Notícias, Notícias das Unidades de Conservação

Sauim-vermelho é redescoberto na Amazônia

Espécie não era localizada há mais de 50 anos

© Todos os direitos reservados. Foto: Ricardo Sampaio

Durante expedições científicas, realizadas entre 2011 e 2014 no estado do Amazonas, o pesquisador Ricardo Sampaio descobriu vários grupos de sauins – espécie de primata amazônico – com cor diferenciada, mais avermelhada do que a das espécies vizinhas.

Selo-Arpa1Os animais foram identificados na Floresta Nacional do Purus e na Reserva Extrativista Arapixi, Unidades de Conservação (UC) federais administradas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), no Amazonas. Sampaio é analista ambiental do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros (Cenap) do ICMBio.

Pesquisadores concluíram que se tratava de uma espécie praticamente esquecida pela ciência por mais de 50 anos: o sauim-vermelho (Leontocebus cruzlimai). Participaram da investigação, pesquisadores da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) e da Organização Não Governamental (ONG) Conservation International. O resultado desta pesquisa acaba de ser publicada na edição de fevereiro da Primates, uma das revistas mais conceituadas do mundo na área de primatologia.

A redescoberta aumenta o total de espécies de primatas reconhecidas no Brasil para 145, tornando o país campeão mundial em diversidade deste grupo animal. Segundo o biólogo Leandro Jerusalinsky, coordenador do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Primatas Brasileiros (CPB) do ICMBio, “esta redescoberta reforça a enorme diversidade de primatas que temos no Brasil e evidencia o quanto ainda temos que pesquisar para conhecer plenamente esta riqueza, até para poder proteger adequadamente todas essas espécies” explica.

Breve histórico

No início do século XX, o naturalista suíço-alemão Emilie Goeldi coletou um sauim-vermelho no alto rio Purus, localizado na região amazônica. Ele não percebeu que se tratava de uma espécie nova e o classificou como sendo de uma espécie já descrita.

Em 1945, o naturalista paraense Eládio da Cruz Lima, então curador do MPEG, publicou o importante livro Mamíferos da Amazônia, contendo uma ilustração daquele sauim-vermelho coletado por Goeldi. No entanto, as amostras (peles e ossos) daqueles sauins-vermelhos haviam se perdido.

Na década de 1960, mastozoólogo americano Philip Hershkovitz publicou um amplo trabalho de revisão sobre todos os sauins, indicando que aquela ilustração no livro de Cruz Lima era um tipo de sauim ainda não conhecido pela ciência. Em homenagem a Cruz Lima e seguindo a classificação científica vigente à época, Hershkovitz deu o nome científico de Saguinus fuscicollis cruzlimai para estes sauins.

Nova espécie

Por mais de 50 anos ninguém conseguiu encontrar esse animal, até que Ricardo Sampaio, coordenando inventários do projeto Primatas em Unidades de Conservação da Amazônia (PUCA), conseguiu realizar estes registros no sudoeste do estado do Amazonas.

O pesquisador coletou dados da história natural e amostras biológicas destes animais e confirmou que se tratava do sauim-vermelho. Além de realizar uma descrição mais detalhada sobre a morfologia e a história natural desses sauins, o grupo de pesquisadores concluiu que se tratava de uma espécie plena, e não de uma subespécie como ela tinha sido previamente descrita. Com a publicação do artigo científico, o sauim-vermelho passa a ser classificado cientificamente como Leontocebus cruzlimai.

O sauim-vermelho

A espécie redescoberta ocorre entre os rios Juruá e Purus, na Floresta Nacional do Purus e a Reserva Extrativista Arapixi, localizadas, respectivamente, nos municípios de Pauini e Boca do Acre, no estado do Amazonas.

A sua pelagem distingue-se dos demais sauins por possuir uma coloração avermelhado-laranja na região das pernas, ombros, braços e cabeça. A cauda, pés e mãos são pretos e, como todos os sauins deste tipo, possui três faixas de cores nas costas.

