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ICMBio resgata 121 tartarugas em Roraima

© Todos os direitos reservados. Foto: Samuel Rodrigues

Uma operação de fiscalização conjunta entre o Parque Nacional do Viruá (RR) e a Polícia Militar Ambiental (CIPA-PM/RR), resgatou 121 tartarugas adultas que estavam em poder de traficantes, no último sábado (7/3). Os animais da espécie Tracajá (Podocnemis unifilis) foram encontrados em cativeiro escondido na mata, próximo à Unidade de Conservação, no município de Caracaraí (RR).

De acordo com Samuel Rodrigues, um dos integrantes da ação, os Tracajás resgatados teriam sido capturados pelos traficantes em áreas remotas, distantes do local do flagrante. “Essas tartarugas vinham do Rio Anauá e estavam sendo transportadas pelo Rio Baruana, para despistar a fiscalização, mas foram surpreendidos”, comentou.

Os integrantes da quadrilha fugiram quando perceberam a chegada da equipe de fiscalização. Mas, os suspeitos já haviam sido identificados. “A quadrilha era investigada há meses. A partir de uma denúncia, ativamos a operação. Levou uma semana até localizarmos o cativeiro e resgatar as tartarugas”, informou Beatriz Ribeiro, analista ambiental do Parque Nacional do Viruá.

Beatriz explicou que devido à forte estiagem deste ano, resultado do El Niño, o nível dos rios está muito baixo e a seca prolongada, o que facilita a captura desses animais. “Mas graças à estratégia adotada, nesse verão, as ações já resultaram no resgate de 377 tartarugas adultas e na soltura de mais de 46.000 filhotes”, ressaltou.

Sucesso das operações geram mais denúncias
Para o chefe do Parque Nacional do Viruá, Antonio Lisboa, o sucesso das ações resultaram num número maior de denúncias por parte das comunidades locais. “As apreensões têm grande repercussão local, o que vem estimulando a confiança e disposição das pessoas em denunciarem.

As ações de combate ao tráfico de tartarugas na região ocorrem desde 2011 e têm alcançando importantes resultados. Foram apreendidos e soltos 1.003 animais no período de 2012 a 2014. Neste verão, mais 377 animais foram devolvidos à natureza, números recordes para toda a região amazônica, segundo os registros do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais renováveis (Ibama). “Já são mais de 1300 tartarugas adultas devolvidas com vida ao Rio Branco, o que significa a garantia de muitas novas gerações de filhotes”, comemora Lisboa.

Ele destaca que os números positivos se devem a uma série de fatores como o trabalho em parceria com outras instituições, às estratégias de inteligência (investigação prévia), o uso de equipamentos próprios (que reduz custos e garante maior sigilo), trabalho noturno em finais de semana, além de muita determinação e foco nos resultados por parte das equipes. As ações, que foram custeadas pelo Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa) seguem até o final do verão, quando encerra o período de estiagem e desova das tartarugas na região.

Sobre o Parque Nacional do Viruá
Criado em 1998, no município de Caracaraí (RR), o Parque Nacional do Viruá abrange 227 mil hectares de uma região de extrema importância para a conservação da biodiversidade brasileira. Nessa Unidade de Conservação estão localizados os mais extensos mosaicos de campinas e campinaranas (tipos de vegetação) do mundo. Esses ecossistema, sustentam altíssima diversidade de espécies da fauna, especialmente peixes, aves e mamíferos, além de abrigar inúmeras nascentes de rios em áreas de grande fragilidade ambiental.

Programa Áreas Protegidas da Amazônia
O Parque Nacional do Viruá é uma das Unidades de Conservação (UC) apoiadas pelo Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa). O Programa foi criado com o objetivo de expandir e fortalecer o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) na Amazônia, proteger 60 milhões de hectares, assegurar recursos financeiros para a gestão destas áreas a curto / longo prazo e promover o desenvolvimento sustentável na região.

* Matéria assinada por Lorene Lima e publicada no site do ICMBio em 10/03/2015

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ICMBio impede ação de madeireiros em Roraima

Fiscalização evitou o desmatamento de floresta nativa

Uma operação de fiscalização impediu que uma quadrilha de madeireiros desmatassem ilegalmente centenas de hectares de floresta nativa em uma região próxima ao Parque Nacional do Viruá, no município de Caracaraí (RR). A ação foi uma operação conjunta do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e da Polícia Rodoviária Federal, no dia 11/02.

“Recebemos uma denúncia de que madeireiros estariam agindo ilegalmente, em um projeto de assentamento que, apesar de localizado fora da zona de amortecimento do Parque, possui uma das matas mais importantes da região”, explicou Beatriz Ribeiro, analista ambiental da Unidade de Conservação (UC).

