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Reserva Biológica do Jaru (RO) realiza operação de fiscalização

Três infratores foram autuados e conduzidos à Polícia Federal

© Todos os direitos reservados. Fotos: Acervo Reserva Biológica do Jaru

 

Selo-Arpa1A Reserva Biológica do Jaru (RO), Unidade de Conservação (UC) administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), realizou uma operação de fiscalização no último dia 13 de março, quando foram encontrados três infratores em uma embarcação no principal rio da Reserva, o Tarumã.

Durante a operação, a equipe da UC apreendeu um porco do mato abatido, 40 quilos de pescado e 45 litros de óleo de copaíba: tudo obtido ilegalmente dentro da Reserva. Além desses produtos, também foram apreendidos facões e equipamentos de pesca, duas armas com munições e o barco que estava sendo utilizado. Os infratores foram autuados e conduzidos até a delegacia da Polícia Federal em Ji-Paraná.

O Rio Tarumã representa a principal sub-bacia hidrográfica no interior da Reserva Biológica do Jaru, com quase 6 mil km² de área (99% dentro da UC). O curso d’água apresenta excelente estado de conservação, com grande diversidade de peixes, além de abrigar grupos de espécies de mamíferos semiaquáticos, como a lontra e a ariranha. “A presença desses animais na Reserva demonstra o alto grau de conservação da UC e sua importância para a preservação das espécies e de seus habitats”, pontuou Patrícia Ferreira, chefe da Unidade.

Ainda segundo Patrícia, a operação de fiscalização foi realizada com apoio financeiro do Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa). Lançado pelo Governo Federal em 2002, o Arpa é coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) e gerenciado financeiramente pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio). O objetivo do programa é fortalecer o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) na Amazônia e proteger 60 milhões de hectares, assegurando recursos financeiros para a gestão dessas áreas.

“Por meio de ações como essa, a equipe da Reserva Biológica do Jaru espera diminuir a pressão exercida por moradores do entorno, pescadores profissionais e amadores que insistem em invadir os limites da UC em busca de recursos ambientais”, afirmou a chefe da Reserva.

Sobre a Reserva Biológica do Jaru

Com aproximadamente 350 mil hectares sob proteção, a Reserva Biológica do Jaru é uma Unidade de Conservação de Proteção Integral, admitindo apenas o uso indireto dos seus recursos naturais. Criada em 2006, a UC se localiza no bioma Amazônia e abriga espécies ameaçadas de extinção, como o gato-do-mato, a ariranha e a onça-pintada. Saiba mais.

* Matéria assinada por Nana Brasil e publicada no site do ICMBio

Notícias, Notícias das Unidades de Conservação

Técnicos revisam plano estratégico do Parque Estadual Guajará-Mirim (RO)

O governo do Estado vem adotando várias iniciativas inéditas de gestão ambiental e territorial e desenvolvendo inúmeras atividades para reduzir os impactos e conter a ocupação desordenada em todo o território estadual, inclusive traçando políticas públicas para a utilização sustentável das unidades de conservação, tudo respeitando as categorias em que foram enquadradas.

Dessa forma, técnicos da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental – SEDAM executaram através do processo de planejamento e coordenação estratégica que norteia a questão da agenda ambiental a Revisão do Plano Estratégico do Parque de Guajará Mirim – PEGM.

O primeiro evento do ano foi realizado nos dias 22 e 23 de janeiro e contou com a participação de uma equipe multidisciplinar da secretaria. Fizeram parte servidores das Coordenadorias de Proteção Ambiental, Educação Ambiental, Geociências, Licenciamento Rural, Unidade de Conservação.

As oficinas também contaram com a participação de instituições parceiras como Batalhão Ambiental – BPA e Kanindé. Os recursos são recorrentes do Programa de Áreas Protegidas da Amazônia – ARPA.

O Doutor Luiz Claudio Fernandes, servidor efetivo da SEDAM e coordenador da Revisão do Plano, iniciou sua oficina apresentado a definição de Rogério Cabral (2012), enfatizando que a premissa de que planejar é pensar antes de agir.

“Para manejar uma unidade de conservação é preciso avaliar as diferentes possibilidades de ação e decidir pelas melhores alternativas. O planejamento permite aproveitar melhor o tempo e os recursos.” Salientou Luiz Claudio.

O técnico explanou que os objetivos de uma unidade de conservação podem ser alcançados com maior facilidade quando se planeja usando um método. Um dos métodos mais difundidos atualmente é a elaboração do planejamento estratégico.

As oficinas foram orientadas pelo Programa de Gestão por Resultado (PGR), sendo que o modelo de excelência utilizado foi o ciclo de gestão PDCA como orientador da execução do trabalho gerencial. Planejar, Desenvolver (Executar), Checar e Agir Corretivamente.

Nesta primeira etapa de planejamento os técnicos detalharam varias informações que subsidiam o Plano de Proteção do PEGM como pressões, ameaças e impactos (internos e externo) causas e soluções, mapa de risco entre outras.

Os próximos encontros tratarão de formalizar todo o Planejamento Estratégico para o PEGM, objetivando alinhar suas ações com as macro diretrizes de governo e assim promovendo o desenvolvimento das políticas públicas que visam garantir para o parque e demais Unidades de Conservação a sustentabilidade ambiental.

