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Conferência do Pará debate resíduos sólidos na Amazônia

Penúltima reunião estadual traz o tema de resíduos sólidos aliado à realidade local

Com o lema “Vamos cuidar da Amazônia e do Brasil” e voltada ao tema Pará e os resíduos sólidos, foi aberta, nesta quarta-feira (18/09), em Belém, a IV Conferência Estadual de Meio Ambiente. O presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Roberto Vizentin, representando o Ministério do Meio Ambiente, falou sobre o momento vivido pelo país, de debate e mobilização. “Só teremos a chance de enfrentar o desafio de dar um tratamento adequado aos resíduos sólidos com o envolvimento ativo de todas as partes”, afirmou.

Com esta reunião, praticamente fechou-se o ciclo das etapas preparatórias para a Conferência Nacional de Meio Ambiente (CNMA), que será realizada em Brasília, de 24 a 27 de outubro – resta apenas a definição de São Paulo. O evento discutirá a implantação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que se propõe a buscar alternativas para dar uma destinação correta para o lixo urbano. “A CNMA representa um espaço democrático para definir as ações a serem realizadas, para que, de fato, a PNRS se torne uma ação de inclusão social e transformação, melhorando a qualidade de vida nas cidades e nas zonas rurais”, acrescentou Vizentin.

REALIDADE LOCAL

Sobre as peculiaridades do Pará, Vizentin lembrou que o Estado tem características climáticas e geográficas específicas, como lençol freático que influencia na escolha do local para a construção do aterro sanitário, que deve ser construído em substituição aos lixões a céu aberto, onde ocorrerá o tratamento adequado aos resíduos que não podem ser reaproveitados.

“A conferência, embora seja para discutir concretamente os problemas, desafios e soluções do tema dos resíduos sólidos, tem a ver também com o debate sobre desenvolvimento que nós queremos”, explicou o presidente do ICMBio. E propôs a reflexão de como o reaproveitamento do lixo pode ser transformado em riqueza, beneficiando os que ainda vivem numa situação de precariedade, em trodos os Estados.

INCLUSÃO SOCIAL

Os catadores de material reciclável também fazem parte do debate, já que a atuação deles está diretamente relacionada ao recolhimento e separação dos resíduos. A catadora Maria Fátima Pascoa Gomes Pinto, 85 anos, presente à abertura do evento, disse que a atividade garantiu seu sustento e da sua família, depois que ficou viúva e mudou-se para Belém.

Débora Daiane, da Cooperativa dos Catadores de Materiais Recicláveis, situada no bairro da Terra Firme, em Belém, disse que a expectativa é que a conferência seja uma porta de entrada que vai dar viabilidade e visibilidade ao trabalho dela e de seus colegas. Ela atua tanto na coleta na rua, quanto na parte administrativa da cooperativa.

A conferência está debatendo quatro eixos prioritários, dentre eles está a geração de emprego, trabalho e renda, que permite a inclusão social dos catadores na gestão integrada dos resíduos sólidos. Os outros eixos são: produção e consumo sustentável, impactos ambientais e educação ambiental.

* Matéria assinada por Tinna Oliveira e publicada no site do Ministério do Meio Ambiente em 18/09/2013