

O Programa Áreas Protegidas da Amazônia (ARPA), maior iniciativa de proteção de florestas tropicais do mundo, tem como objetivo a expansão e fortalecimento do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) na Amazônia, a partir da proteção de 60 milhões de hectares na Amazônia – 12% da região, assegurando recursos financeiros para a gestão destas áreas e contribuindo para o desenvolvimento sustentável regional. Criado em 2002, é coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) e financiado com recursos do Global Environment Facility (GEF)/Banco Mundial, do governo da Alemanha/KfW, do Fundo Amazônia/ BNDES, WWF-Brasil e setor empresarial (Natura e O Boticário), além de contrapartida do Governo Federal e governos estaduais, totalizando 395 milhões de dólares.

O Fundo Brasileiro para Biodiversidade (FUNBIO) é a instituição responsável pelo gerenciamento dos recursos financeiros, pelas atividades de aquisições e contratações para as unidades de conservação (UCs) e pela gestão de ativos do Fundo de Áreas Protegidas (FAP), um fundo fiduciário que irá garantir a continuidade das ações em longo prazo.

Os interessados deverão enviar currículo para juliana.penna@funbio.org.br até o dia 21 de maio de 2015, demonstrando que são qualificados para desempenhar os serviços descritos no Termo de Referência (TdR) abaixo.

Clique aqui  para ler o TdR.

O processo será conduzido em acordo ao Manual para Contratações e Aquisições do Funbio, que se encontra neste site. Os recursos para pagamento dos serviços advêm do contrato assinado entre o KfW e o Funbio para a implementação do Programa Áreas Protegidas da Amazônia (ARPA) fase II.

* Publicado no site do Funbio em 11/05/2015

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Arpa contrata aluguel de veículos para Rebio do Gurupi (MA)

O Programa Áreas Protegidas da Amazônia (ARPA), maior iniciativa de proteção de florestas tropicais do mundo, tem como objetivo a expansão e fortalecimento do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) na Amazônia, a partir da proteção de 60 milhões de hectares na Amazônia – 12% da região, assegurando recursos financeiros para a gestão destas áreas e contribuindo para o desenvolvimento sustentável regional.

Criado em 2002, é coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) e financiado com recursos do Global Environment Facility (GEF)/Banco Mundial, do governo da Alemanha/KfW, do Fundo Amazônia/ BNDES, WWF-Brasil e setor empresarial (Natura e O Boticário), além de contrapartida do Governo Federal e governos estaduais, que totalizarão 395 milhões de dólares.

O Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO) é a instituição responsável pelo gerenciamento dos recursos financeiros, pelas atividades de aquisições e contratações para as unidades de conservação (UCs) e pela gestão de ativos do Fundo de Áreas Protegidas (FAP), um fundo fiduciário que irá garantir a continuidade das ações em longo prazo.

Para participar do processo de seleção para prestação de serviço de locação diária de veículos 4×4, cabine dupla, quilometragem livre, as empresas interessadas deverão manifestar interesse até o dia 22/05/2015, demonstrando que estão qualificadas para executar o serviço em questão, com todos os equipamentos de segurança e documentação exigidos por lei.

As manifestações deverão ser enviados para o e-mail para jose.mauro@funbio.org.br, identificadas como “Aluguel de Veículo 4×4 – REBIO de Gurupi” e identificando o nome da locadora”.

No corpo do e-mail deve ser informado o CNPJ da empresa, pessoa, telefone e e-mail de contato.

Somente serão selecionadas e contatadas as empresas que cumprirem com todos os requisitos solicitados.

* Publicado no site do Funbio em 12/05/2015

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Conselho da RESEX Chico Mendes (AC) discute manejo florestal comunitário

Nos dia 27 e 28 de abril, o Conselho Deliberativo da Reserva Extrativista Chico Mendes (AC) esteve reunido para discutir o manejo florestal comunitário que está sendo implementado na Unidade de Conservação (UC), na área de Xapuri, onde já ocorreu a 1ª exploração. Durante a reunião, também foi apresentado o relatório de Vistoria Técnica realizado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), produzido após a exploração.

A reunião promoveu o encontro de das instituições dos governos do Estado e Federal por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente do Estado do Acre (SEMA). Representantes da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Fundação de Ciência e Tecnologia do Estado do Acre (FUNTAC) e Associação de Moradores e Produtores da Reserva Extrativista Chico Mendes de Brasileia e Epitaciolândia (AMOPREBE), dialogaram sobre a capacitação e formação do processo de Implementação do Plano de Manejo Florestal Comunitário que será implementado no município de Brasiléia.

