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ICMBio resgata 121 tartarugas em Roraima

© Todos os direitos reservados. Foto: Samuel Rodrigues

Uma operação de fiscalização conjunta entre o Parque Nacional do Viruá (RR) e a Polícia Militar Ambiental (CIPA-PM/RR), resgatou 121 tartarugas adultas que estavam em poder de traficantes, no último sábado (7/3). Os animais da espécie Tracajá (Podocnemis unifilis) foram encontrados em cativeiro escondido na mata, próximo à Unidade de Conservação, no município de Caracaraí (RR).

De acordo com Samuel Rodrigues, um dos integrantes da ação, os Tracajás resgatados teriam sido capturados pelos traficantes em áreas remotas, distantes do local do flagrante. “Essas tartarugas vinham do Rio Anauá e estavam sendo transportadas pelo Rio Baruana, para despistar a fiscalização, mas foram surpreendidos”, comentou.

Os integrantes da quadrilha fugiram quando perceberam a chegada da equipe de fiscalização. Mas, os suspeitos já haviam sido identificados. “A quadrilha era investigada há meses. A partir de uma denúncia, ativamos a operação. Levou uma semana até localizarmos o cativeiro e resgatar as tartarugas”, informou Beatriz Ribeiro, analista ambiental do Parque Nacional do Viruá.

Beatriz explicou que devido à forte estiagem deste ano, resultado do El Niño, o nível dos rios está muito baixo e a seca prolongada, o que facilita a captura desses animais. “Mas graças à estratégia adotada, nesse verão, as ações já resultaram no resgate de 377 tartarugas adultas e na soltura de mais de 46.000 filhotes”, ressaltou.

Sucesso das operações geram mais denúncias
Para o chefe do Parque Nacional do Viruá, Antonio Lisboa, o sucesso das ações resultaram num número maior de denúncias por parte das comunidades locais. “As apreensões têm grande repercussão local, o que vem estimulando a confiança e disposição das pessoas em denunciarem.

As ações de combate ao tráfico de tartarugas na região ocorrem desde 2011 e têm alcançando importantes resultados. Foram apreendidos e soltos 1.003 animais no período de 2012 a 2014. Neste verão, mais 377 animais foram devolvidos à natureza, números recordes para toda a região amazônica, segundo os registros do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais renováveis (Ibama). “Já são mais de 1300 tartarugas adultas devolvidas com vida ao Rio Branco, o que significa a garantia de muitas novas gerações de filhotes”, comemora Lisboa.

Ele destaca que os números positivos se devem a uma série de fatores como o trabalho em parceria com outras instituições, às estratégias de inteligência (investigação prévia), o uso de equipamentos próprios (que reduz custos e garante maior sigilo), trabalho noturno em finais de semana, além de muita determinação e foco nos resultados por parte das equipes. As ações, que foram custeadas pelo Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa) seguem até o final do verão, quando encerra o período de estiagem e desova das tartarugas na região.

Sobre o Parque Nacional do Viruá
Criado em 1998, no município de Caracaraí (RR), o Parque Nacional do Viruá abrange 227 mil hectares de uma região de extrema importância para a conservação da biodiversidade brasileira. Nessa Unidade de Conservação estão localizados os mais extensos mosaicos de campinas e campinaranas (tipos de vegetação) do mundo. Esses ecossistema, sustentam altíssima diversidade de espécies da fauna, especialmente peixes, aves e mamíferos, além de abrigar inúmeras nascentes de rios em áreas de grande fragilidade ambiental.

Programa Áreas Protegidas da Amazônia
O Parque Nacional do Viruá é uma das Unidades de Conservação (UC) apoiadas pelo Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa). O Programa foi criado com o objetivo de expandir e fortalecer o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) na Amazônia, proteger 60 milhões de hectares, assegurar recursos financeiros para a gestão destas áreas a curto / longo prazo e promover o desenvolvimento sustentável na região.

