Notícias, Notícias das Unidades de Conservação

Consulta pública analisa certificação FSC do manejo de madeira na RDS Rio Negro

Questionário sobre certificação está disponível na internet. Objetivo é beneficiar 250 famílias da reserva

A Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Rio Negro está iniciando o processo de certificação florestal da madeira manejada, como parte do Projeto Manejar para Conservar, desenvolvido pela Fundação Amazonas Sustentável (FAS) em parceria com o Instituto Camargo Correa/BNDES (ICC/Banco Nacional para o Desenvolvimento Econômico e Social). A iniciativa entra na segunda fase, que promove uma consulta pública com partes interessadas e sociedade civil.

A certificação vem sendo desenvolvida pelo Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora), e o questionário sobre a consulta pode ser acessado no link. A documentação também pode ser solicitada por meio do email consultapublica@imaflora.org ou pelo telefone (19) 3428-0800.

Veja detalhes do processo!

O objetivo da certificação é aperfeiçoar o manejo de madeira em pequena escala, cumprindo um conjunto de requisitos de controle e segurança na atividade. Além disso, a madeira certificada traz mais competitividade na comercialização e abre possibilidades em vários mercados, por ter mais valor agregado. Em fevereiro deste ano, uma oficina reuniu 28 manejadores da RDS Rio Negro para discutirem a iniciativa.

O Projeto Manejar para Conservar é apoiado pelo Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam), a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), o Serviço Brasileiro de Apoio a Micro e Pequena Empresa (Sebrae-AM) e a  Associação de Moradores da RDS Rio Negro.

* Matéria publicada no site da FAS em 24/04/2015

Notícias, Notícias das Unidades de Conservação

No AM, cientistas debatem objetivos sustentáveis da Amazônia para ONU

Encontro reuniu representantes de seis países em reserva no Rio Negro. Carta deve nortear políticas ambientais, sociais e econômicas a partir de 2015

Um encontro reuniu, na manhã deste sábado (6), cientistas da América Latina para discutir modelos de desenvolvimento sustentável na região amazônica. O evento, promovido pela Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (SDSN Amazônia), projeto ligado às Organizações das Nações Unidas (ONU), em parceria com a Academia Brasileira de Ciências (ABC), foi realizado na comunidade do Tumbira, na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Rio Negro.

De acordo com a FAS, responsável pela coordenação da SDSN Amazônia, o principal objetivo da rede é ajudar a ONU a definir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs), documento para nortear a criação de políticas ambientais, sociais e econômicas a partir de 2015. O ODSs deve substituir os Objetivos do Milênio, que expiram nesta data e abordam temas como a erradicação da pobreza e da fome, o acesso ao ensino universal e a redução da mortalidade infantil. Após a redefinição, a SDSN Amazônia será responsável ainda por implementar as metas. O primeiro rascunho das ODSs foi lançado em maio de 2013 como um desdobramento de decisões tomadas na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20.

Durante o evento realizado na RDS do Rio Negro, a pesquisadora ambiental Ana Toni apresentou como objetivos da rede a criação de uma plataforma de acesso livre na internet a círculos de conhecimento e soluções práticas, articulação dos objetivos de desenvolvimento sustentável para a realidade da Amazônia, incentivo ao intercâmbio com a diversidade de participantes científicos e tecnológicos, promoção de iniciativas de educação, e o lançamento de um prêmio de ações de desenvolvimento sustentável.

Ana Toni apresentou objetivos, pilares e desafios para desenvolvimento sustentável na Amazônia (Foto: Marina Souza/G1 AM)
Ana Toni apresentou objetivos, pilares e desafios para desenvolvimento sustentável na Amazônia (Foto: Marina Souza/G1 AM)

 

No entanto, Toni listou como desafios definidos pelos membros da rede mobilizar recursos, driblar o isolamento geográfico da Amazônia, agilidade em processos para aproveitar recursos que estão sendo degradados, falta de recursos humanos, barreiras tecnológicas e de comunicação, falta de entendimento de boa parte da população sobre a importância da Amazônia em ponto de vista geopolítico, e inserir as soluções de desenvolvimento sustentável na vida da sociedade. Entre os pilares das ODSs, segundo ela, estão lutar contra a degradação da floresta e atuar no desenvolvimento humano, priorizar ciência, tecnologia e educação, e trabalhar em cima das similaridades de cada área da região para atingir um modelo com abrangência geral das necessidades da Amazônia.

Após a apresentação, os cientistas debateram alternativas para o modelo pré-definido. Entre as mudanças apontadas, eles indicaram “a necessidade de fazer com que a plataforma faça a voz do povo amazônida ser ouvido por todo o mundo”.

