Notícias, Notícias das Unidades de Conservação

Reserva Chico Mendes (AC) é tema de três publicações do WWF Brasil

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Em comemoração aos 25 anos da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes, o World Wide Fund for Nature (WWF) Brasil e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) realizaram na noite desta segunda-feira, 27, o lançamento de três publicações que abordam temas relacionados à reserva.

O “Guia Informativo da Gestão Participativa na Reserva Extrativista Chico Mendes – Acre”, “Produção de Borracha FDL e FSA: Guia de Treinamento” e o “Por Entre Estradas e Varadouros” retratam a história da reserva, a conservação das florestas e depoimentos de diversos extrativistas. O coordenador adjunto do Programa Amazônia, da WWF, Ricardo Melo, conta que o objetivo das publicações é incentivar a cadeia produtiva da borracha no estado.

“O WWF tem apoiado cooperativas e as políticas públicas para aumentar a visibilidade econômica dessa cadeia, assim nós fortalecemos também a relação com empresas de outros lugares do país para que eles possam adquirir o nosso produto”, disse.

Raimundo Mendes, o Raimundão, foi um dos extrativistas homenageados durante o evento (Foto: Angela Peres/Secom)

Na oportunidade, alguns extrativistas foram homenageados, como Raimundo Mendes, o “Raimundão” (FOTO), primo do líder seringueiro Chico Mendes e um dos moradores mais antigos da Resex. “É um motivo de muita alegria estar aqui representando meus companheiros, num momento em que somos reconhecidos por todos vocês. Isso nunca existiu no passado”, relatou.

O governo do Estado tem investido em políticas de incentivo e apoio às cadeias produtivas existentes dentro da Resex, para garantir estabilidade financeira e qualidade de vida aos moradores. “O governo tem investido na consolidação da Resex. Somente nos últimos quatro anos foram desenvolvidos planos comunitários que somam quase R$ 2 milhões em investimentos, para impulsionar as cadeias produtivas da reserva”, afirmou o titular da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Edegard de Deus.

* Publicado na Agência de Notícias do Acre em 28/04/2015

Notícias, Outras Notícias

ICMBio lança Guia de Conselhos Gestores

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) lançou a publicação “Conselhos Gestores de Unidades de Conservação Federais: um guia para gestores e conselheiros”, no último dia 11. O objetivo é contribuir para o aprimoramento da formação, funcionamento e avaliação dos Conselhos, além de facilitar o entendimento da Instrução Normativa que trata do tema.

“Com a publicação deste Guia, o ICMBio busca oferecer para gestores, conselheiros e a sociedade em geral um instrumento de apoio prático à promoção da efetiva conservação da biodiversidade, por meio da construção coletiva, da participação e do protagonismo social na gestão de nossas áreas protegidas”, explica o presidente do ICMBio, Roberto Vizentin.

O Guia foi elaborado pela Coordenação de Gestão Participativa da Diretoria de Ações Socioambientais e Consolidação Territorial (Disat) e teve a participação de servidores que atuam em conselhos. “Administrar áreas protegidas com participação social pressupõe legitimidade, transparência, legalidade e eficiência na gestão e os conselhos das Unidades de Conservação são fóruns de excelência para o alcance deste objetivo”, destaca o diretor da Disat, João Arnaldo Novaes.

A publicação está disponível no site do ICMBio:
“Conselhos Gestores de Unidades de Conservação Federais: um guia para gestores e conselheiros”

Instrução Normativa n° 09/2014
A IN n° 09/2014 unifica as orientações institucionais e traz uma nova sistemática para a criação de Conselhos, que passa a ser feita por setores do Poder Público e da sociedade civil, e não mais por instituições, como acontecia desde 2002.
Leia a íntegra da IN

* Matéria publicada no site do ICMBio em 26/12/2014

Notícias, Notícias dos Parceiros do Arpa

Biodiversidade em unidades de conservação é destaque de publicação

Quando lançado em 2012, o Observatório de UCs se propôs a reunir dados essenciais para o conhecimento, o monitoramento e a avaliação de unidades de conservação (UCs) no Brasil. Desde então a plataforma digital tem apresentado significativos resultados como o levantamento de espécies da fauna e flora brasileira e a compilação de informações relevantes, para a gestão de áreas protegidas no Brasil, de artigos científicos, teses e planos de manejo. De lá para cá, foram listados e disponibilizados 75.540 registros de mais de 17 mil espécies de plantas, invertebrados, peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos em 417 unidades federais e estaduais.

