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Conservação e Manejo Participativo na Amazônia é tema de simpósio em Tefé (AM)

Simpósio acontece na sede do Instituto Mamirauá, em Tefé. Evento será transmistido ao vivo através da Internet


Foto: Junia Chaves/Instituto Mamirauá

Debater a conservação da biodiversidade, o manejo de recursos naturais, a gestão de áreas protegidas e os modos de vida das populações locais. Esses são os objetivos do 12º Simpósio sobre Conservação e Manejo Participativo na Amazônia realizado nos dias 1, 2 e 3 de julho na sede do Instituto Mamirauá, localizada no município de Tefé (AM). O evento será transmitido ao vivo no endereço: www.mamiraua.org.br/web.

De acordo com a coordenadora de pesquisa do Instituto Mamirauá, Maria Cecília Gomes, foram mais de 300 inscrições pelo site. “O simpósio será um evento para o debate científico. Os participantes do Simcon terão a oportunidade de assistir palestras de reconhecidos pesquisadores, sobre temas como bioacústica, pesquisas com onças que vivem em áreas de várzea e ecologia comportamental da reprodução de primatas”, afirmou.

São três dias de evento, com apresentação das pesquisas e trabalhos realizados pelo Instituto Mamirauá. Serão apresentações orais e em pôster. Também estão programadas quatro palestras com pesquisadores e dois minicursos.

O minicurso “Telemetria como ferramenta para conservação” será ministrado pelos pesquisadores André Coelho e Camila Carvalho, do Grupo de Pesquisas Grupo de Pesquisa em Mamíferos Aquáticos Amazônicos do Instituto Mamirauá. O minicurso “Introdução à ecologia da paisagem: Análises de conectividade” será ministrado pela Dra. Susan Aragón, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

No terceiro dia será realizada uma sessão especial de trabalhos com resultados do projeto Biorec – “Participação e Sustentabilidade: o Uso Adequado da Biodiversidade e a Redução das Emissões de Carbono nas Florestas da Amazônia Central” – BioREC – desenvolvido pelo Instituto Mamirauá com financiamento do Fundo Amazônia.

Palestras

Entre as palestras programadas, está o diretor da Wildlife Conservation Society (WCS), Carlos Durigan, apresentando os resultados do projeto Águas Amazônicas. A iniciativa visa contribuir para a qualidade de vida da população local, visando a necessidade de gestão sustentável dos ecossistemas aquáticos e na Amazônia Ocidental. A WCS propõe ferramentas de análise, mecanismos de gestão, parcerias e políticas que contribuam para esse planejamento. O trabalho é feito em escala que engloba o Brasil, Peru, Bolívia, Equador e Colômbia.

Outra palestra prevista é do pesquisador doutor Helder Queiroz, diretor geral do Instituto Mamirauá. Na apresentação o pesquisador apresenta o papel evolucionário dos “plugs copulatórios” e seu significado na ecologia comportamental da reprodução de primatas, especificamente macacos-prego.

Também faz parte da programação a palestra com o pesquisador Emiliano Esterci Ramalho, sobre “As onças d’água”. Uma pesquisa desenvolvida pelo Instituto Mamirauá comprovou cientificamente que, nas florestas inundáveis da Amazônia, durante o período da cheia, as onças-pintadas permanecem em cima das árvores cerca de três meses por ano. Não há registros de que esse tipo de comportamento ocorra em outras partes do mundo. Para acompanhar as onças-pintadas é necessário instalar colares VHS/GPS. As informações coletadas pela equipe do Instituto Mamirauá servirão para nortear estratégias de conservação da espécie.

O palestrante Michel André propõe apresentar iniciativas de monitoramento de ruídos subaquáticos e sua interferência na conservação da fauna da Amazônia. Michel André é presidente da “The Senso of Silence Fundation” e professor na Universidade Técnica da Catalunha, BarcelonaTech (UPC) e diretor do Laboratório de Bioacústica Aplicada.

* Matéria publicadat no site do Instituto Mamirauá em 24/06/2015