Notícias, Outras Notícias

Escolha as melhores fotos de áreas úmidas do concurso internacional

Vencedores ganharão uma viagem para conhecer um Sítio Ramsar no mês de setembro

Participe da votação do Concurso Internacional de fotografias sobre “Áreas Úmidas para o Nosso Futuro: Juventude” e ajude a escolher as cinco melhores fotos inscritas.

Instituído em celebração ao Dia Mundial das Áreas Úmidas, o concurso anunciará o resultado da votação dia 26 de março e os escolhidos ganharão uma viagem para conhecer, à sua escolha, um Sítio Ramsar de qualquer parte do Mundo no mês de setembro.

O concurso foi instituído pelo Secretariado da Convenção de Ramsar, com sede na Suíça, e visa conscientizar principalmente os jovens sobre a importância de se preservar as áreas úmidas em todas as partes do Planeta. Objetiva, ainda, educar, informar e promover o uso racional das zonas úmidas nas regiões ao redor do mundo onde a Convenção atua, envolvendo a juventude nas ações de conservação da biodiversidade.

Entre 2/2 e 2/3, jovens de vários países, com idade entre 15 e 24 anos, inscreveram fotos. No Brasil, o evento conta com o apoio do Ministério do Meio Ambiente (MMA), que incentivou a inscrição de fotos de rapazes e moças da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, região do município de Tefé, interior do Amazonas.

Visite um Sítio Ramsar brasileiro:

Parcel de Manuel Luís, sítio Ramsar e parque marinho
Parque Nacional do Araguaia
Cabo Orange, sítio Ramsar desde 2013

 

 

Saiba mais:
Concurso comemora Dia Mundial das Zonas Úmidas
Dia Mundial das Áreas Úmidas (2 de fevereiro)

Assessoria de Comunicação Social (Ascom/MMA) – Telefone: 61 2028-1173/ 1165/ 1227 

* Matéria assinada por Luciene Assis e publicada no site do MMA em 06/03/2015

 

Notícias, Notícias das Unidades de Conservação, Outras Notícias

2 de fevereiro, dia mundial das áreas úmidas

A história de nossa civilização está diretamente ligada às áreas úmidas. No Brasil, já temos 12 delas registradas em tratado internacional

Áreas Úmidas (AUs), na definição elaborada por peritos brasileiros de todo o país, são ecossistemas que interagem em ambientes terrestres e aquáticos, continentais ou costeiros, naturais ou artificiais, permanente ou periodicamente inundados ou com solos encharcados.

As águas podem ser doces, salobras ou salgadas, com comunidades de plantas e animais adaptados à sua dinâmica hídrica.

A história de nossa civilização está diretamente ligada às áreas úmidas, com impactos distintos conforme as regiões do planeta. “Elas eram de interesse para caçadores e pescadores, porque ricas em animais. Além disso, serviram como refúgios para minorias populacionais humanas e, recentemente, para fugitivos políticos e criminosos”, afirma o professor Wolfgang J. Junk, graduado em Zoologia pela Universidade de Bonn e doutor em Zoologia Botânica Química Ciência do Mar Limnologi pela Universitat Kiel, ambas na Alemanha.

Segundo Junk, todas áreas úmidas são de alta importância, com o que seu manejo sustentável e proteção deveriam ter alta prioridade política em todos os países.

LISTA E SÍTIOS RAMSAR NO BRASIL

Desde 1975, anualmente, na cidade de Ramsar, no Irã, é realizada a Convenção sobre Zonas Úmidas de Importância Internacional, mais conhecida como Convenção de Ramsar, um tratado intergovernamental que estabelece marcos para ações fundamentadas no reconhecimento, pelos países signatários, da importância ecológica e do valor social, econômico, cultural, científico e recreativo de tais áreas.

Até janeiro de 2010, a Convenção contabilizava 159 adesões. Para aderir ao tratado, cada país deve apresentar um instrumento de adesão junto à Unesco, que opera como depositária da Convenção, e designar ao menos uma área úmida de seu território para ser reconhecida como Sítio Ramsar a ser incluído na Lista de Zonas Úmidas de Importância Internacional, mais conhecida como Lista de Ramsar, principal instrumento adotado pela Convenção para implementar seus objetivos.