O resultado desse esforço está presente na publicação Observatório de UCs: Biodiversidade em Unidades de Conservação, recém-lançada pelo WWF-Brasil e disponível no link ao lado. “Existem muitas informações importantes sobre as espécies que ocorrem nas UCs brasileiras, mas elas estão espalhadas em várias fontes e bases de dados. A publicação visa destacar a enorme riqueza dessas áreas e divulgar o que conseguimos compilar depois de dois anos de trabalho”, explica Mariana Napolitano, especialista em Políticas Públicas do WWF-Brasil.

As unidades de conservação (UCs) representam um patrimônio nacional de valor inestimável, com enorme potencial para promover benefícios significativos ao bem-estar humano e ao desenvolvimento do país de forma racional e sustentada. São áreas voltadas à manutenção da biodiversidade, à proteção de espécies ameaçadas e à promoção do desenvolvimento sustentável, além de proporcionar meios e incentivos para o desenvolvimento de pesquisas, educação ambiental e uso público.

O Brasil abriga a maior biodiversidade terrestre do mundo, sendo responsável por 15 a 20% dos 1,5 milhões de espécies na Terra. Além disso, o país contribui com cerca de 12% de todas as áreas protegidas do mundo, com mais de 150 mil km2 em UCs. A conservação de paisagens naturais em vastas extensões de território garante não apenas a qualidade da água e a manutenção de modos de vida tradicionais, mas também a persistência de um grande número de espécies que não toleram alterações no seu ambiente. Áreas com altíssima riqueza de aves, mamíferos, répteis, anfíbios, peixes, invertebrados e plantas estão protegidas em doze categorias de unidades de conservação federais ou estaduais nos diferentes biomas brasileiros, reduzindo o risco de extinção de muitas delas.

Mesmo com o aumento no número de estudos realizados em unidades de conservação no Brasil, evidenciado pelas solicitações de licenças de pesquisa ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) – entre 2010 e 2011, o Instituto concedeu 4.155 licenças de pesquisa em UCs federais, apenas algumas delas são satisfatoriamente conhecidas com relação às espécies que lá ocorrem.

UCs brasileiras
Os dados de biodiversidade reunidos no Observatório de UCs podem ser utilizados para diversos fins, desde o planejamento para a criação de novas áreas protegidas, como a elaboração de planos de manejo, a revisão das listas de espécies ameaçadas, a realização dos relatórios de licenciamento e a realização de pesquisas.

As informações do site revelam que a maior parte das UCs com alguma informação sobre biodiversidade está na Mata Atlântica. Entretanto, foi registrado maior número de espécies nas UCs da Amazônia, devido principalmente ao grande esforço de coleta documentado pelos planos de manejo das unidades de conservação apoiadas pelo Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa). Das 96 UCs apoiadas pelo Arpa, 55 têm informações sobre biodiversidade disponíveis no Plano de Manejo e/ou em publicações científicas. São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e Bahia são os estados com maior número de UCs com alguma informação sobre biodiversidade. Porém, com relação ao número de espécies, existem mais registros disponíveis para os estados do Amazonas, São Paulo, Mato Grosso e Paraná.

A UC com maior número de registros é a Estação Ecológica de Maracá (2.726 espécies), criada em 1981 no estado de Roraima. A seguir, vem o Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque (PNMT), que abriga 2.392 espécies nos seus 3,8 milhões de hectares.

O PNMT apresenta ecossistemas florestais em excepcional estado de conservação, sendo que os sinais de perturbação causada pelo homem são bem raros. Até o momento, foram registradas 1.578 espécies de plantas e 366 espécies de aves. Os anfíbios estão representados por 70 espécies e os répteis por 86 espécies, sendo que algumas ainda são desconhecidas pela ciência. Espécies novas também foram encontradas entre as 207 espécies de peixes aí registradas. Já entre as 105 espécies de mamíferos que ocorrem no parque, estão animais ameaçados e espécies endêmicas do Escudo das Guianas.

