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Monitoramento da biodiversidade será ampliado

Programa do ICMBio vai ser implantado em pelo menos 40 UCs

© Todos os direitos reservados. Foto: João Freire

O Instituto Chico Mendes da Conservação da Biodiversidade (ICMBio) participou, na quarta-feira (23), de reunião técnica, no VIII Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação (CBUC), sobre as perspectivas futuras do Programa Nacional in Situ de Monitoramento da Biodiversidade em Unidades de Conservação (UCs). O CBUC está sendo realizado em Curitiba (PR) e segue até esta sexta-feira (25).

Selo-Arpa1No encontro, a coordenadora de Monitoramento da Conservação da Biodiversidade, da Diretoria de Pesquisa, Avaliação e Monitoramento da Biodiversidade (Dibio), do ICMBio, Tathiana Chaves, citou três experiências de implantação do programa no Parque Nacional (Parna) do Jaú e Reserva Extrativista (Resex) do Rio Unini, no Amazonas, com o monitoramento de quelônios (animais com casco) aquáticos; na Resex do Riozinho do Anfrísio, na Terra do Meio, em Altamira (PA); e na Resex do Uatumã, no Amazonas.

Sobre os próximos passos, a coordenadora adiantou que outras UCs federais devem implantar o programa nacional ainda este ano. “Vinte e seis unidades já estão no caminho para a implantação e outras 16 estão sendo capacitadas para isso. Pretendemos implantar o Programa in situ em pelo menos 40 unidades, na busca pela consolidação da iniciativa, contando para tanto com uma rede de apoio bastante importante, formada por 15 centros Nacionais de Pesquisa, gestores das UCs e parcerias locais”, afirmou.

Segundo Tathiana, a consolidação do Programa passa, também, pela integração com as outras várias iniciativas existentes, o estabelecimento de análises robustas aptas para serem utilizadas na atualização de planos de manejo e em demais pesquisas.

No início da palestra, Tathiana explicou que o Programa Nacional in Situ de Monitoramento da Biodiversidade em Unidades de Conservação é coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) e Instituto Chico Mendes. Segundo ela, o programa foi desenvolvido no contexto da Cooperação Brasil-Alemanha, no âmbito da Iniciativa Internacional de Proteção ao Clima (IKI), do Ministério do Meio Ambiente alemão, por meio do apoio técnico da Agência GIZ.

“O desenvolvimento do programa ocorreu dentro de um contexto em que se havia diversas ferramentas de monitoramento no Brasil, com um trabalho bastante avançado e consolidado sobre embarcações pesqueiras e águas, por exemplo, contudo, ainda com lacunas no que se referia ao monitoramento da biodiversidade, até pelas dificuldades técnicas existentes em se monitorar ao tão complexo”, afirmou ela.

Como estratégia para garantir a sustentabilidade e continuidade das atividades do monitoramento, foram definidos princípios e diretrizes, como a definição de quatro indicadores biológicos (plantas lenhosas, borboletas frugívoras, grupo selecionado de aves e mamíferos de médio e grande porte) e a busca pela resposta à pergunta: o Sistema Nacional de Unidades de Conservação está sendo, de fato, efetivo para a conservação da biodiversidade?

“Com esse norte, o programa priorizou protocolos de avaliação rápida, que otimizassem tempo, recursos financeiros e recursos humanos, e que envolvessem a participação de agentes locais – tanto de agentes comunitários, como de analistas e técnicos ambientais – e de especialistas de nossos Centros de Pesquisa e Conservação, além dos demais parceiros como Instituições de Ensino e Pesquisa e ONGs.Para tanto, o Programa conta com dois fortes componentes: a capacitação e a gestão de informações”, explicou Tathiana.

A partir dessas definições, foram selecionadas seis unidades de conservação (UC) para cada um dos três biomas (Amazônia, Mata Atlântica e Cerrado) escolhidos para monitoramento como amostras do programa piloto.

* Matéria assinada por Julia Bandeira e publicada no site do ICMBio em 24/09/2015