Destaque Especial, Notícias, Notícias dos Parceiros do Arpa, Notícias sobre o Arpa

116 milhões de reais para as unidades de conservação da Amazônia

11223309_10153618531331803_4586264172778821025_nNa manhã desta quarta-feira (19/8), o governo da Alemanha confirmou a doação de R$ 116 milhões (cerca de 31,7 milhões de euros) para o Fundo de Transição do Arpa – Áreas Protegidas da Amazônia, considerado o maior programa de conservação de florestas tropicais do mundo. O valor doado fará parte dos 215 milhões de dólares que compõem o Fundo, e que vai contribuir para a conservação de 60 milhões de hectares da Amazônia, uma área do tamanho da França.

O acordo foi feito na abertura da Conferência Florestas, Clima e Biodiversidade, organizada pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) em parceria com o governo alemão, em Brasília (DF). Na ocasião, foram firmados outros acordos de cooperação para a conservação florestal e a regularização ambiental de imóveis rurais na Amazônia e em áreas de transição do Cerrado. No total serão investidos cerca de R$ 200 milhões no Brasil.

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, celebrou a histórica parceria de 20 anos dos dois países na conservação da biodiversidade brasileira. “A relação bilateral deu início com o investimento em programas de redução do desmatamento da Amazônia como o PPG7 e o PPCDAm até chegarmos ao Arpa. Hoje estamos num novo patamar e sabemos que o investimento alemão fez toda a diferença. Isso vai contribuir fortemente para estabelecermos nossas metas de clima rumo à COP de Paris, em dezembro”, explicou.

O WWF, como um dos parceiros do Arpa, tem dado suporte financeiro e técnico nos processos de gestão e monitoramento das unidades de conservação (UCs) da Amazônia. “O Fundo é um modelo de financiamento inovador. A ferramenta vai assegurar até 2039 a alocação de recursos financeiros para a gestão das UCs apoiadas pelo Programa, aliando a conservação e a promoção do desenvolvimento socioeconômico regional”, avalia Marco Lentini, coordenador do Programa Amazônia do WWF-Brasil.

O financiamento sustentável das UCS do Arpa só será possível por meio do aumento gradativo de recursos públicos para gestão e manejo destas áreas, sendo que, após 25 anos, o Governo assumirá 100% do custeio de manutenção destas Unidades.

Sobre o Arpa

O Arpa é um programa do governo federal, coordenado pelo MMA, criado em 2002, considerado o maior programa de conservação de florestas tropicais do mundo. Atualmente, o Arpa protege 105 unidades de conservação (UCs) na Amazônia brasileira, que representam 58 milhões de hectares, com a perspectiva de alcançar 60 milhões em breve. Foi criado com o objetivo de expandir e fortalecer o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) na Amazônia, além de assegurar recursos financeiros para a gestão destas áreas, a curto e longo prazo e promover o desenvolvimento sustentável da região.

Reconhecido internacionalmente, o Arpa combina biologia da conservação com as melhores práticas de planejamento e gestão. As unidades de conservação apoiadas pelo programa são beneficiadas com bens, obras e contratação de serviços necessários para a realização de atividades de integração com as comunidades de entorno, formação de conselhos, planos de manejo, levantamentos fundiários, fiscalização e outras ações necessárias ao seu bom funcionamento.

São parceiros do Programa o Ministério para a Cooperação e Desenvolvimento Alemão (BMZ), o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o Funbio, a Fundação Gordon e Betty Moore, o WWF-Brasil, o WWF Estados Unidos, o Fundo Amazônia, a fundação Margaret A. Cargill e o Global Environment Facility (GEF), e os governos estaduais do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Rondônia, Pará, Tocantins, e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

* Texto assinado por Frederico Brandão e publicado no site do WWF Brasil em 19/08/2015

Notícias, Notícias sobre o Arpa

Inscrições abertas para oficina sobre o Arpa

A Coordenação de Apoio à Pesquisa do ICMBio realizará, nos dias 4 e 5 de agosto, a oficina de Gestão do Conhecimento no âmbito dos Marcos Referenciais Pesquisa e Monitoramento das Unidades de Conservação do Programa Áreas Protegidas da Amazônia.

Promovida com o apoio do WWF Brasil, a formação tem como objetivo orientar as Unidades de Conservação de Grau II do Programa Arpa no planejamento e na integração das atividades de pesquisa, gestão da informação e monitoramento. Também será uma oportunidade de fortalecer a integração entre os centros nacionais de pesquisa e conservação que atuam no bioma.

