Notícias, Notícias das Unidades de Conservação

Documentário retrata comunidades extrativistas

Foi lançado na última semana no auditório do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), em Brasília, o filme “Cidadãos Extrativistas – da luta pelo território ao empoderamento comunitário”, do analista ambiental Sérgio Lelis. O documentário foi produzido pela Coordenação de Educação Ambiental (Coedu/Disat/ICMBio) e lançado durante a apresentação do diagnóstico socioeconômico das famílias.

Cidadãos Extrativistas é um filme que perpassa por elementos da trajetória de empoderamento comunitário das comunidades extrativistas presentes em Unidades de Conservação (UCs) federais de uso sustentável. A luta pelo território, a regularização fundiária, o manejo sustentável dos recursos naturais, a tecnologia social e a moeda social são temas que compõem o roteiro.

Participam do filme a Floresta Nacional do Tapajós (PA) e as Reservas Extrativistas de Canavieiras, de Cassurubá, do Corumbau (BA), do Ciriaco (MA), de São Documentário retrata comunidades extrativistas João da Ponta (PA), do Extremo Norte do Tocantins (TO) e do Rio Cajari (AP).

Segundo Sérgio Lelis, Cidadaõs Extrativistas é um filme educacional e também é um manual de empoderamento comunitário em UCs de uso sustentável. “O roteiro segue uma linha do tempo que se inicia na luta dos extrativistas pelo território e perpassa por casos de sucesso no desenvolvimento de tecnologia social, na organização da cadeia produtiva extrativista, no manejo dos recursos naturais e na implantação de moeda social”, explicou Sérgio. Nessa composição, há também elementos da gestão dessas Unidades, como o cadastramento de famílias, a reunião de definição do perfil do beneficiário da UC e a assinatura do Contrato de Concessão de Direito Real de Uso (CCDRU).

A produção já está disponibilizada no canal Educachico, no YouTube, e pode ser acessada em http://youtu.be/nS2SIEKfzxA.
* Matéria publicada no informe ICMBio em Foco 325

Notícias, Notícias das Unidades de Conservação

Resex do Rio Cajari (AP) discute perfil de famílias beneficiárias

A Reserva Extrativista do Rio Cajari (AP) é uma das 25 unidades de conservação onde está sendo aplicada a metodologia do Diagnóstico Rápido Participativo (DRP) com o objetivo de conhecer as comunidades e facilitar a definição do perfil de beneficiários em reservas extrativistas, florestas nacionais e reservas de desenvolvimento sustentável. Através da Coordenação Geral de Populações Tradicionais (CGPT), a Diretoria de Ações Socioambientais e Consolidação Territorial do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), estruturou uma série de iniciativas para apoiar a implementação dessas unidades com populações tradicionais beneficiárias.

O DRP da Resex do Rio Cajari foi realizado pela equipe da UC entre os dias 16 e 22 de fevereiro e contou com o apoio do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Sócio-biodiversidade Associada a Povos e Populações Tradicionais (CNPT/ICMBio) e da Universidade Federal de Viçosa (UFV). Aproximadamente mil pessoas participaram das reuniões realizadas em quatro comunidades: Água Branca do Cajari, Conceição do Muriacá, Paraíso e Maranata. A região apresenta menor IDH e sobressaem as atividades de agricultura de subsistência, tais como a extração da castanha do Pará, do açaí e de óleos naturais, além da produção de farinha de mandioca.

“A comunidade participou ativamente das dinâmicas propostas pelo Diagnóstico Rápido Participativo e as discussões trouxeram importante subsídio para a definição do perfil dos beneficiários. Estamos avançando no cadastramento das famílias e temos o anseio de concluí-lo o mais rápido possível, possibilitando às famílias extrativistas o acesso às políticas que auxiliem na promoção do uso sustentável e na elaboração e aperfeiçoamento dos instrumentos de gestão da UC”, disse Francisco Edemburgo Almeida, chefe da Resex do Rio Cajari.

Nas oficinas são abordados elementos como: a história de ocupação dos moradores até a criação da reserva; a utilização dos recursos naturais; a relação com o sistema de produção agrícola, características da população residente e os problemas e as perspectivas de futuro nas UCs. A Resex do Rio Cajari é a nona unidade onde acontece o DRP. As demais unidades que serão atendidas pela iniciativa, terão suas atividades realizadas até o próximo mês de maio. “Essas 25 reservas extrativistas foram escolhidas para a aplicação do DRP por demandarem um debate mais aprofundado sobre o perfil das famílias beneficiárias. Após as comunidades discutirem e consolidarem uma proposta, esta será encaminhada ao Conselho de UC para ser homologado. Em seguida, a lista das famílias beneficiárias será definida”, disse o coordenador Geral de Populações Tradicionais do ICMBio, Leonardo Messias.

Contexto

A definição do perfil de beneficiários é uma etapa importante do cadastramento de famílias em UC, pois facilitará o processo de reconhecimento e aprovação da relação de famílias beneficiárias de cada unidade de conservação. O reconhecimento das famílias beneficiárias ocorre juntamente com o diagnóstico sócio-produtivo em unidades de conservação, que irá propiciar a sistematização e análise da realidade produtiva e de acesso a serviços e políticas públicas das comunidades tradicionais.
Comunicação ICMBio
(61) 3341-9280

* Matéria publicada no site do ICMBio em 27/02/2014