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ICMBio lança sistema para integrar gestão institucional

Sistema de vídeo-conferência vai promover articulação e aproximar a comunicação com as unidades.

Com o desafio de administrar 388 estruturas físicas espalhadas por todo o Brasil, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que completou sete anos nesta quinta-feira (28), acaba de implementar um sistema de vídeo-conferência para promover a articulação e aproximar a comunicação das unidades com a sede, em Brasília.

O sistema, que servirá como instrumento de integração de gestão do ICMBio, será inaugurado em breve com uma reunião à distância envolvendo pelo menos cinco unidades. “A ideia é fluir os comandos e atender de forma eficiente a todos. Junto com a vídeo-conferência, vamos criar uma Portaria instituindo reuniões periódicas da diretoria ampliada com todas as regionais”, disse Anna Flávia de Senna, diretora de Planejamento, Administração e Logística (Diplan/ICMBio).

Cada unidade tem características e demandas bem diferentes uma das outras. Por isso, o ICMBio estuda formas para propor modelos de trabalho a fim de atender a necessidade de cada uma dessas regiões, de acordo com a condição e contexto em que estão inseridas. “Começamos agora esse estudo, que é bastante complexo, porque precisamos avaliar a condição das unidades, do entorno e se elas têm ou não capacidade de explorar o turismo”, explicou Anna Flávia.

Com diversas ações na área de administração, finanças, orçamento, logística, planejamento, gestão de pessoas e tecnologia da informação, a intenção agora é promover um Planejamento Estratégico no ICMBio para implementar o novo modelo de gestão. Por isso, a Diplan está coordenando o planejamento, a visão estratégica e a locação de infraestrutura para aprimorar os trabalhos desenvolvidos pelo Instituto, voltados basicamente para a conservação da natureza e desenvolvimento socioambiental brasileiro. Os estudos pretendem entender o papel das unidades e como elas podem colaborar para descentralizar as ações da sede.

Sustentabilidade

O ICMBio também está caminhando para garantir maior sustentabilidade em um futuro próximo, porque há um potencial grande de gerar receita própria ampliando a exploração dos ativos ambientais e turismo dos Parques Nacionais ou de outros tipos de Unidades de Conservação (UCs), como Reservas Extrativistas e Florestas Nacionais. “Claro que as unidades não são iguais nem têm o mesmo potencial. Boa parte delas deverá ser mantida pelo orçamento porque não terão como gerar receita e nós temos que proteger. Ao mesmo tempo, as que podem gerar renda, se bem exploradas, conseguem canalizar recursos orçamentários para as outras que não têm como fazer isso”, comentou a diretora da Diplan/ICMBio.

Para isso, a ministra do Meio Ambiente assinou no dia 19 de agosto um documento criando modelos para parcerias ambientais público-privadas, com apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e parceria dos ministérios da Fazenda e Planejamento. A ideia é estruturar uma política para ampliar alianças com o setor privado, terceiro setor e parceiros da sociedade, potencializando a exploração dos ativos e serviços ambientais das UCs federais. “Novos desafios serão colocados a partir desse projeto”, declarou a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. Para a diretora de Planejamento, Administração e Logística do ICMBio, essa é uma proposta que além de gerar renda, emprego e trazer a sustentabilidade para a autarquia, vai despertar na sociedade uma valorização maior das Unidades de Conservação.

Cerimônia de aniversário

Durante a cerimônia que marcou os sete anos do órgão, realizada na manhã desta quinta-feira (28) na sede do ICMBio, em Brasília, Anna Flávia explicou que existem várias dificuldades e grandes desafios a serem superados, mas que os motivos para celebrar a data são grandes, porque os avanços alcançados nos últimos sete anos na área ambiental são significativos. “Nós temos enfrentado muitas dificuldades, porque a nossa missão é extremamente complexa. No território de um país de grandes dimensões, como o Brasil, nós conservamos uma área que corresponde a quase 9%, com uma estrutura ainda bastante precária. Por outro lado, o que temos que comemorar é que não nos sucumbimos, apesar de todas as barreiras. Nosso corpo técnico é revestido de uma ideologia enorme e enfrenta todas as dificuldades, o que orgulha muito todos os servidores dessa instituição”, finalizou.

*Matéria publicada no site do ICMBio por Gustavo Frasão no dia 29/08/2014.
gustavo.caldas@icmbio.gov.br