Os chefes das unidades e dos centros devem indicar um servidor que atue na área de pesquisa, monitoramento e gestão da informação. Cada participante deverá confirmar sua presença até 10 de julho por meio do preenchimento deste formulário online. Posteriormente, serão enviadas informações sobre deslocamento e hospedagem.

 

Notícias, Notícias das Unidades de Conservação

Reserva Chico Mendes (AC) é tema de três publicações do WWF Brasil

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Em comemoração aos 25 anos da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes, o World Wide Fund for Nature (WWF) Brasil e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) realizaram na noite desta segunda-feira, 27, o lançamento de três publicações que abordam temas relacionados à reserva.

O “Guia Informativo da Gestão Participativa na Reserva Extrativista Chico Mendes – Acre”, “Produção de Borracha FDL e FSA: Guia de Treinamento” e o “Por Entre Estradas e Varadouros” retratam a história da reserva, a conservação das florestas e depoimentos de diversos extrativistas. O coordenador adjunto do Programa Amazônia, da WWF, Ricardo Melo, conta que o objetivo das publicações é incentivar a cadeia produtiva da borracha no estado.

“O WWF tem apoiado cooperativas e as políticas públicas para aumentar a visibilidade econômica dessa cadeia, assim nós fortalecemos também a relação com empresas de outros lugares do país para que eles possam adquirir o nosso produto”, disse.

Raimundo Mendes, o Raimundão, foi um dos extrativistas homenageados durante o evento (Foto: Angela Peres/Secom)

Na oportunidade, alguns extrativistas foram homenageados, como Raimundo Mendes, o “Raimundão” (FOTO), primo do líder seringueiro Chico Mendes e um dos moradores mais antigos da Resex. “É um motivo de muita alegria estar aqui representando meus companheiros, num momento em que somos reconhecidos por todos vocês. Isso nunca existiu no passado”, relatou.

O governo do Estado tem investido em políticas de incentivo e apoio às cadeias produtivas existentes dentro da Resex, para garantir estabilidade financeira e qualidade de vida aos moradores. “O governo tem investido na consolidação da Resex. Somente nos últimos quatro anos foram desenvolvidos planos comunitários que somam quase R$ 2 milhões em investimentos, para impulsionar as cadeias produtivas da reserva”, afirmou o titular da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Edegard de Deus.

* Publicado na Agência de Notícias do Acre em 28/04/2015

Notícias, Outras Notícias

Conciliar exploração e conservação é desafio para preservar a Floresta Amazônica

 

Na Reserva Mamirauá, pesquisadores e ribeirinhos buscam a sustentabilidade pelo manejo florestal (Tomaz Silva/Agência Brasil)
Na Reserva Mamirauá, pesquisadores e ribeirinhos buscam a sustentabilidade da floresta Amazônica pelo manejo florestal (Tomaz Silva/Agência Brasil)Tomaz Silva/Agência Brasil

 

A conciliação entre a exploração e conservação é um dos desafios na busca pela preservação da Amazônia. A floresta é o maior bioma do Brasil e tem grande importância na regulação climática e manutenção da água. Em 2004 foi registrado um pico de desmatamento e o governo brasileiro criou o Plano de Ação para a Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAM) com três eixos voltados para a preservação da floresta. Para os especialistas, o país tem avançado na redução do desmatamento mas ainda há muito a ser feito.

Segundo o coordenador do Programa Amazônia do WWF-Brasil, Marco Lentini, o eixo que mais avançou foi o de monitoramento, que propiciou redução em mais de 80% do desmatamento nos últimos dez anos. Para ele, o avanço foi um ganho importante, mas o problema não está controlado e ainda é preciso investir nas outras duas vertentes do plano: ordenamento de território e fomento às atividades de produção sustentável.

“Tem muita lição de casa para fazer com relação a ordenar o território amazônico para os melhores usos e incentivar a legalidade. Mas principalmente tem um longo caminho a se percorrer em projetos e iniciativas que valorizem a floresta”, explica Lentini que acredita que a destinação das terras não está sendo realizada da melhor maneira. Ele acrescenta que outro ponto importante é o respeito às comunidades tradicionais que vivem na região: “[É importante] reconhecer as comunidades tradicionais que estão tentando fazer uma produção florestal e agropecuária ecologicamente sustentável, criar uma estrutura onde a gestão de sustentabilidade a longo prazo seja priorizada”.

