Notícias, Notícias das Unidades de Conservação

Moradores do rio Unini (AM) se reúnem em assembleia para apresentação de propostas de melhorias às famílias

A Associação de Moradores do Rio Unini (Amoru), no interior do Amazonas, realizou nos dias 22, 23 e 24 de julho, a 4ª Assembleia Geral da Reserva Extrativista (Resex) do Rio Unini, reunindo na comunidade do Tapiira aproximadamente 70 pessoas de outras dez vilas de moradores do rio.

O enconto faz parte de uma série de atividades organizadas pela associação criada em 2006 em parceria com a Fundação Vitória Amazônica (FVA), e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), que possibilitaram a criação da Resex do Rio Unini, concedendo aos moradores do rio, o acesso aos benefícios das políticas públicas e o direito a manter o seu modo tradicional e sustentável de vida.

Em três dias de evento, o encontro foi pautado por um conjunto de discussões acerca de alternativas econômica e ecologicamente viáveis em prol da qualidade de vida dos moradores das comunidades que integram o Unini.

Além do FVA, participaram diversas lideranças comunitárias, um membro do IBAMA, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), além de palestra com dois representantes do Batalhão Ambiental da Policia Militar do Estado do Amazonas e a Cooperativa dos Moradores do Rio Unini (Comaru).

Para o presidente de Amoru, José Dionísio da Silva, a assembleia reacendeu o desejo de mais mudanças positivas na vida dos povos tradicionais do Unini. “Essa assembleia foi especial, pois foi organizada exclusivamente pela nossa associação. Nada seria possível se não houvesse parceria e união entre as instituições que nos apoiam, além da preocupação dos nossos jovens envolvidos nas causas do rio”, disse.

Lideranças jovens

A novidade desta quarta edição ficou por conta do engajamento direto do grupo de Jovens Protagonistas do Rio Unini criado em 2013. A participação da equipe trouxe um olhar crítico e dinâmico para o evento.

Segundo o vice-presidente do grupo, Washington Souza da Silva, 21, a ocasião motivou ainda mais a participação dos jovens diante dos desafios encontrados nas comunidades do Rio Unini. “Esses três dias foram de extrema importância, pois aproximou mais os nossos jovens das discussões de interesse de todos que moramos aqui. O espaço foi uma forma de desenvolvimento para nós de uma forma geral”, falou.

Chamado da Floresta- A assembleia também foi uma oportunidade para apresentação da pauta que será apresentada no “Chamado da Floresta’’ que será realizada nos dias 28 e 29 de outubro, na comunidade São Pedro em Santarém, no Estado do Pará. Ao todo, três representantes jovens, acompanhados de um membro do ICMBio.

A ocasião também possibilitou pela primeira vez, o intercâmbio entre três representantes do projeto Jovens Protagonistas do Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do rio Negro, composto por cerca de 100 membros de 20 comunidades ao longo da bacia.

“Ficamos bastante gratos pelo convite, pois foi uma forma de conhecermos a realidade dos moradores de um ponto mais distante da nossa comunidade. Nesses três dias, trocamos experiências que deram certo em nossa localidade e no rio Unini, e abrimos uma nova possibilidade de mantermos contato”, destacou um dos membros do projeto, Moisés Freitas.

Artesanato- Além dos Jovens Protagonistas, a assembleia possibilitou a participação dos membros da Associação de Artesãos de Novo Airão (AANA) que trouxeram alternativas de interação profissional com a coleta e o uso do Arumã.

Outro momento importante da assembleia trouxe à tona as discussões em torno do potencial econômico do rio, com a apresentação final do planejamento realizado pelo Grupo de Trabalho (GT) do manejo do pirarucu e peixe ornamental formado pelos próprios moradores do Unini, com a participação do representante do IBAMA.

Sem a previsão de uma nova assembleia, os moradores pretendem colocar em prática nos próximos dias, todas as decisões tomadas coletivamente entre os participantes durante a reunião.