* Publicado no site da SEDAM/RO em 31/01/2015

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Arpa contrata consultoria para elaboração do plano de manejo da Resex Rio Preto Jacundá (RO)

O Programa Áreas Protegidas da Amazônia (ARPA), maior iniciativa de proteção de florestas tropicais do mundo, tem como objetivo a expansão e fortalecimento do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) na Amazônia, a partir da proteção de 60 milhões de hectares na Amazônia – 12% da região, assegurando recursos financeiros para a gestão destas áreas e contribuindo para o desenvolvimento sustentável regional. Criado em 2002, é coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) e financiado com recursos do Global Environment Facility (GEF)/Banco Mundial, do governo da Alemanha/KfW, do Fundo Amazônia/ BNDES, WWF-Brasil e setor empresarial (Natura e O Boticário), além de contrapartida do Governo Federal e governos estaduais, totalizando 395 milhões de dólares.O Fundo Brasileiro para Biodiversidade (FUNBIO) é a instituição responsável pelo gerenciamento dos recursos financeiros, pelas atividades de aquisições e contratações para as unidades de conservação (UCs) e pela gestão de ativos do Fundo de Áreas Protegidas (FAP), um fundo fiduciário que irá garantir a continuidade das ações em longo prazo.Convidamos as empresas / instituições interessadas neste processo seletivo a manifestarem-se até o dia 31 de janeiro de 2015, demonstrando que são qualificadas para desempenhar os serviços descritos no TdR (Termo de Referência) abaixo.Clique aqui para ler o TdR

Os documentos, comprovando a capacidade técnica adquirida a partir da realização de trabalhos que se enquadrem no perfil estabelecido no TdR, deverão ser enviados por e-mail para juliana.penna@funbio.org.br, identificado como “Manifestação de interesse consultoria PJ – plano de manejo Resex Rio Preto Jacundá”.

Somente serão selecionados para participação no processo as empresas e instituições que cumprirem com os requisitos solicitados.

O processo será conduzido em acordo ao Manual para Contratações e Aquisições do Funbio, que se encontra neste site.
Os recursos para pagamento dos serviços advêm do contrato assinado entre o BNDES e o Funbio para a implementação do Programa Áreas Protegidas da Amazônia (ARPA) fase II.

* Originalmente publicado no site do Funbio em 15/01/2015

 

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Reserva Biológica do Jaru realiza seminário de pesquisa

A Reserva Biológica (Rebio) do Jaru (RO) realizou no dia 27 de novembro, no auditório do Centro Universitário Luterano de Ji-Paraná, o III Seminário de Pesquisa da Rebio Jaru. O evento reuniu cerca de 100 participantes, entre acadêmicos e docentes das universidades e centros de pesquisa da região, representantes de instituições da área ambiental e parceiros da Unidade de Conservação (UC).

O objetivo foi divulgar as pesquisas científicas realizadas na unidade e, consequentemente, atrair novos projetos de pesquisa e estudos. Durante o seminário, foram ministradas palestras que abordaram temas como A Reserva Biológica do Jaru e sua Perspectiva no Desenvolvimento de Pesquisas Científicas; Bioecologia de Plagioscion squamosissimus (Perciformes, Scianidae) na Bacia do Rio Machado em Rondônia e Programa LBA – Uma síntese dos estudos realizados na Rebio Jaru.

Durante este ano, sete pesquisas foram desenvolvidas na Unidade e contribuíram para o conhecimento da área. A proposta da equipe é fomentar a pesquisa e realizar o seminário todos os anos, divulgando a Rebio Jaru, consolidando novas e antigas parcerias e promovendo atividades que contribuam no cumprimento dos objetivos da UC.

* Publicado no ICMBio em Foco 324
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Parque Nacional Campos Amazônicos (RO) capacita associações

Entre os dias 9 e 10 de outubro, em Machadinho d’Oeste (RO), foi realizada mais uma oficina da série de capacitações que o Parque Nacional (Parna) dos Campos Amazônicos está oferecendo às associações que compõem seu Conselho Consultivo. As oficinas foram solicitadas pelos conselheiros no Plano de Ação que é elaborado anualmente.

As comunidades do entorno da Unidade de Conservação (UC) foram divididas em polos e em todos eles são oferecidas rodadas de oficinas com os temas Motivação ao Associativismo, Elaboração de projetos e Gestão administrativa e financeira de projetos. A partir da capacitação, políticas públicas e editais de financiamentos abertos são apresentados aos participantes.

Aline Polli, chefe substituta da UC, explica que, com apoio do Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa), “a gestão do Parque vem trabalhando a relação de afetividade das pessoas com relação ao Parque Nacional, para trazer a comunidade de fato para a gestão, apresentando o lema Nosso Parque Nossa gente”. Muitas das associações que compõem o Conselho estão em situação irregular e não têm clareza do funcionamento e objetivos de estarem organizadas em associações ou cooperativas.
Como várias comunidades possuem apenas uma única associação, a extinção delas ocasionaria a falta de representatividade de algumas comunidades consideradas estratégicas para a gestão da UC. Algumas dessas áreas não possuem representação governamental e o conselho do Parque é muitas vezes a única instância que proporciona a elas maior contato e possibilidade de articulação com outras instituições públicas.

“Entendemos que só teremos um Conselho atuante e um Parque Nacional protegido e bem relacionado quando a UC não for apenas um transtorno ou uma ilha. A Unidade deve conseguir contribuir com o fortalecimento das
bases comunitárias, mostrar alternativas de renda e capacitar os moradores, em uma região tão distante de tudo. O que conseguimos fazer ainda é pouco, com dificuldades nas questões administrativas, mas estamos gradativamente nos aproximando, ajudando e mostrando que nos preocupamos com as pessoas do nosso entorno”, destacou Aline.

* Publicado no Informativo do ICMBio 317