Para o superintendente da FAS, Virgílio Viana, o encontro alcançou o seu objetivo e deve ser o pontapé inicial para um intercâmbio de informações que leve aos melhores projetos para a região amazônica. “Estamos trazendo neste encontro representantes da Academia Brasileira de Ciências, da Academia de Ciências do Peru, da Colômbia, Bolívia, Equador e Venezuela. Foram seis academias de ciência que participaram deste encontro muito desafiador que é o desenho de uma rede de intercâmbio entre instituições de pesquisa, Organizações Não-Governamentais (ONGs), as organizações da sociedade civil e governos da bacia amazônica para que essas instituições possam trocar informações e experiências, já que os problemas são muito parecidos”, explicou.

Com o debate, alguns dos tópicos abordados – voltados para melhoria de qualidade de vida, geração de renda e empoderamento comunitário – devem voltar a ser discutidos na COP 20, Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que iniciou no dia 1º de dezembro em Lima, no Peru. No evento, que terá a participação de cientistas que estavam em Manaus e de representantes da FAS, deve ser definido o “rascunho zero” de um acordo multilateral que obriga as nações a cortar emissões de gases-estufa a partir de 2020. Na ocasião, também haverá a assinatura da criação da área protegida da nascente do Rio Amazonas, localizada no Peru, sob o Vulcão Mismi, com 5.180 metros de altitude, interligando diversos países da Bacia Amazônica.

Virgílio Viana, superintendente da Fundação Amazonas Sustentável, foi um dos três brasileiros que trabalharam na elaboração das metas, que devem orientar um grupo diplomático oficial da ONU, com chefes de Estado e ministros, no desenvolvimento do rascunho (Foto: Marina Souza/G1 AM)
Virgílio Viana, superintendente da Fundação Amazonas Sustentável, foi um dos três brasileiros que trabalharam na elaboração das metas das ODSSs, que devem orientar um grupo diplomático oficial da ONU, com chefes de Estado e ministros, no desenvolvimento do rascunho (Foto: Marina Souza/G1 AM)

Rede de Soluções
A SDSN Amazônia é uma iniciativa secretariada pela FAS que visa mobilizar o conhecimento existente na busca por soluções práticas para os problemas relacionados ao desenvolvimento sustentável. Através da mobilização de universidades, centros de pesquisa, organizações da sociedade civil, empresas e outros centros de conhecimento, a rede procura contribuir para o desenho e futuro monitoramento da implementação da Agenda do Desenvolvimento Pós-2015, a ser definida pela ONU.

* Matéria assinada por Marina Souza e publicada no G1 AM em 06/12/2014

Notícias, Notícias dos Parceiros do Arpa, Notícias sobre o Arpa

Arpa contrata consultoria PJ para elaboração de plano de gestão da RDS do Rio Negro

O Programa Áreas Protegidas da Amazônia (ARPA) é o maior programa de conservação e uso sustentável de florestas tropicais do mundo, com o desafio de conservar uma amostra representativa da biodiversidade no bioma Amazônia. Tem por objetivo apoiar a proteção de 60 milhões de hectares de florestas na Amazônia – 12% da região amazônica – até 2018, por meio da criação e consolidação de UCs, em um custo total estimado de US$ 395 milhões em investimentos.

Coordenado pelo Governo Federal, é implementado através de uma parceria entre os órgãos gestores de UCs, o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade – Funbio, doadores, e com a Agência Alemã para a Cooperação Internacional – GIZ.

Para participar do processo de seleção as empresas/instituições interessadas deverão manifestar-se até o dia 10 de abril de 2014, demonstrando que são qualificadas para desempenhar os serviços descritos no TdR abaixo, apresentando comprovação de capacidade técnica adquirida a partir da realização de trabalhos que se enquadrem no seguinte perfil:

  • Ter experiência em trabalhos de aspectos gerais de conservação do meio ambiente e de planejamento ambiental;
  • Ter experiência em diagnósticos participativos, mapeamentos participativos e oficinas de planejamento participativo;
  • Ter experiência em elaboração de Plano de Gestão de UC de uso sustentável;
  • Ter experiência em levantamentos ambientais;
  • Ter experiência no BIOMA Amazônia;
  • Ter experiência prévia em trabalhos na região do baixo Rio Negro.

Clique aqui para visualizar o TdR.

Os documentos deverão ser enviados por email para juliana.penna@funbio.org.br, identificados como “Manifestação de interesse consultoria PJ para plano de gestão da RDS do Rio Negro”, com cópia para procurement@funbio.org.br

Somente serão selecionados para participação no processo aqueles que cumprirem com os requisitos listados acima.

O processo será conduzido em acordo ao Manual para Contratações e Aquisições do Funbio e prevê a participação de consórcios.

Os recursos para pagamento dos serviços advêm do contrato assinado entre o BNDES e o Funbio para a implementação do Programa Áreas Protegidas da Amazônia (ARPA) fase II.

* Matéria publicada no site do Funbio em 10/03/2014