 Texto: Luciano Lima. Fotos: FVA

* Publicado no site da FVA em 27/07/2015

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ICMBio se reúne com moradores da RESEX Chico Mendes (AC)

Entre os temas tratados estava a criação de gado dentro da UC

 © Todos os direitos reservados. Fotos: Acervo ICMBio

Gestores da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes, unidade de conservação administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) localizada no Acre, promoveram uma série de reuniões com os moradores da reserva para tratar da criação de gado no interior da unidade.

A discussão trouxe como ponto de partida as regras estabelecidas pelo Plano de Utilização da unidade que autoriza a criação destes animais como atividade complementar, estabelecendo inclusive o tamanho das áreas que devem ser destinadas à atividade.

A chefe da Resex Silvana Lessa afirma que a meta será promover mais reuniões e garantir a maior participação possível dos moradores da Reserva Extrativista Chico Mendes. “Queremos um debate transparente e com maior envolvimento possível das comunidades, com objetivo de garantir a participação efetiva dos moradores na construção e implementação das ações que diminuam os impactos das atividades na floresta”, destaca Lessa.

Segundo o analista ambiental Fluvio Mascarenhas, o principal objetivo da reunião foi estabelecer um dialogo e ouvir dos moradores propostas para que possam ser estabelecidas estratégias que visem diminuir o crescimento da pecuária no interior da unidade.

A pecuária se contrapõe aos objetivos da unidade que tem como princípio a manutenção da floresta e das atividades extrativistas. No entanto, nos últimos anos a atividade tem se intensificado promovendo o aumento do desmatamento. “Durante as reuniões os moradores tem justificado o aumento da atividade bovina, em detrimento da ausência de políticas públicas para os produtos extrativistas”, frisou Mascarenhas.

Segundo o morador do Seringal Santa Ana, o Sr. Raimundinho Lima, não há preço justo para borracha. “Levo dois dias de viagem de barco pelo rio Laco para transportar o nosso produto até o município de Sena Madureira, e quando chegamos na cidade, o preço ofertado pelos nossos produtos não pagam nem as despesas do transporte”,

Segundo ele, se os extrativistas plantam feijão ou arroz, quando vamos vender não se pagam o preço justo. “Já o gado, no caso, o comprador vai na porta de casa buscar”, frisa Sr. Raimundo Lima. Mesmo em meio aos desabafos ocorridos na reunião, a grande maioria se propôs a buscar soluções visando diminuir o aumento da criação bovina.

O vice presidente da Associação de Moradores de Brasiléia e Epitaciolândia e morador do Seringal Amapá, no município de Brasiléia, Sr. Anacleto, declara o reconhecimento dos grandes avanços obtidos ao longo dos anos na unidade, tais como melhorias na educação, saúde, infra-estrutura e preço justo para alguns produtos florestais, a exemplo da castanha.

As reuniões seguem ate o mês de junho, e devem finalizar no final com uma grande assembleia geral, para pactuar acordos estabelecidos a partir de uma discussão participativa. Outros temas, como venda de terras e caça com cachorro no interior da unidade, são pautas de discussão pelas comunidades.

Saiba mais sobre o uso sustentável na Reserva Extrativista Chico Mendes.

Comunicação ICMBio
(61) 2028-9280
* Matéria publicada em 05/06/2015 pelo ICMBio

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Extrativistas da Terra do Meio (PA) visitam Rádio Nacional da Amazônia

Extrativistas da Terra do Meio, no sul do Pará, visitaram a Rádio Nacional da Amazônia e falaram de seus problemas e de algumas das iniciativas socioambientais desenvolvidas na região. Confira o áudio da conversa

Selo-Arpa1Na semana passada, os extrativistas Lauro Freitas e Edileno Camilo de Oliveira estiveram na sede da Rádio Nacional da Amazônia, em Brasília. Eles moram na Terra do Meio, no sul do Pará, uma das áreas de maior importância para a conservação da biodiversidade da Amazônia, onde estão localizadas as Reservas Extrativistas (Resex) do Riozinho do Anfrísio, do Iriri e do Xingu.

Eles participaram do programa Nossa Terra, do radialista Ayrtom Medeiros, que comandou uma conversa descontraída e muito emocionante. Naldo Lima e Carolina Reis, que trabalham no ISA com as populações extrativistas da região, também participaram do programa.

