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Plano nacional para proteger os quelônios amazônicos

Oficina discute ameaças e conservação para evitar risco de extinção de espécies de tartaruga.

A excessiva exploração dos estoques naturais de quelônios (tartarugas) na região Amazônica pode levar as diferentes espécies do animal ao risco de extinção. Para evitar que isso aconteça, o governo federal colocou em debate o Plano de Ação Nacional para a Conservação dos Quelônios Amazônicos, reunindo pesquisadores e representantes de ONGs e de órgãos ambientais das três esferas de governo, durante toda esta semana (de 18 a 22/8), em Brasília.

A preocupação de pesquisadores e técnicos deve-se ao fato de as espécies de tartarugas estarem quase ameaçadas de extinção, segundo a coordenadora do RAN, Vera Lúcia Ferreira Luz. Ela explica que o objetivo da oficina é discutir as ameaças e os caminhos para a conservação dos quelônios da Amazônia: “Precisamos trabalhar estratégias e ações que minimizem as ameaças às populações dessas espécies e fortaleçam o processo de gestão”, observa Vera.

Na abertura do evento, o secretário de Biodiversidade e Florestas do MMA, Roberto Cavalcanti, disse que os quelônios, historicamente, são espécies que vivem sob risco, “e reverter o desequilíbrio provocado pelo homem depende da ação humana”. Por isso mesmo, Cavalcanti considera importante envolver na discussão os demais países amazônicos.

A OFICINA

Organizada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), com o apoio do Ministério do Meio Ambiente (MMA), a oficina reúne 66 representantes de universidades da região Norte e de Goiás. Participam, também, técnicos de diversos institutos de pesquisa, Embrapa Cenargen, Funai, Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), organizações não governamentais (ONGs), executores do Projeto Quelônios, gestores de Unidades de Conservação do ICMBio e do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios (RAN).

ESPÉCIES BRASILEIRAS

Atualmente, existem no Brasil 36 espécies de quelônios, sendo 29 de água doce, cinco marinhas e duas terrestres. Desse total, 17 vivem na Amazônia. Para o presidente do Ibama, Volney Zanardi, ainda há tempo de se evitar um problema maior, “adotando-se um processo de manejo integrado, desenvolvendo um olhar de gestão e aplicando os conhecimentos já adquiridos num plano de médio prazo”.

*Matéria publuicada por Luciene de Assis no dia 18/08/2014