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Áreas úmidas são essenciais para a biodiversidade

Situadas entre a água e o solo, as zonas úmidas regulam o regime de águas em extensas regiões, que funcionam como fonte de biodiversidade

No dia 2 de fevereiro é comemorado o Dia Mundial das Áreas Úmidas, ecossistemas fundamentais para a fauna, a flora e para o bem-estar da humanidade. Situadas entre a água e o solo, as zonas úmidas regulam o regime de águas em extensas regiões, que funcionam como fonte de biodiversidade em todos os níveis. São importantes para a economia, cultura e recreação.

As áreas úmidas englobam de áreas marinhas e costeiras até as continentais e as artificiais. No Brasil, existem vários tipos de áreas úmidas: manguezais, campos alagáveis, praias, veredas, várzeas amazônicas, igapós, campinarana e pantanal. Há ainda, as áreas irrigadas para agricultura, reservatórios de hidrelétricas etc.

A importância das áreas úmidas

As áreas úmidas são importantes para a biodiversidade porque abrigam variadas espécies endêmicas, ou seja, formas de vida que só vivem em um lugar específico. Essas regiões são essenciais para os anfíbios, répteis e para as aves migratórias, que dependem desses locais para reprodução e migração.

Fazem parte do ciclo de reprodução da maioria dos peixes comerciais consumidos pelo homem e ajudam no reabastecimento de aquíferos, fontes de água doce para a humanidade. Além disso, cumprem um papel vital no processo de adaptação e redução das mudanças climáticas, já que muitos desses ambientes retiram grandes quantidades de carbono do ar.

O manejo sustentável das áreas úmidas também fornece madeira para construção, extração de óleo, plantas medicinais, troncos e folhas para tecelagem e alimentos para animais.

Convenção internacional

Para promover ações de conservação e o uso racional desses ecossistemas, foi estabelecido a Convenção sobre Zonas Úmidas de Importância Internacional, mais conhecido como Convenção de Ramsar, cidade iraniana onde foi assinada, em 1971.

Atualmente, 150 países são signatários do tratado, incluindo o Brasil. A Convenção motivou as ações internacionais para a conservação e o uso sustentável das áreas úmidas e de seus recursos naturais.

O Dia Mundial das Áreas Úmidas foi instituído pelo Comitê Permanente da Convenção de Ramsar, em 1997.Homenageia a data em que ocorreu a Convenção, 02/02, e serve de alerta quanto à importância desses ecossistemas e a necessidade de protegê-los.

Sítios Ramsar

Na Convenção de Ramsar foram classificadas as áreas úmidas de importância mundial, denominados Sítios Ramsar. Os sítios são reconhecidos por suas características, biodiversidade e importância estratégica para as populações locais.

Desde que o Brasil assinou o tratado, em 1993, promoveu a inclusão de doze zonas úmidas à Lista de Ramsar. Através do tratado, o País assumiu o compromisso de manter suas características ecológicas. As zonas incluídas à Lista proporciona ao país apoio para o desenvolvimento de pesquisas, o acesso a fundos internacionais para o financiamento de projetos e a criação de um cenário favorável à cooperação internacional.

O Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, UC gerida pelo ICMBio localizada em Caravelas (BA), foi reconhecido como Sítio Ramsar em 2010, faz parte do complexo recifal dos Abrolhos, na costa do sul da Bahia.

Esse complexo inclui recifes de coral, banco de algas, manguezais, praias e restingas. A Unidade de Conservação é um importante berçário de peixes.

Brasil, exemplo de conservação

O Brasil possui a maior faixa contínua de manguezais do planeta. Esta área abrange a costa nordeste do Pará e o noroeste do Maranhão. Em 2014, o País avançou na proteção dos manguezais da região, com a criação de três reservas extrativistas no litoral paraense: Cuiarana, Mestre Lucindo e Mocapajuba e ampliação da Reserva Marinha de Araí-Peroba.

“Essa faixa de manguezais já contava com a existência de nove reservas extrativistas, que juntas contavam com 398 mil hectares. Agora, com o incremento de novas áreas, o total passou para 520 mil hectares protegidos na região”,afirmou o diretor de ações socioambientais e consolidação territorial em Unidades de Conservação (UCs), João Arnaldo Novaes.

Os manguezais são os ecossistemas com maior produtividade e biodiversidade do planeta. São berçários naturais para aves, peixes, moluscos e crustáceos, além de servirem de abrigo e local de alimentação.

Os avanços alcançados em torno desses ecossistemas foram impulsionados pelo Projeto Manguezais do Brasil, que é executado pelo ICMBio e conta com recursos do Global Environment Facility (GEF). “Com o projeto, é possível testar abordagens inovadoras de manejo em áreas protegidas, gerando resultados positivos que permitam a replicação das lições aprendidas para outras ações de conservação dos manguezais em outras regiões”, destacou a coordenadora do projeto, Adriana leão.

Ajude a conservar

Para ser um aliado na conservação das áreas úmidas, cada pessoa pode adotar medidas simples como orientar amigos e familiares a respeito da importância desses ambientes e organizar uma limpeza nessas regiões, pois em meios urbanos, algumas áreas úmidas acabam se tornando depósito de lixo.