O Brasil assinou o tratado em setembro de 1993, passando a ter acesso a benefícios como cooperação técnica e apoio financeiro para promover a utilização dos recursos naturais das áreas úmidas de forma sustentável, favorecendo a implantação de um modelo de desenvolvimento que proporcione qualidade de vida aos seus habitantes.

No Brasil, há dois tipos de áreas úmidas:

  • Costeiras, compostas por manguezais, campos alagáveis e praias, e
  • Interiores, que incluem veredas, várzeas amazônicas, igapós, campinarana e pantanal.

 

Desde sua adesão à Convenção, o Brasil promoveu a inclusão de doze zonas úmidas à Lista de Ramsar, tendo como diretriz para a indicação que tais áreas correspondam a unidades de conservação, favorecendo a adoção das medidas necessárias à implementação dos compromissos assumidos pelo país perante a Convenção.

São Sítios Ramsar brasileiros:

  • Reserva de desenvolvimento Sustentável Mamirauá (AM);
  • Parque Nacional do Cabo Orange (AP);

 

  • Parque Nacional Marinho dos Abrolhos (BA);
  • Área de Proteção Ambiental das Reentrâncias Maranhenses (MA);
  • Área de Proteção Ambiental da Baixada Maranhense  (MA);
  • Parque Estadual Marinho do Parcel de Manuel Luiz (MA);
  • Parque Estadual do Rio Doce (MG);
  • Reserva Particular do Patrimônio Natural Fazenda Rio Negro (MS);
  • Parque Nacional do Pantanal Mato-Grossense (MT);
  • Reserva Particular do Patrimônio Natural SESC Pantanal (MT);
  • Parque Nacional do Araguaia – Ilha do Bananal (TO);
  • Parque Nacional da Lagoa do Peixe (RS).

 

DIA MUNDIAL DAS ÁREAS ÚMIDAS

Em 1997, o Comitê Permanente da Convenção de Ramsar instituiu 2 de fevereiro como Dia Mundial das Áreas Úmidas (World Wetlands Day), para estimular governos, organizações da sociedade civil e grupos de cidadãos à realização de ações que chamem a atenção da sociedade para a importância das áreas úmidas, sua proteção e para os benefícios que o cumprimento dos objetivos da Convenção pode proporcionar.

A cada ano, o secretariado da Convenção sugere um tema para as ações desenvolvidas pelos países membros da Convenção de Ramsar. Este ano, o tema é “Áreas Úmidas para o nosso futuro: Juventude”, pelo interesse e engajamento do público jovem com o tema, do qual é grande difusor nas mais diversas plataformas de comunicação.

Em 2 de fevereiro de 2015, a Convenção de Ramsar lançará o Concurso de Fotos para Juventude sobre as Áreas úmidas. Para participar, informe-se aqui.

Com esta matéria, o Ministério do Meio Ambiente dá início a uma série de reportagens sobre as Áreas Úmidas, bem como posts e tweets sobre o tema em seus perfis nessas redes sociais.

Em todas, usaremos as hashtags #RamsarBrasil e #ÁreasÚmidas para fortalecer a comemoração do Dia Mundial das Áreas Úmidas. Pedimos adoção e difusão das tags.

Assessoria de Comunicação Social (Ascom/MMA) – Telefone: 61.2028 1227

* Matéria assinada por Marcelo Carota e publicada no site do MMA em 19/01/2014

Notícias, Notícias das Unidades de Conservação

Cabo Orange, sítio Ramsar desde 2013

O Parque Nacional do Cabo Orange localiza-se entre as cidades de Calçoene e Oiapoque, no extremo norte do Amapá, a 450 km da capital Macapá.

Tem como limites, ao norte, a região fronteiriça à Guiana Francesa; ao sul, a Área Quilombola de Cunani; ao leste, o Oceano Atlântico; e, a oeste, o Projeto de Assentamento de Vila Velha, bem como as terras indígenas Uaçá e Juminã, cujos nativos, por séculos, disputaram o território com portugueses, franceses, ingleses e holandeses.