* Matéria assinada por Lorene Lima e publicada no site do ICMBio em 10/03/2015

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ICMBio impede ação de madeireiros em Roraima

Fiscalização evitou o desmatamento de floresta nativa

Uma operação de fiscalização impediu que uma quadrilha de madeireiros desmatassem ilegalmente centenas de hectares de floresta nativa em uma região próxima ao Parque Nacional do Viruá, no município de Caracaraí (RR). A ação foi uma operação conjunta do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e da Polícia Rodoviária Federal, no dia 11/02.

“Recebemos uma denúncia de que madeireiros estariam agindo ilegalmente, em um projeto de assentamento que, apesar de localizado fora da zona de amortecimento do Parque, possui uma das matas mais importantes da região”, explicou Beatriz Ribeiro, analista ambiental da Unidade de Conservação (UC).

No local, foram apreendidas 220 toras, totalizando 465 m³ de madeira extraída ilegalmente, equipamentos e um trator utilizado na derrubada e transporte das toras. Também foram apreendidos uma carreta carregada com madeira ilegal serrada e diversas tartarugas-da-Amazônia (Podocnemis expansa), que estavam em poder de traficantes. Três pessoas foram detidas e encaminhadas às delegacias da Polícia Civil e Polícia Federal.

A madeira, o caminhão e o trator apreendidos foram transportados para a sede do Parque Nacional do Viruá. Segundo Antonio Lisboa, chefe da UC, a madeira, que foi doada ao ICMBio pelo IBAMA, será utilizada na construção de estruturas para visitação. “A ideia é transformarmos um passivo de crime ambiental, através do turismo e da geração de emprego e renda locais. Essas madeiras virarão abrigos, passarelas, torres de observação e outras estruturas que permitam a sociedade local se desenvolver através do uso estratégico e sustentável dos recursos, e não subsistir através da destruição e exploração”. A madeira apreendida nesta última operação resultou numa incorporação de patrimônio ao Parque estimado em mais de R$ 164 mil.

De acordo com Antonio, a fiscalização é mais efetiva em feriados. “Infrator não tem horário de expediente. Nessa operação, fizemos apreensões todos os dias durante o carnaval. No último Natal, em pleno dia 24, realizamos a maior apreensão de tartarugas adultas de 2014”.

Parcerias garantem sucesso na proteção da região

A operação conjunta realizada durante o carnaval faz parte de uma série de ações realizadas nos últimos anos na região do Parque Nacional do Viruá. “Ativar uma equipe de parceiros em pleno período de carnaval só foi possível graças à qualidade das parcerias estabelecidas, baseadas em muito compromisso e dedicação por parte dos envolvidos”, explicou a analista Beatriz Ribeiro (ICMBio).

Segundo a analista, graças ao trabalho conjunto com o IBAMA, a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a CIPA (PM) e a Polícia Federal (PF), as ações resultaram, desde 2011 até agora, na apreensão de mais de mil metros cúbicos de madeira ilegal, diversos caminhões e tratores utilizados em práticas criminosas, e na soltura de 1266 tartarugas adultas.

Saiba mais sobre o Parque Nacional do Viruá

* Matéria assinada por Lorene Lima e publicada no site do ICMBio

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Parque Estadual Sucunduri do Amazonas receberá recursos de compensação ambiental

Implantação de usina hidrelétrica na divisa do Pará com o Mato Grosso implicará em investimentos em UC do Amazonas

Para compensar os impactos ambientais decorrentes da implantação da Usina Hidrelétrica (UHE) Teles Pires, na divisa dos Estados do Mato Grosso e Pará, o Comitê de Compensação Ambiental Federal do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (CCAF/IBAMA) elegeu o Parque Estadual Sucunduri, no Amazonas, como uma das Unidades de Conservação destinatárias da compensação ambiental do referido empreendimento.