As populações da Amazônia recebem pelas ondas da Rádio Nacional notícias dos centros urbanos e de toda a região. Em algumas áreas isoladas, a rádio é o único meio de comunicação de massa acessível, daí a grande identificação das populações ribeirinhas com a emissora.

Ouça a conversa e conheça um pouco mais da Terra do Meio, região que abriga algumas das mais emblemáticas Unidades de Conservação da Amazônia.

* Matéria publicada no site do ISA em 24/04/2015

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Fundo Amazônia assina primeiro contrato elaborado por indígenas

O primeiro contrato elaborado por índios e apresentado ao Fundo Amazônia, sem intermediação de organizações não governamentais (ONGs) ou entidades do setor público, foi assinado entre o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Associação Ashaninka do Rio Amônia, situada no município de Marechal Thaumaturgo, no Acre, na fronteira com o Peru.

O contrato, assinado quinta-feira (16), tem valor de R$ 6,6 milhões e se refere ao projeto Alto Juruá, que beneficia não só o povo Ashaninka, mas também comunidades indígenas e não indígenas localizadas no entorno da Terra Indígena Kampa do Rio Amônia, envolvendo várias áreas protegidas.

Segundo a assessoria de imprensa do BNDES, o projeto objetiva promover o manejo e a produção agroflorestal nas comunidades, com o propósito de constituir alternativa econômica sustentável ao desmatamento, além de apoiar iniciativas de monitoramento e controle do território e de fortalecimento da organização local, na região do Alto Juruá, no Acre.

Selo-Arpa1Serão atendidos pelo projeto os 720 habitantes da Terra Indígena Kampa do Rio Amônia, 600 pessoas da Terra Indígena do Rio Breu, além de 50 comunidades da Reserva Extrativista Alto Juruá. O projeto, que vai também capacitar seis comunidades Ashaninka do Peru, tem prazo de execução de 36 meses.

Nesta sexta-feira (17), representantes da Associação Ashaninka do Rio Amônia reuniram-se com técnicos do BNDES para tratar de detalhes do projeto. A operação foi aprovada em fevereiro passado e resultou de análise conjunta do Projeto Alto Juruá pela equipe do banco, responsável pelo Fundo Amazônia, com representantes dos Ashaninka.

Segundo o BNDES, o projeto com os Ashaninka do Rio Amônia é a quinta iniciativa que o Fundo Amazônia apoia tendo como objetivo específico o fortalecimento de povos indígenas. Os cinco projetos somam R$ 75 milhões de apoio financeiro, em recursos não reembolsáveis. Mais oito projetos de comunidades indígenas atendidos pelo Fundo Amazônia totalizam R$ 14 milhões. Até 1º de abril deste ano, o número de projetos apoiados por esse fundo são 72, no valor de R$ 1,086 bilhão, sendo que nem todos já tiveram os recursos liberados. O total desembolsado foi R$ 421,3 milhões.

Estabelecido pelo Decreto 6.527, de 1º de agosto de 2008, o Fundo Amazônia tem por finalidade captar doações para investimentos não reembolsáveis em ações de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento, de promoção da conservação e do uso sustentável das florestas no Bioma Amazônia. O fundo é gerido pelo BNDES, que aplica os recursos advindos das doações. De outubro de 2009 até o último dia 13 de março, as doações recebidas pelo Fundo Amazônia alcançavam cerca de R$ 2,060 bilhões.

* Matéria publicada pela EBC em 17/04/2015

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RESEX do Baixo Juruá (AM) reúne conselho e instala placas de sinalização

Placa BotafogoEntre os dias 23 de março a 01 de abril, foi realizada a mobilização para XI Reunião do Conselho Deliberativo da Reserva Extrativista do Baixo Juruá, que acontecerá nos dias 25 e 26 de Abril no município de Juruá no estado do Amazonas. Atualmente, o conselho deliberativo é formado por dezessete cadeiras, sendo oito delas de representação direta dos comunitários, entre os seis conselheiros das comunidades, o representante da associação dos produtores da RESEX e o representante do grupo de jovens protagonistas da unidade. A mobilização é a oportunidade de esclarecer os assuntos da pauta da reunião do conselho, para que a comunidade apresente seu posicionamento ao seu representante, que será seu porta voz na reunião do conselho, no entanto, todos os comunitários são convidados e incentivados a participar da reunião. Além dos comunitários, foram convocados para a reunião, os representantes das instituições parceiras na cidade de Juruá, que também compõem o conselho deliberativo.