* Matéria assinada por Nara Souto e publicada no site do ICMBio em 13/03/2015

Notícias, Notícias das Unidades de Conservação

Renda com manejo de pirarucu ultrapassa 2,5 milhões de reais em 2014

A renda com a pesca manejada de pirarucu aumentou cerca 8% em 2014, comparando com o ano anterior, totalizando faturamento bruto para os pescadores de R$ 2.604.069,75. A informação foi reunida pelo Programa de Manejo de Pesca do Instituto Mamirauá, e consta no relatório do manejo de 2014 entregue ao  Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no dia 02 de março. Foram beneficiados 1.351 pescadores, de nove sistemas de manejo. Duas áreas não realizaram a pesca em função do elevado nível d’ água na região.

Pelo mesmo motivo, a cota autorizada pelo Ibama, de 11.910 peixes, não foi atingida. Foram capturados 8.307 pirarucus, ou seja, 69,7% da autorização recebida pelos grupos de manejo. “Apesar da cota geral não ter sido alcançada, em 2014, a equipe técnica avaliou que os grupos apresentaram desempenho satisfatório, na maioria das etapas do manejo. O que significa o cumprimento dos calendários de reunião e vigilância, o respeito ao zoneamento proposto para a área, a realização da contagem, o empenho na captura mesmo diante de condições ambientais adversas, o monitoramento da produção e a distribuição dos rendimentos, o que possibilita que as quotas de alguns grupos se elevem”, disse Ana Cláudia Torres, coordenadora do Programa de Manejo de Pesca do Instituto Mamirauá.

Em 2014, a safra resultou na pesca de 484.903 quilos de peixe. Desse total, foram negociados 484.203 quilos. Dessa produção, 63,6% foi comercializada na categoria inteiro eviscerado, 35,3%, inteiro e 1,1% em Manta Fresca.  A média de peso dos pirarucus capturados foi de 58,4 kg e a média do comprimento foi de 181,3 cm. A maior parte da produção (74,4%) foi comercializada no mercado local (Tefé e Maraã) e 25,6 % da produção no mercado regional (Manaus, Manacapuru, Iranduba e Parintins). O preço médio obtido foi de R$ 5,38/kg, gerando um faturamento bruto médio por pescador de R$ 1.927,51, variando entre R$ 53,17 e R$ 8.890,00. O novo pedido de quota para 2015 totaliza 12.675 peixes, que representa um acréscimo de 765 peixes, em relação ao ano de 2014.

Atualmente, o Programa de Manejo de Pesca assessora 11 grupos de pescadores, que atuam em sistemas de lagos, distribuídos nas Reservas de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá e Amanã (AM), e em seu entorno, na região do médio Solimões. A assessoria técnica estende-se a 40 comunidades ribeirinhas, três colônias e um sindicato de pescadores dos municípios vizinhos (Tefé, Alvarães e Maraã), totalizando 1.537 pescadores. Edição: Eunice Venturi.

Notícias, Notícias das Unidades de Conservação, Notícias dos Parceiros do Arpa

Assembleia reúne castanheiros do rio Unini (AM) para definição de metas da safra 2015

Reunindo cerca de 70 cooperados e comunitários, a Fundação Vitória Amazônica (FVA) em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), realizou entre os dias 23 e 24 de fevereiro, o 3º Encontro de Castanheiros do Rio Unini, a 4ª Assembleia Geral Ordinária da Cooperativa Mista Agroextrativista dos Moradores do rio Unini (Coomaru).

Os eventos realizados na comunidade Vista Alegre (AM), pautaram as principais definições e metas da safra 2015, a proposição de novas regras de uso  que regem a coleta de castanha da Amazônia integrantes no plano de gestão da Reserva Extrativista (Resex) do rio Unini, além da realização das eleições para o novo conselho administrativo e fiscal da Coomaru.

Segundo o coordenador do Programa Desenvolvimento Humano Integrado (PDHI) da FVA, Ignácio Oliete Josa, a reunião também foi um momento de integração e balanço das atividades cooperativistas desenvolvidas durante o ano de 2014.

“O encontro de castanheiros foi importante para revisar todos os acordos e tudo que foi executado desde 2009, visto que, o ano de 2014 foi decisivo para o negócio com a Central de Beneficiamento e a cooperativa operando comercialmente”, explicou.