No local, foram apreendidas 220 toras, totalizando 465 m³ de madeira extraída ilegalmente, equipamentos e um trator utilizado na derrubada e transporte das toras. Também foram apreendidos uma carreta carregada com madeira ilegal serrada e diversas tartarugas-da-Amazônia (Podocnemis expansa), que estavam em poder de traficantes. Três pessoas foram detidas e encaminhadas às delegacias da Polícia Civil e Polícia Federal.

A madeira, o caminhão e o trator apreendidos foram transportados para a sede do Parque Nacional do Viruá. Segundo Antonio Lisboa, chefe da UC, a madeira, que foi doada ao ICMBio pelo IBAMA, será utilizada na construção de estruturas para visitação. “A ideia é transformarmos um passivo de crime ambiental, através do turismo e da geração de emprego e renda locais. Essas madeiras virarão abrigos, passarelas, torres de observação e outras estruturas que permitam a sociedade local se desenvolver através do uso estratégico e sustentável dos recursos, e não subsistir através da destruição e exploração”. A madeira apreendida nesta última operação resultou numa incorporação de patrimônio ao Parque estimado em mais de R$ 164 mil.

De acordo com Antonio, a fiscalização é mais efetiva em feriados. “Infrator não tem horário de expediente. Nessa operação, fizemos apreensões todos os dias durante o carnaval. No último Natal, em pleno dia 24, realizamos a maior apreensão de tartarugas adultas de 2014”.

Parcerias garantem sucesso na proteção da região

A operação conjunta realizada durante o carnaval faz parte de uma série de ações realizadas nos últimos anos na região do Parque Nacional do Viruá. “Ativar uma equipe de parceiros em pleno período de carnaval só foi possível graças à qualidade das parcerias estabelecidas, baseadas em muito compromisso e dedicação por parte dos envolvidos”, explicou a analista Beatriz Ribeiro (ICMBio).

Segundo a analista, graças ao trabalho conjunto com o IBAMA, a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a CIPA (PM) e a Polícia Federal (PF), as ações resultaram, desde 2011 até agora, na apreensão de mais de mil metros cúbicos de madeira ilegal, diversos caminhões e tratores utilizados em práticas criminosas, e na soltura de 1266 tartarugas adultas.

Saiba mais sobre o Parque Nacional do Viruá

* Matéria assinada por Lorene Lima e publicada no site do ICMBio

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Fiscais apreendem tartarugas em RR que seriam usadas para ceia de Natal

Quatro suspeitos de tráfico foram presos pela Cipa com 130 tartarugas. Animais podem custar R$ 500 e seriam vendidos em Boa Vista e Manaus

Na véspera de Natal, 130 tartrugas, que seriam vendidas em Boa Vista e Manaus, foram apreendidas pela equpe do Parque Viruá, em Roraima (Foto: Divulgação/ ICMBio)
Segundo fiscais ambientais, tartarugas seriam vendidas em Boa Vista e Manaus para serem consumidas em ceias natalinas (Foto: Divulgação/ ICMBio)

 

Quatro pessoas foram presas na quarta-feira (24) por policiais militares da Companhia Independente de Policiamento Ambiental (Cipa) durante fiscalização na região do Baixo Rio Branco, em Caracaraí, no sul de Roraima. Com os suspeitos de tráfico de animais silvestres, foram encontradas 130 tartarugas que, segundo um integrante do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), seriam usadas em ceias natalinas. A operação foi coordenada pelo Parque Nacional do Viruá.

Também foram apreendidos duas embarcações, dois motores e arma de fogo. De acordo com o chefe do Parque Nacional do Viruá e analista ambiental do ICMBio, Antônio Lisboa, há anos a região é alvo da ação de traficantes de animais silvestres. Esse é o período em que as tartarugas estão desovando e as fêmeas sobem para a praia para depositarem os ovos, o que as tornam vulneráveis e alvo fácil.

“Eles colocam as tartarugas em uma espécie de curral no meio da mata e vão estocando os animais nesses locais. Quando ‘acumulam’ muitas, eles as transportam. É nessa hora que a gente consegue impedir a ação”, esclareceu Lisboa.

Ainda segundo ele, geralmente as tartarugas são vendidas em Boa Vista e Manaus. Elas custam entre R$ 300 e R$ 500. Por semana, o mercado ilegal em Manaus chega a movimentar R$ 1 milhão. A operação, que se iniciou em setembro, já salvou 250 espécimes.

A apreensão foi considerada a maior do ano. Lisboa falou que os ‘tartarugueiros’ estavam aguardando a fiscalização sair do posto na barreira para poder transportar os animais.

“Eles certamente estavam estocando as tartarugas há vários dias, mas sabiam que a gente estava na área e não ‘subiam’ para Caracaraí. Fingimos desmobilizar a operação, mas na verdade só mudamos o local da barreira. Eles foram surpreendidos e foi assim que  capturamos os animais na véspera do Natal, que era a data-limite para eles conseguirem vendê-los a tempo de serem preparados para a ceia”, esclareceu Lisboa.