O diretor do Departamento de Políticas para Combate ao Desmatamento do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Francisco Oliveira, explica que o antigo processo para a destinação de terra era moroso e, para acelera-lo, foi criada a Câmara Técnica de Destinação e Regularização de Terras Públicas Federais na Amazônia Legal. Cada órgão do governo apresenta uma possibilidade de uso das glebas públicas. Dos 44 milhões de hectares destinados pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário aos trabalhos da Câmara, cerca de 20 milhões já tiveram uso definido sendo que 5,5 milhões foram dados ao MMA para a criação de unidades de conservação, por exemplo. Outros 12 milhões serviram para regularização fundiária. A destinação é um ponto importante também para evitar outro problema: a grilagem de terras. “No momento em que a gente destina esta terra, está acabando com aquele vazio de alguma forma e reduzindo o espaço daqueles que estão em busca de áreas para grilar”.

Com relação ao fomento de ações, Oliveira explica que o governo vem investindo, por exemplo, no Programa de Apoio à Conservação Ambiental Bolsa Verde, que atende cerca de 70 mil famílias que recebem R$ 300 para investir em ações sustentáveis. Outra medida citada por ele foi a definição de um valor mínimo para uma lista de produtos extraídos da floresta. “Ele [o pequeno produtor] era muito prejudicado pelos atravessadores. Quando você cria um preço mínimo para aquele produto, você tá buscando garantir que aquele produtor, ao vender o seu produto vai ter um mínimo”.

A exploração ilegal da madeira também é uma questão a ser resolvida na região. A qualidade e as propriedades das árvores da Amazônia atraem o mercado. A secretária-executiva do Conselho Brasileiro de Manejo Florestal (FSC) Brasil, Fabíola Zerbini, acredita que é preciso investir ainda mais na fiscalização. “O sistema de rastreabilidade de madeira amazônica, o Documento de Origem Florestal (DOF), é muito bom, conceitual e metodologicamente. O problema é que ele não funciona porque ainda existe corrupção, existe muito uso indevido e não há fiscalização na ponta”.

Para os três especialistas ouvidos pela Agência Brasil um ponto é consensual: é preciso equilibrar produção e sustentabilidade. “Não caia no risco de deixar de usar a madeira da Amazônia achando que vai protegê-la porque, infelizmente vai acabar tendo efeito inverso. A gente vai ver mais e mais áreas convertidas para outros fins e a Amazônia indo embora”, diz Fabíola. Para Lentini, investir em treinamento e incentivos aos produtores e campanhas com a sociedade também é um caminho. “Convencer a sociedade a adquirir produtos que tenham origem legal, sustentável”. Francisco Oliveira também acredita nestas possibilidades e destaca que ao conhecer o uso dado à terra auxilia em melhores políticas públicas. “A gente tem o desafio de levar assistência técnica adequada ao desenvolvimento que se deseja para a Amazônia, para conciliar proteção e produção em base sustentável”, conclui o diretor do MMA.

* Publicado pela EBC em 21/03/2015

Notícias, Notícias sobre o Arpa

Programa Arpa é tema de palestra no Congresso Mundial de Parques

Como parte da programação do Congresso Mundial de Parques, em Sidney (Austrália), o Governo Brasileiro, em parceria com o WWF e o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), realizou hoje (18) a palestra “A Iniciativa Arpa para a Vida – Compromisso com a Amazônia”, no CFA Pavillion. A proposta foi apresentar a Iniciativa, lançada em 2012 pelo Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa) do Governo Federal, que assegurou a alocação de recursos financeiros da ordem de 215 milhões de dólares para garantir, pelos próximos 25 anos, a manutenção permanente de 60 milhões de hectares de UCs apoiadas pelo Arpa.

Doze anos após sua criação, o Arpa, coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), é considerado o mais bem-sucedido exemplo de gestão de áreas protegidas do planeta. “A Iniciativa Arpa para a Vida permitiu várias inovações no programa, como a constituição de um fundo de transição e os mecanismos de governança, além de marcar o início da terceira fase do Arpa, lançada no Brasil em maio deste ano. O Congresso de Parques vai lançar a estratégia internacionalmente e apresentar o Programa para os maiores especialistas de áreas protegidas do mundo”, explica Mauro Armelin, superintendente de conservação do WWF-Brasil, um dos parceiros da estratégia.