Ainda de acordo com Oliete Josa, com maior empoderamento dos castanheiros nos negócios cooperativos e aumento da experiência produtiva e comercial, junto com as exigências higiênico-sanitárias do mercado, os cooperados dedicaram mais esforços no controle de qualidade dos processos ainda mais rigorosos, além de aprendizado e alinhamento constante com as questões operacionais.

“A eleição da nova diretoria e conselho fiscal mostrou este envolvimento cada vez maior dos cooperados. Com uma equipe que integra pessoas antigas e novas, a segunda diretoria desde a criação da Coomaru, foi empossada com a intenção de dar continuidade ao trabalho de fortalecimento cooperativo e associativo”, ressaltou o coordenador.

Para o novo diretor presidente da cooperativa, João Evangelista, o cooperativismo é o braço econômico da Associação de Moradores do Rio Unini (Amoru), e que as duas juntas são fundamentais para a gestão e uso sustentável da bacia.

Mercado

O coordenador frisou que, o mercado principal de venda da castanha do rio Unini ainda é Manaus e outros municípios do Amazonas, porém devido seu alto valor agregado de comercialização, a procura pelo produto expandiu para pontos fora do Estado como, Bahia, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

Para Oliete Josa, estes esforços de vendas continuarão ao longo de 2015 com a nova diretoria da cooperativa. Neste sentido, um contrato comercial entre a FVA e a Coomaru foi assinado com propósito de fortalecimento da aliança em benefício do negócio cooperativo da castanha no rio Unini. Pelo acordo, a FVA presta serviços nas áreas de vendas e administrativos à Coomaru, possibilitando acesso oa mercado das comunidades ribeirinhas da Amazônia.

Beneficiamento

A FVA apoia projetos socioambientais na Resex do rio Unini, com o fortalecimento da cadeia produtiva da castanha da Amazônia e de outros produtos. A da implementação da Central Agroextrativista da União dos Moradores do Rio Unini (Caumoru) como a fábrica de beneficiamento de castanha, localizada na comunidade do Patauá/AM dentro do Rio Unini, possibilita expandir a agregação de valor a outros produtos da sociobiodiversidade e aumentar a geração de renda.

A iniciativa beneficia atualmente famílias de nove comunidades, reunindo aproximadamente 92 cooperados, na Safra 2015, além de manter a produção de castanha beneficiada, espera-se novas experiências para a agregação de valor de banana, aproveitando a tecnologia de desidratação para a produção de ‘banana passa’.

* Originalmente publicado no site da FVA

 

Notícias, Notícias das Unidades de Conservação

Peixes-boi reabilitados no AM serão devolvidos à natureza

Seis animais chegaram à RDS Amanã com poucos meses de vida, após se perderem das mães, em decorrência de acidentes como emalhes em redes de pesca ou pela caça. Peixes-boi receberam atendimento e foram reabilitados

Seis peixes-boi amazônicos que estão em reabilitação serão devolvidos à natureza. Os animais estão sob os cuidados da equipe do Instituto Mamirauá e de moradores de comunidades ribeirinhas, no Centro de Reabilitação de Peixe-Boi Amazônico de Base Comunitária, o “Centrinho”, na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Amanã, no município de Maraã (AM).

Todos os animais chegaram ao Centrinho com poucos meses de vida, após se perderem das mães, em decorrência de acidentes como emalhes em redes de pesca ou pela caça. Esse será o terceiro evento de soltura de peixes-boi amazônicos reabilitados, realizado pelo Instituto Mamirauá.

A soltura acontece no Lago Arati, em frente à comunidade Vila Nova do Amanã, setor Paranã do Amanã, no dia 11 de janeiro. Durante o dia estão programadas atividades nas comunidades Vila Nova do Amanã e Boa Esperança, com participação dos moradores dessas e outras comunidades da Reserva.

Os animais foram acompanhados por uma equipe formada por veterinários, oceanógrafos, educadores ambientais e técnicos, além dos comunitários que também participam e contribuem para os cuidados. Desde a chegada no Centrinho, é acompanhado o estado clínico dos animais e verificada a necessidade de cuidados especiais, no caso de ferimentos, desidratação ou doenças.