O Parque Estadual Sucunduri, localizado no Município de Apuí (a xx quilômetros de Manaus), receberá o repasse no valor de R$ 500 mil para ser aplicado em regularização fundiária (R$ 67 mil), implantação do Programa de Uso Público (R$ 80 mil) e proteção e monitoramento ambiental (R$ 353 mil).

“O recurso vai contribuir diretamente para a manutenção do Parque Estadual por meio de investimentos relacionados à vocação daquela região rica em beleza cênica por concentrar cachoeiras e corredeiras”, explicou a titular da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SDS), Kamila Amaral.

A UHE Teles Pires está localizada na divisa dos Estados do Mato Grosso e Pará. O eixo do barramento localiza-se no rio Teles Pires, entre os municípios de Paranaíta (MT) e Jacareacanga (PA). A usina tem capacidade instalada total de 1.820 MW e energia firme de 890,7 MW médios. Possui como empreendedor a Companhia Hidrelétrica Teles Pires e a Licença de Operação Nº. 1272/2014 – Ibama.

Legislação

A Compensação Ambiental tem como fundamento o art. 36 da Lei Federal nº. 9.985, de 15 de junho de 2000, que instituiu o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC) Segundo ele, nos casos de licenciamento ambiental de empreendimentos de significativo impacto ao meio ambiente, conforme avaliação do órgão licenciador responsável, e com fundamento no Estudo de Impacto Ambiental e respectivo Relatório (EIA/Rima), fica o empreendedor obrigado a apoiar a implantação e manutenção de Unidades de Conservação.

Licenciamento

O licenciamento ambiental do Empreendimento UHE Teles Pires foi efetuado na esfera federal, no âmbito do Ibama, e o cálculo e a destinação da Compensação Ambiental foram definidos pelo Comitê de Compensação Ambiental Federal, por meio de parecer técnico vinculado ao processo de compensação ambiental.

* Matéria publicada no site do jornal A Crítica em 20/01/2015

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Cabo Orange, sítio Ramsar desde 2013

O Parque Nacional do Cabo Orange localiza-se entre as cidades de Calçoene e Oiapoque, no extremo norte do Amapá, a 450 km da capital Macapá.

Tem como limites, ao norte, a região fronteiriça à Guiana Francesa; ao sul, a Área Quilombola de Cunani; ao leste, o Oceano Atlântico; e, a oeste, o Projeto de Assentamento de Vila Velha, bem como as terras indígenas Uaçá e Juminã, cujos nativos, por séculos, disputaram o território com portugueses, franceses, ingleses e holandeses.

E foi um destes últimos que, em homenagem à realeza de seu país, batizou o acidente geográfio do extremo norte brasileiro com o nome da cor que é a marca nacional da Holanda, resultando em Cabo Orange.

O Parque foi criado em 1980, pelo Decreto n° 84.913, e tem gestão do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), instituição vinculada ao Ministério do Meio Ambiente.

Foi a primeira unidade de conservação federal criada no Amapá, que tem 55% de seu território protegido por parques, reservas e terras indígenas. Juntamente com os parques nacionais Montanhas do Tumucumaque, do Monte Roraima, do Pico da Neblina e da Serra do Divisor, O PNCO forma o conjunto de Parques Nacionais fronteiriços da Amazônia brasileira.

O Parque compreende uma área total de 657.318,06 hectares de bioma Marinho Costeiro. Desse total, a maior porção foi definida como Zona Primitiva (54,64%, com 358.760 hectares), seguida pelas Zonas de Uso Extensivo (20,82%, com 100.891 ha) e Zona de Ocupação Temporária (20,15%, com 119.366 ha). O restante da área total é composto zonas de Superposição Indígena, de Uso Conflitante, de Uso Especial e Zona Histórico-cultural.

Das zonas predominantes, a Primitiva é aquela em que ocorreu pouca ou mínima alteração, contendo espécies da flora e fauna ou fenômenos naturais de grande valor científico.