A expedição também teve o objetivo de instalar placas sinalizadoras nas comunidades da RESEX. Foram instaladas, com o apoio dos comunitários, 13 placas com a nomenclatura de cada comunidade pertencente a Reserva. Com as placas sinalizadoras quem passa em frente ou pretende entrar na comunidade, sabe que esta, integra uma unidade de conservação federal, estando sujeito as regras estabelecidas no plano de manejo da unidade. As placas também representam um marco físico para as comunidades, fortalecendo o sentimento de pertencimento a reserva extrativista. As atividades foram realizadas com recursos do Programa Áreas Protegidas da Amazônia (ARPA).

FONTE: ICMBio / Órgão Gestor da RESEX do Baixo Juruá (AM)

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Resex Riozinho da Liberdade (AC) planeja elaboração do Plano de Manejo

Captura de Tela 2015-04-09 às 16.35.45Os membros do Conselho Deliberativo da Reserva Extrativista (Resex) Riozinho da Liberdade se reuniram em sua primeira reunião ordinária do ano para o planejamento das atividades para 2015. O evento foi realizado entre os dias 17 e 19 de março, no município de Cruzeiro do Sul (AC).

A principal ação para este ano será a elaboração do Plano de Manejo da Unidade de Conservação (UC). O processo de preparação teve início em maio de 2014, quando equipe gestora e lideranças comunitárias reuniram-se para discutir a reorganização comunitária necessária frente aos desafios de gestão e elaboração do Plano. O resultado foi a constituição de 23 Núcleos de Base Comunitária, que foram aprovados como um Plano de Ação Sustentável do Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa).

Captura de Tela 2015-04-09 às 16.33.01A gestão comunitária por núcleos foi definida em uma assembleia geral da Associação Agroextrativista da Reserva Extrativista do Rio Liberdade (ASAREAL), realizada em novembro de 2014. No mês de janeiro, foi realizado o “Primeiro Encontro dos Núcleos de Base da REAL”, quando os representantes foram capacitados em temas como roda de conversa, priorização, tomada de decisão, organização e registro de reuniões, além da capacitação em Teatro do Oprimido, conduzida pelo servidor Olivar Bendelak, da Coordenação Regional do ICMBio no Rio de Janeiro. Na oportunidade também foi elaborado o planejamento estratégico da associação.

Paralelamente ao trabalho de gestão comunitária, um Grupo de Trabalho constituído por representantes comunitários, equipe gestora da Reserva e professores de diversas áreas da Universidade Federal do Acre (Ufac) está trabalhando na elaboração do Plano de Manejo. Como parte de suas atividades, estudantes de diversos cursos realizaram pesquisas participativas nos Núcleos de Base Comunitária, que possibilitaram verificar questões logísticas necessárias para as atividades de campo. “Essas experiências serviram para elaborar a proposta metodológica que será utilizada na elaboração do Plano de Manejo, apresentada ao Conselho Deliberativo nesta primeira reunião ordinária de 2015”, explicou Julia da Silva Vilela, chefe da Resex.

A metodologia prevê a realizarão de levantamentos de campo junto aos comunitários. Equipes multidisciplinares de acadêmicos da Ufac atuarão em parceria com moradores da Resex e com o acompanhamento dos representantes dos Núcleos de Base. A proposta está sistematizada no projeto “Liberdade de Escolha”, desenvolvido por Julia Vilela como projeto do 5º Ciclo de Capacitação em Gestão Participativa.

