Notícias, Notícias das Unidades de Conservação

Operação Quelônios acontece na RESEX do Baixo Juruá (AM)

Entre os dias 23 de junho a 07 de julho, aconteceu a primeira etapa da Operação Quelônios na Reserva Extrativista do Baixo Juruá (AM). Com o objetivo de coibir a captura, transporte e venda dos quelônios amazônicos, a operação coordenada pelo ICMBio e financiada com recursos do Programa Arpa contou ainda com o apoio do IBAMA e do Batalhão de Polícia Ambiental do Amazonas.

Fiscalização em embarcação regional

Com o início do verão amazônico e a queda dos volumes de chuva na região, o nível dos rios diminui, época em que surgem as praias, ambientes ideais para a desova dos quelônios, em especial o Tracajá (Podocnemis unifilis); o Iaça (Podocnemis sextuberculata); e a Tartaruga (Podocnemis expansa). Aproveitando-se deste período, os caçadores de quelônios armam malhadeiras nos igarapés e beiradas de praia, capturando os animais antes mesmo da desova. Nos tabuleiros de desova a captura também acontece, já que nesses locais os ovos também despertam o interesse dos caçadores. Nesse sentido, a presença da fiscalização nesta época é fundamental para coibir possíveis ilícitos e possibilitar que os quelônios realizem a desova, iniciando um novo ciclo para as espécies.

Aproximação para abordagem em balsa

Em 15 dias de operação, a equipe de fiscalização realizou vistorias nos igarapés da RESEX, além de abordagens em embarcações que transitavam no rio Juruá e Andirá. Em cada abordagem, mesmo sem a constatação de irregularidades, a equipe transmitia aos tripulantes, viajantes e moradores locais a informação quanto à proibição da captura e venda de quelônios, bem como a importância destas espécies para ecossistema local e as populações ribeirinhas.

Abordagem em casa de pescaria no entorno da RESEX

Foram lavrados 2 autos de infração, referentes ao abate de Pirarucu (Arapaima gigas) e Jacaré-Açu (Melanosuchus Níger). Nas próximas semanas, a Operação Quelônios continuará na área da RESEX do Baixo Juruá, intensificando os trabalhos nos tabuleiros de desova que estarão mais salientes com a contínua vazante do rio Juruá.

Texto: Gerson Roessle Guaita / Fotos: ICMBio