A de Uso Extensivo são constituídas, em sua maioria, por áreas naturais, podendo apresentar alterações humanas. Por fim, a de Ocupação Temporária envolve áreas onde ocorrem concentrações de populações humanas residentes e suas respectivas áreas de uso.

Para estas e demais zonas, sempre integrado às comunidades do entorno, o Parque tem como objetivos basilares:

  • preservar ecossistemas naturais de grande relevância ecológica e beleza cênica;
  • preservar áreas marinhas, úmidas costeiras, manguezais, florestas, manchas de cerrado amazônico e fauna associada;
  • manutenção de um ambiente natural com impacto humano mínimo;
  • facilitar a realização de pesquisas científicas e incentivar o desenvolvimento de atividades de educação e interpretação ambiental, bem como de turismo e de recreação em contato com a natureza.

 

O cumprimento de tais metas se reflete no excelente estado de conservação do PNCO, garantindo abrigo e fartura de alimentos para a preservação e reprodução  de aves, répteis e mamíferos, muitos ameaçados de extinção pela destruição de seus ambientes naturais.

Dentre as espécies preservadas no Parque, o guará, o flamingo, a garça-branca-grande, a tartaruga-verde, a onça-pintada e a suçuarana, o gato-do-mato, veado-campeiro, lontra, tamanduá-bandeira, peixe-serra , tatu-canastra, peixe-boi marinho e peixe-boi da Amazônia.

As espécies vegetais mais comuns, de ecossistemas amazônicos com correntes do Oceano Atlântico, são manguezais, várzeas, campos inundáveis e limpos, mangues vermelho e amarelo. Já nos campos de planície, o capim-arroz, o buriti, o caimbé e o mururé.

O parque também guarda uma flora diversificada, onde vicejam espécies como a siriúba, o periquiteiro, o buriti, a andiroba e o açaí, além de árvores de grande porte, como a maçaranduba, acariquaras e quarubas.

SÍTIO RAMSAR

O Parque Nacional Cabo Orange tornou-se Sítio Ramsar em  fevereiro de 2013, correspondendo à diretriz do governo brasileiro, cumprida desde sua adesão à Convenção de Ramsar, de indicar para a Lista deste tratado internacional somente Áreas Úmidas que sejam unidades de conservação, assim favorecendo a adoção de medidas necessárias à implementação dos compromissos assumidos pelo país perante a Convenção.

Além do PNCO, o Brasil tem outras 11 áreas úmidas na Lista de Ramsar. Com essa série, apresentaremos cada uma delas.

Assessoria de Comunicação Social (Ascom/MMA) – Telefone: 61.2028 1227

* Matéria assinada por Marcelo Carota e publicada em 21/01/2015

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Fiscais apreendem tartarugas em RR que seriam usadas para ceia de Natal

Quatro suspeitos de tráfico foram presos pela Cipa com 130 tartarugas. Animais podem custar R$ 500 e seriam vendidos em Boa Vista e Manaus

Na véspera de Natal, 130 tartrugas, que seriam vendidas em Boa Vista e Manaus, foram apreendidas pela equpe do Parque Viruá, em Roraima (Foto: Divulgação/ ICMBio)
Segundo fiscais ambientais, tartarugas seriam vendidas em Boa Vista e Manaus para serem consumidas em ceias natalinas (Foto: Divulgação/ ICMBio)

 

Quatro pessoas foram presas na quarta-feira (24) por policiais militares da Companhia Independente de Policiamento Ambiental (Cipa) durante fiscalização na região do Baixo Rio Branco, em Caracaraí, no sul de Roraima. Com os suspeitos de tráfico de animais silvestres, foram encontradas 130 tartarugas que, segundo um integrante do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), seriam usadas em ceias natalinas. A operação foi coordenada pelo Parque Nacional do Viruá.