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O Coordenador Geral de Populações Tradicionais do ICMBio, Leonardo Messias, participou da reunião e apoiou o processo de condução dos manejos florestais comunitários que estão sendo desenvolvidos em Xapuri. A expectativa é que essas experiências sejam replicadas nos municípios de Brasiléia e Assis Brasil.

A reunião do Conselho também debateu outros temas relevantes, como monitoramento e fiscalização. Os conselheiros também tiveram a oportunidade de conhecer os resultados dos processos de notificação judiciais tramitados e julgados para aqueles que adquiriram terras irregularmente na Unidade.

A reunião do conselho teve a participação das secretarias de estado na apresentação de políticas públicas para a Unidade, bem como ofertas de cursos pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR) por meio do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego. Institucional (Pronatec). A reunião teve a presença de representantes do Memorial Chico Mendes e do Conselho Nacional dos Seringueiros, que trouxe informes no âmbito das políticas públicas de ATEs Extrativistas, Programa Luz para Todos e sobre a Chamada Pública para implementar o saneamento na UC.

Durante o encontro, foram homenageados agentes de saúde e professores que desenvolvem trabalhos de referência na Resex. As reuniões do Conselho contam com apoio do Programa Áreas Protegidas da Amazônia.

Texto: Silvana Souza. Foto: Fernando França. Edição: Fábia Galvão

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Drones vigiam o Parque do Cantão, no Tocantins

07052015-drone-no-cantao-2Drone detecta atividade de pesca ilegal no parque do cantão. Pequeno barco de pescadores utilizando redes, o GPS ajuda a estabelecer o local exato do barco. Foto: Instituto Araguaia

Há cerca de dois anos, o Instituto Araguaia descobriu que os drones podem ajudar a monitorar áreas remotas na Amazônia. Estes veículos aéreos não tripulados e controlados por GPS ficaram famosos como ferramenta de espionagem da CIA e ataques militares furtivos. Agora, eles caíram de preço, ganharam praticidade e usos civis. Com uma câmera GoPro, estes dispositivos aéreos são capazes de alcançar 300 metros de altitude e sobrevoar áreas na mata onde o homem não consegue chegar. Os drones podem visualizar com mais detalhes espécies de botos, pirarucus ou, até mesmo, detectar a ação de caçadores ilegais.

No extremo norte da Ilha do Bananal, estado do Tocantins, correm as águas do curso médio do rio Araguaia. Lá, fica o Parque Estadual do Cantão – uma área protegida criada em 1998 e gerida pelo órgão público Naturatins (Instituto Natureza do Tocantins). O parque é próximo aos municípios de Caseara e Pium, na região centro-oeste do estado.

Nesta área de 90 mil hectares, Cerrado e Amazônia se encontram. O local abriga uma floresta de igapó – vegetação submersa típica da floresta amazônica. Visualmente é uma floresta densa e alta, com arvores de até 20 metros, com copada fechada, solo arenoso e cheias de sapopembas — raízes de sustentação em forma de tripé na base das árvores, junto ao solo, que lhes dá equilíbrio. Essas árvores ficam submersas em até 9 metros de água, com copas expostas, e é justamente nessa época que florescem e dão frutos.

Durante o período seco, a paisagem do Cantão revela um mosaico de 850 lagos, que servem como berçários naturais para a reprodução de peixes. Já na temporada de chuvas, as águas do Araguaia transbordam e reconectam os lagos.

O Cantão é rico em biodiversidade, existem 55 espécies de mamíferos, 453 de aves, 301 de peixes e 63 espécies de répteis, algumas endêmicas — que só existem nesta área protegida.

 

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Uso de novas tecnologias

Movido pela dificuldade de acesso e a popularização dos drones, o Instituto Araguaia apostou na tecnologia para reforçar o monitoramento deste parque.

“Como o Cantão é uma área remota e difícil de percorrer, a nossa ideia era usar o drone para detectar invasores nos lagos. Investimos em tecnologia de ponta”, disse Silvana Campello, 56, presidente do instituto, que atua em cooperação técnica com o gestor do parque estadual.

Criado oficialmente em 2010, o Instituto Araguaia também desenvolve pesquisas científicas no interior do parque. A ONG sobrevive com recursos captados por meio de doações e parcerias com instituições internacionais como a Sociedade Zoológica de Frankfurt, o zoológico de Miami, além de editais do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) e da Fundação Grupo Boticário.

Na fase piloto, a equipe do Instituto Araguaia comprou um modelo DJI Phantom, na época o mais barato e o mais simples. Acoplado a uma câmera, o Phantom, além de gravar, envia em tempo real toda a paisagem vista durante o sobrevoo. Sua limitação estava na duração da bateria: apenas 20 minutos.

