Categoria Home

FAUC

Ferramenta de Avaliação de Unidades de Conservação – FAUC

A Ferramenta de Avaliação de Unidades de Conservação, conhecida por FAUC, tem sua origem numa ferramenta proposta pela Aliança Pró-Florestal Banco Mundial / WWF denominada “Como Relatar Avanços nas Unidades de Conservação”, também conhecida como Tracking Tool (TT), e que foi introduzida no Arpa em 2004.

Segundo a Aliança, a ferramenta deveria ser compatível e comparável para a avaliação de UCs apoiadas pelo Banco Mundial e o WWF, replicável, capaz de permitir o monitoramento ao longo do tempo, rápida e de fácil preenchimento, não requerendo muitos recursos, capaz de fornecer uma pontuação, capaz de fornecer alternativas de resposta textuais, entre outras.

A FAUC foi desenvolvida com base em diversas adaptações da TT para ser utilizada pelo Arpa, considerando as peculiaridades da estrutura do Programa tais como a inclusão das UCs de uso sustentável e a adequação ao Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), em um modelo de referência da Comissão Mundial Áreas Protegidas (CMAP), pertencente à União Mundial para a Conservação da Natureza (UICN).

A FAUC é uma ferramenta que permite a avaliação da efetividade da gestão de UCs e serve como base para as ações de planejamento e monitoramento do Programa. Permite acompanhar o avanço dos processos de consolidação da gestão das UCs em relação às metas do Programa e orientar os esforços dos gestores e órgãos executores. São avaliados trinta e três requisitos da gestão de UCs, subdivididos em seis elementos de avaliação (planejamento, insumos, processos, produtos, resultados, e reflexão e melhoria), agrupados em dois subsistemas integrados: Efetividade e Avanço.

A FAUC Efetividade compreende todos os trinta e três indicadores e serve para avaliar a efetividade de gestão da UC em nível sistêmico e local, levando em consideração os preceitos da CMAP. A FAUC Avanço, adotado atualmente, compreende dezesseis indicadores, considerados como Marco Referenciais, que demonstram os avanços da situação de cada UC e são utilizados para avaliar os resultados do Programa.

A UCP/MMA e os órgãos gestores são responsáveis pela aplicação anual da FAUC, bem como pela validação das informações inseridas pelos gestores de cada UC no sistema. Tal ferramenta é um dos módulos que compõem o Sistema de Gerenciamento e Coordenação do Programa Arpa – Sisarpa.

Acesse aqui o Manual sobre a FAUC

Notícias, Notícias das Unidades de Conservação

Conselho Consultivo do Jari (AP/PA) participa da consolidação da Unidade de Conservação

O Conselho Consultivo da Estação Ecológica (Esec) do Jari, situada nos municípios Almeirim (PA) e Laranjal do Jari (AP), reuniu-se nos dias 30 de maio e 1º de junho para consolidar a gestão participativa da Unidade de Conservação (UC). A instância foi criada recentemente e os membros participaram do encontro.

Durante a reunião, o regimento interno do Conselho Consultivo foi aprovado e o Plano de Ação elaborado, com ações previstas para os próximos dois anos. “Os conselheiros participaram efetivamente da reunião, sendo extremamente favorável a criação de espaços democráticos que de fato propiciem a gestão ambiental pública na região do Vale do Jari”, afirmou Pablo Davi Kirchheim, chefe da Esec.

Ele explicou que “além deste momento representar um importante passo na gestão da UC, o trabalho realizado é fruto do 4º Ciclo de Capacitação em Gestão Participativa”. O analista ambiental participou da capacitação e apresentou como projeto a formação do Conselho da UC. A chefe da Reserva Extrativista (Resex) do Alto Tarauacá (AC), Camilla Helena Silva, colaborou na facilitação e moderação das atividades propostas no projeto, cumprindo a etapa de intercâmbio dos cursistas do 4o Ciclo.

As atividades foram apoiadas pela rede de parceiros locais, que inclui o Instituto Federal de Educa- ção do Amapá (Ifap), o instituto de pesquisas Imazon e a Fundação Jari, além do Programa ARPA.

 

Saiba mais

Sobre o novo Conselho Consultivo da Esec Jari

A Estação Ecológica do Jari (AP/ PA), que completou 32 anos de criação em 2014, realizou a posse do seu Conselho Consultivo nos dias 27 e 28 de março e deu início aos trabalhos de construção participativa de seu Regimento Interno. O esforço de elaboração participativa e criação do conselho é decorrente das ações de capacitação, planejadas e executadas pelo gestor Pablo Davi Kirchheim, como o projeto do IV Ciclo de Capacitação em Gestão Participativa. “A criação do conselho é um marco e representa um novo momento na gestão da unidade, potencializando as ações de gestão participativa na região do Vale do Jari”, ressaltou Pablo. As atividades foram apoiadas pela rede de parceiros locais – Instituto Federal de Educação do Amapá, Imazon e Fundação Jari – e pelo Programa ARPA.

FONTE: Informativo ICMBio em Foco – Edições 288, 289 e 297