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Entrevista com Doadores do FAP

Confiança no Brasil: Entrevista com HUBERT EISELE do Banco de Desenvolvimento da Alemanha (KfW), Gerente Sênior de Projetos de Florestas Tropicais

O Banco de Desenvolvimento da Alemanha (KfW) é o maior doador do Programa de Áreas Protegidas (Arpa), do Ministério do Meio Ambiente, e do Fundo de Áreas Protegidas (FAP). A entrevista com o gerente sênior de Projetos de Florestas Tropicais, Hubert Eisele, demonstra a confiança do governo alemão nas políticas públicas do Brasil para a preservação da Floresta Amazônica.

Qual a importância para o KfW em investir no programa Arpa e no FAP no Brasil?
O programa ARPA, que inclui o FAP como um componente integral, visa assegurar a conservação de uma amostra representativa da biodiversidade do bioma Amazônia e a manutenção de serviços ambientais na região através do apoio à expansão e consolidação do Sistema Nacional de Unidades de Conservação. Este programa representa um importante instrumento do Governo Brasileiro na busca de cumprir os seus compromissos internacionalmente assumidos no Plano Nacional sobre a Mudança do Clima e na Política Nacional de Biodiversidade.
Além do financiamento para a 1a fase num montante de 17,7 milhões de Euros, a Cooperação Alemã continua apoiando o Governo Brasileiro através de um financiamento do KfW num total de 40 milhões de Euros (20 milhões de Euros para o Arpa e 20 milhões de Euros para o FAP) nos seus esforços para alcançar as metas da segunda fase que acaba de começar, porque a Cooperação Alemã está convencida que este projeto terá um efeito muito positivo tanto para o combate ao desmatamento quanto à preservação da biodiversidade.

Quais as suas perspectivas de futuro em relação à parceria com o Arpa?

A cooperação alemã mediante o Banco de Desenvolvimento Alemão, por meio do KfW, é um parceiro de porte para o Arpa desde seu inicio em 2003 e com os novos acordos assinados para a segunda fase do KfW continua sendo um parceiro confiável e experiente ao Governo do Brasil no setor de Meio Ambiente e Florestas Tropicais nos próximos anos. Além destes dois projetos, o KfW financia outros projetos no setor de floresta com um financiamento total beirando a 215 milhões de Euros.

WWF/Brasil – Mauro Armelin (Coordenador do Programa Amazônia)
“Uma das principais virtudes do Arpa é a participação em sua administração. Esse conselho de doadores não é simplesmente doador de recursos, mas ajuda a desenvolver o sistema de governança. Montamos agora o regimento interno do FAP, com o governo, com uma organização não-governamental, com uma agência de cooperação bilateral e com empresas privadas. Esse conselho não é simplesmente doador de aportes de recursos, mas de experiências, troca de ideias. Não apenas se vê o resultado, mas se participa do resultado”.

Fundação Grupo Boticário – Ceres Louise Bertelli Gabardo (Gerente de Desenvolvimento Institucional)
“Acreditamos que contribuir para a preservação das unidades de conservação é fazer a diferença, é contribuir para deixar um legado para futuras gerações. As unidades de conservação precisam de recursos para proteção, fiscalização, planos de manejo, capacitação de pessoas, projetos com comunidades do entorno. O FAP vem contribuir para que esses objetivos sejam atingidos. Como gerenciamos duas áreas de manejo, uma na Mata Atlântica e outra no Cerrado, sabemos bem das dificuldades para que se alcancem essas metas.”

Natura – Renata Puchala (Gerente de Sociodiversidade)
“A gente deseja resguardar riquezas sociais e ambientais. O Programa Arpa e o FAP conseguem provocar um impacto fantástico na Amazônia, valorizando a biodiversidade e os conhecimentos tradicionais, alinhados com o que a Natura espera de desenvolvimento sustentável. O Arpa consegue unir interlocutores que querem viabilizar a economia da floresta em pé. Ainda mais hoje em que outras atividades determinam o desenvolvimento da região, e acabam sendo muito predatórias.”