Os vigias do parque

07052015-drone-no-cantao-3O modelo DJI Phantom decolando para mais uma operação de vigilância. Foto: Instituto Araguaia

A experiência foi tão exitosa, conta Silvana, que hoje o instituto tem três drones e acabou de ganhar um quarto. Este último e mais avançado é um modelo Inspire é um quadróptero, um drone com quatro hélices, câmera integrada e com estabilizador de imagem. Transmite vídeo em tempo real Full HD, e grava em 4K, uma resolução ainda maior. E ainda tem o dobro de autonomia. Obtê-lo só foi possível porque a ONG foi um dos selecionados pelo fabricante em um concurso de imagens feitas por drones.

“Eles são os vigias do parque, a extensão dos nossos olhos e da nossa presença. O parque é uma área virgem e inacessível, devido aos seus inúmeros lagos. Hoje já divulgamos que o parque está sendo monitorado por drones, o que assusta os pescadores ilegais”, diz Silvana.

Censo de botos

07052015-drone-no-cantaoContagem de botos pelo método tradicional. Pesquisador, canoa e caderninho. Foto: Instituto Araguaia

Aos poucos, a equipe do instituto percebeu que, além de afugentar criminosos e inibir práticas ilegais, seria possível seguir espécies de animais. Foi aí que surgiu a ideia de fazer o primeiro censo de botos do Araguaia.

Em janeiro de 2014, o Cantão ganhou o status de lar para uma espécie nova e recém descrita, o Inia araguaiensis, no nome científico, ou boto do Araguaia. Até então, pensava-se que os botos da Bacia do Rio Amazonas eram os mesmos da Bacia do Rio Araguaia. Análises de DNA comprovaram que eram espécies distintas, mas sem que se soubesse o tamanho da população do boto descoberto.

“Vimos que poderíamos de cima acompanhar os botos nos lagos, a cada 4 ou 5 minutos eles vêm à tona respirar, pois são mamíferos aquáticos. Constatamos que o drone é mais eficiente para contá-los”, diz Silvana.

O método tradicional dos biólogos para contagem de botos é artesanal. Em uma canoa, munido de binóculo, o pesquisador anota os botos que sobem para respirar. Já com os drones, a visibilidade e o raio de abrangência se multiplica.

O próximo passo será contar quantos botos vivem no Parque do Cantão. Os drones começarão a trabalhar em junho deste ano e a pesquisa durará até o fim da estação seca, em novembro.

O censo piloto dos botos será feito diariamente em três lagos – Grande, das Ariranhas e do Estirão – onde normalmente a concentração do animal é maior. Um membro da equipe será Julia Furstenau Oliveira, pesquisadora brasileira, que está fazendo mestrado sobre boto, no Instituto Araguaia, em convênio com a Universidade de Friburgo, na Alemanha, e com a Universidade de Brasília.

Se der certo, em 2016, Silvana pretende fazer um censo de pirarucu – um dos maiores peixes de água doce do Brasil, em risco de extinção devido à pesca predatória. “A importância da preservação desses lagos é enorme, a pesca comercial está arrasando os rios da Amazônia. Como já há um declínio da pesca, os pescadores recorrem aos lagos do Araguaia”.

* Publicado originalmente no site O Eco em 07/05/2015 e assinado por Fábio Ortiz

 

 

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Conselheiros da Resex Ipaú-Anilzinho (PA) participam de oficina de implantação de coleta de sementes

Membros do Conselho Deliberativo da Reserva Extrativista (RESEX) Ipaú-Anilzinho (PA) participaram de uma oficina de sensibilização sobre “Implantação de Áreas de Coletas de Sementes (ACS) em Comunidades Tradicionais”. O evento ocorreu no dia 29 de abril, durante a primeira reunião de 2015 do Conselho.

A oficina destacou a importância desse tipo de atividade para promover a satisfação das necessidades humanas, incluído seus benefícios econômicos, em consonância com o uso sustentável dos recursos naturais e a valorização dos conhecimentos tradicionais a ela associados. Nesse sentido foi destacado que as florestas têm muitas espécies diferentes que fornecem óleos, madeira, remédios, frutos e vários outros produtos, cujas sementes podem ser utilizadas para a produção e comercialização de mudas, contribuindo com a manutenção da diversidade biológica a partir do manejo pelas comunidades locais. A oficina representou um primeiro passo para a implantação de áreas de coleta de semente na região da RESEX Ipaú-Anilzinho.