Parcerias
De acordo com o sargento Jeferson Silva, da Cipa, a maior apreensão antes da ocorrida na quarta-feira foi em setembro. “Na ocasião, 84 tartarugas haviam sido apreendidas em outra operação. O sucesso dessas ações se deve à união de esforços. O apoio do Parque Nacional do Viruá, por exemplo, através de recursos e equipamentos, mesmo quando as ações se dão fora da unidade de conservação, tem sido fundamental”, destacou.

Silva acrescenta que as operações tem sido feitas em parceria entre o ICMBio, a Cipa e o Ibama desde 2011 e mais de 250 tartarugas foram salvas ao longo do segundo semestre de 2014.

“Sozinhos, nada disso seria possível. Esse é o resultado de uma parceria que vem dando certo e que conta com o excelente trabalho e a dedicação de parceiros da Cipa, do Ibama, das Polícias Rodoviária e Federal que, com muita inteligência e estratégia, têm garantido a proteção não apenas do Parque Nacional do Viruá, mas de toda a região”, concluiu Antonio Lisboa.

Espécies
Entre as espécies resgatadas, estão 90 tartarugas-da-Amazônia (Podocnemis expansa), 33 tracajás (Podocnemis unifilis) e 17 iaçás (Podocnemis tuberculata). Todas foram recuperadas vivas e 119 já voltaram ao habitat natural. Nove tartarugas, que apresentaram anzóis presos na garganta, foram encaminhadas ao Centro de Triagem do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para tratamento. Em seguida, elas serão devolvidas à natureza.

Além das operações de fiscalização, o Ibama monitora 789 covas nas regiões dos tabuleiros de desova até março de 2015, quando se encerra o período de reprodução dos animais no baixo Rio Branco. O monitoramento conta com a proteção de policiais e apoio do ICMBio.

* Matéria assinada por Anne de Freitas e publicada no portal G1 RR em 26/12/2014

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Brasil poderá ter mais sete sítios Ramsar de importância internacional

Protocolo orientará a execução de inventário das áreas úmidas no Brasil

Os integrantes do Comitê Nacional de Zonas Úmidas (CNZU) aprovaram, na tarde desta terça-feira (15/05), durante sua 13ª reunião, a criação de novos sítios Ramsar em sete Unidades de Conservação (UCs). Agora, as indicações brasileiras serão levadas à avaliação do corpo técnico do Secretariado da Convenção de Ramsar para análise final. Caso sejam aprovadas, tornam-se sítios Ramsar, que são áreas úmidas de importância internacional.

As áreas propostas ficam nas Reservas Biológicas do Atol das Rocas, e do Guaporé, na Área de Proteção Ambiental e no Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha, na Estação Ecológica do Taim, na Área de Proteção Ambiental de Guaratuba, e nos Parques Nacionais do Viruá, e da Ilha Grande. Depois de aprovados, os novos sítios somam-se aos outros 12 já instituídos no Brasil pelos participantes da Convenção de Ramsar, que deve se reunir no Uruguai em meados de 2015.

PROPOSTAS

Nos dois dias de debates da 1ª Oficina de Trabalho sobre Classificação e Inventário de Áreas Úmidas Brasileiras, constaram da pauta a apresentação de proposta para o Sistema de Classificação de Áreas Úmidas Brasileiras, a definição de um protocolo destinado a orientar a execução de inventário das áreas úmidas no Brasil, além da publicação do panorama desses espaços no território brasileiro.

Para o gerente de Biodiversidade Aquática e Recursos Pesqueiros da Secretaria de Biodiversidade e Florestas (SBF)  do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Roberto Gallucci, os três dias de discussões realizadas nas duas reuniões foram muito produtivos. “Representaram grandes avanços nas bases científicas destinadas a orientar as políticas públicas de proteção e conservação das zonas úmidas, incluindo sua biodiversidade”, explicou.

SAIBA MAIS

A Convenção sobre Zonas Úmidas de Importância Internacional, mais conhecida como Convenção de Ramsar, é um tratado intergovernamental que estabelece marcos para ações nacionais e para a cooperação entre países, com o objetivo de promover a conservação e o uso racional de zonas úmidas em todo o mundo. Essas áreas fornecem serviços ecológicos fundamentais para espécies de fauna e flora e para o bem-estar de populações humanas.

Além de regular o regime hídrico de vastas regiões, também funcionam como fonte de biodiversidade em todos os níveis, cumprindo, ainda, papel relevante de caráter econômico, cultural e recreativo. Ao mesmo tempo, atendem necessidades de água e alimentação para uma ampla variedade de espécies e para comunidades humanas, rurais e urbanas.

* Matéria assinada por Luciene de Assis e publicada no site do Ministério do Meio Ambiente em 15/05/2014