E foi um destes últimos que, em homenagem à realeza de seu país, batizou o acidente geográfio do extremo norte brasileiro com o nome da cor que é a marca nacional da Holanda, resultando em Cabo Orange.

O Parque foi criado em 1980, pelo Decreto n° 84.913, e tem gestão do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), instituição vinculada ao Ministério do Meio Ambiente.

Foi a primeira unidade de conservação federal criada no Amapá, que tem 55% de seu território protegido por parques, reservas e terras indígenas. Juntamente com os parques nacionais Montanhas do Tumucumaque, do Monte Roraima, do Pico da Neblina e da Serra do Divisor, O PNCO forma o conjunto de Parques Nacionais fronteiriços da Amazônia brasileira.

O Parque compreende uma área total de 657.318,06 hectares de bioma Marinho Costeiro. Desse total, a maior porção foi definida como Zona Primitiva (54,64%, com 358.760 hectares), seguida pelas Zonas de Uso Extensivo (20,82%, com 100.891 ha) e Zona de Ocupação Temporária (20,15%, com 119.366 ha). O restante da área total é composto zonas de Superposição Indígena, de Uso Conflitante, de Uso Especial e Zona Histórico-cultural.

Das zonas predominantes, a Primitiva é aquela em que ocorreu pouca ou mínima alteração, contendo espécies da flora e fauna ou fenômenos naturais de grande valor científico.

A de Uso Extensivo são constituídas, em sua maioria, por áreas naturais, podendo apresentar alterações humanas. Por fim, a de Ocupação Temporária envolve áreas onde ocorrem concentrações de populações humanas residentes e suas respectivas áreas de uso.

Para estas e demais zonas, sempre integrado às comunidades do entorno, o Parque tem como objetivos basilares:

  • preservar ecossistemas naturais de grande relevância ecológica e beleza cênica;
  • preservar áreas marinhas, úmidas costeiras, manguezais, florestas, manchas de cerrado amazônico e fauna associada;
  • manutenção de um ambiente natural com impacto humano mínimo;
  • facilitar a realização de pesquisas científicas e incentivar o desenvolvimento de atividades de educação e interpretação ambiental, bem como de turismo e de recreação em contato com a natureza.

 

O cumprimento de tais metas se reflete no excelente estado de conservação do PNCO, garantindo abrigo e fartura de alimentos para a preservação e reprodução  de aves, répteis e mamíferos, muitos ameaçados de extinção pela destruição de seus ambientes naturais.

Dentre as espécies preservadas no Parque, o guará, o flamingo, a garça-branca-grande, a tartaruga-verde, a onça-pintada e a suçuarana, o gato-do-mato, veado-campeiro, lontra, tamanduá-bandeira, peixe-serra , tatu-canastra, peixe-boi marinho e peixe-boi da Amazônia.

As espécies vegetais mais comuns, de ecossistemas amazônicos com correntes do Oceano Atlântico, são manguezais, várzeas, campos inundáveis e limpos, mangues vermelho e amarelo. Já nos campos de planície, o capim-arroz, o buriti, o caimbé e o mururé.

O parque também guarda uma flora diversificada, onde vicejam espécies como a siriúba, o periquiteiro, o buriti, a andiroba e o açaí, além de árvores de grande porte, como a maçaranduba, acariquaras e quarubas.

SÍTIO RAMSAR

O Parque Nacional Cabo Orange tornou-se Sítio Ramsar em  fevereiro de 2013, correspondendo à diretriz do governo brasileiro, cumprida desde sua adesão à Convenção de Ramsar, de indicar para a Lista deste tratado internacional somente Áreas Úmidas que sejam unidades de conservação, assim favorecendo a adoção de medidas necessárias à implementação dos compromissos assumidos pelo país perante a Convenção.

Além do PNCO, o Brasil tem outras 11 áreas úmidas na Lista de Ramsar. Com essa série, apresentaremos cada uma delas.

Assessoria de Comunicação Social (Ascom/MMA) – Telefone: 61.2028 1227

* Matéria assinada por Marcelo Carota e publicada em 21/01/2015