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Durante a reunião também foi discutido o processo de renovação de entidades representativas e seus respectivos membros do Conselho Deliberativo. Além disso, a realização do “I Seminário de Gestão Ambiental” da Resex, previsto para o período de 25 a 28 de junho, foi debatida, como parte da programação em comemoração aos 10 anos de criação da Reserva. De acordo com o chefe da Unidade de Conservação (UC), Rodrigo Augusto Alves de Figueiredo, “a realização do evento é uma grande oportunidade para discutir, juntamente aos comunitários, o cenário de gestão ambiental da Unidade ao longo desses 10 anos, avaliando seus avanços, possibilidades e limites”.

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Participaram da reunião moradores da Resex e do entorno da UC, além de representantes de órgãos públicos e privados, entre membros-conselheiros, convidados e ouvintes. Sua realização contou com apoio financeiro do Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa).

* FONTE: Rodrigo Figueiredo – ICMBio

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XI Reunião do Conselho Deliberativo da RESEX do Baixo Juruá (AM) define prioridades e Plano de Ação da UC

Nos dias 25 e 26 de abril, aconteceu a XI Reunião do Conselho Deliberativo da RESEX do Baixo Juruá (AM). Estiveram presentes 51 participantes, incluindo dez comunidades residentes na Unidade de Conservação (UC) e entorno e 55 instituições locais e regionais. A Plenária do Conselho foi realizada na Câmara de Vereadores de Juruá e teve a presença de 15 das 17 representações que a compõem. O encontro teve como pauta a elaboração do Plano de Ação do Conselho (2015); Priorização de atividades no Planejamento da UC (2015); Manejo Florestal; Ocupação indígena no Igarapé Juruapuca; Atendimento da RESEX no Programa Luz Para Todos; Conservação de Quelônios; Acompanhamento técnico da pesca manejada do Pirarucu na RESEX; Reforma das casas construídas com financiamento do INCRA; Doação de terreno para a Usina de Extração de Óleos Vegetais; e pesquisas em andamento na RESEX.

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Entre os principais resultados dos trabalhos realizados, durante os dois dias de trabalho, estão: matriz de prioridades da RESEX, com dez ítens; o Plano de Ação do Conselho, com definição de metas, atividades e cronograma de ação dos Grupos de Trabalho; a aprovação de áreas para o Manejo Florestal Comunitário, a ser realizado conforme a Instrução Normativa do ICMBio Número 16 de 04/08/2011; a definição de estratégias de ação para a conservação de quelônios, incluindo vigilância comunitária, monitoramento e fiscalização; e a deliberação de ações a serem realizadas pelo órgão gestor da UC e instituições parceiras para viabilizar o atendimento das comunidades pelas principais políticas públicas direcionadas a Saúde, Educação, Energia, Cadastro de Moradores e Habitação. A atividade contou com recursos do Programa Áreas Protegidas da Amazônia (ARPA).

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Fonte/Fotos: ICMBio – órgão gestor da RESEX do Baixo Juruá (AM)

 

 

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Sustentabilidade, saúde e água potável em comunidades localizadas dentro de reservas

Programa do MDS vai implementar ações de saneamento em comunidades localizadas dentro de Reservas Extrativistas

Selo-Arpa1Como uma estratégia para garantir água de qualidade para o consumo das comunidades extrativistas da Amazônia, sobretudo, para prevenir doenças, melhorar o rendimento escolar das crianças e o trabalho das famílias extrativistas, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) implementará políticas públicas de saneamento básico em oito Reservas Extrativistas (Resex) em quatro Estados, incluindo as Resex do Médio Juruá/ Carauari, Baixo Juruá/Juruá e Uarini, no Amazonas.
As ações serão implantadas ao longo de 18 meses, por meio do projeto  Sanear Amazônia, um programa de promoção da qualidade de água para o consumo humano em comunidades extrativistas da Amazônia, com a disponibilidade de tecnologia social, como o sistema de acesso à água Pluvial Multiuso Comunitário e o sistema de acesso à água Pluvial Multiuso Autônomo para o atendimento às moradias isoladas na região.
O Memorial Chico Mendes (MCM), entidade de natureza técnica vinculada ao Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS), que integra o movimento social extrativista brasileiro, é quem fará a execução do programa que envolverá quatro Estados, oito Reservas Extrativistas e 14 municípios, atingindo uma área de mais de 2 milhões e 300 mil hectares e atendendo 2.800 famílias extrativistas da Amazônia.
A garantia de acesso à água no âmbito domiciliar, seguindo padrões de qualidade para consumo, é possível na Amazônia por meio da disponibilidade de água em uma estrutura física com interligação direta ao ambiente domiciliar. Essa infraestrutura viabiliza o acesso à água dentro de padrões mínimos para assegurar a saúde, bem estar às famílias.
Encontro
O Encontro de Formação e Capacitação do Projeto Sanear, promovido pelo Memorial Chico Mendes de hoje até quinta-feira, no Hotel Plaza, faz parte da agenda de trabalho do programa, cujo objetivo é nivelar a metodologia de execução para as entidades executoras nos Estados e atores envolvidos.Investir em tecnologias sociais para o desenvolvimento de sistema de abastecimento de água que contam com a captação da água da chuva representam uma alternativa que viabiliza o acesso à água de qualidade na região Amazônica, onde o regime pluviométrico não é uniforme e apresenta períodos de escassez da fonte de água de chuva.

