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Mapuá (PA) colhe frutos de iniciativa inovadora

Projeto Geração de Renda e Valorização Social sensibiliza comunitários

© Todos os direitos reservados. Fotos: Acervo ICMBio

Para desenvolver estratégias que promovessem a sustentabilidade e, ao mesmo tempo, trouxessem alternativas de renda para os beneficiários da Reserva Extrativista (Resex) Mapuá (PA), gestores da Unidade de Conservação (UC) perceberam que era preciso escutar a comunidade e entender suas reais necessidades.

A partir daí, foi criado o projeto Geração de Renda e Valorização Social. O foco é sensibilizar e capacitar os extrativistas, despertando uma maior participação social nos processos de administração da UC e ampliando sua interação com todos os envolvidos na conservação ambiental da região do Marajó.

“O projeto é importante porque assegura as condições e os meios necessários, visando cada vez mais a melhoria da qualidade de vida das populações extrativistas, com legitimidade ao uso sustentável do território e consolidando a consciência ambiental”, afirmou o chefe da Reserva Extrativista Mapuá, Carlos Moura.

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Em parceria com o Conselho Nacional das Populações Extrativistas, Cooperação Técnica Brasil e Alemanha e com os Institutos de Desenvolvimento Florestal e de Extensão Rural do Pará, foram realizados diagnósticos que apontaram as principais necessidades e potencialidades das comunidades, buscando traçar as ações mais adequadas para cada cenário.

Iniciativa gera importantes resultados

Entre os resultados obtidos por meio do projeto está a reestruturação da Associação de Moradores da Reserva Extrativista Mapuá (AMOREMA) e as demais associações que apoiam a organização dos comunitários.

Por meio da Associação, os extrativistas passaram a ter acesso ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), que possibilitou a comercialização da agricultura familiar e motivou moradores a criar hortas comunitárias, o que tem favorecido a segurança alimentar das famílias.

Segundo Carlos Moura, a reestruturação da AMOREMA é uma forma de garantir a democracia e a transparência na administração da Unidade, pois a mesma consolida-se como um dos instrumentos mais verdadeiros de participação organizada da população da Resex nas questões de seu interesse, além de criar condições próprias para buscar o desenvolvimento de projetos e ações que beneficiem diretamente os comunitários.

O projeto também despertou uma maior atuação das mulheres, que se organizaram através de uma associação específica, visando apoiar a venda de cosméticos e artesanatos. Os produtos vendidos são de fabricação local, obtidos a partir de essências da Amazônia e ganham uma marca própria que os identifica como originários da Reserva Extrativista.

“A utilização de uma logomarca da Unidade nos produtos, além de agregar valor de mercado ao trabalho das comunidades, ainda gerou uma identidade coletiva, contribuindo inclusive para melhora da autoestima das famílias”, afirmou uma das idealizadoras do projeto na Resex, a analista ambiental Diana Menezes.

Com o apoio da comunidade houve melhorias em vários aspectos da UC, como por exemplo, no combate ao desmatamento. Além disso, foi criado um Grupo de Trabalho Interinstitucional para desenvolvimento do Manejo Florestal Comunitário, que aborda questões normativas, operacionais e organizacionais sobre o manejo. Estão sendo desenvolvidas ainda novas alternativas empreendedoras, como a intensificação de atividades não madeireiras, como o manejo dos açaizais nativos (com financiamento através do Banco da Amazônia), fortalecimento da produção de artesanato, criação de peixe, etc

Saiba mais sobre a Reserva Extrativista Mapuá.

* Matéria assinada por Lorene Lima e publicada em 05/05/2015 no site do ICMBio