Também foram apreendidos duas embarcações, dois motores e arma de fogo. De acordo com o chefe do Parque Nacional do Viruá e analista ambiental do ICMBio, Antônio Lisboa, há anos a região é alvo da ação de traficantes de animais silvestres. Esse é o período em que as tartarugas estão desovando e as fêmeas sobem para a praia para depositarem os ovos, o que as tornam vulneráveis e alvo fácil.

“Eles colocam as tartarugas em uma espécie de curral no meio da mata e vão estocando os animais nesses locais. Quando ‘acumulam’ muitas, eles as transportam. É nessa hora que a gente consegue impedir a ação”, esclareceu Lisboa.

Ainda segundo ele, geralmente as tartarugas são vendidas em Boa Vista e Manaus. Elas custam entre R$ 300 e R$ 500. Por semana, o mercado ilegal em Manaus chega a movimentar R$ 1 milhão. A operação, que se iniciou em setembro, já salvou 250 espécimes.

A apreensão foi considerada a maior do ano. Lisboa falou que os ‘tartarugueiros’ estavam aguardando a fiscalização sair do posto na barreira para poder transportar os animais.

“Eles certamente estavam estocando as tartarugas há vários dias, mas sabiam que a gente estava na área e não ‘subiam’ para Caracaraí. Fingimos desmobilizar a operação, mas na verdade só mudamos o local da barreira. Eles foram surpreendidos e foi assim que  capturamos os animais na véspera do Natal, que era a data-limite para eles conseguirem vendê-los a tempo de serem preparados para a ceia”, esclareceu Lisboa.

Parcerias
De acordo com o sargento Jeferson Silva, da Cipa, a maior apreensão antes da ocorrida na quarta-feira foi em setembro. “Na ocasião, 84 tartarugas haviam sido apreendidas em outra operação. O sucesso dessas ações se deve à união de esforços. O apoio do Parque Nacional do Viruá, por exemplo, através de recursos e equipamentos, mesmo quando as ações se dão fora da unidade de conservação, tem sido fundamental”, destacou.

Silva acrescenta que as operações tem sido feitas em parceria entre o ICMBio, a Cipa e o Ibama desde 2011 e mais de 250 tartarugas foram salvas ao longo do segundo semestre de 2014.

“Sozinhos, nada disso seria possível. Esse é o resultado de uma parceria que vem dando certo e que conta com o excelente trabalho e a dedicação de parceiros da Cipa, do Ibama, das Polícias Rodoviária e Federal que, com muita inteligência e estratégia, têm garantido a proteção não apenas do Parque Nacional do Viruá, mas de toda a região”, concluiu Antonio Lisboa.

Espécies
Entre as espécies resgatadas, estão 90 tartarugas-da-Amazônia (Podocnemis expansa), 33 tracajás (Podocnemis unifilis) e 17 iaçás (Podocnemis tuberculata). Todas foram recuperadas vivas e 119 já voltaram ao habitat natural. Nove tartarugas, que apresentaram anzóis presos na garganta, foram encaminhadas ao Centro de Triagem do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para tratamento. Em seguida, elas serão devolvidas à natureza.

Além das operações de fiscalização, o Ibama monitora 789 covas nas regiões dos tabuleiros de desova até março de 2015, quando se encerra o período de reprodução dos animais no baixo Rio Branco. O monitoramento conta com a proteção de policiais e apoio do ICMBio.

* Matéria assinada por Anne de Freitas e publicada no portal G1 RR em 26/12/2014

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Parque Nacional dos Campos Amazônicos promove integração com comunidade do entorno

O Parque Nacional (Parna) dos Campos Amazônicos (AM/RO/MT) desenvolve desde 2013 um projeto contínuo de educação ambiental e aproximação na comunidade de Santo Antônio do Matupi, distrito do município de Manicoré (AM), mais conhecida como km 180. Entre os dias 29 de outubro e 1º de novembro mais uma série de oficinas foi realizada.