Alternativas de abastecimento complementar (água de superfície ou água subterrânea) para garantir o acesso à água em quantidade, qualidade e acessibilidade ao longo do ano também serão objeto de discussões e debates durante o encontro.

* Publicado no portal A Crítica em 05/05/2015

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Mapuá (PA) colhe frutos de iniciativa inovadora

Projeto Geração de Renda e Valorização Social sensibiliza comunitários

© Todos os direitos reservados. Fotos: Acervo ICMBio

Para desenvolver estratégias que promovessem a sustentabilidade e, ao mesmo tempo, trouxessem alternativas de renda para os beneficiários da Reserva Extrativista (Resex) Mapuá (PA), gestores da Unidade de Conservação (UC) perceberam que era preciso escutar a comunidade e entender suas reais necessidades.

A partir daí, foi criado o projeto Geração de Renda e Valorização Social. O foco é sensibilizar e capacitar os extrativistas, despertando uma maior participação social nos processos de administração da UC e ampliando sua interação com todos os envolvidos na conservação ambiental da região do Marajó.

“O projeto é importante porque assegura as condições e os meios necessários, visando cada vez mais a melhoria da qualidade de vida das populações extrativistas, com legitimidade ao uso sustentável do território e consolidando a consciência ambiental”, afirmou o chefe da Reserva Extrativista Mapuá, Carlos Moura.

Conheça outras Práticas Inovadoras na Gestão de Áreas Protegidas.

Em parceria com o Conselho Nacional das Populações Extrativistas, Cooperação Técnica Brasil e Alemanha e com os Institutos de Desenvolvimento Florestal e de Extensão Rural do Pará, foram realizados diagnósticos que apontaram as principais necessidades e potencialidades das comunidades, buscando traçar as ações mais adequadas para cada cenário.

Iniciativa gera importantes resultados

Entre os resultados obtidos por meio do projeto está a reestruturação da Associação de Moradores da Reserva Extrativista Mapuá (AMOREMA) e as demais associações que apoiam a organização dos comunitários.

Por meio da Associação, os extrativistas passaram a ter acesso ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), que possibilitou a comercialização da agricultura familiar e motivou moradores a criar hortas comunitárias, o que tem favorecido a segurança alimentar das famílias.

Segundo Carlos Moura, a reestruturação da AMOREMA é uma forma de garantir a democracia e a transparência na administração da Unidade, pois a mesma consolida-se como um dos instrumentos mais verdadeiros de participação organizada da população da Resex nas questões de seu interesse, além de criar condições próprias para buscar o desenvolvimento de projetos e ações que beneficiem diretamente os comunitários.

O projeto também despertou uma maior atuação das mulheres, que se organizaram através de uma associação específica, visando apoiar a venda de cosméticos e artesanatos. Os produtos vendidos são de fabricação local, obtidos a partir de essências da Amazônia e ganham uma marca própria que os identifica como originários da Reserva Extrativista.

“A utilização de uma logomarca da Unidade nos produtos, além de agregar valor de mercado ao trabalho das comunidades, ainda gerou uma identidade coletiva, contribuindo inclusive para melhora da autoestima das famílias”, afirmou uma das idealizadoras do projeto na Resex, a analista ambiental Diana Menezes.

Com o apoio da comunidade houve melhorias em vários aspectos da UC, como por exemplo, no combate ao desmatamento. Além disso, foi criado um Grupo de Trabalho Interinstitucional para desenvolvimento do Manejo Florestal Comunitário, que aborda questões normativas, operacionais e organizacionais sobre o manejo. Estão sendo desenvolvidas ainda novas alternativas empreendedoras, como a intensificação de atividades não madeireiras, como o manejo dos açaizais nativos (com financiamento através do Banco da Amazônia), fortalecimento da produção de artesanato, criação de peixe, etc

Saiba mais sobre a Reserva Extrativista Mapuá.

* Matéria assinada por Lorene Lima e publicada em 05/05/2015 no site do ICMBio