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CNPT realiza soltura de filhotes de tracajás

Pesquisadores da base avançada do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Sóciobiodiversidade Associada a Povos e Comunidades Tradicionais (CNPT), no Acre concluíram este mês a última etapa de soltura dos filhotes de tracajás, por meio do projeto Manejo Participativo de Tracajás, realizado na Reserva Extrativista do Alto Tarauacá (AC). O projeto está na terceira edição anual de execução e conta com recursos financeiros do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) 08/023 por meio dos editais DIBIO/ICMBio.

Este ano, o projeto identificou 25 praias com postura dos tracajás ao longo do Rio Tarauacá, sendo que 15 delas funcionaram como tabuleiros experimentais, nos quais o morador optou por protegê-los na praia, monitorando as posturas ocorridas na área de entorno de sua própria residência.

Assim, fichas de coletas de dados do manejo foram individualizadas para cada família participante e não mais apenas ao morador que residia na praia do tabuleiro experimental principal, como ocorrido nos outros anos.

O novo formato intensificou a participação dos comunitários, favoreceu o aumento do número de posturas monitoradas, além de otimizar gastos com deslocamento e otimizar o tempo da família destinado a esta prática. O envolvimento e participação das crianças e adolescentes também foram intensificados com o aporte de mais tabuleiros, devido à proximidade de sua moradia.

Os comunitários manejaram aproximadamente 1.095 ovos, sendo 232 ovos no tabuleiro experimental principal e 863 ovos nos demais tabuleiros. Diferente dos anos anteriores, o tempo de incubação perdurou por até 98 dias, uma vez que o registro máximo até então havia sido de 80 dias.

Foram contabilizados e soltos 681 filhotes oriundos do manejo. Em 2011, foram 384 e em 2012, 424 filhotes soltos no Rio Tarauacá. Segundo a coordenadora do projeto e analista ambiental Rosenil de Oliveria, o CNPT/ICMBio, parceiros e comunidade estão satisfeitos com o crescente resultado. “Vamos continuar nos empenhando na recuperação e conservação deste animal na região, investindo cada vez mais no fortalecimento da participação comunitária no projeto”, frisa Rosenil.

* Matéria publicada no site do ICMBio em 27/11/2013