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ICMBio intensifica ações de combate a incêndios

Passada a estação chuvosa, que varia conforme cada região do País, o Instituto Chico Mendes começa a realizar ações preventivas de combate aos incêndios florestais, que ocorrem nesta época do ano devido ao período de estiagem e baixa umidade do ar.

Nos dois maiores biomas do Brasil, Cerrado e Amazônia, a estiagem começa em maio e vai até novembro, com algumas variações na região equatorial. Nesses casos, durante o período em que não há chuva, o clima pode ser influenciado por fenômenos naturais. “A dinâmica dos incêndios florestais sofre influência de fenômenos climáticos como El Niño e La Niña. O primeiro aumenta o período de estiagem na maior parte do Brasil. Este ano, já está confirmada a presença do El Niño aqui, por isso esperamos prolongamento do período de incêndios”, afirmou a analista ambiental da Coordenação de Emergências Ambientais (Coem/Diman), Angela Barbara Garda.

Outro fator preocupante é que mais de 90% dos incêndios florestais nacionais têm origem antrópica – causado pela ação do homem. “Entre as principais causas estão o uso incorreto do fogo para renovação de pastagens e limpeza de roça no entorno ou mesmo dentro da unidade de conservação, além do uso do fogo para caça e ações criminosas, como represália à sua gestão ou criação”, ressaltou Garda.

O ICMBio trabalha com o manejo integrado e adaptativo do fogo. Com isso, é possível entender como o incêndio descontrolado afeta os ecossistemas dependentes, independentes ou sensíveis ao fogo, a qualidade de vida da população pelos fatores cultural
e produtivo e as ações de proteção territorial. “Os brigadistas têm papel fundamental no resultado das ações de manejo integrado do fogo, pois não são apenas combatentes de incêndio, são agentes comunitários de sensibilização, envolvem-se na queima controlada,
educação ambiental e pesquisa”, destacou.

 

 

 

 

 

(foto: Leonardo Milano)

*Matéria publicada no ICMBio em foco no dia 25/07/2014