“Ao chegar no Centrinho, nossa primeira preocupação é hidratar o animal, verificar se ele está bem, avaliar o estado clínico, e oferecer a alimentação. Acompanhamos com a biometria periódica, monitorando o desenvolvimento do filhote”, afirmou Miriam Marmontel, pesquisadora do Instituto Mamirauá.

Os seis espécimes, dois machos e quatro fêmeas, serão soltos na natureza por terem apresentado desenvolvimento adequado ao longo do tempo em que permaneceram no Centrinho. Após a soltura, os animais continuam sendo monitorados pelos pesquisadores em ambiente natural. É adaptado à cauda um cinto equipado com transmissor de sinais de rádio.

“Cada cinto tem uma frequência única, então conseguimos acompanhar esses animais individualmente. É o momento de verificar se eles estão se adaptando bem ou não. Saber se estão fazendo a rota migratória, se estão em local rico em alimentação, se estão juntos ou não, se estão se deslocando ou se permaneceram parados em algum local”, reforça Miriam.

O último evento de soltura dos animais reabilitados pelo Instituto Mamirauá aconteceu em agosto de 2012. Na época, cinco peixes-boi foram devolvidos à natureza, sendo que quatro deles foram adaptados com cintos com radiotransmissores. Foram acompanhados durante cinco meses, até a perda de sinal do último peixe-boi monitorado.

Piti foi o primeiro peixe-boi a chegar no Centrinho e participou da primeira soltura. No entanto, não se adaptou ao ambiente natural e precisou ser recapturado, para impedir a contínua perda de peso observada na época pelos pesquisadores. Nessa nova soltura, espera-se que ele esteja mais adaptado ao ambiente e se desenvolva bem.

O Centro de Reabilitação de Peixe-Boi Amazônico de Base Comunitária foi criado pelo Instituto Mamirauá em 2008, e é um criatório conservacionista autorizado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Ibama). Há 15 anos, antes da criação do Centrinho, o Instituto Mamirauá realizou a primeira soltura de um peixe-boi reabilitado da Amazônia.

*Com informações da assessoria de imprensa

** Matéria publicada no Portal A Crítica em 08/01/2015

 

Notícias, Notícias das Unidades de Conservação, Notícias dos Parceiros do Arpa

ICMBio lança revista e site sobre a gestão de áreas protegidas

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) lançou, nessa quinta-feira (11), a revista e o site “Práticas inovadoras na Gestão de Áreas Protegidas”.

A publicação e o site reúnem 27 experiências bem sucedidas na gestão de Unidades de Conservação (UC) desenvolvidas pelos servidores do ICMBio, em busca de soluções para problemas do dia a dia das UCs.

As práticas apresentadas foram selecionadas por dois critérios: solucionar problemas que afetavam as unidades e o potencial de replicabilidade. “A intenção é que os gestores das unidades possam aprender com a experiência dos outros”, explica o diretor de Ações Socioambientais (Disat/ICMBio), João Arnaldo Novaes.

O projeto “Práticas Inovadoras na Gestão de Áreas Protegidas” busca qualificar a gestão e atender às demandas por conhecimento e intercâmbio de experiências nos diversos temas que permeiam a gestão das 320 unidades de conservação administradas pelo ICMBio, em todo o país.

“Nestas experiências, as comunidades abraçaram as UCs. Isso aconteceu porque as unidades souberam se abrir e reconhecer que sem essa participação nós não teremos chance”, destaca o presidente do ICMBio, Roberto Vizentin.

O Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ) participou do grupo de trabalho formado ‡por ‡pesq‚uisadores e es‡pecialistas em €gestão de áreas ‡proteg€idas p‡ara analisar as iniciativas. “A gente precisa enaltecer essas pessoas que têm a coragem de quebrar a inércia e ir atrás. Eu fico fascinada com isso”, elogia a presidente do IPÊ, Suzana Pádua.

“O apoio social é o limiar entre a crise e o sucesso. A relação com a sociedade é que dá a diretriz e faz a diferença”, orienta Novaes. “Mostramos para a sociedade e para os gestores como é possível, com criatividade e com um pouco de apoio, fazer coisas extraordinárias e avançar na implementação das unidades”, conclui.