O Congresso de Parques, organizado pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), acontece até amanhã (19) sob o tema “Parques, pessoas e planeta: inspirando soluções”. O evento ocorre a cada dez anos e reúne especialistas de todo o mundo para discutir a situação das áreas protegidas existentes ao redor do planeta, além de definir uma agenda voltada à conservação de áreas protegidas para a próxima década.

Sobre o Arpa

Atualmente, o Arpa protege 95 unidades de conservação (UCs) na Amazônia brasileira, que representam mais de 52 milhões de hectares. Foi criado com o objetivo de expandir e fortalecer o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) na Amazônia, além de assegurar recursos financeiros para a gestão destas áreas, a curto e longo prazos, e promover o desenvolvimento sustentável da região.

Reconhecido internacionalmente, o Arpa combina biologia da conservação com as melhores práticas de planejamento e gestão. As unidades de conservação apoiadas pelo programa são beneficiadas com bens, obras e contratação de serviços necessários para a realização de atividades de integração com as comunidades de entorno, formação de conselhos, planos de manejo, levantamentos fundiários, fiscalização e outras ações necessárias ao seu bom funcionamento.

São parceiros do Programa o Ministério para a Cooperação e Desenvolvimento Alemão (BMZ), o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o Funbio, a Fundação Gordon e Betty Moore, o WWF-Brasil, o WWF Estados Unidos, o Fundo Amazônia, a fundação Margaret A. Cargill e o Global Environment Facility (GEF), os governos estaduais do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Rondônia, Pará, Tocantins, e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

* Publicado no site da WWF em 18/11/2014

Notícias, Notícias das Unidades de Conservação, Notícias dos Parceiros do Arpa

Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque – Tão Diverso Quanto Grande

Nas notícias de campo dessa semana, vamos falar de um gigante: o Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque, o maior parque do Brasil e o maior do mundo em florestas tropicais, com uma área de quase quatro milhões de hectares.

Criado em 2002, no estado do Amapá, na divisa com a Guiana Francesa e o Suriname, essa unidade de conservação é fundamental para conservação de toda biodiversidade amazônica, e, em especial, para a vida dos muitos animais e plantas que ela abriga.

E dentre tantas notícias dessa importante UC, hoje vamos falar do papel dela para as espécies que vivem ali – e que não são poucas: mais de 2.300 plantas e animais vertebrados, como aponta a lista do Observatório de UCs, a qual lidera de longe.

Nas pesquisas realizadas em cinco expedições ao parque nacional entre 2004 e 2006 para elaboração do Plano de Manejo (link para o documento do e), foram registradas incríveis 1.578 espécies de plantas.

Entre os animais vertebrados, registrou-se 366 espécies de aves; 70 de anfíbios, sendo algumas novas descobertas – ou seja, nunca vistas ou estudadas antes; 86 répteis, incluindo três espécies de jacarés, três tartarugas e dois jabutis, além das serpentes e lagartos com pelo menos três espécies desconhecidas. Dentre as mais ameaçadas, às quais a UC oferece abrigo garantindo a sobrevivência e reprodução, estão o tatu-canastra, o cachorro-vinagre, a ariranha e a anta.

Espécie de sapo encontrada o Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque (Crédito: Claudio Maretti).

Esses números e dados ficam ainda mais impressionantes se considerarmos que eles foram colhidos em apenas uma pequena amostra do parque, e que, levando em conta a extensão, a diversidade de ecossistemas e o grau de conservação da sua área, ainda há muito mais a ser encontrado e que está sendo protegido.

E é pensando nisso, que o Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque é uma das UCs escolhidas pelo WWF-Brasil para o apoio a projetos de conservação socioambiental.  Entre as iniciativas apoiadas e desenvolvidas em parceria com a organização na UC está o projeto Biodiversidade nas Costas, que reúne professores da UNIFAP e educadores dos municípios do entorno do Parque.

* Publicado no Observatório de UCs da WWF Brasil em 25 de março de 2014

 

 

Notícias, Notícias das Unidades de Conservação

Amapá recebe o Biodiversidade nas Costas

Tornar conhecida a biodiversidade do estado do Amapá a alunos dos municípios do entorno do Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque (PNMT). Essa é a proposta da oficina de capacitação, promovida pelo Projeto Biodiversidade nas Costas – Tumucumaque (BNC-Tumucumaque), que reúne até hoje (25/2), em Macapá, cerca de cem educadores do estado, que fazem parte do Plano Nacional de Formação de Professores (Parfor) e que atuam nos municípios de Oiapoque, Calçoene, Serra do Navio, Pedra Branca do Amaparí e Laranjal do Jari.