Fonte:
Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade

* Publicado no Portal Brasil em 02/02/2015

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2 de fevereiro, dia mundial das áreas úmidas

A história de nossa civilização está diretamente ligada às áreas úmidas. No Brasil, já temos 12 delas registradas em tratado internacional

Áreas Úmidas (AUs), na definição elaborada por peritos brasileiros de todo o país, são ecossistemas que interagem em ambientes terrestres e aquáticos, continentais ou costeiros, naturais ou artificiais, permanente ou periodicamente inundados ou com solos encharcados.

As águas podem ser doces, salobras ou salgadas, com comunidades de plantas e animais adaptados à sua dinâmica hídrica.

A história de nossa civilização está diretamente ligada às áreas úmidas, com impactos distintos conforme as regiões do planeta. “Elas eram de interesse para caçadores e pescadores, porque ricas em animais. Além disso, serviram como refúgios para minorias populacionais humanas e, recentemente, para fugitivos políticos e criminosos”, afirma o professor Wolfgang J. Junk, graduado em Zoologia pela Universidade de Bonn e doutor em Zoologia Botânica Química Ciência do Mar Limnologi pela Universitat Kiel, ambas na Alemanha.

Segundo Junk, todas áreas úmidas são de alta importância, com o que seu manejo sustentável e proteção deveriam ter alta prioridade política em todos os países.

LISTA E SÍTIOS RAMSAR NO BRASIL

Desde 1975, anualmente, na cidade de Ramsar, no Irã, é realizada a Convenção sobre Zonas Úmidas de Importância Internacional, mais conhecida como Convenção de Ramsar, um tratado intergovernamental que estabelece marcos para ações fundamentadas no reconhecimento, pelos países signatários, da importância ecológica e do valor social, econômico, cultural, científico e recreativo de tais áreas.

Até janeiro de 2010, a Convenção contabilizava 159 adesões. Para aderir ao tratado, cada país deve apresentar um instrumento de adesão junto à Unesco, que opera como depositária da Convenção, e designar ao menos uma área úmida de seu território para ser reconhecida como Sítio Ramsar a ser incluído na Lista de Zonas Úmidas de Importância Internacional, mais conhecida como Lista de Ramsar, principal instrumento adotado pela Convenção para implementar seus objetivos.

O Brasil assinou o tratado em setembro de 1993, passando a ter acesso a benefícios como cooperação técnica e apoio financeiro para promover a utilização dos recursos naturais das áreas úmidas de forma sustentável, favorecendo a implantação de um modelo de desenvolvimento que proporcione qualidade de vida aos seus habitantes.

No Brasil, há dois tipos de áreas úmidas:

  • Costeiras, compostas por manguezais, campos alagáveis e praias, e
  • Interiores, que incluem veredas, várzeas amazônicas, igapós, campinarana e pantanal.

 

Desde sua adesão à Convenção, o Brasil promoveu a inclusão de doze zonas úmidas à Lista de Ramsar, tendo como diretriz para a indicação que tais áreas correspondam a unidades de conservação, favorecendo a adoção das medidas necessárias à implementação dos compromissos assumidos pelo país perante a Convenção.

São Sítios Ramsar brasileiros:

  • Reserva de desenvolvimento Sustentável Mamirauá (AM);
  • Parque Nacional do Cabo Orange (AP);

 

  • Parque Nacional Marinho dos Abrolhos (BA);
  • Área de Proteção Ambiental das Reentrâncias Maranhenses (MA);
  • Área de Proteção Ambiental da Baixada Maranhense  (MA);
  • Parque Estadual Marinho do Parcel de Manuel Luiz (MA);
  • Parque Estadual do Rio Doce (MG);
  • Reserva Particular do Patrimônio Natural Fazenda Rio Negro (MS);
  • Parque Nacional do Pantanal Mato-Grossense (MT);
  • Reserva Particular do Patrimônio Natural SESC Pantanal (MT);
  • Parque Nacional do Araguaia – Ilha do Bananal (TO);
  • Parque Nacional da Lagoa do Peixe (RS).

 

DIA MUNDIAL DAS ÁREAS ÚMIDAS

Em 1997, o Comitê Permanente da Convenção de Ramsar instituiu 2 de fevereiro como Dia Mundial das Áreas Úmidas (World Wetlands Day), para estimular governos, organizações da sociedade civil e grupos de cidadãos à realização de ações que chamem a atenção da sociedade para a importância das áreas úmidas, sua proteção e para os benefícios que o cumprimento dos objetivos da Convenção pode proporcionar.

A cada ano, o secretariado da Convenção sugere um tema para as ações desenvolvidas pelos países membros da Convenção de Ramsar. Este ano, o tema é “Áreas Úmidas para o nosso futuro: Juventude”, pelo interesse e engajamento do público jovem com o tema, do qual é grande difusor nas mais diversas plataformas de comunicação.

Em 2 de fevereiro de 2015, a Convenção de Ramsar lançará o Concurso de Fotos para Juventude sobre as Áreas úmidas. Para participar, informe-se aqui.

Com esta matéria, o Ministério do Meio Ambiente dá início a uma série de reportagens sobre as Áreas Úmidas, bem como posts e tweets sobre o tema em seus perfis nessas redes sociais.

Em todas, usaremos as hashtags #RamsarBrasil e #ÁreasÚmidas para fortalecer a comemoração do Dia Mundial das Áreas Úmidas. Pedimos adoção e difusão das tags.

Assessoria de Comunicação Social (Ascom/MMA) – Telefone: 61.2028 1227

* Matéria assinada por Marcelo Carota e publicada no site do MMA em 19/01/2014