Reserva Extrativista Soure (PA)

Com a implementação do Programa de Voluntariado (em 2013), a UC desenvolveu o projeto “Praias de Soure: nosso paraíso marajoara” com a sociedade civil. Voltado para o ordenamento do uso público, desenvolvimento de atividades culturais e de educação ambiental nas praias, motivou o surgimento de outros projetos, entre eles, o “Mãos ao Lixo” que tratou do problema do lixo com as associações das comunidades e bairros de beneficiários da UC.

Os resultados positivos trouxeram outras pessoas para o programa. No inicio de 2014, a unidade abriu um novo período de inscrição de voluntariado e recebeu 92 inscrições.

Reserva Extrativista do Médio Purus (AM)

As Reserva Extrativistas devem promover o uso sustentável dos recursos naturais e implementar estratégias de conservação que envolvam as comunidades locais.

O pirarucu é uma das maiores espécies de peixes de água doce do mundo, pode atingir até 3 metros de comprimento e pesar 250 quilos. A espécie tem ocorrência registrada em toda a bacia amazônica e costuma ser encontrada em lagos. A captura dos peixes de forma desordenada tem levado a uma diminuição dos indivíduos da espécie.

Foram construídos acordos com as comunidades locais para determinar os tipos de uso que seriam permitidos em cada um desses lagos. Os destinados à conservação estrita foram mantidos em constante vigilância e os lagos de pesca para consumo tiveram o seu uso permitido, de acordo com as regras acordadas.

Com essa prática, houve aumento do número de peixes e as comunidades pescaram cerca de 12 toneladas de pirarucu, sendo um total de 134 peixes provenientes de dois lagos da Reserva.

Sobre o projeto Práticas Inovadoras na Gestão de Áreas Protegidas

É uma iniciativa do ICMBio, em parceria com o Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ), a Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ) e a Fundação Gordon and Betty Moore, para valorizar e estimular o diálogo a partir da divulgação de práticas de gestão que colaboram de forma articulada e coordenada para a implementação das Unidades de Conservação e, consequentemente, para a consolidação do Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC).

Fonte:

Instituto Chico Mendes

Notícias, Notícias das Unidades de Conservação

Área de Reserva Extrativista do Médio Juruá é ampliada no AM

Após decreto do Governo Federal, área de Reserva Extrativista no Município de Carauari aumentou em 33 mil hectares e deve expandir programas de manejo

O Governo Federal decretou, no dia 13 deste mês, a ampliação da Reserva Extrativista do Médio Juruá, localizada no Município de Carauari (distante 542 quilômetros de Manaus). A partir de agora, a reserva, criada em 1997, que tinha 253 mil hectares, passa a ter 33 mil hectares a mais.

Conforme publicado no decreto, a ampliação da reserva garante melhores condições para proteger os meios de vida, a cultura e garantir a utilização e a conservação dos recursos naturais renováveis utilizados pela população tradicional que desenvolve atividades de manejo do açaí, da semente da andiroba, pirarucu e quelônios.

De acordo com gestora da unidade de conservação, Rosi Batista, atualmente, 180 famílias são beneficiadas com as atividades desenvolvidas na reserva e a ampliação representa a oficialização do trabalho que vem sendo feito pelas comunidades para preservar a área. Ainda de acordo com ela, o decreto veio atender uma demanda das associações comunitárias que reconhecem a necessidade de ampliação para que a área continue sendo preservada.

A gestora lembra que, por se tratar de uma região distante da capital, a reserva é bastante preservada e a extração de madeira e as queimadas ocorrem apenas para atender a necessidade da agricultura familiar. “As famílias têm orgulho de manter a reserva preservada porque sabem que a sua vida depende do lugar”, disse Rosi.

Rosi diz ainda que a ampliação beneficia também todo o Estado, pois todas as ações de manejo que não promovem a degradação, independente de onde aconteçam, melhoram a vida de todos. “Não é porque essas famílias moram perto que só elas são beneficiadas. O açaí é usado na merenda escolar, a andiroba é vendida para indústrias e tudo isso gera renda para milhares de pessoas”, explicou a gestora.

