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ICMBio lança revista e site sobre a gestão de áreas protegidas

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) lançou, nessa quinta-feira (11), a revista e o site “Práticas inovadoras na Gestão de Áreas Protegidas”.

A publicação e o site reúnem 27 experiências bem sucedidas na gestão de Unidades de Conservação (UC) desenvolvidas pelos servidores do ICMBio, em busca de soluções para problemas do dia a dia das UCs.

As práticas apresentadas foram selecionadas por dois critérios: solucionar problemas que afetavam as unidades e o potencial de replicabilidade. “A intenção é que os gestores das unidades possam aprender com a experiência dos outros”, explica o diretor de Ações Socioambientais (Disat/ICMBio), João Arnaldo Novaes.

O projeto “Práticas Inovadoras na Gestão de Áreas Protegidas” busca qualificar a gestão e atender às demandas por conhecimento e intercâmbio de experiências nos diversos temas que permeiam a gestão das 320 unidades de conservação administradas pelo ICMBio, em todo o país.

“Nestas experiências, as comunidades abraçaram as UCs. Isso aconteceu porque as unidades souberam se abrir e reconhecer que sem essa participação nós não teremos chance”, destaca o presidente do ICMBio, Roberto Vizentin.

O Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ) participou do grupo de trabalho formado ‡por ‡pesq‚uisadores e es‡pecialistas em €gestão de áreas ‡proteg€idas p‡ara analisar as iniciativas. “A gente precisa enaltecer essas pessoas que têm a coragem de quebrar a inércia e ir atrás. Eu fico fascinada com isso”, elogia a presidente do IPÊ, Suzana Pádua.

“O apoio social é o limiar entre a crise e o sucesso. A relação com a sociedade é que dá a diretriz e faz a diferença”, orienta Novaes. “Mostramos para a sociedade e para os gestores como é possível, com criatividade e com um pouco de apoio, fazer coisas extraordinárias e avançar na implementação das unidades”, conclui.

Reserva Extrativista Soure (PA)

Com a implementação do Programa de Voluntariado (em 2013), a UC desenvolveu o projeto “Praias de Soure: nosso paraíso marajoara” com a sociedade civil. Voltado para o ordenamento do uso público, desenvolvimento de atividades culturais e de educação ambiental nas praias, motivou o surgimento de outros projetos, entre eles, o “Mãos ao Lixo” que tratou do problema do lixo com as associações das comunidades e bairros de beneficiários da UC.

Os resultados positivos trouxeram outras pessoas para o programa. No inicio de 2014, a unidade abriu um novo período de inscrição de voluntariado e recebeu 92 inscrições.

Reserva Extrativista do Médio Purus (AM)

As Reserva Extrativistas devem promover o uso sustentável dos recursos naturais e implementar estratégias de conservação que envolvam as comunidades locais.

O pirarucu é uma das maiores espécies de peixes de água doce do mundo, pode atingir até 3 metros de comprimento e pesar 250 quilos. A espécie tem ocorrência registrada em toda a bacia amazônica e costuma ser encontrada em lagos. A captura dos peixes de forma desordenada tem levado a uma diminuição dos indivíduos da espécie.

Foram construídos acordos com as comunidades locais para determinar os tipos de uso que seriam permitidos em cada um desses lagos. Os destinados à conservação estrita foram mantidos em constante vigilância e os lagos de pesca para consumo tiveram o seu uso permitido, de acordo com as regras acordadas.

Com essa prática, houve aumento do número de peixes e as comunidades pescaram cerca de 12 toneladas de pirarucu, sendo um total de 134 peixes provenientes de dois lagos da Reserva.

Sobre o projeto Práticas Inovadoras na Gestão de Áreas Protegidas

É uma iniciativa do ICMBio, em parceria com o Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ), a Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ) e a Fundação Gordon and Betty Moore, para valorizar e estimular o diálogo a partir da divulgação de práticas de gestão que colaboram de forma articulada e coordenada para a implementação das Unidades de Conservação e, consequentemente, para a consolidação do Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC).

Fonte:

Instituto Chico Mendes