Outro Parque Nacional que merece destaque é o Cavernas do Peruaçu. Criado em 1999, protege quase 57 mil hectares no norte de Minas Gerais. Além de abrigar 140 cavernas, mais de 80 sítios arqueológicos e pinturas rupestres, ocorrem no Parque cerca de 1.100 espécies de animais e plantas, entre os quais 290 aves e 56 mamíferos, muitos ameaçados de extinção. Pesquisas realizadas no parque e seu entorno já trouxeram surpresas, como o registro do raro cachorro-vinagre e de um lobo-guará de cor preta.

* Matéria publicada no site da WWF Brasil em 01/12/2014

Notícias, Outras Notícias

ISA lança mapa Amazônia Brasileira 2014 no Congresso Mundial de Parques

Lançado na tarde do dia 13/11, o Mapa Amazônia Brasileira 2014, editado desde 2004,é uma reedição atualizada de um estudo sistemático que o Programa Monitoramento de Áreas Protegidas do Instituto Socioambiental executa historicamente há mais de 20 anos.

Atualmente a Amazônia Brasileira conta com 315 Unidades de Conservação federais e estaduais e as 420 Terras Indígenas (reconhecidas, homologadas ou em processo de reconhecimento), resultado da constante luta pelos direitos dos povos, pela justiça socioambiental e pela conservação da biodiversidade, que somam 204.416.393 hectares, ou seja, aproximadamente 40% da Amazônia Legal Brasileira.

Esses territórios garantem o direito à reprodução cultural e modos de vida de mais de 173 diferentes povos indígenas e diversas comunidades tradicionais, contribuindo na conservação da biodiversidade e dos processos ecossistêmicos, na manutenção das condições climáticas em micro e macro escala e na salvaguarda dos cursos d’água, muitos dos quais abastecem a maioria da população brasileira que habita os grandes centros urbanos.

A Amazônia Legal Brasileira possui uma extensão de mais de 500 milhões de hectares e engloba todo o bioma Amazônico, 37% do bioma Cerrado e 40% do bioma Pantanal, representando aproximadamente 60% do território brasileiro e, segundo o Censo 2010, quase 25 milhões de habitantes, dentre os quais mais de 433 mil indígenas e diversas comunidades extrativistas tradicionais, dentre elas seringueiros, castanheiros, pescadores artesanais e quebradeiras de coco de babaçu.

As Terras Indígenas (TI) e as Unidades de Conservação (UC) na Amazônia Brasileira enfrentam muitos desafios: a expansão da fronteira agropecuária, a mineração, a exploração de madeira ilegais e as grandes obras de infraestrutura nos projetos de governo, como estradas e hidrelétricas.


Desmatamento na Amazôn
ia

De acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/Prodes 2014) analisados em relação aos limites das UCs e TIs produzidos pelo ISA, 148.345.913 hectares dessas unidades correspondem originalmente a formações florestais, o que corresponde a 72,5% da extensão total das 270 UCs (não foram consideradas as 46 UCs da categoria APA) e 420 TIs na Amazônia Brasileira (a metodologia monitora apenas as formações florestais excluindo-se as formações não florestais, corpos d’água e áreas não mapeadas por estarem cobertas por nuvens).

Enquanto as TIs e UCs apresentam desmatamento florestal acumulado de 2% em seus limites, o que representa 3,9% do total observado na Amazônia Brasileira, o restante, do desmatamento (96,1%), ocorreu em propriedades particulares e terras públicas fora das UCs e Tis. Isso as coloca como ponto fundamental na estratégia de contenção do desmatamento na Amazônia e na viabilização de um modelo de desenvolvimento regional justo, que contemple os diferentes modos de vida e apropriação do território, como alternativa ao modelo predatório desenvolvimentista.

Veja aqui a versão em português e em inglês do mapa. Os mapas também estão à venda na loja do ISA. Versão em português e versão em inglês.

Com mais de 5 mil inscritos e 160 países representados, o evento internacional que vai de 12 a 19 de novembro, teve como destaque os povos do Pacífico, que chegaram de canoa à Baía de Sydney, no dia da abertura, após viagem de quatro semanas. Saiba mais sobre o Congresso Mundial de Parques 2014: http://worldparkscongress.org/

Para saber mais sobre Unidades de Conservação e Terras Indígenas na Amazônia Brasileira consulte os sites especializados do ISA: http://uc.socioambiental.org, http://ti.socioambiental.org e http://pib.socioambiental.org

* Matéria publicada em 17/11/2014 no site do ISA.