A área possui um plano de manejo, então os comunitários sabem das regras a serem seguidas como não invadir lagos, fazer queimada, desmatar área de seringal.

Novos parques

Além da ampliação da Unidade de Conservação do Médio Juruá, o decreto do Governo Federal ainda criou três unidades no Estado do Paraná e Minas Gerais. Foram criados os Parques Nacionais de Guaricana e Gandarela e a Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Nascentes Geraizeiros.

País tem 151 mil hectares protegidos

Com as novas Unidades de Conservação (UCs), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) passa a administrar mais 151,5 mil hectares de área protegida em todo o território nacional. Após audiências públicas, o processo foi finalizado pelo ICMBio, encaminhado para o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e depois para a Presidência da República, que decidiu criar as UCs.

Os novos Parques Nacionais terão o objetivo de garantir a preservação do patrimônio natural – fauna, flora, cavernas e nascentes.

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade é uma autarquia em regime especial. Criado dia 28 de agosto de 2007, pela Lei 11.516, o ICMBio é vinculado ao Ministério do Meio Ambiente. Cabe ao Instituto executar as ações do Sistema Nacional de Unidades de Conservação, podendo propor, implantar, gerir, proteger, fiscalizar e monitorar as UCs.

* Matéria assinada por Jéssica Vasconcelos e publicada no portal A Crítica em 21/10/2014

Notícias, Notícias das Unidades de Conservação

No interior do Amazonas, instituições promovem discussão sobre madeira sustentável

Discutir ações, iniciativas e propostas que possam impulsionar a exploração sustentável da madeira em Lábrea, município do interior do Amazonas, foi o objetivo do seminário Manejo Florestal Comunitário e de Pequena Escala.

O evento foi realizado no fim de setembro pelo Grupo de Trabalho (GT) da Madeira – um conjunto de mais de 10 organizações governamentais e da sociedade civil – que busca fortalecer a cadeia produtiva no município. O WWF-Brasil apóia e participa deste movimento.

O seminário ocorreu no auditório da Prefeitura e reuniu cerca de 80 pessoas – representantes de várias instituições, como órgãos públicos, associações, sindicatos, bancos, pesquisadores e representantes de moveleiras e serrarias.

A programação contou com atividades em grupo, debates e plenárias. Os participantes do encontro presenciaram também a entrega da Autorização de Exploração (Autex) dada a uma comunidade da Reserva Extrativista (Resex) do Rio Ituxi – que, com este documento, pode explorar e comercializar legalmente sua madeira.

Na ocasião, teve início ainda o planejamento para exploração dos planos de manejo de pequena escala localizados no Rio Sepatini, que já têm sua licença de operação.

Cadeias de Valor

Para o WWF-Brasil, o seminário representa a continuidade de um processo iniciado em 2013, quando os atores sociais de Lábrea ajudaram a construir o estudo Diagnóstico das Cadeias de Valor da Madeira no Estado do Amazonas.

Este estudo apontou as oportunidades e fraquezas do mercado da madeira sustentável em outras quatro cidades amazonenses, além de Lábrea – Tefé, Boa Vista do Ramos, Apuí e Manacapuru.

Segundo o analista de conservação do WWF-Brasil, Marcelo Cortez, muita coisa avançou em Lábrea de 2013 para cá. “Estamos presenciando o resultado das discussões que vêm ocorrendo desde o ano passado”, afirmou.

Marcelo contou também que cinco licenças de exploração foram expedidas e já estão em posse dos comunitários da Resex Ituxi e do Rio Sepatini – e que essas iniciativas estão liderando as discussões que ocorrem hoje no município.

“Não há dúvida que o cenário em Lábrea é muito diferente de um ano atrás, quando dominavam as reclamações aos órgãos de licenciamento. Com esses pequenos avanços, a palavra de ordem é de construir um novo caminho dentro legalidade e da união do setor florestal”, disse o especialista.

