Notícias, Notícias das Unidades de Conservação

Izabella Teixeira dialoga com representantes da sociedade civil

Foram debatidas questões relativas à restauração e conservação da Mata Atlântica e ao manejo florestal comunitário na Amazônia

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, recebeu na tarde desta terça-feira (24), em Brasília, representantes da sociedade civil para debater questões ambientais relativas à restauração e conservação da Mata Atlântica e ao manejo florestal comunitário na Amazônia.

As organizações não governamentais (ONGs) apresentaram à ministra a Carta de Iperó e a Carta de Brasília e receberam garantias sobre o acompanhamento das demandas no ministério.

A Carta de Iperó foi entregue pela Rede de ONGs da Mata Atlântica, coletivo formado por 285 organizações da sociedade civil que atuam a favor do bioma. O documento apresenta uma série de metas que enfocam a importância dos serviços ecossistêmicos prestados pela floresta para a economia e a sociedade.

Os três principais pontos levantados pela Carta de Iperó são: selecionar regiões prioritárias para conservação dos remanescentes de vegetação e para estabelecimento de novas Unidades de Conservação; efetuar ações intensivas para restauração da Mata Atlântica, até atingir uma área de 30% de sua extensão geográfica original; e fortalecer programas de desenvolvimento sustentável em escala regional e local.

Carta de Brasília

Já um grupo de ONGs da Amazônia, liderado pelo Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), apresentou a Carta de Brasília, solicitando ao governo que retome o Programa Federal de Manejo Florestal Comunitário e Familiar, instituído pelo Decerto 6874/2009.

Entre as demandas está o lançamento de editais do Fundo Amazônia específicos para Manejo Florestal Comunitário e de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) para capacitação, fortalecimento institucional e comercialização dos produtos.

Os beneficiários do programa são agricultores familiares, assentados da reforma agrária e povos e comunidades tradicionais.

Participaram do primeiro encontro representantes da Rede de Organizações Não Governamentais da Mata Atlântica, Grupo Ambientalista da Bahia, WWF, Instituto Socioambiental e Instituto Floresta Viva.

Já o segundo, contou com a participação do Centro de Trabalhadores da Amazônia, Instituto de Pesquisa da Amazônia, Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas, Conselho Nacional das Populações Extrativistas, Grupo de Trabalho da Amazônia, Instituto Internacional de Educação do Brasil.

Fonte:
Ministério do Meio Ambiente

* Publicado no Portal Brasil em 25/02/2015

Notícias, Notícias sobre o Arpa

Ministra recebe condecoração pelo sucesso do ARPA

Em nome do governo brasileiro, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, recebeu, nesta terça-feira (19/10), em Washington (EUA), uma homenagem especial da organização não governamental WWF, pelo sucesso do Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa), responsável pela criação de 24 milhões de hectares de unidades de conservação (UC) do Brasil.

De acordo com o Global Biodiversity Outlook, lançado em 2010 pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, o Brasil lidera a criação de áreas protegidas no planeta. Segundo o relatório, cerca de 75% dos 700 mil km2 de áreas protegidas criadas em todo o mundo desde 2003 estão localizadas em território brasileiro.

Entregue pela WWF Brasil e pela WWF Estados Unidos, a condecoração reconhece os resultados obtidos na execução da primeira fase do Arpa, de 2003 a 2009. “É um reconhecimento ao nosso País, que vive um momento muito particular e auspicioso, em que o crescimento econômico ocorre ao lado de inegáveis conquistas ambientais”, ressaltou a ministra Izabella.

Para ela, os grandes desafios globais requerem soluções ousadas e criativas, distintas das soluções convencionais. “O Programa Arpa é sem dúvida um exemplo desse tipo de solução”, disse. Dividido em três fases, o Arpa tem a meta de criar 45 milhões de hectares de UC de uso sustentável e de proteção integral até 2017.

Além da criação das unidades de conservação, o programa apoiou a consolidação de 18 unidades já existentes, em uma área de 8,5 milhões de hectares, criadas antes de março de 2000. Ainda na primeira fase, foi criado o Fundo de Áreas Protegidas, com US$ 25 milhões arrecadados, e executados projetos comunitários no entorno de UCs.

De acordo com estudo da WWF/UFMG/Ipam/Woods Hole Research Centre de Massachussets, a redução de emissões de CO2 promovida pelo Arpa, projetadas até 2050, corresponde a 70% da meta de redução global de emissões prevista para o primeiro período de compromisso do Protocolo de Quioto.

A ministra destacou, também, as iniciativas do governo brasileiro para reduzir o desmatamento na Amazônia. Izabella afirmou que no período de agosto de 2008 a julho de 2009 foi registrada a menor taxa de desmatamento da floresta, com 7 mil km². “De acordo com as nossas estimativas, muito provavelmente registraremos um novo recorde na taxa de 2010”, disse.

Fonte: ASCOM-MMA