O Amapá é o primeiro estado da Amazônia a receber uma capacitação do BNC, anteriormente só havia acontecido no Cerrado. Os participantes, reunidos desde o dia 20, têm a oportunidade de conhecer os materiais da coleção do BNC-Tumucumaque, produzidos de forma participativa, com atores locais. A partir do curso, os professores poderão futuramente debater em sala de aula formas inovadoras para elaboração e desenvolvimento de atividades ambientais com os estudantes.

Parque Nacional Montanhas de Tumucumaque (AP). Foto: Claudio Maretti

O Projeto funciona da seguinte forma: os materiais pedagógicos são elaborados com base na análise das realidades socioambientais de cada município e são incluídos em uma mochila para a utilização de seus respectivos educadores. O kit de educação ambiental propõe um conjunto de instrumentos educacionais voltados à formação, mobilização e engajamento social para a conservação da natureza e é direcionado aos três níveis de ensino (educação infantil, ensino fundamental e médio). As atividades propostas foram desenvolvidas para não dependerem de tecnologias, muitas vezes inacessíveis no interior do país.

O Programa Educação para Sociedades Sustentáveis (PESS) do WWF-Brasil é o guardião deste projeto. A oficina de Macapá, em especial, contou ainda com a parceria do Programa Amazônia da organização, que coordena a implementação da estratégia em unidades de conservação, e com o apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que tem acompanhado as atividades no estado.

De acordo com Luiz Coltro, analista de conservação do WWF-Brasil, a partir da análise da implementação do Projeto, será possível verificar se a ferramenta pedagógica, considerada inédita, despertará maior sensibilização da sociedade amapaense ao PNMT. “Queremos apresentar, de forma lúdica e leve, o Parque e seu principal instrumento de gestão, o plano de manejo, além de suas belezas e biodiversidade a professores e alunos. A proposta é mitigar a falta de informação e conhecimento sobre a unidade de conservação e auxiliá-la em sua implementação por meio do engajamento da sociedade pela escola”, revela.

Um parceiro fundamental para o desenvolvimento do plano de ação foi a Universidade Federal do Amapá (Unifap), que desenvolveu a concepção inicial dos instrumentos educacionais, por meio dos departamentos de Ciências Biológicas e de Geografia. “A capacitação celebra a finalização da primeira fase do BNC-Tumucumaque, que é a produção dos materiais pedagógicos a partir do plano de manejo do PNMT. Além disso, contempla a segunda fase com a formação dos professores e lança as diretrizes para o desenvolvimento da fase III com o monitoramento e a avaliação da proposta, colocando a mochila dentro das salas de aulas”, ressalta Bruno Reis, educador do Ecocentro IPEC – Instituto de Permacultura e Ecovilas do Cerrado, parceiro do projeto.

Sobre o PNMT

Criada em 22 de agosto de 2002, o Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque (PNMT) é o maior Parque Nacional do Brasil e uma das maiores áreas de floresta tropical protegidas do mundo, com aproximadamente 3.867.000 hectares.

Está localizado numa porção da Floresta Amazônica bem peculiar, na região conhecida como Escudo das Guianas, ao noroeste do estado do Amapá, que possui características únicas e ainda pouco conhecidas. O Parque abrange parte dos municípios de Oiapoque, Calçoene, Pedra Branca do Amaparí, Serra do Navio e Laranjal do Jari, além de uma pequena porção do município de Almeirim, no estado do Pará.

O principal objetivo da unidade de conservação é a preservação de ecossistemas naturais de grande relevância ecológica e beleza cênica. A proposta é possibilitar a realização de pesquisas científicas, o desenvolvimento de atividades de educação e interpretação ambiental, de recreação com a natureza e de turismo ecológico, que contribuam com a melhoria da qualidade de vida das populações de seu entorno.

* Matéria publicada em 25/02/2014 no site da WWF-Brasil

Notícias, Notícias sobre o Arpa

Balanço: Participações do Arpa na Rio + 20

Diversos momentos foram importantes para a apresentação do Arpa ao público que esteve na Rio + 20. O programa foi prestigiado em exposições, seminários e eventos organizados pela ONU e pelo governo brasileiro.