Diálogo

O marceneiro Manoel de Brito Lima, 60, foi um dos participantes do seminário. Ele trabalha com madeira há 48 anos – é proprietário da Marcenaria Brito Lima e tesoureiro da Associação das Pequenas Movelarias de Lábrea (Apemol).

Manoel contou que o seminário foi “muito importante”: “Antes, quando todos esses atores sociais sentavam juntos, não havia conversa. Os órgãos governamentais queriam nos punir e nós queríamos defender os nossos direitos. Mas hoje, graças às iniciativas como essa, existe um diálogo. Todos lutam pela mesma causa, que é a busca da legalidade de todas as nossas movelarias”, afirmou o marceneiro.

Entre os encaminhamentos do encontro estão: a realização de uma nova oficina em novembro, onde serão redigidos, de forma coletiva, projetos em busca de financiamento; e a formalização de conversas com instituições bancárias, que possam disponibilizar, aos pequenos empreendedores, linhas de crédito específicas para manejo florestal.

Instituições unidas

Compõem o GT da Madeira diversas organizações como o Instituto Internacional de Educação do Brasil (IIEB), o Instituto Floresta Tropical (IFT), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e o Serviço Florestal Brasileiro (SFB). Também participam da iniciativa várias organizações de Lábrea, como a Associação dos Pequenos Madeireiros de Lábrea (Asmadel) e a Apemol.

* Matéria publicada no site do WWF em 22/10/2014

Notícias, Outras Notícias

Amazonas conquista mais uma Unidade de Conservação

A Estação Ecológica (Esec) Alto Maués, que possui uma área de 668.170 hectares, é a mais nova Unidade de Conservação (UC) do estado do Amazonas. O decreto da Presidência da República foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (17).

A nova Esec é uma das UCs com o maior número de primatas brasileiros, apresentando 13 espécies, sendo três delas endêmicas, ou seja, que só ocorrem na região. Também habitam o local 624 espécies de aves, sendo 28 migrantes do hemisfério norte e duas do hemisfério sul, além de três espécies ameaçadas de extinção. Segundo o Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros (Cenap/ICMBio), o habitat da região também é adequado à sobrevivência e reprodução da onça pintada.

Os objetivos da nova Estação Ecológica são proteger a biodiversidade local, garantir a frequência dos serviços ecossistêmicos e contribuir para a estabilidade ambiental da região. A UC faz divisa com outras áreas protegidas, como o Parque Nacional da Amazônia e as Florestas Nacionais de Pau-Rosa e do Amanã.

A Estação Ecológica Alto Maués não possui ocupação humana e por isso mantém integridade da cobertura vegetal florestada. A UC faz parte das metas do Plano de Ação para a Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAM) e consta no documento Área Prioritária para Conservação, Uso Sustentável e Repartição de Benefícios da Biodiversidade Brasileira.

Fonte:
Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade

* Matéria publicada no Portal Brasil em 17/10/2014

Notícias, Notícias das Unidades de Conservação, Notícias dos Parceiros do Arpa

Anavilhanas (AM) terá Plano de Manejo revisado

Em breve o Parque Nacional (PARNA) de Anavilhas, unidade de conservação gerida pelo Instituto Chico Mendes localizada no Amazonas, contará com um consultor contratado para elaborar a revisão do plano de manejo do parque – documento norteador sobre o que pode ou não ser desenvolvido na área protegida.

Graças ao apoio do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) o processo continua aberto até segunda-feira (31/03), momento em que os candidatos – empresas e instituições – ainda podem apresentar suas propostas juntamente com a comprovação de capacidade técnica.

A seleção levará em conta o Manual para Contratações e Aquisições do Funbio. Os recursos para pagamento dos serviços, virão do contrato assinado entre o KFW, grupo bancário Alemão, e o Funbio para a implementação do Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa) fase II.

O Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa), maior iniciativa de proteção de florestas tropicais do mundo, tem como objetivo a expansão e fortalecimento do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) na Amazônia, a partir da proteção de 60 milhões de hectares na Amazônia – 12% da região, assegurando recursos financeiros para a gestão destas áreas e contribuindo para o desenvolvimento sustentável regional.

