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Parques Nacionais da Amazônia: legado dos brasileiros

O presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Roberto Vizentin, participou na sexta-feira (5) da abertura da exposição fotográfica “Parques Nacionais da Amazônia: legado dos brasileiros”, no Espaço Israel Pinheiro, em Brasília, próximo ao Palácio do Planalto. O evento faz parte da comemoração do Dia da Amazônia, celebrado em 5 de setembro, em parceria com o WWF-Brasil. A exposição ficará aberta ao público até o dia 6 de outubro.

O objetivo é ilustrar por meio de textos e fotos a beleza e o valor da biodiversidade das Unidades de Conservação (UCs) amazônicas, mostrando as principais ameaças e desafios à conservação de espécies e da natureza nesses locais. “A Amazônia tem passado por um processo brutal de mudanças na sua configuração espacial e queremos mostrar que é possível sim conciliar o desenvolvimento do País com a conservação da biodiversidade”, afirmou Vizentin.

Participam da exposição três Parques Nacionais do bioma: Serra do Pardo (PA), Montanhas do Tumucumaque (AP) e Juruena (AM/MT). “Essas UCs são apenas uma amostra da importância dessas áreas para a população brasileira e para a conservação da biodiversidade, alertando para as diversas ameaças que os Parques têm sofrido por toda a Amazônia, como a construção de hidrelétricas e a aprovação de projetos de lei que têm reduzido ou descriado diversas UCs na região”, explicou Marco Lentini, coordenador do Programa Amazônia do WWF-Brasil.

Dentre os biomas brasileiros, a Amazônia é o que possui a maior extensão de áreas protegidas. Ao todo, são 314 UCs, federais, estaduais e municipais, que representam mais de 1 milhão de km² ou 26% do território da Amazônia brasileira. Durante o evento, as gestoras dos Parques Nacionais Serra do Pardo e Juruena, Leidiane Diniz Brusnello e Lourdes Iarema, respectivamente, fizeram palestras e mostraram as principais ameaças e oportunidades das UCs que representam.

“As unidades da Amazônia são pouco divulgadas, o que se deve em parte ao seu isolamento e ao número reduzido de visitantes que recebem. Entretanto, várias dessas unidades, em especial os Parque Nacionais, apresentam características únicas de grande interesse para turismo, educação ambiental e pesquisa”, destacou Leidiane.

Após as apresentações, o público elaborou perguntas e participou de um debate com as gestoras, que responderam aos questionamentos apresentados.

Na entrada da exposição existe um totem interativo com textos, fotos e vídeos de diversas UCs brasileiras, à disposição dos visitantes, além de jogos educativos sobre alguns dos Parques Nacionais, ricos em belezas cênicas e com variedade de espécies da fauna e da flora. Durante o mês de setembro, também faz parte da programação do Espaço Israel Pinheiro a visita de alunos da rede pública do Distrito Federal. O objetivo é mostrar que as UCs brasileiras são um legado para as futuras gerações, aproximando o público da biodiversidade brasileira e disseminando informações importantes à conservação de áreas protegidas na Amazônia.

Foto de Leonardo Milano

*Matéria publicada em 12/09/2014 no ICMBio em foco.