Na reunião do Conselho Deliberativo, também teve início a construção do planejamento estratégico da Unidade de Conservação (UC), cujo mapa estratégico orientará a elaboração do Plano de Manejo da Resex. Durante a reunião foram produzidas as primeiras versões da missão e visão de futuro da Unidade. A elaboração do mapa estratégico é conduzida por Pablo Saldo, analista ambiental da Resex e participante do 3º Ciclo de Formação em Gestão
para Resultados.

“Juntos, os projetos de planejamento estratégico e de gestão participativa abordam as questões estratégicas e operacionais necessárias para elaboração do Plano de Manejo Participativo da Resex, mobilizando e envolvendo, desde sua concepção, comunidades e outros atores necessários para a futura implementação do plano”, afirmou Pablo.

* Matéria publicada no ICMBio em Foco 335

 

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Arpa contrata consultoria para Avaliação Ecológica Rápida da Resex Chico Mendes (AC)

O Programa Áreas Protegidas da Amazônia (ARPA), maior iniciativa de proteção de florestas tropicais do mundo, tem como objetivo a expansão e fortalecimento do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) na Amazônia, a partir da proteção de 60 milhões de hectares na Amazônia – 12% da região, assegurando recursos financeiros para a gestão destas áreas e contribuindo para o desenvolvimento sustentável regional.

Criado em 2002, é coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) e financiado com recursos do Global Environment Facility (GEF)/Banco Mundial, do governo da Alemanha/KfW, do Fundo Amazônia/ BNDES, WWF-Brasil e setor empresarial (Natura e O Boticário), além de contrapartida do Governo Federal e governos estaduais, que totalizarão 395 milhões de dólares.

O Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO) é a instituição responsável pelo gerenciamento dos recursos financeiros, pelas atividades de aquisições e contratações para as unidades de conservação (UCs) e pela gestão de ativos do Fundo de Áreas Protegidas (FAP), um fundo fiduciário que irá garantir a continuidade das ações em longo prazo.

As empresas/instituições interessadas deverão manifestar-se até o dia 02 de abril de 2015, demonstrando que são qualificadas para desempenhar os serviços descritos no Termo de Referência (TdR), apresentando comprovação de capacidade técnica adquirida a partir da realização de trabalhos que se enquadrem no perfil descrito para a realização da avaliação em questão.

Os documentos deverão ser enviados por e-mail para jose.mauro@funbio.org.br, identificados como “Manifestação de interesse Consultoria PJ_ RESEX Chico Mendes_ AER_e indicando o NOME da sua Instituição”.

Somente serão selecionados para participação no processo, as empresas e instituições que cumprirem com os requisitos solicitados.

O processo será conduzido em acordo ao Manual para Contratações e Aquisições do Funbio, disponível no site do Funbio. Os recursos para pagamento dos serviços advêm do contrato assinado entre o KFW e o Funbio para a implementação do Programa Áreas Protegidas da Amazônia (ARPA) fase II.

Para ter acesso ao Termo de Referência (TdR), clique aqui.

O Funbio entrará em contato, solicitando as propostas, somente com as empresas cujas manifestações de interesse em realizar o serviço forem selecionadas.

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Sauim-vermelho é redescoberto na Amazônia

Espécie não era localizada há mais de 50 anos

© Todos os direitos reservados. Foto: Ricardo Sampaio

Durante expedições científicas, realizadas entre 2011 e 2014 no estado do Amazonas, o pesquisador Ricardo Sampaio descobriu vários grupos de sauins – espécie de primata amazônico – com cor diferenciada, mais avermelhada do que a das espécies vizinhas.

Selo-Arpa1Os animais foram identificados na Floresta Nacional do Purus e na Reserva Extrativista Arapixi, Unidades de Conservação (UC) federais administradas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), no Amazonas. Sampaio é analista ambiental do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros (Cenap) do ICMBio.

Pesquisadores concluíram que se tratava de uma espécie praticamente esquecida pela ciência por mais de 50 anos: o sauim-vermelho (Leontocebus cruzlimai). Participaram da investigação, pesquisadores da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) e da Organização Não Governamental (ONG) Conservation International. O resultado desta pesquisa acaba de ser publicada na edição de fevereiro da Primates, uma das revistas mais conceituadas do mundo na área de primatologia.

