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Ibama e INPE firmam pacto para manter a floresta em pé

Novo sistema identificará com mais precisão possíveis focos de corte ilegal de vegetação

O governo federal engrossou as medidas de controle do desmatamento na Amazônia Legal. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) firmaram, nesta sexta-feira (07/11), acordo de cooperação que promoverá o aperfeiçoamento das ações de detecção de degradação da vegetação na Amazônia e aumentará a efetividade das ações de combate ao desmatamento na Amazônia facilitando a  integração entre os órgãos.

O objetivo é fortalecer o combate ao crime organizado que atua na extração de madeira e outras atividades ilegais na região.

Além disso, entrou em fase de testes o novo Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real, o Deter B, que irá produzir imagens de maior resolução para suporte das operações de fiscalização em terra.

Por meio de imagens de satélite, o sistema indica pontos onde houve alteração de paisagem decorrente de motivos diversos, que vão desde queimadas, corte seletivo até o desmatamento com corte raso da floresta.

Para impedir a utilização das informações georreferenciadas pelos desmatadores um protocolo específico de divulgação das informações foi estabelecido entre Ibama e INPE. Assim, os criminosos não conseguirão saber onde estão situados os possíveis focos de desmatamento identificados pelo sistema. “E os fiscais que atuam na ponta também estarão mais protegidos”, explicou o presidente do Ibama, Volney Zanardi.

SEGURANÇA E TECNOLOGIA

Os dados estatísticos do Deter serão disponibilizados trimestralmente, em fevereiro, maio, agosto e novembro de 2015.

O novo sistemaobservará a Amazônia com mais precisão. Com ele, será possível enxergar áreas de até 6,25 hectares onde houve mudança de paisagem. Antes, o sistema identificava áreas de, no mínimo, 25 hectares.

“Os desmatadores estão usando técnicas para enganar o sensor de menor resolução utilizado correntemente e o DETER B será fundamental para identificarmos essas situações com maior antecipação,afirmou  Zanardi. “A medida vai resguardar os fiscais que atuam em campo.”

Também, os dados oficiais referentes à supressão ilegal de vegetação na Amazônia devem ser divulgados até o fim do mês. Único mecanismo capaz de medir o desmatamento, o Projeto de Monitoramento da Floresta Amazônica por Satélites (Prodes) é feito anualmente pelo INPE. “Os números do Deter são alertas e não se relacionam com a taxa anual de desmatamento do Prodes”, enfatizou o diretor do INPE, Leonel Fernando Perondi.

A cooperação entre o Ibama e o INPE permitirá maior efetividade no planejamento e execução das ações de combate ao desmatamento. “Esse protocolo tem como foco a organização e a forma de comunicação das informações”, resumiu o presidente do Ibama.

SAIBA MAIS

Leia as notícias dos dados dos anúncios dos dados do Deter nos dois últimos anos:

2014

 

2013

 

2012

 

Assessoria de Comunicação Social (Ascom/MMA) – Telefone: 61.2028 1227

* Texto Publicado em 07/11/2014 e assinado por Lucas Tolentino, com edição de Vicente Tardin

Documentos:

 Aperfeiçoamento das ações de combate ao desmatamento na Amazônia
 Aprimoramento dos sistemas de detecção nas alterações da cobertura vegetal na Amazônia Legal

 

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Ibama registra redução nos índices de corte da vegetação na Amazônia

Combate ao crime e a adoção de medidas de inteligência em terra são responsáveis pela diminuição das estatísticas

A Amazônia Legal registrou queda nos indicativos de corte da vegetação nativa. Entre agosto de 2013 e 30 de abril deste ano, os alertas de desmatamento na região foram de 1,5 mil km2, o que representa a redução de 20% na comparação com os 1,872 mil km2 registrados no período imediatamente anterior. Os dados foram contabilizados pelo Sistema de Detecção de Desmatamentos em Tempo Real (Deter).

Feito pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o sistema se baseia em imagens diárias de até 25 hectares capturadas por satélite. Os dados funcionam como uma análise da mudança de paisagem da região amazônica, que podem ocorrer por conta de questões como desmatamento ou até queimadas. O Deter funciona, portanto, como um suporte para a fiscalização.

APRIMORAMENTO

A intensificação das operações de combate ao crime e a adoção de medidas táticas de inteligência em terra são responsáveis pela diminuição das estatísticas. “Os resultados se devem ao aprimoramento da fiscalização e da forte presença em campo de equipes do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e da Força Nacional”, afirmou o presidente do Ibama, Volney Zanardi. “Há um esforço para integrar todas as ações realizadas na Amazônia.”

Entre as estratégias, está a cooperação com os índios kayapó no combate ao desmatamento nas imediações da BR-163, no Pará. Na operação, foram aplicados R$ 50 milhões em multados e evitado o equivalente a 63 hectares de área desmatada por dia. Ao todo, 11 acampamentos e 26 motoserras foram destruídas. “Não vamos permitir que os grileiros e demais criminosos avancem pelas florestas, em especial nas unidades de conservação e terras indígenas”, garantiu o diretor de Proteção Ambiental do Ibama, Luciano Evaristo.

MOBILIDADE

A redução foi verificada em estados que costumavam a apresentar histórico de avanços no desmatamento. Em Mato Grosso, os alertas contabilizaram 583 km2, queda de 29% em relação aos 818 km2 registrados no período anterior. O Pará seguiu a mesma tendência, com redução de 29%, no comparativo dos 306 km2 atuais com os 430 km2 anteriores. Em Rondônia, a diminuição foi ainda maior: 33%.

Nesse período, o Ibama aplicou R$ 1,139 bilhão em autos de infração e embargou área total de 131 mil hectares na Amazônia Legal. A criação de bases móveis com equipes de fiscalização foi fundamental para o alcance desses resultados. “A mobilidade é o mais importante porque o crime migra dentro da floresta, afirmou o coronel Alexandre Aragon, da Força Nacional. “Estamos trabalhando no sentido de coibir essas prática.”

* Matéria assinada por Lucas Tolentino e publicada no site do MMA em 23/05/2014

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Ibama contrata 1,5 mil brigadistas para proteger áreas de conservação

Selecionados receberão treinamento de combate a incêndios florestais e atuarão por seis meses

Mais de 1,5 mil brigadistas serão contratados para a prevenção e combate a queimadas no país. Portaria do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (11/04), define como deverão ser formadas e onde serão instaladas as equipes. As brigadas serão formadas pelo Sistema Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (PrevFogo).

A previsão é que as equipes comecem a atuar em maio e permaneçam em operação durante seis meses. Ainda que não haja riscos de incêndios, os brigadistas se concentrarão em atividades de prevenção, como a construção de aceiros (desbaste de um terreno em volta de matas para impedir propagação de incêndios) nas unidades de conservação.

As equipes serão formadas em pontos estratégicos em 18 estados nas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste. Os locais e o número de profissionais necessários para cada área foram escolhidos com base em estudos técnicos do Ibama. O total de integrantes para cada equipe varia de 15 a 44 brigadistas. A quantidade é definida de acordo com a necessidade da área em questão.

* Matéria assinada por Lucas Tolentino e publicada no site do MMA em 11/04/2014