A comunidade está localizada ao sul do estado do Amazonas, às margens da Rodovia Transamazônica, em pleno arco do desmatamento. No local, foi iniciado um trabalho que busca desenvolver a consciência ambiental crítica junto aos moradores, despertando o sentimento de pertencimento e afetividade pela Unidade de Conservação (UC). “Este é um grande desafio. O Parque é visto pela maior parte da comunidade como um transtorno ao modo de vida local, que é baseado na exploração madeireira e na implantação de pastagens para a pecuária”, explicou Aline Polli, analista ambiental do Parna.

Para se aproximar da comunidade, a equipe da UC passou a desenvolver atividades com os educadores locais de forma coletiva e participativa. Todo início de ano uma reunião de planejamento participativo é realizada, momento em que se elabora conjuntamente um plano de ação. Segundo Bruno Contursi Cambraia, chefe do Parque, este ano foi ainda mais complicado, pois além
da logística difícil – a sede administrativa do parque fica a 500 km da comunidade – aconteceram conflitos entre indígenas, enchentes e incêndios florestais na região.

Na semana passada, a comunidade de Santo Antônio do Matupi participou de oficinas de produção de sabão ecológico com essência de plantas locais, confecção de embalagens de presente e enfeites natalinos com materiais reutilizáveis e artesanato com pó de serra e resíduos florestais. Para aprenderem a produzir sabão ecológico, foi realizada uma campanha de arrecadação de óleo utilizado nas casas, hotéis e restaurantes do distrito. A partir dessa ação, foram divulgados temas como uso adequado a água e descarte correto e reaproveitamento de óleo de cozinha. A oficina proporcionou a produção de cerca de 300 litros de sabão líquido, que foram distribuídos na vila. A programação também contou com oficinas de sensibilização ambiental quanto à importância da manutenção do Parque e sua relevância na regulação hídrica na região.

A realização das oficinas contou com o apoio da Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento e do Museu do Babaçu de Porto Velho (RO). “Nossa rede de apoio ao projeto vem crescendo. Os parceiros participam
e se encantam com a possibilidade de realmente conseguirmos interferir positivamente em uma região bastante conflituosa, sobretudo na esfera ambiental. Este projeto tem sido um grande avanço na gestão da UC no que se
refere à aproximação com a comunidade, o que era bastante difícil anteriormente”, afirmou Aline.

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Parque Nacional Campos Amazônicos (RO) capacita associações

Entre os dias 9 e 10 de outubro, em Machadinho d’Oeste (RO), foi realizada mais uma oficina da série de capacitações que o Parque Nacional (Parna) dos Campos Amazônicos está oferecendo às associações que compõem seu Conselho Consultivo. As oficinas foram solicitadas pelos conselheiros no Plano de Ação que é elaborado anualmente.

As comunidades do entorno da Unidade de Conservação (UC) foram divididas em polos e em todos eles são oferecidas rodadas de oficinas com os temas Motivação ao Associativismo, Elaboração de projetos e Gestão administrativa e financeira de projetos. A partir da capacitação, políticas públicas e editais de financiamentos abertos são apresentados aos participantes.

Aline Polli, chefe substituta da UC, explica que, com apoio do Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa), “a gestão do Parque vem trabalhando a relação de afetividade das pessoas com relação ao Parque Nacional, para trazer a comunidade de fato para a gestão, apresentando o lema Nosso Parque Nossa gente”. Muitas das associações que compõem o Conselho estão em situação irregular e não têm clareza do funcionamento e objetivos de estarem organizadas em associações ou cooperativas.
Como várias comunidades possuem apenas uma única associação, a extinção delas ocasionaria a falta de representatividade de algumas comunidades consideradas estratégicas para a gestão da UC. Algumas dessas áreas não possuem representação governamental e o conselho do Parque é muitas vezes a única instância que proporciona a elas maior contato e possibilidade de articulação com outras instituições públicas.