A redescoberta aumenta o total de espécies de primatas reconhecidas no Brasil para 145, tornando o país campeão mundial em diversidade deste grupo animal. Segundo o biólogo Leandro Jerusalinsky, coordenador do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Primatas Brasileiros (CPB) do ICMBio, “esta redescoberta reforça a enorme diversidade de primatas que temos no Brasil e evidencia o quanto ainda temos que pesquisar para conhecer plenamente esta riqueza, até para poder proteger adequadamente todas essas espécies” explica.

Breve histórico

No início do século XX, o naturalista suíço-alemão Emilie Goeldi coletou um sauim-vermelho no alto rio Purus, localizado na região amazônica. Ele não percebeu que se tratava de uma espécie nova e o classificou como sendo de uma espécie já descrita.

Em 1945, o naturalista paraense Eládio da Cruz Lima, então curador do MPEG, publicou o importante livro Mamíferos da Amazônia, contendo uma ilustração daquele sauim-vermelho coletado por Goeldi. No entanto, as amostras (peles e ossos) daqueles sauins-vermelhos haviam se perdido.

Na década de 1960, mastozoólogo americano Philip Hershkovitz publicou um amplo trabalho de revisão sobre todos os sauins, indicando que aquela ilustração no livro de Cruz Lima era um tipo de sauim ainda não conhecido pela ciência. Em homenagem a Cruz Lima e seguindo a classificação científica vigente à época, Hershkovitz deu o nome científico de Saguinus fuscicollis cruzlimai para estes sauins.

Nova espécie

Por mais de 50 anos ninguém conseguiu encontrar esse animal, até que Ricardo Sampaio, coordenando inventários do projeto Primatas em Unidades de Conservação da Amazônia (PUCA), conseguiu realizar estes registros no sudoeste do estado do Amazonas.

O pesquisador coletou dados da história natural e amostras biológicas destes animais e confirmou que se tratava do sauim-vermelho. Além de realizar uma descrição mais detalhada sobre a morfologia e a história natural desses sauins, o grupo de pesquisadores concluiu que se tratava de uma espécie plena, e não de uma subespécie como ela tinha sido previamente descrita. Com a publicação do artigo científico, o sauim-vermelho passa a ser classificado cientificamente como Leontocebus cruzlimai.

O sauim-vermelho

A espécie redescoberta ocorre entre os rios Juruá e Purus, na Floresta Nacional do Purus e a Reserva Extrativista Arapixi, localizadas, respectivamente, nos municípios de Pauini e Boca do Acre, no estado do Amazonas.

A sua pelagem distingue-se dos demais sauins por possuir uma coloração avermelhado-laranja na região das pernas, ombros, braços e cabeça. A cauda, pés e mãos são pretos e, como todos os sauins deste tipo, possui três faixas de cores nas costas.

* Matéria assinada por Nara Souto e publicada no site do ICMBio em 13/03/2015

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Tecnologias sociais garantem água potável na Amazônia

Parceria com Memorial Chico Mendes vai beneficiar 2,8 mil famílias de baixa renda de reservas extrativistas de 14 municípios dos estados do Acre, Amapá, Amazônia e Pará

Parceria entre o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e o Instituto Memorial Chico Mendes vai garantir água potável a 2,8 mil famílias de baixa renda de oito reservas extrativistas em 14 municípios dos estados do Acre, Amapá, Amazônia e Pará. Ao todo, o governo federal está investindo R$ 3 milhões na ação.

O secretário nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do MDS, Arnoldo de Campos, apresentou nesta segunda-feira (9) o projeto, durante Encontro Extrativista Sobre Políticas Públicas, em Belém (PA). “Apesar da abundância de água na região Amazônica, a população de baixa renda não tem acesso à água própria para consumo. Como a regularidade da chuva na região é maior, os sistemas permitirão melhor aproveitamento da água pluvial, que reservada e tratada de forma adequada é própria para o consumo e outros usos domésticos”, explica.

