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Comunitários participam de manejo de tracajás

Expedição no Alto Tarauacá marcou o início das ações do projeto

© Todos os direitos reservados. Fotos: Kennedy Borges e Acervo ICMBio

Selo-Arpa1Uma expedição realizada em maio na Reserva Extrativista (Resex) do Alto Tarauacá (AC) marcou o início das ações voltadas ao projeto de manejo participativo de tracajás na Unidade de Conservação (UC). A Base Avançada do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Sociobiodiversidade Associada a Povos e Comunidades Tradicionais (CNPT) no Acre, equipe gestora da Unidade de Conservação (UC) e Associação dos Seringueiros e Agricultores da Resex Alto Tarauacá (Asareat) participaram da ação.

O trabalho é realizado em uma parceria com os comunitários da Resex, que renovaram sua participação na iniciativa durante oficinas comunitárias. “Esse procedimento era realizado com visitas em cada casa da Resex. Com o crescimento do número de famílias que aderem ao manejo a cada ano, foram necessários ajustes para atender a todos”, explicou a analista ambiental Rosenil de Oliveira, da Base Avançada do CNPT, que complementou: “Sempre tivemos como meta contemplar todo o território da Resex e suas famílias. Constatar este crescimento espontâneo a cada ano tem sido maravilhoso”.

A equipe também adotou como estratégia a distribuição de materiais de divulgação, como adesivos para serem fixados nas moradias das famílias atuantes, contendo a marca do projeto eleita pela própria comunidade. Foram distribuídas, ainda, fichas de preenchimento em campo, adaptadas para um formato de calendário mensal e denominada “Calendário Tracajá 2015”, na qual se anota as informações do manejo.

Bandeirinhas para sinalização das praias foram confeccionadas e entregues às famílias. Para atingir os moradores do município de Jordão e de outras áreas da Resex ainda não contemplados pelo projeto, outro calendário foi produzido e distribuído no intuito de disseminar informações referentes à existência do manejo na região e das medidas protetivas.

Os dados resultantes desta prática comunitária e voluntária realizada no ano de 2014 também foram apresentados nas oficinas. “A expectativa é de que mais covas e praias sejam protegidas e manejadas em 2015, uma vez que a ampliação da divulgação e a convocação para novas adesões ao projeto aconteceram em todas as sete comunidades existentes na Resex”, afirmou a coordenadora Rosenil.

A impressão dos materiais e o aporte financeiro para expedição é fruto da parceria com os gestores da Unidade, com apoio do Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa). A elaboração da marca contou com apoio técnico da Divisão de Comunicação, com colaboração dos analistas ambientais Rafael Balestra e Luís Alfredo, do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios (RAN).

Sobre o Arpa:
O Arpa é o maior programa de conservação de florestas tropicais do planeta e o mais expressivo ligado à temática das unidades de conservação no Brasil. Lançado em 2002, é um programa do Governo Federal, coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), gerenciado financeiramente pelo FUNBIO (Fundo Brasileiro para a Biodiversidade) e financiado com recursos do Global Environment Facility (GEF) – por meio do Banco Mundial -, do governo da Alemanha – por meio do Banco de Desenvolvimento da Alemanha (KfW) – da Rede WWF – por meio do WWF-Brasil e do Fundo Amazônia, por meio do BNDES.

Comunicação ICMBio
(61) 2028-9280
* Matéria publicada em 19/06/2015 no site do ICMBio