“Entendemos que só teremos um Conselho atuante e um Parque Nacional protegido e bem relacionado quando a UC não for apenas um transtorno ou uma ilha. A Unidade deve conseguir contribuir com o fortalecimento das
bases comunitárias, mostrar alternativas de renda e capacitar os moradores, em uma região tão distante de tudo. O que conseguimos fazer ainda é pouco, com dificuldades nas questões administrativas, mas estamos gradativamente nos aproximando, ajudando e mostrando que nos preocupamos com as pessoas do nosso entorno”, destacou Aline.

* Publicado no Informativo do ICMBio 317

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Brasil poderá ter mais sete sítios Ramsar de importância internacional

Protocolo orientará a execução de inventário das áreas úmidas no Brasil

Os integrantes do Comitê Nacional de Zonas Úmidas (CNZU) aprovaram, na tarde desta terça-feira (15/05), durante sua 13ª reunião, a criação de novos sítios Ramsar em sete Unidades de Conservação (UCs). Agora, as indicações brasileiras serão levadas à avaliação do corpo técnico do Secretariado da Convenção de Ramsar para análise final. Caso sejam aprovadas, tornam-se sítios Ramsar, que são áreas úmidas de importância internacional.

As áreas propostas ficam nas Reservas Biológicas do Atol das Rocas, e do Guaporé, na Área de Proteção Ambiental e no Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha, na Estação Ecológica do Taim, na Área de Proteção Ambiental de Guaratuba, e nos Parques Nacionais do Viruá, e da Ilha Grande. Depois de aprovados, os novos sítios somam-se aos outros 12 já instituídos no Brasil pelos participantes da Convenção de Ramsar, que deve se reunir no Uruguai em meados de 2015.

PROPOSTAS

Nos dois dias de debates da 1ª Oficina de Trabalho sobre Classificação e Inventário de Áreas Úmidas Brasileiras, constaram da pauta a apresentação de proposta para o Sistema de Classificação de Áreas Úmidas Brasileiras, a definição de um protocolo destinado a orientar a execução de inventário das áreas úmidas no Brasil, além da publicação do panorama desses espaços no território brasileiro.

Para o gerente de Biodiversidade Aquática e Recursos Pesqueiros da Secretaria de Biodiversidade e Florestas (SBF)  do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Roberto Gallucci, os três dias de discussões realizadas nas duas reuniões foram muito produtivos. “Representaram grandes avanços nas bases científicas destinadas a orientar as políticas públicas de proteção e conservação das zonas úmidas, incluindo sua biodiversidade”, explicou.

SAIBA MAIS

A Convenção sobre Zonas Úmidas de Importância Internacional, mais conhecida como Convenção de Ramsar, é um tratado intergovernamental que estabelece marcos para ações nacionais e para a cooperação entre países, com o objetivo de promover a conservação e o uso racional de zonas úmidas em todo o mundo. Essas áreas fornecem serviços ecológicos fundamentais para espécies de fauna e flora e para o bem-estar de populações humanas.

Além de regular o regime hídrico de vastas regiões, também funcionam como fonte de biodiversidade em todos os níveis, cumprindo, ainda, papel relevante de caráter econômico, cultural e recreativo. Ao mesmo tempo, atendem necessidades de água e alimentação para uma ampla variedade de espécies e para comunidades humanas, rurais e urbanas.

* Matéria assinada por Luciene de Assis e publicada no site do Ministério do Meio Ambiente em 15/05/2014

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Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque – Tão Diverso Quanto Grande

Nas notícias de campo dessa semana, vamos falar de um gigante: o Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque, o maior parque do Brasil e o maior do mundo em florestas tropicais, com uma área de quase quatro milhões de hectares.

Criado em 2002, no estado do Amapá, na divisa com a Guiana Francesa e o Suriname, essa unidade de conservação é fundamental para conservação de toda biodiversidade amazônica, e, em especial, para a vida dos muitos animais e plantas que ela abriga.