O mais importante foi, em 18 de junho, a assinatura do acordo de captação de US$ 250 milhões para o financiamento de novas ações até 2019, no encontro promovido pela Secretaria de Biodiversidade e Florestas (SBF), do MMA, pelo WWW-Brasil e pelo Funbio.

Foto: WWF-Brasil/Marco Sarti

Houve ainda outros momentos relevantes para a apresentação das conquistas do Arpa. Inclusive de modo lúdico. O programa esteve em três exposições: uma no Pavilhão Brasil, outra na Arena Socioambiental e outra no forte de Copacabana.

No dia 15, o programa fez parte de dois encontros promovidos pelo governo federal. Um do próprio Ministério do Meio Ambiente, em que foram debatidos avanços e perspectivas do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (Snuc). E outro em evento promovido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em que foi debatido o Fundo Amazônia.

O coordenador do Arpa, Trajano Quinhões, expôs as conquistas do programa e os mecanismos financeiros que possibilitam que chegue a apoiar 95 UCs para a proteção de 52 milhões de hectares, além de 17 UCs em fase de criação e outras que vão se integrar à iniciativa nos próximos meses.

SNUC – Nos eventos com a participação do Arpa, na Rio + 20, uma das presenças marcantes foi a de Braulio Dias, ex-secretário de Biodiversidade e Florestas, do MMA, que desde fevereiro está a frente do Secretariado da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) em Montreal. Ele ressaltou a importância do Programa de Áreas Protegidas da Amazônia durante a exposição sobre as estratégias do Sistema Nacional de Unidades de Conservação.

“O Brasil conquistou três grandes projetos na área de meio ambiente: O Arpa, o GEF Marinho e o GEF Terrestre”, afirmou Bráulio Dias. Ele acentuou a necessidade de mecanismos financeiros e parcerias para que o Brasil cumpra seus compromissos internacionais relacionados ao meio ambiente.

Durante a reunião, Braulio Dias comentou sobre a estratégia LifeWeb, plataforma de captação internacional de recursos, iniciativa da CDB, para arrecadação de US$ 115 milhões a serem usados para a eficiência da gestão de UCs. Esse foi um dos temas tratados no encontro do dia 15, promovido pelo Departamento de Áreas Protegidas (DAP), da SBF/MMA.

“Temos metas bastante ambiciosas para serem atingidas até 2020. Uma delas é de expansão das áreas protegidas. Não só fisicamente, mas de modo qualitativo, para melhoria de gestão”. Braulio Dias disse que vai trabalhar para que os países que precisem de apoio encontrem países dispostos a contribuir financeiramente. E admitiu que, “como brasileiro”, torce para as conquistas brasileiras.

Exposições – O Arpa esteve entre as atrações do Pavilhão Humanidade 2012, montado no Forte de Copacabana, iniciativa de empresas privadas, instituições governamentais e não-governamentais. O evento paralelo à Rio + 20 recebeu 60 mil visitantes logo nos três primeiros dias da exposição que mostrou a necessidade de preservação ambiental e do desenvolvimento sustentável.

No evento, realizado pela Confederação Nacional de Indústria, o programa do MMA foi apresentado como uma das mais importantes iniciativas para a ampliação das unidades de conservação, sua consolidação e a implementação do SNUC.

No Parque dos Atletas, onde foram realizados debates oficiais da Rio + 20, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) instalou o Pavilhão Brasil, com 4 mil m², onde também foram realizadas palestras, abrangendo temas como inovação, agricultura, energia, inclusão social, turismo e cultura. Tudo com viés do desenvolvimento sustentável.

Cúpula dos povos – No Parque do Flamengo, a Rio + 20 contagiou uma multidão de pessoas vindas de muitos países e de estados brasileiros. Nos jardins e embaixo dos pilotis do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, foi instalada a Arena Socioambiental, com mostras de 14 ministérios, como meio de diálogo entre governo e sociedade.

Uma moderna galeria de pinturas, com obras de arte projetadas nas paredes, se misturaram com informações sobre educação, saúde, conservação ambiental na exposição Portinari + Brasileiros. Um conjunto que expressa de modo variado a vida dos cidadãos no país.

Em sala contínua aos quadros de Portinari, telões multimídia divertiam as pessoas que podiam mudar de assunto com o toque dos dedos. Entre as opções, o Arpa se destacava, mostrando informaçõe e imagens de UCs, clicadas pelo analista ambiental Luciano Malanski.