Criado em 2002, o Arpa é coordenada pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) e financiado com recursos do Global Environment Facility (GEF)/Banco Mundial, do governo da Alemanha/KfW, do Fundo Amazônia/ BNDES, WWF-Brasil e setor empresarial (Natura e O Boticário), além de contrapartida do Governo Federal e governos estaduais, que totalizam cerca de U$ 395 milhões de dólares.

Confira os pré-requisitos e exigências para esta contratação, clicando aqui

Comunicação ICMBio
(61) 3341-9280

* Matéria publicada no site do ICMBio em 24/03/2014

Notícias, Notícias das Unidades de Conservação

Área protegida do Amazonas contribui para manutenção de espécies: 17 mil quelônios são soltos no Uatumã

O Governo do Estado em parceria com a Eletrobrás – Amazonas Energia promoveu XVI Soltura de Quelônios “Uatumã é Meu Lugar”, no último dia 16 domingo, na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Uatumã (RDS). O evento teve como parceiros o Centro Estadual de Unidades de Conservação (Ceuc – SDS), CPPQA – Balbina, CPPMA – Balbina, REBIO Uatumã e prefeituras municipais de Itapiranga, São Sebastião do Uatumã e Presidente Figueiredo.

O ”Projeto Quelônio do Uatumã” é desenvolvido pelo Centro de Preservação e Pesquisa de Quelônios Aquáticos (CPPQA), localizado na Vila de Balbina.  A ação socioambiental visa principalmente à preservação das diversas espécies de quelônios, onde tradicionalmente todos os anos acontece a soltura dos filhotes e atividades lúdicas em prol da preservação ambiental em 20 comunidades na RDS Uatumã.

Este ano foram devolvidos à natureza cerca de 17 mil filhotes de quelônios que nasceram nas praias artificiais e viveiro do Centro, bem como nas praias naturais das regiões do lago Maracaranã e Jaroacá.

Estavam presentes no evento representantes das associações comunitárias, o vice-governador do Estado do Amazonas José Melo, o Deputando Estadual Sidney Leite, o presidente do ITEAM Wagner Santana, o gerente de meio ambiente da Eletrobrás, Thiago Flores e a Secretária da SDS Kamila Amaral.

Durante o discurso de abertura da solenidade o vice-governador ressaltou a importância de ações como esta para com a preservação ambiental e a participação ativa do setor privado com sua responsabilidade socioambiental, haja vista, que o Governo do Amazonas apóia não somente esta iniciativa, mas também nos municípios de Carauari, Juruá, Itamarati e Nhamundá.

A Secretária de Meio Ambiente do Estado, Kamila Amaral, destacou que o evento é simbólico e comemorativo na Unidade de Uso Sustentável, pois o resultado da soltura é fruto de um trabalho continuo feito pela comunidade em parceria com a Eletrobrás, que demonstra a soma de esforços em prol da proteção ambiental valorizando os moradores.

Toda comunidade participa da gincana de soltura e aprende por meio de diversas atividades socioambientais, a importância da preservação dos quelônios em nossos rios Amazônicos por intermédio de atividades como: peças teatrais, danças, jograis e poesias, apresentação de músicas ecológicas composta pela comunidade aquém das ações que levam cidadania a população ribeirinha com corte de cabelo, massoterapia, orientações odontológicas, curso de alimentação alternativa e esportes diversos.

Projeto
O Projeto de Quelônios de Uatumã é um destaque dentro da Unidade de Conservação (UC) entre as diversas atividades de proteção, desenvolvidas dentro da região que começou com a proposta socioambiental dos quelônios em 1996.

A cada ano o projeto ganha novos parceiros e apoio da própria comunidade ribeirinha, que está cada vez mais capacitada a lidar com as questões de preservação ambiental, assim como fiscalizar e monitorar a própria região onde vivem em consonância com a natureza.

Neste projeto os moradores locais são capacitados para atuarem como agentes de praias que trabalham na vigilância de tabuleiros de quelônios, transplante e criação filhotes em berçários até que os mesmos atinjam tamanho mínimo para retornarem para o rio, aumentando assim a taxa de sobrevivência desses animais.

Assessoria de Comunicação SDS
(92) 3659-1828 / 9241-2959