E dentre tantas notícias dessa importante UC, hoje vamos falar do papel dela para as espécies que vivem ali – e que não são poucas: mais de 2.300 plantas e animais vertebrados, como aponta a lista do Observatório de UCs, a qual lidera de longe.

Nas pesquisas realizadas em cinco expedições ao parque nacional entre 2004 e 2006 para elaboração do Plano de Manejo (link para o documento do e), foram registradas incríveis 1.578 espécies de plantas.

Entre os animais vertebrados, registrou-se 366 espécies de aves; 70 de anfíbios, sendo algumas novas descobertas – ou seja, nunca vistas ou estudadas antes; 86 répteis, incluindo três espécies de jacarés, três tartarugas e dois jabutis, além das serpentes e lagartos com pelo menos três espécies desconhecidas. Dentre as mais ameaçadas, às quais a UC oferece abrigo garantindo a sobrevivência e reprodução, estão o tatu-canastra, o cachorro-vinagre, a ariranha e a anta.

Espécie de sapo encontrada o Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque (Crédito: Claudio Maretti).

Esses números e dados ficam ainda mais impressionantes se considerarmos que eles foram colhidos em apenas uma pequena amostra do parque, e que, levando em conta a extensão, a diversidade de ecossistemas e o grau de conservação da sua área, ainda há muito mais a ser encontrado e que está sendo protegido.

E é pensando nisso, que o Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque é uma das UCs escolhidas pelo WWF-Brasil para o apoio a projetos de conservação socioambiental.  Entre as iniciativas apoiadas e desenvolvidas em parceria com a organização na UC está o projeto Biodiversidade nas Costas, que reúne professores da UNIFAP e educadores dos municípios do entorno do Parque.

* Publicado no Observatório de UCs da WWF Brasil em 25 de março de 2014

 

 

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Arpa contrata consultoria pessoa física para elaboração da base cartográfica das Unidades de Paisagem Naturais para as UCs Parque Nacional da Serra da Mocidade e Estação Ecológica de Niquiá, Caracaraí/RR

O Programa Áreas Protegidas da Amazônia (ARPA), maior iniciativa de proteção de florestas tropicais do mundo, tem como objetivo a expansão e fortalecimento do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) na Amazônia, a partir da proteção de 60 milhões de hectares na Amazônia – 12% da região, assegurando recursos financeiros para a gestão destas áreas e contribuindo para o desenvolvimento sustentável regional.

Criado em 2002, é coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) e financiado com recursos do Global Environment Facility (GEF)/Banco Mundial, do governo da Alemanha/KfW, do Fundo Amazônia/ BNDES, WWF-Brasil e setor empresarial (Natura e O Boticário), além de contrapartida do Governo Federal e governos estaduais, que totalizarão 395 milhões de dólares.

O Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO) é a instituição responsável pelo gerenciamento dos recursos financeiros, pelas atividades de aquisições e contratações para as unidades de conservação (UCs) e pela gestão de ativos do Fundo de Áreas Protegidas (FAP), um fundo fiduciário que irá garantir a continuidade das ações em longo prazo.

Para participar do processo seletivo, os interessados deverão preencher, até o dia 07 de Abril de 2014, um questionário online disponível em https://docs.google.com/a/funbio.org.br/forms/d/1aI2baqFQ-NoHm5YL5rqTie2DMxIv6tDKueHL27FK3JE/viewform

Clique aqui para ler o termo de referência completo, contendo o detalhamento das atividades a serem realizadas, o cronograma e as demais informações a serem esclarecidas.

Somente serão contatados aqueles candidatos que se encaixam no perfil buscado e os mesmos serão selecionados para a fase seguinte do processo de seleção (análise de currículos).

Esperamos tornar este processo seletivo mais eficiente, por isso, nesta etapa inicial não serão considerados currículos enviados por e-mail.

* Matéria publicada no site do Funbio em 31/03/2014