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Termina primeira fase da expedição de diagnóstico ambiental em Unidades de Conservação

Terminou em 11 de agosto a primeira expedição para Elaboração do Diagnóstico Ambiental das Unidades de Conservação Federais do Interflúvio Purus-Madeira – “Fase Terra”, parte integrante do processo de elaboração dos planos de manejo das 11 Unidades de Conservação (UCs) localizadas no Amazonas e em Rondônia. Esta primeira atividade, iniciada em 21 de julho, percorreu as Florestas Nacionais do Iquiri e Balata-Tufari e os Parques Nacionais Mapinguari e Nascentes do Lago do Jari, que representam mais de 4,5 milhões de hectares de áreas naturais protegidas.

O diagnóstico envolve a Avaliação Ecológica Rápida (AER) – metodologia para elaboração de planos de manejo – do meio físico, vegetação, aves, peixes e mamíferos, além da investigação do potencial de uso público e turístico das UCs. A expedição também avalia esses aspectos de forma integrada para oferecer informações que possam ser aplicadas diretamente na gestão e manejo das Unidades. Mônia Fernandes, analista ambiental da Equipe de Planejamento dos Planos de Manejo, explica que “os pesquisadores também vão a campo direcionados a responder alguns dos desafios de gestão das Unidades de Conservação, apontados pelos gestores em oficinas prévias. Esse é um dos grandes diferenciais do processo”.

Lilian Hangae, coordenadora-geral de Criação, Planejamento e Avaliação de Unidades de Conservação (CGCAP/ Diman), destacou a dimensão e importância da elaboração do diagnóstico. “Este trabalho traz o pioneirismo de elaborar 11 planos de manejo de diferentes categorias, que estão integrados em uma área de mais de 8 milhões de hectares de áreas protegidas. Um enorme esforço pessoal e institucional está sendo realizado desde seu planejamento”, destacou Hangae.

A primeira expedição envolveu mais de 50 pessoas, entre pesquisadores, servidores do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Serviço Florestal Brasileiro e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), auxiliares, mecânico, piloteiros e cozinheiras, além de ter recebido apoio de sargentos e médicos do Exército. Sergio Brant, diretor de Criação e Manejo de Unidades de Conservação (Diman/ICMBio), também acompanhou parte da expedição. O Instituto Chico Mendes foi o responsável pelo custeio e organização das atividades.

A “fase água” da expedição será realizada de 7 a 30 de outubro, nos rios Madeira e Purus, e percorrerá as Unidades de Conservação que não foram amostradas na primeira fase. O Interflúvio Purus-Madeira compreende as Reserva Biológica Abufari; Estação Ecológica Cuniã; Parques Nacionais Mapinguari e Nascentes do Rio Jari; Florestas Nacionais Balata-Tufari, Humaitá e Iquiri; Reservas Extrativistas do Lago do Cuniã, do Lago do Capanã Grande do Médio-Purus e Reserva Extrativista Rio Ituxi.

Primeira fase da expedição percorreu as Florestas Nacionais do Iquiri e Balata-Tufari e
os Parques Nacionais Mapinguari e Nascentes do Lago do Jari

*Matéria publicada no ICMBio em foco no dia 22/08/2014