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Estratégias do SNUC são apresentadas na Rio + 20

MMA e instituições internacionais debateram nesta sexta-feira o planejamento para ampliação do Sistema de Unidades de Conservação até 2020

Cristina Ávila

As estratégias para a ampliação do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (Snuc) até 2020 foram um dos assuntos debatidos nesta sexta-feira, 15, na Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, que acontece no Rio de Janeiro. A demanda para a ampliação do sistema é de 115 milhões de dólares, sendo que 25 milhões já foram garantidos pelo governo da Alemanha.

O secretário-executivo do MMA, Francisco Gaetani fez a abertura do encontro, realizado no Parque dos Atletas. “A história da criação de unidades de conservação no Brasil é exitosa, mas tem suas fragilidades”. Ele afirmou que o Brasil encontra agora formas inovadoras para a consolidação do Snuc.

“O meio ambiente não está mais no gueto, mas precisamos ampliar o debate sobre modelos sustentáveis também com a mídia, com a classe política, com a sociedade em geral”. Gaetani ressaltou a parceria, especialmente do governo alemão, e de instituições como o Banco Mundial e de instituições britânicas e holandesas que contribuíram para as conquistas brasileiras.

“As unidades de conservação são a face mais visível das estratégias ambientais do governo brasileiro”, afirmou o secretário de Biodiversidade e Florestas do MMA, Roberto Cavalcanti. Ele comentou que estão garantidas nas áreas protegidas as condições ambientais que tornam a vida humana possível no planeta. Roberto Cavalcanti ainda citou que as UCs contribuem para se resguardarem espécies importantes para o desenvolvimento econômico do país.

A diretora do Departamento de Áreas Protegidas do MMA, Ana Paula Prates, apresentou as estratégias de ampliação e consolidação do Snuc e seus programas, que são os projetos que vem sendo implementados pelo MMA.

Uma das estratégias citadas por Ana Paula Prates foi a LifeWeb, uma plataforma de captação internacional de recursos. O objetivo da iniciativa é captar 115 milhões de dólares, dos quais 25 milhões já foram garantidos pelo governo alemão.

O dinheiro será aplicado no desenvolvimento da eficiência de gestão para que as unidades de conservação alcancem a sustentabilidade financeira. Também serão realizadas campanhas educativas para que a sociedade conheça as qualidades do patrimônio natural nacional e serão aplicados recursos também para que as UCs construam infraestrutura básica e tenham instrumentos como planos de manejo.

A diretora do Departamento de Áreas Protegidas ressaltou a presença de representantes das organizações internacionais. Ela citou a participação do secretário-executivo da Convenção sobre a Diversidade Biológica, Braulio Dias, e do chefe da delegação do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) na Rio + 20, Gustavo Fonseca. A LifeWeb é iniciativa da CDB e a Alemanha é o seu principal doador.

Exemplo mundial – Gustavo Fonseca salientou a importância do trabalho que vem sendo desenvolvido pelo Brasil na preservação ambiental, ao citar a premiação do Banco Mundial, no dia 7 de junho, pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, por seu apoio institucional e financeiro ao Programa de Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa), do MMA.

O Arpa foi selecionado por ser “especialmente notável e de grande impacto”. O programa é responsável pelo apoio a 95 unidades de conservação (UCs), que protegem 52 milhões de hectares da Amazônia. E até 2015 deverá superar a meta de 60 milhões de hectares em unidades de conservação.

Durante a Rio + 20, o secretário executivo da CDB ressaltou que a LifeWeb é um mecanismo inovador para facilitar a quem tem demandas e quem tem interesse em dar apoio. “Faz uma espécie de intermediação entre os países que necessitam apoio e o que podem contribuir”. Ele citou que o Brasil conquistou três grandes projetos na área de meio ambiente: “O Arpa, o GEF Marinho e o GEF Terrestre”.