Serão implantadas duas tecnologias: sistemas pluviais de Multiuso Autônomo e Multiuso Comunitário. No sistema Multiuso Autônomo, cada família poderá captar, armazenar e filtrar até seis mil litros de água da chuva. Já no Multiuso Comunitário, além das unidades domiciliares, também será instalado um módulo complementar de abastecimento com uma rede de distribuição, sendo acionado somente quando esgotar as reservas domiciliares.

Acesse aqui:
Infográfico explica os sistemas

As entidades que irão executar o projeto serão selecionadas pelo Memorial Chico Mendes. Elas vão mobilizar, selecionar e cadastrar as famílias em situação de extrema pobreza que não têm acesso adequado à fonte de água potável e que estejam inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal. Após a seleção, as famílias recebem capacitação sobre o uso adequado das tecnologias e sobre a gestão da água armazenada. E algumas pessoas terão treinamento para a construção dos sistemas.

“Já entregamos mais de 1 milhão de cisternas para consumo humano no Semiárido”, lembrou o secretário. “Com essas novas tecnologias, passaremos a atender mais adequadamente também às demandas por acesso à água da região Norte”.

Mais parcerias – Para garantir água de qualidade no Pará, o MDS também firmou convênio com o governo do estado. Ao todo, serão aplicados R$ 4,2 milhões para beneficiar 800 famílias em nove municípios.

Já a parceria com Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) vai ter investimento de R$ 2,9 milhões. Serão atendidas 590 famílias em três municípios.

Informações sobre os programas do MDS:

0800-707-2003
mdspravoce.mds.gov.br

Informações para a imprensa:
Ascom/MDS
(61) 2030-1021
www.mds.gov.br/saladeimprensa

* Matéria publicada no portal do MDS em 09/03/2015

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Arpa contrata consultoria para levantamento do potencial florestal madeireiro e não madeireiro da RESEX Rio Cautário (RO)

O Programa Áreas Protegidas da Amazônia (ARPA), maior iniciativa de proteção de florestas tropicais do mundo, tem como objetivo a expansão e fortalecimento do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) na Amazônia, a partir da proteção de 60 milhões de hectares na Amazônia – 12% da região, assegurando recursos financeiros para a gestão destas áreas e contribuindo para o desenvolvimento sustentável regional.

Criado em 2002, é coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) e financiado com recursos do Global Environment Facility (GEF)/Banco Mundial, do governo da Alemanha/KfW, do Fundo Amazônia/ BNDES, WWF-Brasil e setor empresarial (Natura e O Boticário), além de contrapartida do Governo Federal e governos estaduais, que totalizarão 395 milhões de dólares.

O Fundo Brasileiro para biodiversidade (FUNBIO) é a instituição responsável pelo gerenciamento dos recursos financeiros, pelas atividades de aquisições e contratações para as unidades de conservação (UCs) e pela gestão de ativos do Fundo de Áreas Protegidas (FAP), um fundo fiduciário que irá garantir a continuidade das ações em longo prazo.

Para participar do processo de seleção, as empresas/instituições interessadas deverão manifestar-se até o dia 11 de março de 2015, demonstrando que são qualificadas para desempenhar os serviços descritos no Termo de Referência, apresentando comprovação de capacidade técnica adquirida a partir da realização de trabalhos que se enquadrem no perfil.

Os documentos deverão ser enviados por e-mail para alessandro.oliveira@funbio.org.br, identificados como “Manifestação de interesse_consultoria PJ_ Levantamento do Potencial Florestal da RESEX Rio Cautário”.

Clique aqui para visualizar o Termo de Referência.

Somente serão selecionados para participação no processo as empresas e instituições que cumprirem com os requisitos solicitados.

O processo será conduzido em acordo ao Manual para Contratações e Aquisições do Funbio, disponível no nosso site.

Os recursos para pagamento dos serviços advêm do contrato assinado entre o KFW e o Funbio para a implementação do Programa Áreas Protegidas da Amazônia (ARPA) fase II.

O Funbio entrará em contato, solicitando as propostas, somente com as empresas cujas manifestações de interesse em realizar o serviço forem selecionadas.

* Publicado no site do Funbio em 13/02/2015