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Equipe da Rebio Gurupi (MA) visita índios Awá-Guajá

UntitledEntre os dias 03 a 08 de julho de 2015, os servidores da Reserva Biológica de Gurupi (MA) e do MMA em parceria com FUNAI, Museu Paraense Emílio Goeldi – MPEG e INPE realizaram expedição a Aldeia Juriti na terra indígena Awá-Guajá. O objetivo da missão foi promover o diálogo com os indígenas a respeito projeto Gestão territorial do mosaico REBio Gurupi e terras indígenas Carú, Alto Turiaçú e Awá-Guajá, aprovado pelo Programa Áreas Protegidas da Amazônia – Arpa em 2014 no edital para o Plano de ação dos Povos Indígenas (PPI).

O projeto visa promover maior integração entre os atores das áreas protegidas que compoem o mosaico, desenvolver ações conjuntas com os indígenas e a Rebio do Gurupi, para recuperar as áreas desintrusadas, identificar as espécies de maior interesse dos Awá, estabelecer as áreas de uso cultural, social e cosmológica, e os serviços ambientais determinantes para a manutenção dos modos de vida dos Awá. “O fato dos Awá-Guajá ser a etnia mais ameaçada de extinção no mundo e diante dessa vulnerabilidade a consolidação do Projeto possibilitará a ampliação das ações de proteção e conservação do último remanescente expressivo da Amazônia Maranhense, tornando-se um importante instrumento de promoção dos direitos desse povo,“ declarou Patrícia Araujo, técnica ambiental do ICMBIO.

Vizinha à Rebio Gurupi, a terra indígena Awá, localizada entre os municípios de Centro Novo do Maranhão, Governador Newton Bello, São João do Carú e Zé Doca, no estado do Maranhão, é um território de ocupação do povo indígena Awá-Guajá, onde vivem grupos isolados e de recente contato. As pressões antropológicas, principalmente relacionadas à extração ilegal de madeira na região sofridas por esta etnia, já ganharam visibilidade internacional e vêm sendo discutida por vários setores da sociedade preocupados com a preservação da cultura e do ambiente de vida dos índios Awá-Guajá.

Foto2O PPI é um projeto financiado pelo Programa Arpa, que visa à integração das comunidades de entorno com as unidades de conservação. Para o desenvolvimento das atividades do projeto a equipe da REBio Gurupi mantém parceria com a Museu Goeldi, INPE e FUNAI buscando maior integração para a proteção do mosaico formado pelo último remanescente expressivo da Floresta Amazônica no Maranhão.

Nesta expedição à aldeia Juriti, houve a participação do analista ambiental Marco Bueno, ponto focal do Programa Arpa no MMA, que participou das reuniões com a equipe da REBio Gurupi e com os indígenas acompanhando o andamento das etapas do Projeto. “O diálogo com os Awá-Guajá foi muito proveitoso, é gratificante ver que independente da etnia podemos nos unir com o único objetivo de preservar a floresta e juntar forças em ações para que essa preservação se perpetue”, afirmou Luciana Freitas, técnica ambiental do ICMBio.

Durante a visita foi registrado o aceite dos indígenas quanto às ações que visam a recuperação das áreas degradadas em suas terras e o desejo de colaborar com o desenvolvimento do Projeto.

Texto: Luciana Freitas (ICMBio) / Fotos: Acervo da Rebio Gurupi (MA)