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Manejo participativo de tracajás tem início em Alto Tarauacá

Em seu quarto ano de execução, o projeto “Manejo participativo de tracajás na Resex (Reserva Extrativista) do Alto Tarauacá” teve início entre os dias 5 e 10 de junho. Analistas ambientais da Base Avançada do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Sociobiodiversidade Associada a Povos e Comunidades Tradicionais (CNPT) no Acre e Camilla Helena da Silva, chefe da Resex, participaram de expedição.

O projeto colhe resultados positivos e já totalizou mais de 1.400 filhotes soltos na natureza.

A cada ano, aumenta o número de famílias envolvidas e de praias que são monitoradas e protegidas pelos próprios moradores na época da desova dos tracajás. ”No início Manejo participativo de tracajás tem início em Alto Tarauacá do projeto nenhum filhote era avistado na área e o consumo de ovos e indivíduos adultos de tracajás era muito grande”, contou Camilla Helena.

Nessa expedição, foram visitadas as famílias que participaram do projeto nos anos anteriores. Desta vez, mais famílias aderiram à proteção das covas de tracajás. Foram 33 na área do projeto e 41 praias identificadas como local de desovas. A chefe da Resex ressaltou que o mais gratificante é verificar que a cada dia mais pessoas se envolvem espontaneamente e que já conseguem ver os resultados de seu próprio trabalho, o que é fundamental para a continuidade da proteção aos Representantes da SPVS, Rebio Bom Jesus, Fundação Boticário e Rede Pró UC animais.

Assis, morador do local, afirmou que já tem muito tracajá nos paus. Quando o projeto teve início, em 2011, os comunitários alegavam não ver mais nenhum exemplar da espécie.

Neste ano, o projeto de manejo continua com a parceria do CNPT/ AC, da Resex do Alto Tarauacá, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no estado e da Associação de Seringueiros e Agricultores da Resex do Alto Tarauacá (Asareat), além de contar com o apoio financeiro do PNUD (Edital Dibio 2014) e do Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa).

 

Crédito: Camilla Helena

Matéria publicada no ICMBio EM FOCO no dia 27/06/2014  

Notícias, Notícias dos Parceiros do Arpa, Notícias sobre o Arpa

Arpa contrata Consultoria PJ para a elaboração do Plano de Manejo da RESEX Maracanã/PA

O Programa Áreas Protegidas da Amazônia (ARPA), maior iniciativa de proteção de florestas tropicais do mundo, tem como objetivo a expansão e fortalecimento do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) na Amazônia, a partir da proteção de 60 milhões de hectares na Amazônia – 12% da região, assegurando recursos financeiros para a gestão destas áreas e contribuindo para o desenvolvimento sustentável regional.Criado em 2002, é coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) e financiado com recursos do Global Environment Facility (GEF)/Banco Mundial, do governo da Alemanha/KfW, do Fundo Amazônia/ BNDES, WWF-Brasil e setor empresarial (Natura e O Boticário), além de contrapartida do Governo Federal e governos estaduais, que totalizarão 395 milhões de dólares.O Fundo Brasileiro para a biodiversidade (FUNBIO) é a instituição responsável pelo gerenciamento dos recursos financeiros, pelas atividades de aquisições e contratações para as unidades de conservação (UCs) e pela gestão de ativos do Fundo de Áreas Protegidas (FAP), um fundo fiduciário que irá garantir a continuidade das ações em longo prazo.

Para participar do processo de seleção, as empresas/instituições interessadas deverão manifestar-se até o dia 19 de março de 2014, demonstrando que são qualificadas para desempenhar os serviços descritos no TdR abaixo, apresentando comprovação de capacidade técnica adquirida a partir da realização de trabalhos que se enquadrem no perfil descrito no TdR para a elaboração do Plano de Manejo da RESEX Maracanã/PA.

Os documentos deverão ser enviados por e-mail para jose.mauro@funbio.org.br, identificados como “Manifestação de interesse consultoria PJ_ Plano de Manejo RESEX Maracanã e indicando o NOME da Instituição”.

Somente serão selecionados para participação no processo as empresas e instituições que cumprirem com os requisitos solicitados.

O processo será conduzido em acordo ao Manual para Contratações e Aquisições do Funbio.

Os recursos para pagamento dos serviços advêm do contrato assinado entre o KFW e o Funbio para a implementação do Programa Áreas Protegidas da Amazônia (ARPA) fase II.

A presente contratação deverá obedecer os procedimentos descritos nos arquivos abaixo:

– TDR
– Instrução Normativa 01, de 18/09/2007

O Funbio entrará em contato, solicitando as propostas, somente com as empresas cujas manifestações de interesse em realizar o serviço forem selecionadas.

* Matéria publicada no site do Funbio em 10/03/2014