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Desempenho do Arpa até 2013 e perspectivas para o próximo biênio são apresentados aos doadores do Programa

A consolidação das Unidades de Conservação (UCs), o fortalecimento das comunidades que residem nesses territórios, a melhoria da execução financeira, das capacitações e da comunicação que acontecem no âmbito do Arpa são as principais metas do Programa para o biênio 2014/2015. Durante a reunião final dos participantes da Missão de Supervisão dos doadores da Fase II, que aconteceu na última sexta (8/11) em Brasília e teve a presença dos representantes de algumas das instituições que financiam o Programa, foram apresentados e discutidos os resultados relativos a esses temas e as perspectivas para os próximos dois anos.

Segundo o coordenador da Unidade de Coordenação do Arpa (UCP), 35 UCs de grau I e 13 de grau II planejaram-se para consolidar até 2015, superando em 337.088 hectares a meta do programa de chegar a 32 milhões de hectares de território. “Queremos trabalhar com um cenário otimista e intensificar o controle de contrapartidas agora”, declarou Sérgio Carvalho. Para melhorar o desempenho, houve uma mudança dos fluxos de aprovação no âmbito do Programa e do seu orçamento. Dos R$ 70 milhões disponíveis para o biênio 2014/2015, pouco mais de R$ 54 milhões – 77% do recurso total – serão investidos no processo de consolidação. Atualmente, o Arpa tem 4 UCs consolidadas em grau I alem de 1 Mosaico, e 2 em grau II.

Com relação ao fortalecimento das organizações comunitárias e comunidades residentes nas UCs apoiadas pelo Programa, a meta de elaborar 23 planos de ação até o fim da fase II será cumprida. Segundo Marco Bueno, analista ambiental que integra a UCP, 14 planos já estão em execução, sendo 12 Planos de Ação Sustentáveis (PAS) e 2 Planos de Ação dos Povos Indígenas (PPI). Nos dias 11 e 12 de dezembro acontecerá a primeira oficina de monitoramento dessas estratégias e outras serão realizadas semestralmente a partir de 2014.

Marco Bueno também lembrou que neste ano 4 UCs do Arpa foram selecionadas para integrar, em caráter piloto, o Projeto Monitoramento da Biodiversidade com relevância para o Clima em nível de UC, considerando medidas de adaptação e mitigação. A iniciativa é financiada pelo BMU, por meio da cooperação técnica GIZ e executada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Ministério do Meio Ambiente, Serviço Florestal Brasileiro entre outras autarquias parceiras.