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Depoimento: Cristina Lacerda, da Secretaria de Estado de Meio Ambiente do Acre

A Amazônia Brasileira possui características e riquezas socioambientais e culturais únicas, com suas especificidades, com potencial para a implementação de modelos de desenvolvimento sustentável que considerem a valorização do patrimônio ambiental, a partir de uma economia baseada no uso sustentável dos recursos naturais e no respeito à diversidade sociocultural. Contudo, os desafios para se fazer a gestão desse espaço são enormes, desde a falta de recursos financeiros e humanos, a normatização e implementação de regras para a gestão da biodiversidade e proteção das áreas protegidas até a gestão de conflitos socioculturais.

Muitos são os parceiros e programas que auxiliam na criação e implementação de áreas protegidas para a proteção da biodiversidade mundial em seus mais diversos ecossistemas, entre eles a amazônia brasileira. Destacamos o Programa Áreas Protegidas da Amazônia (ARPA), que inovou por considerar a gestão das áreas protegidas em escala regional, além de permitir a sustentabilidade financeira em longo prazo das Unidades de Conservação (UCs) fora do sistema do orçamento governamental, o que muito tem auxiliado principalmente na criação e gestão das UCs estaduais e federais. Além disso, o ARPA tem feito um esforço para a formação de recursos humanos, através do estabelecimento de colegiados e mecanismos de gestão que auxiliam na tomada de decisão, permitindo a expressão de interesses dos atores sociais, inclusive locais, na gestão do ARPA.

Dentro desse cenário o Parque Estadual Chandless/Acre com 695.303 ha, criado em 2004, vem tendo sua implementação/consolidação auxiliada pelo ARPA. As ações do P.E. Chandless vem sendo pautadas na implementação do seu Plano de Gestão (Plano de Manejo), custeado em parceria com o ARPA. O apoio na construção da infraestrutura do Parque, na aquisição de equipamentos e nas ações de monitoramento/fiscalização, funcionalidade do Conselho Gestor, capacitação de recursos humanos para a gestão da UC, realização de pesquisas na área, etc., tem tornado o plano de ação para conservação ambiental do Parque viável, principalmente após a parceria da Secretaria de Estado de Meio Ambiente do Acre e o ARPA.

* Concedido em 15/05/2014